FAZER LOGINHelena permaneceu em silêncio por alguns segundos.A frase continuava ecoando em sua mente.Quando todos os companheiros forem reunidos, o herdeiro nascerá do poder que os uniu.Mas, dessa vez, alguma coisa havia mudado.Ela não sentia mais medo.Sentia compreensão.Como se todas as peças que estavam espalhadas dentro dela finalmente começassem a encontrar seus lugares.Helena olhou para Darley.Depois para Aren e Daren.— Eu entendi.Darley se aproximou.— Entendeu o quê?Helena respirou fundo.— Por que os sete despertaram.Os três ficaram atentos.— Não foi para que eu tomasse o poder de vocês. E também não foi para que vocês tomassem o meu.Ela levou a mão ao peito.— O despertar de vocês aconteceu porque o poder dentro de mim estava crescendo demais.Aren franziu a testa.— Crescendo?— Sim.Helena fechou os olhos.— Existe algo dentro de mim que ainda não nasceu completamente. Algo muito maior do que o poder que eu já despertei. E eu não conseguiria controlar isso sozinha.Darle
A noite parecia ter parado.No instante em que Helena abriu os olhos, todos os sons ao redor desapareceram.As folhas deixaram de se mover.O vento cessou.Até os animais da floresta permaneceram imóveis, como se alguma força invisível tivesse ordenado que o mundo inteiro esperasse.Então veio o puxão.Mais forte do que todos os anteriores.Helena levou a mão ao peito.Seu coração bateu uma vez.Depois outra.E, no terceiro batimento, uma onda de energia atravessou seu corpo.— Helena! — Darley gritou.A energia explodiu para fora dela.Não foi uma explosão destrutiva.Foi como se a própria natureza tivesse acordado junto com ela.As árvores se curvaram.O chão vibrou.A água dos rios próximos se ergueu por alguns centímetros, formando pequenas ondas sem que houvesse vento.As flores que estavam fechadas durante a noite começaram a desabrochar.E, muito longe dali, os sete soberanos sentiram.Kael foi o primeiro a cair de joelhos.Aren sentiu as pernas perderem a força.Daren segurou
Kael permaneceu em silêncio por alguns instantes.Helena ainda tentava compreender tudo o que havia visto.Seis histórias.Seis quedas.Seis maneiras diferentes de serem destruídos pelo próprio poder.Mas agora havia uma sétima presença.A última rainha.Aquela que ainda faltava.Kael respirou profundamente.— O nome dela era Aurélia.Helena levantou os olhos.— Aurélia?— Sim.Kael observou a floresta através da abertura entre as árvores.— Ela foi uma boa rainha. Talvez a melhor entre todos nós.Helena pareceu surpresa.— Então por que ela está entre eles?Kael demorou a responder.— Porque bondade não significa que alguém continuará se importando com os outros para sempre.Helena franziu a testa.— O que aconteceu?Kael suspirou.— Aurélia perdeu quase tudo. Pessoas. Família. Reino. Confiança.Sua voz ficou mais baixa.— Depois de tantos séculos, ela simplesmente deixou de se importar.Helena permaneceu pensativa.— Ela se tornou cruel?— Não.Kael balançou a cabeça.— Esse foi jus
Eryon começou a se mover.Depois de séculos preso nas profundezas da terra, cada passo parecia carregar o peso de uma era inteira.As pedras próximas tremiam quando ele passava.Algumas se erguiam sozinhas.Outras rolavam pelo chão como se estivessem sendo atraídas por sua presença.Eryon não precisava tocá-las.Não precisava sequer olhar para elas.A terra reconhecia seu poder.O ar parecia responder à sua respiração.E, a cada quilômetro percorrido, aquela sensação dentro de seu peito ficava mais forte.O chamado.Aquela energia que o havia arrancado das profundezas.Aquela presença que, desde o instante em que despertara, parecia estar esperando por ele.Eryon sabia que precisava encontrá-la.Mas havia outra coisa que começava a chamar sua atenção.Ele não estava sozinho.Existiam outras presenças se movendo.Algumas muito distantes.Outras mais próximas.E uma delas estava se aproximando rapidamente.Lúcio.Eryon fechou os olhos por alguns segundos.Sentiu a energia daquele antigo
O despertar de Eryon não terminou quando ele saiu das profundezas.Na verdade, foi naquele momento que seu verdadeiro poder começou a despertar.Ele permaneceu parado entre as pedras partidas, observando o mundo que existia diante de seus olhos.Tudo parecia menor do que em suas lembranças.As montanhas.As árvores.O céu.Mas o poder...Esse continuava ali.Eryon fechou os olhos.Por um instante, nada aconteceu.Então, lentamente, as pedras ao redor começaram a se mover.Primeiro, pequenos fragmentos.Depois, pedras maiores.Uma delas se ergueu do chão e permaneceu flutuando diante dele.Eryon abriu os olhos.A pedra girou.Ele moveu a mão.Outra pedra se levantou.Depois outra.E outra.Em poucos segundos, dezenas de pedras flutuavam ao redor do rei.Eryon observava tudo em silêncio.A força ainda estava dentro dele.Talvez maior do que antes.Ele fechou os dedos.As pedras se chocaram umas contra as outras, formando uma espécie de círculo ao seu redor.Então Eryon abriu a mão novam
Seraphina caminhava ao lado de Lúcio quando, de repente, diminuiu o passo.— Lúcio...Ele olhou para ela.— O que foi?Um sorriso apareceu nos lábios vermelhos da rainha.— Eu me lembro de você.Lúcio arqueou uma sobrancelha.— Lembra?— Dos encontros.Ela passou os dedos por uma das rosas que carregava.— Antes de todos nós adormecermos.Lúcio ficou em silêncio por alguns segundos.Então sorriu.— Os sete.Seraphina assentiu.— Os sete soberanos.Durante séculos, aqueles encontros haviam permanecido enterrados nas memórias dos dois.Antes de desaparecerem.Antes que seus reinos fossem destruídos.Antes que cada um escolhesse seu próprio caminho.Os sete reis e rainhas costumavam se reunir.Não eram amigos.Não exatamente.Eram soberanos que compartilhavam algo que poucos naquele mundo poderiam compreender.Poder.Conhecimento.E uma existência que atravessava gerações.— Eu me lembro de você — disse Lúcio.Seraphina olhou para ele.— Mas nunca conversamos.— Nunca.— Curioso.Ela sor







