INICIAR SESIÓNCapítulo 10: O Restaurante Italiano e o Ritmo Sem PressaNa noite de quinta-feira, o ar ameno do início da noite acompanhava os preparativos de Valéria em seu apartamento no Condomínio Residencial Bosque das Cerejeiras. Ela escolheu um vestido midi em tom verde-militar, de tecido fluido e corte elegante, acompanhado por brincos discretos e o cabelo castanho solto em ondas suaves.Às oito horas em ponto, o interfone tocou. Luca já a aguardava na portaria.Ao descer e atravessar a entrada iluminada do prédio, Valéria avistou Luca encostado ao lado do carro. Ele vestia uma camisa social escura bem alinhada, com as mangas dobradas até a metade dos antebraços. Quando os olhos dele a encontraram, um sorriso sincero e admirado surgiu em seu rosto.— Boa noite, Valéria — disse ele, dando um passo à frente e abrindo a porta do passageiro com cavalheirismo. — Você está deslumbrante.— Boa noite, Luca. Obrigada — respondeu ela, sentindo um calor discreto nas bochechas ao acomodar-se no ban
Capítulo 9: O Retorno dos Pais e o Olhar de FamíliaO saguão do aeroporto internacional de Verona Heights estava movimentado na noite de terça-feira. Entre o fluxo constante de passageiros e o som das malas rolando pelo piso polido, Valéria aguardava perto da saída do desembarque. Ela vestia um jeans ajustado, uma blusa de gola alta e um casaco leve, mantendo a postura serena e elegante que lhe era natural.Quando as portas automáticas se abriram mais uma vez, ela avistou os pais caminhando juntos.Roberto e Cecília vinham de mãos dadas, trocando risadas e cumplicidade. Tinham acabado de passar dez dias nas praias paradisíacas do Caribe, celebrando mais um aniversário de casamento na chamada "quinta lua de mel" do casal.— Minha filha! — Cecília abriu os braços com um sorriso iluminado assim que os olhos encontraram Valéria.As duas se abraçaram com calor e saudade. Em seguida, Roberto envolveu as duas em um abraço protetor e acolhedor, beijando o topo da cabeça da filha com cari
Capítulo 8: O Aroma das Flores e o Convite Pessoal Na manhã de sábado, o sol brilhava suavemente através da varanda do apartamento. Valéria ainda estava de roupão de seda e xícara de café na mão quando a campainha tocou. Era Valentina, de vinte e dois anos, que havia saído cedo da mansão de seus pais e trazia uma sacola com croissants frescos de uma padaria artesanal. — Eu nem esperei dar dez horas da manhã! — disse Valentina, entrando radiante e deixando os pães na bancada da cozinha. — A sua carona ontem com o Luca... Como foi? Me conta tudo! Valéria riu, servindo mais uma xícara de café para a amiga. — Foi tranquila, Tina. Ele me deixou na portaria do prédio, conversamos um pouco... — "Conversamos um pouco"? Valéria, eu vi o jeito que ele te olhava durante todo o jantar no restaurante! — provocou Valentina, sentando-se na banqueta da bancada. — O Luca é lindo, comanda uma empresa gigante e não tirou os olhos de você por um segundo sequer. Valéria olhou para a própri
Capítulo 7: O Percurso, a Intimidade e o Despertar do Corpo O jantar comemorativo havia se encerrado sob risos e um clima de dever cumprido. Pouco antes de solicitarem a conta, enquanto Mateo e Luca ajustavam alguns detalhes do transporte com o garçom, Natália levantou-se discretamente da mesa para ir ao toucador. Valéria olhou para Valentina, que lhe deu um leve aceno de aprovação com a cabeça. Sentindo que aquele era o momento perfeito para ter a conversa que havia planejado, Valéria levantou-se com passos tranquilos e seguiu até o lounge reservado que antecedia a entrada dos banheiros do restaurante. Natália estava retocando o batom diante do espelho quando percebeu a presença de Valéria através do reflexo. Ela virou-se com um sorriso gentil: — A noite foi maravilhosa, não foi, Valéria? A integração das equipes foi um sucesso. — Foi impecável, Natália — respondeu Valéria com suavidade, aproximando-se um passo. Ela manteve a postura elegante, mas seu olhar expressava tota
Capítulo 6 O café da manhã na cozinha do apartamento de Valéria começou sob o olhar curioso e o interrogatório animado de Valentina. — Sem relatórios na mesa? Um bistrô reservado? Carta de vinhos? — Valentina apoiava os queixos nas mãos, com os olhos castanho-esverdeados brilhando de empolgação. Aos seus vinte e dois anos, ela vibrava com cada novidade na vida da amiga. — Valéria, isso não foi um jantar comum de trabalho. Foi um encontro impecável! Valéria sorriu, ajeitando a xícara de chá sobre a mesa. Suas bochechas coraram levemente, mas seu olhar expressava a serenidade de quem estava aproveitando aquela nova fase. — Foi apenas uma conversa agradável entre dois profissionais que se admiram, Val — explicou Valéria com serenidade. — O Luca é extremamente inteligente e tem uma visão de mundo incrível. Ele não me tratou como "a sócia do Mateo". Ele conversou comigo de igual para igual. — E é exatamente assim que você merece ser tratada! — Valentina levantou-se da cadeira e de
Capítulo 5 O bistrô escolhido por Luca tinha uma iluminação acolhedora e meia-luz, com mesas de madeira escura separadas por biombos sutis que garantiam total privacidade. Ao fundo, um instrumental suave tocava baixinho, criando uma atmosfera a anos-luz da agitação do laboratório. Assim que se acomodaram em um canto reservado perto da adega, Luca puxou a cadeira para Valéria com um gesto natural de cavalheirismo. — Obrigado por aceitar o convite — disse ele, sentando-se à frente dela e ajeitando o guardanapo de pano sobre o colo. — Eu prometi zero relatórios, então a primeira regra da noite é proibir palavras como "algoritmo", "diagnóstico" e "biomedicina". Valéria soltou uma risada sincera, ajeitando uma mecha do cabelo castanho-escuro atrás da orelha. Seus olhos castanho-dourados brilhavam com uma descontração que raramente transparecia durante o expediente. — Você está propondo um desafio difícil para duas pessoas que vivem em função disso doze horas por dia, Sr. Del Tor







