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đŸ”„ CapĂ­tulo 142 đŸ”„ ( +18)

last update publish date: 2024-12-31 09:03:01
Priscila Barcella

Ficamos sozinhos, e ao olhå-lo, uma risada escapou de meus låbios. Era impossível não me sentir leve com a presença dele. Mas, por dentro, um turbilhão de emoçÔes se misturava, e eu sentia algo mais profundo, algo que eu não sabia como lidar.

— Que tal irmos para o quarto e aproveitarmos um pouco só nós dois? — Liam disse com a voz baixa, quase como um segredo, seus lábios se aproximando do meu pescoço, enviando uma onda de calor por todo o meu corpo.

Sorri, sentindo m
LetĂ­cia Nogueira

NĂŁo costumo escrever hot tive muita ajuda para conseguir, espero que vocĂȘs gostem, mas nĂŁo esperem muitos kkkkk eu realmente tenho dificuldade para escrever hot, mas para quem gosta o livro da Sol Costa Ă© bem quente

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  • O babĂĄ    CapĂ­tulo 266

    Priscila BarcellaEu jĂĄ estava no limite, atravessando o outro lado do Beach Park, perguntando pra todo mundo. Mostrava a foto no celular, mostrava o rostinho delas, implorava:— VocĂȘ viu minhas meninas? Viu essas duas?NinguĂ©m sabia responder. Alguns balançavam a cabeça, outros nem olhavam direito. Meu coração parecia um tambor descontrolado, e minhas pernas tremiam como se fossem me deixar cair a qualquer momento. Eu estava completamente desesperada.O telefone vibrou na minha mĂŁo trĂȘmula. Atendi sem nem olhar o visor.— Priscila, o Pedro achou as meninas! — a voz da VitĂłria saiu quase gritando.Naquele instante, o ar voltou pros meus pulmĂ”es de uma vez sĂł. Era como se alguĂ©m tivesse me devolvido a respiração que eu tinha perdido desde a hora que percebi que elas nĂŁo estavam mais perto de mim.Minhas meninas. Minhas pequenas. O Pedro tinha achado.Senti as lĂĄgrimas queimarem meus olhos, mas dessa vez nĂŁo eram de pavor: era de alĂ­vio.Eu saĂ­ correndo, o celular quase escorregando da

  • O babĂĄ    CapĂ­tulo 265

    Mavie Barcella A raiva ainda queimava dentro de mim, como quando a gente fica no sol muito tempo sem chapĂ©u e parece que a cabeça vai explodir. Eu via a carinha da Marcelina, toda molhada de lĂĄgrima, e sentia o coração bater “tum-tum-tum” forte, como se fosse um tambor de guerra. Eu sabia que a gente nĂŁo podia deixar aquilo passar. O menino tinha sido cruel, cruel de verdade. Ele nĂŁo sĂł empurrou a Marcelina, mas tambĂ©m falou aquelas coisas horrĂ­veis, dizendo que ela ia para o inferno. Como alguĂ©m podia ser tĂŁo maldoso? A Marcelina acreditou na hora. E agora estava ali, agarrada no pescoço do pai dela, gritando entre soluços que nĂŁo queria ir pro inferno, que nĂŁo queria sumir pra sempre. A cena parecia um redemoinho. Todo mundo em volta dela tentava ajudar. A tia VitĂłria falava rĂĄpido, quase se atropelando nas palavras: — Isso Ă© mentira, Marcelina, mentira! A mamĂŁe fazia carinho na cabeça dela, repetindo: — Calma, Princesa A vovĂł esta indignada com a situação e falando para o

  • O babĂĄ    CapĂ­tulo 264

    Liam Matarazzo Eu ainda estava tentando digerir a raiva que sentia daquela cena toda. Como podia existir criança tĂŁo maldosa? Como podia uma mĂŁe ensinar tanta crueldade ao prĂłprio filho? A fĂșria latejava em mim, mas eu tambĂ©m precisava respirar, me acalmar, porque tinha uma responsabilidade muito maior: cuidar da minha famĂ­lia.Priscila, no entanto, nĂŁo se acalmava. Ela estava vermelha, os olhos faiscando, a respiração acelerada. Desde o momento em que levantou a voz para aquela mulher, eu percebi que a intensidade dela estava prestes a transbordar. E eu nĂŁo podia ignorar um detalhe a Priscila estava grĂĄvida. E por mais que ela fosse forte, a raiva, o estresse, o desespero... tudo aquilo me fazia temer pelo bebĂȘ.— Amor
 — tentei puxĂĄ-la de leve, mas ela se virou de repente, os olhos faiscando.— Como um pai e uma mĂŁe podem ensinar crueldade? Como?! — ela disse, quase cuspindo as palavras. — Isso me dĂĄ nojo, Liam! Nojo! Eu a abracei apertado para acalmar ela.— E eles iam bater em v

  • O babĂĄ    CapĂ­tulo 263

    VitĂłria Matarazzo Eu fiquei em silĂȘncio, parada alguns passos atrĂĄs, um observadora invisĂ­vel daquele quadro tĂŁo terno quanto complexo.Pedro, apoiado nas muletas, o corpo inclinado em um equilĂ­brio precĂĄrio, transformava a Ășnica mĂŁo livre em um instrumento de pura ternura ao acariciar os cabelos da Marcelina. A forma calma e convicta como ele falava com a menina
 nĂŁo havia sombra de dĂșvida de que ele acreditava em cada palavra que dizia.— Princesa, ouve o tio — ele sussurrava, a voz um pouco rouca. — Aquele menino estava errado. As Ășnicas opiniĂ”es que importam sĂŁo das pessoas que te amam. E nĂłs te amamos mais que tudo nesse mundo, entendeu? Mais que tudo.Eu senti um nĂł na garganta. NĂŁo era sĂł o jeito protetor ou o sorriso doce, mesmo em meio Ă s lĂĄgrimas da pequena. Era a firmeza com que ele defendia o que amava, a segurança que transmitia, e aquela sensibilidade rara em um homem que jĂĄ tinha vivido tanta coisa difĂ­cil.O Pablo estava ali, claro, sendo o pai incrĂ­vel que todo mundo

  • O babĂĄ    CapĂ­tulo 262

    Priscila Barcella Estava uma loucura aquele passeio, as crianças estavam muito animadas e nĂŁo paravam nenhum minuto.— Eu estou ficando velha — minha sogra falou sentando comigo na sombra enquanto o Liam e o Eduardo cuidavam das meninas.— Que isso, as meninas Ă© que estĂŁo muito elĂ©tricas — falei bebendo um pouco de ĂĄgua de coco.— Priscila o que vocĂȘ achou do Pedro? — ela perguntou assim do nada e podia ver o seu olhar de mĂŁe preocupada.— Ele parece uma boa pessoa e a VitĂłria estĂĄ feliz Ă© o que importa.— É verdade
 — Isabel suspirou, mas com um sorriso no rosto. — Mesmo de gesso, ele veio. Isso jĂĄ diz muito, nĂŁo acha?— Diz sim — respondi animada. — DĂĄ pra ver que ele tĂĄ feliz, sabe? É daquele tipo de pessoa alto-astral, que nĂŁo deixa nada estragar o momento. E a VitĂłria tĂĄ radiante. É tĂŁo bom ver isso.Isabel assentiu, apertando a minha mĂŁo com carinho. Eu sempre achei bonito como ela cuidava de todo mundo, mesmo sem precisar.— Mas me diz, Priscila
 e vocĂȘ, como estĂĄ? — perguntou

  • O babĂĄ    BĂŽnus do Pablo

    NĂŁo estava nos meus planos passar as fĂ©rias em Fortaleza. A ideia era ir para o ParĂĄ, como sempre, para que as crianças ficassem com a mĂŁe da MarĂ­lia. Fiz essa promessa a ela, lĂĄ atrĂĄs, e nunca deixei de cumprir. Mas, dessa vez, tudo mudou de repente. Meu irmĂŁo sofreu um atropelamento, e foi impossĂ­vel negar o pedido das crianças. Elas estavam ansiosas, querendo vir vĂȘ-lo, e a verdade Ă© que eu tambĂ©m nĂŁo conseguiria ficar longe sabendo que ele precisava de mim. EntĂŁo, mesmo com a mala jĂĄ quase pronta para outra direção, troquei a rota. MarĂ­lia
 faz cinco anos que ela partiu, e ainda dĂłi falar o nome dela. Lembro do sorriso sereno quando decidiu manter a gravidez da Marcelina, mesmo sabendo que o cĂąncer avançava. "Ela precisa nascer, Pablo. Depois a gente vĂȘ o resto", disse, com aquela calma que eu nunca consegui entender. Eu vi o "resto" de perto. Vi a vida dela se apagando na mesma madrugada em que segurei nossa filha pela primeira vez nos braços. Foi a noite mais feliz e mais dolor

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