INICIAR SESIÓNQuando não a amava, ele a manteve ao seu lado, submetendo-a a um sofrimento sem fim. Depois de finalmente se apaixonar, ele decidiu deixá-la ir. Por Daniel, Alana abdicou de todos os seus sonhos para se tornar uma dona de casa dedicada. Durante os dois anos de casamento, ele a tratava com total desprezo, enquanto ela permanecia profundamente devotada a ele. Tudo mudou no dia em que ela recebeu um vídeo de Daniel a traindo. Ao ver que os olhos dele revelavam, para outras mulheres, uma admiração ardente que ele nunca demonstrou por ela, Alana finalmente despertou e pediu o divórcio. Aos olhos de Daniel, a reação dela não passava de uma birra irracional. Ele presumiu que, em pouco tempo, ela voltaria obedientemente para implorar por seu perdão. No entanto, Alana apenas sorriu. Ela decidiu que não queria mais um homem infiel; permaneceria bela, talentosa e desafiadora. Após entregar a certidão de divórcio e recusar qualquer contato, ela reconstruiu sua carreira do zero, provando seu valor repetidas vezes até se tornar uma estilista renomada mundialmente. Quando o sucesso bateu à sua porta, um bilionário confessou seu amor por ela. Com o segundo casamento de Alana iminente, Daniel finalmente entrou em pânico, correndo para a cerimônia como um louco para tentar interrompê-la.
Ver más"Você recebe R$500.000,00 mil reais por mês apenas para dormir comigo. O que mais você quer?"
Na quietude opressiva da sala, a voz de Daniel Craig era um fio de gelo, uniforme e desprovida de qualquer emoção. Ele se afundou no sofá com uma indiferença cortante, lançando a Alana Bratz um olhar de puro desdém.
A mente de Alana deu um estalo. O mundo ao seu redor pareceu perder a cor enquanto o peso daquelas palavras esmagava seu peito.
— Quinhentos mil ? — A voz dela era um sussurro trêmulo. Lágrimas quentes borravam sua visão enquanto ela tentava decifrar o olhar gélido do homem à sua frente. — Daniel, eu me casei com você. Eu não me vendi para você.
Para ele, o casamento era apenas uma transação de luxo? Qual era a diferença entre o que eles tinham e a prostituição, além de um pedaço de papel timbrado pelo cartório? Na cabeça de Daniel, ela era apenas uma mercadoria cara com data de validade.
Há apenas três horas, o mundo de Alana começou a ruir quando ela recebeu aquele vídeo de vigilância. As imagens eram nítidas: uma mulher elegante e sedutora batendo à porta da suíte presidencial de Daniel no Hotel Halls, no meio da madrugada. Ele abriu a porta sem hesitar. Ela só saiu de lá três horas depois.
Alana tentou, desesperadamente, inventar desculpas. Convenceu-se de que ele tinha necessidades, de que o ritmo intenso do casamento de dois anos — onde faziam amor todas as noites, exceto em seu período menstrual — justificava um deslize puramente carnal. Era o aniversário dele, afinal. Ela queria paz.
Ela passou a tarde moldando um bolo em pasta americana, decorando a casa com o mesmo entusiasmo dos últimos dois anos. Acreditava que Daniel era apenas um homem reservado, pouco afeito ao romantismo.
Até que a notícia estourou no seu celular.
Daniel não era incapaz de romance; ele apenas não o reservava para ela. Ele havia fechado o maior hotel de Acrópole para Mariela, a vice-presidente da empresa. Distribuiu bônus para milhares de funcionários apenas para vê-la sorrir. Presenteou-a com joias de sete dígitos sob os holofotes da mídia. E a gravata que ele usava agora? A mesma que Mariela havia ajustado em seu pescoço, carinhosamente, diante das câmeras.
— Daniel... — Alana começou, a voz falhando. — Por que você nunca me disse que a vice-presidente que viaja com você é uma mulher?
— Assuntos de trabalho não são da sua conta — ele respondeu, sem desviar os olhos do celular.
Ele tomou a sopa para ressaca que ela preparara com tanto zelo, ignorando as fotos da festa de Mariela que brilhavam na tela do celular de Alana. Nenhuma explicação. Nenhum remorso.
— Comemorar o aniversário de uma subordinada com joias de milhões agora faz parte do seu trabalho?
— Ela reuniu o que restava de sua coragem para questionar.
Daniel ergueu a sobrancelha, fixando nela um olhar profundo e insondável, vasto como um céu noturno que ameaçava engoli-la. Naquele silêncio pesado, Alana sentiu-se minúscula, uma peça descartável em um jogo que ela nunca soube que estava jogando.
O desprezo dele era uma barreira intransponível, mas o que ele disse a seguir faria o chão de Alana desaparecer por completo.
"Meus assuntos não são da sua conta. Vá arrumar minhas malas, tenho uma viagem de negócios."
A ordem de Daniel foi seca, um muro intransponível. Ele não apenas se recusava a explicar por que transformou outra mulher no assunto mais comentado da noite; ele sequer concedia a Alana o direito de questionar.
Mas, pela primeira vez em dois anos, a paciência dela se estilhaçou.
— Somos marido e mulher, Daniel! Por que eu não posso intervir? — Alana disparou, a voz subindo de tom. — Aquelas joias de milhões de dólares fazem parte do nosso patrimônio. Eu tenho todo o direito de saber cada centavo que você gasta com ela!
Daniel levantou-se subitamente. Sua presença, marcada por traços aristocráticos e uma aura de gelo, pareceu diminuir o oxigênio do ambiente.
— Se eu gasto milhões com ela, por que precisaria da sua permissão? — Ele se aproximou, o olhar cortante. — Quando sua família lucrou centenas de milhões através de mim, você não pareceu tão preocupada com a transparência das contas.
Alana recuou um passo, atingida. Ela sabia que sua família havia buscado socorro financeiro em Daniel após o casamento, mas o que isso tinha a ver com o respeito entre um casal?
— É diferente! — protestou ela. — Como ela pode se comparar a mim? Eu sou sua esposa!
— Você não chega aos pés dela. — O desprezo na voz de Daniel foi como uma lâmina que atravessa o peito e gira. — Alguns milhões são apenas uma fração do que Mariela gera para esta empresa. Como você ousa achar que pode se comparar?
O coração de Alana sangrou. Onde estava o homem que, entre lençóis, sussurrava palavras que ela acreditava serem de amor? Diante dela estava apenas um estranho nobre e cruel.
— Se ela é tão maravilhosa, por que não se casou com ela? — As lágrimas finalmente transbordaram, embaçando a visão do rosto que ela amou à primeira vista desde a infância. — Você não se casou comigo porque... porque gostava de mim?
Daniel soltou uma risada curta e amarga, como se a pergunta fosse o cúmulo do absurdo. Ele terminou de beber a sopa para ressaca com um gole indiferente e caminhou em direção às escadas.
— Se você não gosta de mim, então vamos nos divorciar! — O grito de Alana ecoou pela casa, parando Daniel no primeiro degrau.
Ele se virou, a expressão agora carregada de uma advertência sombria.
— Você deveria ser grata pela mesada de R$500.000,00 mil reias, que recebe por mês para dormir comigo. Acha mesmo que pode voltar a ser a mocinha mimada da sua família se sair por aquela porta? Alana, não seja ingênua. Seja esperta.
— Eu tenho mãos, pés e uma carreira que abandonei por você! Posso viver muito bem sem o seu dinheiro — ela devolveu, secando as lágrimas com as costas da mão.
Num impulso de dignidade ferida, Alana subiu as escadas antes dele. Ignorando o olhar pesado de Daniel, ela arrancou uma mala branca do armário e começou a jogar suas roupas dentro, com movimentos bruscos e decididos
Do outro lado da linha, a voz de Elida soou tensa:— Investiguei o histórico de Ramon e descobri que há mais alguém operando nos bastidores com ele. Me informaram que é uma mulher, mas eles estão mantendo a identidade em absoluto sigilo e ainda não conseguimos rastrear quem é. Tudo o que descobrimos até agora é que se trata de uma jovem de sobrenome Lin.O primeiro nome que cruzou a mente de Alana foi Mariela.Aquela garotinha de feições delicadas que costumava chamá-la docemente de "irmã mais velha" e "irmão mais velho".Independentemente de qualquer ligação com os conflitos passados envolvendo Luana, Alana mantinha uma intuição e uma impressão profundamente negativas sobre Mariela desde o dia em que a conheceu.Após breves encontros, a convicção de que aquela fachada de inocência escondia intenções calculistas só havia se fortalecido.— Entendi.Assim que encerrou a chamada, ela virou o rosto na direção de Daniel.Ela esteve a ponto de questioná-lo diretamente se aquele cerco tinha
— Não existem "ses" — retrucou Alana com um tom cortante e decisivo. — Nada se resolve com conjecturas. E quer saber? Se você realmente gosta desta reforma tanto assim, fique com ela. Não vou te processar por plágio, considerando o nosso passado como marido e mulher. Dito isso, ela virou as costas e caminhou em direção à saída, recusando-se sequer a colocar os pés dentro daquela casa que ela mesma havia idealizado anos atrás. Ela não estava disposta a continuar olhando para o passado. Daniel jamais imaginou que, em vez de gratidão ou surpresa, sua tentativa de recriar o lar ideal geraria uma rejeição tão gélida. Pelo menos um pingo de espanto ele esperava ver em seus olhos. Mas nada. Na imensidão daquela mansão vazia, os passos de ambos ecoavam de forma abafada. Perto da parede de vidro, o perfil elegante do homem exibia uma nítida expressão de frustração, a cabeça levemente baixa enquanto ele a seguia de perto. Como se o primeiro balde de água fria não tivesse sido sufic
— Nós não tornamos o casamento público na época porque queríamos evitar que a família de Alana usasse o prestígio da família de Daniel para tirar proveito de situações indevidas — explicou Daniel, percebendo que o assunto tocava em pontos delicados de sua imagem e tentando se justificar de imediato. — Além disso, não conhecíamos bem a personalidade um do outro no início, e eu receava que a união não durasse muito, o que acabaria gerando uma exposição negativa desnecessária para ambos.Seja lidando com negócios ou com os próprios sentimentos, ele sempre fora analítico, ponderado e focado em antecipar cenários.— Então qual é a sua desculpa agora? — retrucou Alana, com um sorriso irônico. — Você conhecia a reputação da minha família e mal sabia quem eu era de verdade... Por que decidiu me pedir em casamento logo após um único encontro?— Minha avó vivia me empurrando para encontros às cegas, e, considerando que eu precisava cumprir as expectativas de um herdeiro, decidi aceitar o noivad
Na verdade, o principal motivo pelo qual Alana evitava encontrar-se com Daniel era a forte presença de repórteres e equipes de imprensa monitorando seus passos.Se ela cedesse e se encontrasse com ele naquele momento, com certeza seria fotografada e explorada por abutres da mídia com segundas intenções. Além dos ataques relacionados ao drama familiar, especulações maliciosas sobre sua vida amorosa e seu passado viriam à tona.Caso isso acontecesse, tanto a família de Daniel quanto a de Eduardo seriam arrastadas para aquele lamaçal.— Diretora Alana, a senhora bebeu um pouco. Posso levá-la em segurança para casa — ofereceu-se o gerente, indicando a taça de vinho vazia à frente dela.Alana bloqueou a tela do celular, levantou-se e balançou a cabeça:— Não se preocupe. Moro relativamente perto, consigo um transporte com facilidade.Ninguém insistiu mais. O jantar encerrou-se por volta das vinte e uma e meia.Assim que o grupo saiu do restaurante, Alana deu alguns passos e parou, avistand












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