INICIAR SESIÓNSavana acabou de se mudar para a propriedade que herdou de seu pai e agora terá sua própria casa e poderá dar uma melhor qualidade de vida para sua filha. O que ela não esperava era reencontrar, acidentalmente, Caleb Easton, seu amor de adolescente e que o mesmo pudesse trazer à tona sentimentos que antes estavam enterrados no fundo de seu coração.
Ver másUm Ano Depois...A manhã da competição começou antes do sol. O céu ainda estava meio escuro, e o ar carregava aquele frio suave que só existe quando a terra ainda está decidindo acordar.Eu sentia o peso da barriga enquanto prendia o cabelo num coque desajeitado no espelho do banheiro da Estância. Não era uma barriga enorme ainda, mas já era presença. Uma lembrança constante de que havia mais uma história começando dentro de mim.Um menino.Nosso menino.Caleb estava apoiado no batente da porta, observando em silêncio. Ele sempre fazia isso, me olhar como quem reconhece algo que já sabia, mas gosta de ver de novo.— Você tá linda — disse, sem esforço, como quem afirma o óbvio.— Não precisa mentir — respondi, ajeitando uma mecha.Ele sorriu.— Linda.Ele veio até mim, colocou a mão na minha barriga, e o bebê mexeu na hora. Não sei se por hábito, toque, ou porque reconheceu a voz dele.— Ele tá ficando forte. — Caleb murmurou.— Ele vai ter que ser, com essa família — brinquei.Ele riu
SAVANASe alguém me dissesse anos atrás que eu me casaria de novo — e que esse casamento não teria véu, não teria salão, não teria cerimônia ensaiada — eu teria rido.O sol estava se pondo atrás das árvores quando eu senti que o mundo inteiro respirava comigo. O céu tinha aquela cor dourada de fim de tarde que sempre me fez acreditar que Deus pinta o dia a dedo só para lembrar a gente de viver.A cerimônia acontecia ali, no coração da estância, na frente do celeiro de madeira envelhecida, onde pequenas luzes penduradas em fios brilhavam como vaga-lumes presos no ar.O caminho até o altar era de pedra rústica, ladeado por cestos de flores campestres e penachos de capim dos pampas que dançavam levemente ao vento. Cada passo parecia contar uma história — uma história de terra, de raízes, de casa. No centro, sob um arco feito de troncos rústicos cobertos por flores secas em tons terrosos, ele me esperava.O terno escuro e simples, a camisa clara, a fivela grande do cinto brilhando no últi
CALEBMeses depois...O tempo tem um jeito estranho de passar quando a vida finalmente encontra um ritmo. Não corre, não arrasta... Só segue.Meses se passaram desde aquele sorvete na praça. Desde os olhares que a cidade já nem fingia esconder. Desde o dia em que Amber me chamou de “nosso Caleb” sem perceber que tinha dito um destino inteiro numa frase simples.À noite, depois que Amber dormia, às vezes ficávamos sentados na varanda. Não falávamos do passado, nem fazíamos planos grandes demais. A gente só existia ali. Respirando o mesmo ritmo.Foi nesses pequenos silêncios que entendi: Eu não estava apaixonado por Savana. Eu estava em casa nela. E eu fiquei. Não porque decidiram que eu devia ficar, mas porque, pela primeira vez na vida, eu quero um lugar para voltar todo dia.A cidade deixou de cochichar. Não porque perdeu o interesse, até porque povo de cidade pequena nunca perde, mas porque o assunto virou parte do cotidiano, como o horário das missas e o preço do leite. Eu e Savana
SAVANAAssumir um relacionamento parecia simples, mas quando era falado em voz alta, não parecia tão fácil assim. Na prática, era diferente. Era acordar sabendo que todo olhar da cidade pesaria diferente, que cada passo na calçada seria observado, medido, comentado.E ainda assim, naquela manhã, quando Caleb parou sua caminhonete em frente à casa e abriu a porta do carona, eu entrei sem pensar duas vezes.Amber já estava na escola, Íria na lida com a rotina da casa, e a Estância finalmente respirava um ar tranquilo depois de meses de recomeço, mas dentro de mim, nada estava calmo. Era uma mistura perigosa de medo e coragem, o tipo de sentimento que só aparece quando a gente resolve viver de verdade.Caleb estava bonito de um jeito que não se esforçava pra ser. Vestindo uma camisa azul clara, barba por fazer, o chapéu jogado no banco de trás. O sol batia no braço dele, dourando a pele, e o som do motor parecia acompanhar o ritmo do meu coração.— Tá tudo bem? — Ele perguntou, sem tirar












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