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last update Data de publicação: 2026-05-11 09:56:47

Em menos de uma semana, o escritório havia se transformado em um campo minado para todos, especialmente para Harper. Massimiliano Fitzwilliam não era um diretor; era um tirano que exigia mais do que perfeição, tornando-se o terror de cada corredor.

Naquela manhã, o estrondo de uma pasta batendo em uma mesa de vidro fez com que todos ficassem tensos em seus lugares. Do seu escritório, a voz de Massimiliano vazou.

— Este relatório é um lixo! — rugiu.

Um executivo saiu segundos depois, com o rosto vermelho de vergonha e os papéis desorganizados. Massimiliano era direto, rigoroso e terrivelmente crítico. Não aceitava desculpas e sua gestão era um chicote de ferro que estava esgotando toda a equipe. Para Alisson Harper, o desafio era em dobro: lidar com as náuseas que reviravam seu estômago e com a indiferença gélida do chefe.

No meio da manhã, Massimiliano saiu de sua sala e parou bem em frente à mesa de Alisson. O silêncio caiu sobre a área comum.

— Senhorita Harper — chamou ele, sem encará-la diretamente, mas sua presença preenchia todo o espaço pessoal dela. — O conceito para a campanha não tem alma. Parece o trabalho de alguém que está com a cabeça em qualquer lugar, menos nesta empresa.

Alisson sentiu uma pontada de indignação. Levantou-se, apoiando-se na beirada da mesa para disfarçar uma leve tontura.

— O conceito é humano, senhor. Talvez o senhor esteja acostumado a vender apenas frieza, mas o público busca conexão.

Massimiliano inclinou-se em direção a ela, apoiando as mãos na mesa. A proximidade era sufocante; Alisson pôde sentir novamente o sândalo que a transportava de volta à cobertura dele. Seu perfume caro.

— O que o público busca é o que eu mandar que busquem — sibilou ele. — Quero uma revisão completa para esta tarde. E Harper... certifique-se de que seus argumentos sejam tão fortes quanto a sua audácia ao me responder. Não me faça perder tempo.

Todos ali ficaram atônitos.

*"Se eu apenas não tivesse esbarrado com ele e passado a noite com ele, com certeza seria apenas uma sombra ao seu redor."*

Mais tarde, enquanto Alisson caminhava até a impressora, sentiu um olhar cravado em sua nuca. Virou-se e viu Massimiliano através das paredes de vidro de sua sala. Ele não estava revisando documentos; a observava com uma severidade que a fazia tremer.

Não havia vestígio do homem com quem ela tivera sua primeira vez. No entanto, naquela troca de olhares, Alisson detectou algo sombrio e faminto nos olhos de Massimiliano, algo que ele reprimia com o maxilar tenso antes de voltar a baixar os olhos para os relatórios financeiros.

Embora, para ela, fosse apenas um ódio desmedido.

Naquela noite, Massimiliano foi convocado para um jantar na mansão da família. O que ele esperava ser uma reunião de negócios rapidamente se transformou em uma emboscada linhagística.

— Massimiliano, é hora de garantir o legado — começou o pai, cortando a carne com precisão. — Conversamos com os Sterling. A filha deles, Isabella, é a noiva perfeita. Uma união estratégica.

O garfo de Massimiliano bateu no prato com um estrondo metálico.

— Um casamento arranjado? Em que século vocês acham que vivem? — sua voz estava carregada de arrogância e desprezo.

— É o que se espera de um Fitzwilliam Lombardo — insistiu sua mãe. — Você precisa de uma mulher à sua altura, não de uma aventura qualquer.

Massimiliano ficou de pé, sua figura imponente ofuscando a mesa.

— Escutem bem. Eu comando a minha vida com a mesma firmeza com que comando as minhas empresas. Não vou me casar com Isabella nem com ninguém que vocês escolherem. Se tentarem controlar a minha vida privada de novo, amanhã mesmo apresento a minha demissão e deixo que esta empresa afunde sob o peso da própria burocracia. Fui claro?

Sem esperar resposta, abandonou a mansão com a fúria queimando no peito.

Nos dias seguintes, o volume de trabalho só aumentou. Eram quase dez da noite e Alisson continuava em seu posto. O cansaço da gravidez, somado à pressão de ser a Diretora de Criação Sênior sob o comando de um tirano, a estava quebrando.

Recebeu uma nova mensagem da mãe:

*"Já se livrou do fardo? Preciso do dinheiro ou vou até o seu escritório fazer um escândalo".*

Alisson fechou os olhos, sentindo que as lágrimas lutavam para sair. Forçou-se a focar nos designs, ignorando que, no escritório ao fundo, Massimiliano também continuava acordado. Ele a observava.

— O que estou fazendo olhando para ela? — rugiu ele para si mesmo antes de tentar voltar aos seus afazeres. Mas não conseguiu.

O telefone tocou. Era Peter.

— Senhor, estou aguardando o senhor lá embaixo.

— Tudo bem, já estou descendo.

Massimiliano vestiu o paletó, apagou as luzes e saiu para a área comum. Alisson estava debruçada sobre a mesa, exausta, terminando o plano de mídia que ele havia exigido com extrema frieza naquela manhã.

Ao vê-la ali, tão pequena sob as luzes fluorescentes e com os ombros caídos pelo peso de uma responsabilidade que ele mesmo havia imposto, Massimiliano sentiu uma pontada de culpa. Esse sentimento nunca tinha sido tão intenso quanto agora. Parou a poucos passos dela, observando como ela esfregava as têmporas com desespero.

— Harper — disse ele, e sua voz, embora firme, já não tinha a agressividade da manhã.

Alisson deu um sobressalto, assustada.

— Senhor... já estou quase terminando o plano de mídia, só falta...

— Por hoje chega — interrompeu ele, aproximando-se o suficiente para notar a palidez no rosto dela. — Vá para casa. É uma ordem.

Alisson o olhou com os olhos marejados, confusa com aquela mudança repentina.

— Mas o senhor disse que era urgente, que se não estivesse perfeito...

— Eu disse que chega — repetiu ele, e por um segundo, sua mão fez menção de tocar o ombro dela, mas parou a tempo. — Guarde suas coisas. Peter está lá embaixo, ele pode chamar um transporte seguro para você.

Ele ficou ali, esperando que ela desligasse o notebook, sentindo que a muralha de gelo que havia construído entre eles começava a rachar diante da imagem daquela mulher que, apesar de tudo, se esforçava mais do que qualquer um. Massimiliano não sabia que estava cuidando da mãe do seu filho, mas seu instinto já havia começado a reivindicar sua proteção.

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Último capítulo

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   153 Fim

    Seis meses depois, não havia imprensa, nem câmeras, nem convidados por obrigação. Apenas o aroma das peônias brancas, o sussurro do vento por entre os salgueiros e o som de uma pequena orquestra de cordas que tocava uma melodia suave, quase etérea. Alisson olhou-se uma última vez no espelho do quarto que Mariola lhe tinha preparado. O vestido, desenhado por ela própria, era uma obra-prima de seda minimalista que abraçava a sua silhueta recuperada, com um caimento que lembrava a água em movimento. No seu pescoço, a safira de Brenda brilhava com uma intensidade nova, como se finalmente tivesse encontrado o seu lugar na luz. — Você está linda, filha. — A voz de Mariola fê-la virar-se. A matriarca dos Fitzwilliam entrou no quarto com os olhos marejados, segurando a pequena Aurora, que usava um vestido de renda lilás feito sob medida —. Guido já está no altar com o Massimiliano. E o Alistair... bem, o Alistair decidiu que o dedo do avô é o melhor brinquedo do mundo. Alisson riu, um ris

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   152

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  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   151

    Meses depois.O sol da tarde filtrava-se através das grandes janelas da cobertura, criando um caminho de luz pelo ambiente. O mundo seguia o seu rumo e ritmo, mas neste espaço, o tempo era medido de uma forma diferente: pelo ritmo dos chutes no ventre de Alisson e pelo suave tique-taque de um relógio de parede que marcava a paz recuperada.Alisson estava recostada num divã confortável, rodeada de almofadas. O seu ventre, agora uma curva proeminente e orgulhosa de quase oito meses, ditava cada um dos seus movimentos. Tinha um tablet entre as mãos, mas não estava analisando balanços financeiros nem notícias sobre a liquidação dos bens de Alessandra. Estava retocando o design de uma coleção infantil: "Dourado".— Se você continuar trabalhando, a Aurora vai nascer sabendo usar o Photoshop — brincou uma voz na entrada.Regina entrou na sala, segurando uma sacola de uma butique exclusiva e um café descafeinado. Parecia radiante, mas ao ver Alisson, a sua expressão enterneceu-se.— Não é tra

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   150

    O hospital estava em silêncio. Lorenzo Santoro já não era o magnata que fazia tremer a indústria imobiliária; era apenas um homem esgotado numa cama de oncologia. O monitor cardíaco marcava um ritmo lento, quase resignado.Ao seu lado, o seu advogado fechou uma pasta.— Tudo está pronto, senhor Santoro — avisou em voz baixa —. O fundo de garantia fiduciária de Aurora e Alistair é intocável. Nem Alessandra nem ninguém poderá tirar-lhes nada. Alisson tem agora o controle legal da empresa. Só falta a sua assinatura.Lorenzo pegou a caneta de ouro com esforço e assinou. Foi o seu último ato: desmantelar o seu império para proteger a única coisa que realmente importava.A porta abriu-se e Massimiliano Fitzwilliam entrou. Não havia tensão nem vontade de brigar no seu rosto, apenas um respeito sóbrio.— Você veio — sussurrou Lorenzo.— A Alisson está estável, mas continua sedada — respondeu Massimiliano, aproximando-se da cama —. O médico diz que os bebês estão fora de perigo. Venho em nome

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   149

    O trajeto para o hospital, ela ficou em silêncio. Massimiliano, com as mãos apertadas no volante e o maxilar rígido, não havia deixado de expressar a sua desconfiança. Para ele, Lorenzo Santoro era um estrategista nato, e custava-lhe acreditar na sua vulnerabilidade.— Alisson, apenas tome cuidado — advertiu ele enquanto estacionavam —. Você não tem que carregar os arrependimentos de última hora dele. A sua saúde e a de Aurora e Alistair é a única coisa que importa.Alisson suspirou, acariciando o ventre.— Massimiliano, ele não sabia que eu existia. Não posso culpá-lo de um abandono que não foi consciente, mas também não posso fingir que somos família. Eu só quero ouvir o que ele tem a dizer.Sob a estrita vigilância da segurança dos Fitzwilliam, subiram para o andar de oncologia. Ao chegarem ao quarto privativo, Alisson parou por um segundo. Massimiliano segurou a sua mão, dando-lhe uma força silenciosa antes de entrar.Lorenzo Santoro não estava numa cama, mas sentado numa poltrona

  • PRESA PELO DESTINO DO CEO: Terei seus Gêmeos   148

    O sol da tarde começava a se pôr, tingindo as paredes de vidro com tons de âmbar e lilás. Onde antes havia um quarto de hóspedes minimalista e frio, agora batia o coração do novo lar que Alisson e Massimiliano haviam construído.As caixas de madeira e as embalagens de seda estavam espalhadas pelo tapete branco.Alisson, sentada numa cadeira de balanço de madeira clara, observava Massimiliano. Era uma imagem que ela nunca se cansaria de guardar na memória: o homem que fazia tremer os mercados financeiros estava agora concentrado, com a testa franzida e as mangas da sua camisa branca arregaçadas, terminando de montar o segundo berço.— O que você acha? Tudo está perfeito para eles — disse ele com doçura.Alisson sorriu, sentindo um calor que se expandia do seu peito até ao seu ventre. Levantou-se com cuidado e caminhou em direção a ele. Massimiliano deixou as ferramentas de lado e levantou-se imediatamente para recebê-la, envolvendo a sua cintura com uma delicadeza absoluta.— Já está t

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