LOGINE preciso respirar fundo antes de começar. Porque olhar para Amanda vestida de branco por mais simples que seja, é o que a deixa ainda mais bela, me olhando daquele jeito, mexe comigo mais do que imaginei.- Amanda... - começo, a voz rouca pela emoção. - Você entrou na minha vida da forma mais improvável possível, invadindo meu carro, e, sem perceber, invadindo completamente a minha vida.Ela sorri emocionada, enquanto eu continuo.- Antes de você, eu não fazia ideia do que era amar alguém de verdade. Não fazia ideia do quanto uma pessoa podia transformar tudo, só com um sorriso.Minha voz falha por um segundo.- Você me fez querer ser melhor. Me fez desejar ter um lar, uma família, algo que fosse real.Vejo seus olhos marejarem.- E eu prometo, diante de todos que amo, que vou cuidar de você. Te proteger. Te respeitar. Estar ao seu lado nos dias bons, e principalmente nos ruins.Aperto suas mãos com mais força.- Prometo amar você, pelo resto da
Mas, de repente o riso morre.O silêncio toma conta.Todos olham na mesma direção.O corredor.Eu me viro. E, por um segundo, tudo para. Ela está ali. Linda não chega nem perto.Ela está deslumbrante.Do tipo que prende o ar, que silencia qualquer ambiente, que faz tudo ao redor desaparecer.Sinto algo apertar no peito, forte.Sem pensar, caminho até ela.Paro à sua frente, deixando meus olhos percorrerem cada detalhe.E então me inclino, deixando um beijo suave, casto, carregado de tudo na sua boca.- Você está linda, baixinha... - murmuro, encostando minha testa na dela e beijando sua testa em seguida.Ela sorri do jeito que só ela tem.- Você que está, meu vício...Respiro fundo, ainda sem acreditar que ela é minha.Seguro sua mão, entrelaçando nossos dedos.- Está preparada para conhecer todos?Ela aperta levemente minha mão, segura, decidida.- Por você... sempre.Vamos em direção a todos de mãos dadas,
Depois disso, eu organizei tudo.Convidei meus pais. A Andreia e meu cunhado. Meus amigos... com suas famílias.Os pais dela... minha cunhada e o namorado.- Vai ser só um jantar... - falei, naturalmente.Mas não era.Ali naquele jantar seria o nosso casamento.Íntimo. Simples. Só família.Exatamente como a Amanda sempre sonhou. E, pela primeira vez. Eu sabia que não estava apenas realizando um sonho dela.Eu estava vivendo o meu também.Já tínhamos contado para o Théo e ver a reação dele foi algo que eu nunca vou esquecer.Ele estava radiante.Os olhos brilhando, o sorriso largo, como se aquele momento fosse tão dele quanto nosso.Minha sogra, minha cunhada e o namorado já tinham chegado e estavam hospedados conosco, deixando tudo ainda mais cheio de vida. O juiz de paz também chegaria a qualquer momento.E, claro, minha querida noiva não me deixou ver o vestido.- Nem pensar, Bruno! - ela disse mais cedo, rindo. - Você só vai
Ficar longe da Amanda foi uma das coisas mais difíceis que já fiz na minha vida.Não foi só difícil, foi sufocante.Eu tentei respeitar o espaço que ela pediu. Tentei ser paciente, dar tempo para que ela organizasse a própria vida, os sentimentos, esperei por uma ligação, uma mensagem qualquer sinal.Até mesmo imaginei ela aparecendo de surpresa.Mas não. Ela simplesmente seguiu sem olhar para trás.E isso me destruiu mais do que eu gostaria de admitir.Senti falta dela em tudo.Nos pequenos detalhes, no silêncio.Então, quando recebi aquela foto, foi como um estalo.Não pensei.Só fui.Fui ao encontro dela como quem já não aguentava mais lutar contra o que sentia. E, depois daquele reencontro, eu soube. Dessa vez seria diferente.Eu não daria mais espaço para que a gente se perdesse de novo.E, porra, foi a melhor decisão que eu já tomei.Depois da nossa reconciliação, o que construímos foi algo só nosso.Intenso. Verdadeiro. Nosso.Um relacionamento que não precisava de plateia, nem
- Você fica linda assim... concentrada. A voz dele vem baixa, rouca, carregada de algo que me arrepia por dentro. - Devo agradecer ou você está tentando me distrair? - Jamais. Nunca agradeça por ser contemplada. Sinto sua mão deslizar pela minha coxa, firme, quente e, por mais que o tecido esteja ali, não é capaz de bloquear nada do que ele provoca em mim. Meu corpo responde antes mesmo que eu pense. - Sabe que você é um pecado, não sabe? - ele continua, a voz ainda mais próxima, mais insinuante. Engulo em seco, sentindo o calor subir. - Você sabe o poder que tem sobre mim, Bruno... - respondo, sem desviar os olhos da estrada. - Essa sua boca faz coisas que não deveriam ser ignoradas. Ele solta um riso baixo, satisfeito, como se gostasse de me ver assim afetada, entregue, mesmo tentando manter o controle. E eu acelero. Não por pressa, mas porque sei exatamente onde aquilo vai dar.
— Mãe... como a senhora está? — me aproximo na hora. — Me assustou. — Estou bem, meu filho... foi só uma queda de pressão. — Pode ficar calmo — meu pai completa — sua mãe é forte. Só então percebo que ele ainda está com roupa de trabalho. E então... minha mãe vê Amanda. Parada na porta. Um pouco sem graça. — Minha querida... que bom te ver! — ela diz, abrindo os braços. Amanda se aproxima. Doce. Cuidadosa. — Boa tarde... espero que a senhora esteja melhor. E a abraça. E naquele momento... mesmo no meio do susto... eu sinto. Que ela ainda pertence aqui. Comigo. — Estou sim, obrigada pela preocupação! — minha mãe responde, com um sorriso mais tranquilo, mas ainda visivelmente abalada. — E você, Amanda? Como está? E o pequeno Théo, não veio com você?







