LOGINElisa deu um pulo da cama, sentindo-se animada como não se sentia havia muitos dias.Colocou um vestido discreto lilás por cima da lingerie rosa. O modelo era justo ao corpo, mas comprido e de mangas longas. Estava uma noite fria.Calçou botas que iam até os joelhos. Dessa vez, não se importou que o marido pudesse ouvi-la sair. Ela havia se transformado em um fantasma naquela casa. Uma mulher invisível para César. E ele deveria estar muito satisfeito consigo mesmo para se importar com o que ela fazia.Pegou o celular para enviar o endereço da nova casa, já que havia se mudado recentemente, mas, antes que pudesse apertar a tecla de enviar, uma mensagem brilhou na tela.[Estamos aqui fora!]Elisa foi até a janela e viu a caminhonete estacionada em frente à sua casa. Não entendia como eles conseguiam fazer aquilo, como conseguiam ter acesso a essas informações.Mas não ficou pensando muito nisso. Colocou uma jaqueta por cima do vestido e saiu de casa.Do lado de fora, estava chovendo uma
— Olha o que a sua amante nos causou!Elisa estava com muita raiva naquele momento, e César apenas esboçava uma expressão séria, indecifrável.— Olívia deve ter ficado com raiva porque eu disse que nunca mais falaria com ela novamente. Que você me fez prometer isso.— Você foi falar com aquela mulher para dizer que não iria mais falar com ela? — A voz de Elisa soou estridente, mais aguda que o normal.— Achei que devia explicar, assim ela entenderia por que eu não estava respondendo às suas mensagens ou atendendo às ligações.Elisa deu um sorriso amargo.— Você criou toda essa confusão de casamento aberto, César. Dê um jeito nisso.— O seu pai quer nos ver — ele avisou, seco. — Temos que voltar agora mesmo.Elisa e César deixaram a casa de praia pouco depois do telefonema. A seguradora havia enviado outro carro para eles, já que o carro de César não tinha conserto.Elisa assumiu o volante, porque César não podia dirigir por causa do braço machucado.Não pararam em casa, foram direto p
Elisa retornou para a casa de praia sozinha, em um táxi. Foi necessária muita discussão para os irmãos aceitarem não levá-la, mas a vida já estava complicada demais e ela não podia correr o risco de ser descoberta pelo marido.César não era um bom marido, não era mesmo. Mas, se descobrisse que ela o traiu, ela nem podia imaginar o que aconteceria.Sabia que ninguém iria se importar quando ela dissesse que ele levou uma mulher para dentro da casa dela e que a traiu diante dos seus olhos. Ela teria a vida destruída, enquanto César sairia disso como vítima.A sociedade é assim. As mulheres que traem os maridos são tratadas como lixo, mas, se o homem trair, ele apenas teve um momento de fraqueza.Quando entrou em casa, estranhou o silêncio. Imaginou que César ainda não tinha retornado, mas levou um susto quando entrou no quarto.César estava bastante machucado, com uma faixa envolta da cabeça e o braço imobilizado.— O que aconteceu com você?— Foi um acidente de carro... Um motorista lou
Elisa se encolheu na cama e puxou o lençol para se cobrir. Depois de tudo, sentia vergonha. Os trigêmeos estavam olhando para ela, com uma expressão de preocupação e mais alguma coisa que ela não conseguiu nomear.— Está arrependida? — Ethan quebrou o silêncio.— Não — respondeu depressa. — Eu quero sair daqui. Não quero estar aqui quando César retornar.Os trigêmeos levaram Elisa para o apartamento deles. Ela estava exausta e não quis conversar sobre o que aconteceu. Eles entenderam que ela estava sobrecarregada e, por isso, a deixaram dormir.Elisa acordou tarde. O corpo estava dolorido, mas profundamente relaxado. Então, o orgasmo era isso, pensou consigo mesma. O orgasmo era perder o controle do próprio corpo.Estava com vergonha de Ettore, Ethan e Estefan. Desejou os três homens, desejou com tanta loucura que demonstrou isso abertamente.Nunca nenhum deles exigiu que ela escolhesse apenas um, mas Elisa não sabia o que diria se eles lhe pedissem isso.Demorou para sair do quarto e
A chegada dos trigêmeos não foi silenciosa, discreta ou cautelosa. Foi como um furacão que invade sem pedir permissão, porque sabe que não existe porta diante deles que eles não sejam capazes de abrir... Ou melhor, arrombar. Ethan foi o primeiro a se aproximar, dos três, era o que demorava uns segundos a mais para explodir. — O que aconteceu aqui? — perguntou, baixinho. Elisa não conseguiu responder, apenas se jogou nos braços de Ethan e começou a chorar compulsivamente, o corpo inteiro tremendo no colo dele. Ela estava mais calma quando Estefan também se aproximou da cama. — O que aquele bastardo fez com você? Ele te forçou, Elisa? Ele te fodeu contra a sua vontade? — Eu... ele... — Responde o que Estefan perguntou, porra! — Ettore gritou da porta, furioso. — Sim ou não? — Não. Elisa respondeu isso primeiro porque sabia que dizer que sim colocaria um alvo nas costas de César, e muito provavelmente ela não poderia impedir os irmãos de cometer um crime. — Não foi assim... Eu d
Elisa ficou assustada com as palavras do marido, teve muito medo de que ele a forçasse.— Não pode me obrigar. Eu quis você muitas vezes e você sempre me desprezou... Jamais perdoaria você se me... me forçasse.César percebeu que a esposa estava com medo dele e se afastou.— Desculpe, Elisa. Eu não quis te pressionar, estou me esforçando para ser um bom marido, e sinto muito por hoje, não queria te magoar. Se você for se sentir melhor, eu nunca mais falo com a Olívia.César era bom com as palavras, e Elisa não era totalmente imune a ele, porque, quando olhava para ele, se lembrava da infância, da época em que ele a protegia na escola.Ela podia ter uma vida horrível em casa, mas na escola não. Ninguém podia humilhá-la ou tratá-la mal, porque César sempre estava por perto, cuidando dela.Então, ela deixou de lado o fato de o marido tê-la empurrado no restaurante. Para Elisa, ele nunca quis machucá-la fisicamente, só ficou animado demais ao ver o seu amor de infância.Se ela fosse uma e







