INICIAR SESIÓNDaniel sustentou o olhar de Alana por um segundo eterno, mas sua voz saiu carregada de uma indiferença gélida:
— Não a conheço.
As palavras foram como um golpe físico, fazendo o ar fugir dos pulmões de Alana. Ele não apenas se recusava a dar a ela uma saída digna; ele a descartava como um estranho qualquer. A aura gélida que emanava dele parecia congelar o ambiente. Ouvir um "não a conheço" do homem por quem ela abdicou de seus sonhos despedaçou o que restava de seu coração.
Alana mordeu o lábio com força, lutando para não desmoronar. Ela sabia que, naquele ambiente de elite, qualquer cena ou escândalo destruiria a reputação do restaurante de Suzi. Com as pontas dos dedos brancas de tanto apertar a seda do vestido, ela respirou fundo e caminhou em direção ao piano da sala privativa.
O pedido era a clássica "Canon em Ré Maior", uma peça que simboliza a pureza da admiração e a constância do amor. Alana fixou os olhos na partitura por um longo tempo, sentindo a ironia amarga da escolha. Enquanto suas mãos começavam a flutuar sobre as teclas, a conversa à mesa continuava, alheia ao seu tormento.
— Presidente Daniel, o senhor tem muita sorte de ter uma mulher como a Vice-Presidente Mariela ao seu lado! — provocou o investidor estrangeiro, impressionado.
— De fato, ela é excepcional — Daniel respondeu, com um sorriso raro e elogios que nunca haviam cruzado seus lábios para Alana.
Mariela sorriu com uma elegância estudada.
— Eu não era tão brilhante quando comecei. Foi o Daniel quem me treinou pessoalmente, passo a passo.
A melodia suave não era suficiente para abafar o diálogo. Alana tocava as notas de cor, e seu olhar, involuntariamente, recaiu sobre a mesa. Daniel estava inclinado na direção de Mariela, com o braço apoiado casualmente no encosto da cadeira dela. Eles trocavam termos técnicos em inglês fluente e sussurros cúmplices. Pareciam falar uma língua própria, onde um simples olhar bastava para uma compreensão total.
Cinco minutos pareceram uma eternidade de tortura. Quando a peça terminou, o estrangeiro concluiu com entusiasmo:
— Vocês dois formam um casal perfeito!
Ao ouvir a palavra "casal", Daniel franziu a testa por um milésimo de segundo, mas não corrigiu o erro. Mariela apenas manteve o sorriso enigmático:
— Sr. Rocco, o senhor me lisonjeia.
Alana desviou o rosto. Daniel não voltou a olhá-la; talvez estivesse envergonhado por ela estar ali, ou talvez temesse que, ao reconhecê-la, o mundo soubesse que sua esposa era "apenas" uma musicista servindo entretenimento para a classe alta.
Enquanto Alana hesitava em se levantar, Mariela caminhou até ela. Abrindo a carteira de grife, ela retirou um maço de notas — pelo menos mil — e o estendeu com uma condescendência cortante.
— Você tocou muito bem — disse Mariela, em um tom baixo que apenas as duas podiam ouvir.
— Considere isso uma gorjeta minha e do meu namorado.
— "Namorado"... "Gorjeta".
As palavras de Mariela ecoaram como insultos deliberados. Alana sentiu uma pontada aguda no peito ao notar o brilho de triunfo nos olhos da outra mulher. Naquele instante, tudo ficou claro: o vídeo anônimo, a presença dela ali, a provocação... Mariela não queria apenas o lugar de Alana; ela queria saborear a destruição dela.
Alana abriu a boca para reagir, mas a voz ríspida de Daniel a cortou como uma chicotada:
— Você ainda não foi embora? O que está esperando?
O olhar dele era puro aviso. Para Daniel, se Alana fosse sensata, estaria em casa, de joelhos, implorando perdão por sua "rebeldia", e não ali, estragando seu jantar de negócios. Alana respirou fundo, pegou as notas de dinheiro da mão de Mariela com uma calma gélida e se retirou. Se a força de Mariela vinha da proteção de Daniel, Alana sabia que não venceria aquele embate agora. Era melhor aceitar o "pagamento" do que prolongar a própria humilhação.
Ela tocou até as dez da noite, deixando sua alma fluir pelas teclas até que os dedos doessem. Ao sair do restaurante, o vento de outono a recebeu com um abraço gelado. Enquanto esperava por Suzi, sentiu o cheiro familiar de tabaco. Daniel aproximou-se por trás, acendendo um cigarro com movimentos lentos e aristocráticos.
— Não volte a lugares como este para tentar me cercar — disse ele, sem olhar para ela. — Se tem algo a dizer, vá para casa e espere por mim.
Alana olhou de soslaio para o homem que ela amou por dois anos. Quanto mais ela "acordava", mais nítida — e dolorosa — era a imagem daquele estranho arrogante.
— Você entendeu errado, Daniel. Não estou aqui por você. Estou ajudando a Suzi.
— Você é realmente teimosa — o olhar dele tornou-se sinistro sob a luz dos postes. — Não importa a desculpa, você está proibida de vir aqui. Não me envergonhe na frente dos meus parceiros.
— Somos casados em segredo, lembra? Ninguém sabe que sou sua esposa — rebateu Alana, com um sorriso amargo. — Se a minha presença te incomoda tanto, basta assinarmos o divórcio amanhã mesmo.
Daniel soltou uma risada curta e sarcástica, expelindo a fumaça do cigarro.
— Tentando se fazer de difícil para me atrair? Não vou cair nesse joguinho, Alana. Você vai se arrepender dessa encenação quando o dinheiro acabar.
Nesse momento, o Sr. Rocco apareceu na calçada. Instantaneamente, a expressão de Daniel mudou para um sorriso profissional e magnético.
— Foi um prazer, Sr. Rocco. Fique mais alguns dias em Acrópole; a Mariela terá prazer em lhe mostrar a cidade.
O investidor riu, lançando um olhar cúmplice para Daniel.
— Eu não ousaria competir com o Presidente pela atenção dela. Ela é toda sua!
Mariela encostou o carro logo em seguida. Daniel inclinou-se em direção a ela, passando o braço pela sua cintura em um gesto possessivo e protetor, murmurando para que ela dirigisse com cuidado.
Mariela sentiu, inconscientemente, um ligeiro desconforto."Aconteceu alguma coisa com Marília?"Alana sussurrou: "Não desligue ainda", e então olhou para Mariela."Se Marília não quiser te ver, você ainda assim a verá?"O corpo de Mariela tremia, e seu rosto ficava cada vez mais pálido e fraco.Ela havia considerado muitas possibilidades, como Marília correndo em sua direção como uma louca e lhe dando dois tapas quando se encontrassem.Ou talvez Marília fique desapontada com ela e se recuse a falar com ela...Espere um minuto, mas ela nunca imaginou que Marília nem sequer a veria!Marília não queria se encontrar, mas Daniel ainda poderia marcar um encontro se ela quisesse.Mas ela hesitou..."Volte a falar comigo depois de ter pensado melhor sobre isso."Alana estava prestes a desligar, então pediu que lhe desse mais tempo para pensar a respeito.Mariela imediatamente colocou a mão na borda da mesa, que estava pendurada ao seu lado. "Eu vejo! Por favor, peça para ele arrumar para mim
O "curtir" de Daniel significa que ele reconheceu a notícia.Como Suzi havia previsto, a captura de tela da notícia que ele havia curtido rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados.A conta pública de Alana foi inundada de comentários, com muitos internautas pedindo que ela respondesse.O telefone dela não parava de tocar, então ela simplesmente desligou todas as notificações e concentrou toda a sua atenção no trabalho.Suzi ficou em casa e não saiu, enquanto ela e Edgar saíram para trabalhar.Dentro da loja, o jeito como Wane e os outros a olhavam mudou.O ponto crucial é que nenhum deles fofocou; eles apenas a olharam com sorrisos cúmplices."Srta. Alana, devo agendar menos viagens de negócios no futuro?"A única ligação entre a vida amorosa de Alana e seu trabalho é se Daniel permitirá que ela faça viagens a negócios.Wane precisa resolver isso para evitar erros mais tarde.“Não precisa, organize como quiser.” Alana entendeu o que ele queria dizer e acrescentou: “Essa no
"Então você deve estar doente!" disse Suzi sem hesitar. "Em plena juventude, você não aceitaria uma mulher que lhe fosse dada de graça?"Edgar ficou atônito, sem conseguir encontrar uma única palavra para respondê-la por um longo tempo.Suzi estava em vantagem naquele momento e se sentia satisfeita consigo mesma. "A propósito, você já teve algum relacionamento na vida?""Não se meta na minha vida!" disse Edgar, irritado."Você está com raiva porque está envergonhada? Você nunca teve um relacionamento antes?" Suzi sorriu. "Pirralho, você já teve uma queda por alguém?"Edgar enrijeceu o pescoço: "Claro que eu... fiz isso!"Suzi ficou interessada. "Colega de classe ou de trabalho? Você está se saindo muito bem agora. Essa pessoa ainda está por aí?""Você nem o conhece." Edgar sentiu-se inexplicavelmente desconfortável."Você vai me conhecer melhor quando me contar, não é?" Suzi se inclinou para mais perto, parecendo preocupada. "Ela é bonita? Talvez você possa me apresentá-la algum dia?"
"Então você deve estar doente!" disse Suzi sem hesitar. "Em plena juventude, você não aceitaria uma mulher que lhe fosse dada de graça?"Henrique ficou atônito, sem conseguir encontrar uma única palavra para respondê-la por um longo tempo.Suzi estava em vantagem naquele momento e se sentia satisfeita consigo mesma. "A propósito, você já teve algum relacionamento na vida?""Não se meta na minha vida!" disse Henrique, irritado."Você está com raiva porque está envergonhada? Você nunca teve um relacionamento antes?" Suzi sorriu. "Pirralho, você já teve uma queda por alguém?"Henrique enrijeceu o pescoço: "Claro que eu... fiz isso!"Suzi ficou interessada. "Colega de classe ou de trabalho? Você está se saindo muito bem agora. Essa pessoa ainda está por aí?""Você nem o conhece." Henrique sentiu-se inexplicavelmente desconfortável."Você vai me conhecer melhor quando me contar, não é?" Suzi se inclinou para mais perto, parecendo preocupada. "Ela é bonita? Talvez você possa me apresentá-la
Alana não caiu na armadilha dele de testá-la."Você pode me emprestar um carro e eu mesmo volto dirigindo."A mão dela está quase totalmente recuperada e ela já pode dirigir.A mão de Daniel, com as veias claramente visíveis, repousava no corrimão da escada, encostada nele, olhando diretamente para ela.Alana contornou-o e desceu as escadas.Pensei que tinha escapado da ambiguidade e do constrangimento causados por aquela investigação.Para surpresa de todos, a sala de estar estava vazia; Henrique e Suzi não estavam em lugar nenhum.Daniel desceu lentamente por trás e parou nos dois degraus.Ele parecia completamente indiferente, parado ali casualmente com as mãos nos bolsos.O olhar dele fez Alana se sentir desconfortável mais uma vez.Alana pegou o celular e ligou para Henrique e Suzi, discando qualquer número que encontrasse.A chamada foi interrompida dois segundos após ser discada.A mesma coisa aconteceu quando eles atropelaram outra pessoa.O tom incessante do celular ressoava
Com a gaze amarrada atrás das costas, Alana agachou-se, ficando de frente para os ombros largos e a cintura fina do homem. Nas áreas não cobertas por gaze, havia grandes áreas de hematomas e inchaço. As pontas dos dedos frias dela percorreram suas costas bem definidas, e seus músculos se tensionaram instantaneamente. Daniel prendeu a respiração por um instante, suas mãos, que estavam ao lado do corpo, se fecharam com força, e seu olhar se tornou extremamente profundo. Alana desatou o nó, levantou-se, envolveu-o com os braços e desfez o embrulho, camada por camada. A respiração dela fez cócegas na nuca dele, e ele se endireitou ainda mais na cadeira. Não era por causa da dor da ferida nas minhas costas, mas sim porque meu corpo estava se tensionando involuntariamente e um fogo caótico estava se acumulando gradualmente na parte inferior do meu abdômen. Ao ver os ferimentos por toda a extensão de suas costas, Alana engasgou em choque. Duas cicatrizes feias percorriam toda







