LOGINAlgumas histórias não terminam com “felizes para sempre”.Algumas terminam com cicatrizes.Com perdas. Com escolhas difíceis.A minha não foi diferente.Eu perdi meu filho. Perdi parte de mim. Mas, no meio de tudo isso... encontrei algo que eu não esperava:Força.Nem toda mãe carrega um filho nos braços… algumas carregam no peito.Eu perdi um filho… mas ainda tenho uma filha para amar. A dor não foi embora… mas eu aprendi a viver com ela.E, pela primeira vez… continuar não parecia tão impossível.E eu quero continuar, quero continuar por Mia, Lorenzo, Matteo e Candace.Serei eu a melhor mãe para Mia, a melhor esposa para Matteo e Lorenzo e a melhor amiga para Candace.Mesmo que os Capones não possam se libertar dessa máfia maldita, eu irei estar sempre ao lado deles. Mesmo querendo fugir disso tudo.Não me arrependo de ter dado um fim em Isabella, até porque ela deu um fim em um bebê que nem tinha nascido ainda. Mas também não fico mais remoendo, pois ele não vai voltar.Segundo Mat
A vida não parou depois que Vicenzo se foi, mesmo que eu tivesse desejado com todas as forças que ela tivesse parado. Eu queria ter tido o direito de me trancar em um quarto e deixar a tristeza me engolir inteira, sem ouvir ninguém dizer que eu precisava ser forte.— Você precisa comer alguma coisa, Haley — Matteo dizia baixinho da porta do quarto.Eu apenas virava para o outro lado da cama.— Eu não quero comida.Ele suspirava, cansado, mas sem desistir.— Então grita. Me xinga. Faz qualquer coisa… mas não fica sozinha nessa dor.Mas eu queria ficar sozinha.Ou talvez não.Talvez eu só não soubesse mais existir sem meu filho.No começo foi horrível. Eu olhava para qualquer criança pequena e meu peito queimava de um jeito impossível de explicar. Às vezes passava a mão na barriga por impulso e a sensação de vazio voltava tão forte que parecia arrancar o ar dos meus pulmões.Lorenzo sempre percebia.— Amor… olha pra mim.Eu limpava o rosto rápido.— Tô bem.— Não precisa mentir pra mim
Seis dias haviam passado.Ainda havia sangue de Isabella em meus sonhos.Mas pela primeira vez desde a morte de Vicenzo… eu conseguia ver manhã.Estamos nos preparando para a audição de adoção de Mia.Chegamos pela manhã para termos um tempinho com as crianças.Eu estava com muita saudades de Mia... E ela assim que me viu, bateu as mãozinhas e sorriu alegremente.Peguei Mia no colo e ela ficou dizendo: “mamã” o tempo o todo.Arrumei Mia com um vestido rosa bebê, soltei o cabelo dela e coloquei um lacinho. Dei a mamadeira que Benta preparou.Fomos de carro para o fórum. O advogado já estava nos esperando.Assim que fomos chamados, entramos. O coração na mão e a respiração falha.A sala parecia pequena demais para tudo que eu estava sentindo.Mia estava no meu colo, mexendo distraída no botão do meu casaco, completamente alheia ao peso daquele dia.Matteo de um lado.Lorenzo do outro.Como sempre, como deveria ser.A juíza analisa os documentos por longos segundos.Longos demais.Meu c
Tem um bom tempo que torturo Isabella psicologicamente.Eu não sou um monstro. Não mataria o pai dela sem que ele tivesse qualquer envolvimento nisso.Ela é quem tem que pagar.Foi ela quem matou meu filho.— Assim que seu pai chegar, irei cortar cada dedo das suas mãos. Depois farei cortes profundos nas suas pernas e braços... e então acabarei com ele.Mas Isabella não precisava saber quais eram minhas verdadeiras intenções.Ela tinha uma expressão estranha, como se não se importasse mais. Como se tudo o que fez tivesse valido a pena, independentemente do que o pai sofreria.E, para dizer a verdade, isso me horrorizava.— Não vejo problema algum nisso. Faça com ele o que quiser — ela diz, quase indiferente. — Pelo menos eu tive tempo suficiente para viver com ele, ser amada, abraçá-lo, participar da vida dele...Meu sangue ferve.A raiva que carregava no peito piora.Ela sorri.— E seu filhinho? O que aconteceu com ele? Ele se foi... você nem teve tempo de participar da vida dele.El
Eu não queria, não conseguia tirar meus olhos do monstro que estava na minha frente. Do monstro que levou um sonho, que levou minha vida, que levou meu filho.Ela me olhava com um certo deboche no olhar, e a única reação que tive foi ir para cima dela, tentando acertá-la com chutes e socos.Mas meu corpo é segurado, não sei por quem, e minha garganta arde com as palavras presas nela.— Por quê? Por que você fez isso? Por que levou meu filho de mim? Como você teve coragem de fazer isso? Você é um monstro!— Sabe... eu queria mesmo era que você também tivesse morrido. Os dois, não só o bastardinho.Quando ela chama meu filho de bastardo, vou novamente para cima dela, só que dessa vez ninguém me segura.Acerto um soco no meio do nariz dela e o sangue espirra em mim.Meu corpo entra em alerta e começa a agir por si só. Acerto socos e chutes em qualquer parte do corpo dela. Ela estava sentada e amarrada, e mesmo assim eu não me importava por parecer covarde.Ela foi covarde por tirar a vid
Já se foram dois meses desde a partida do meu filho.Ainda dói, porque essa dor é impossível de esquecer.Mas eu precisei seguir em frente. E aqui estou.Já não choro com frequência. Sorrio dando gargalhadas das palhaçadas de Lorenzo e ainda ajudo Lorenzo a acabar com o juízo de Matteo.Agora estamos eu e Candace conversando sobre relacionamentos.Átila a pediu em namoro e ela está receosa em aceitar, por ter medo de ele ir embora de novo.— Se você ama ele, aceita! Acho que ele não vai embora. Acho quase impossível. Não viu como ele estava animadinho com você?— Eu sei, mas ainda assim tenho medo de ele se rebelar do nada e ir embora.— Relaxa, Candy. Só relaxa.— E você e seus Capones, como estão?Ela pergunta com um sorriso sereno.— Estamos bem... eu pedi pra Matteo acabar com tudo isso aqui e irmos embora desse lugar. Mas, como eu imaginava, ele disse que não é tão fácil assim.Suspiro antes de continuar.— Ele disse que se você é da máfia, é da máfia para sempre. Não pode simple







