INICIAR SESIÓN— Mattie você não precisa pedir desculpas por isso. Foi um acidente, bem constrangedor na hora, mas já passou. - Ele ri e me encara, seus olhos me mostram sua sabedoria e eu coro abaixando a cabeça.
— Eu sei que a gente não tem nada, mas não precisava transar com meus amigos. — Eu? — Primeiro que fui eu pedi desculpas por ter trago uma garota na primeira noite, Marck disse que não tinha problemas, o único problema nesta história para ele é a Eleonor que atrapalhou uma grande foda, ele disse e nem tomou café, subiu fumaçando pro seu quarto. - Ri. — Aí Jae começou a ri e disse que estava cansado, e que não ia para faculdade. — E o que isso tem haver comigo? — Nós três estamos com isso - ele levantou sua camisa e eu quis rir na mesma hora, eu não acredito que estão me descobrindo assim tão fácil por causa das minhas unhas, puta merda — Marck está todo arranhado, brigou profundamente com uma gatinha e Eleonor atrapalhou. Agora ficou difícil para negar. — Olha Mattie, eu e você não temos mais nada, naquela noite o que aconteceu foi apenas sexo, você mesmo disse isso na festa, era para ser divertido e foi muito divertido. Agora eu ficar com os seus amigos não tem nada haver com você, digo... Foi algo do momento, aconteceu e foi muito bom, e eu nem cheguei a transar com Marck, porque como sabe, a Eleonor atrapalhou. — Não chegou ainda, mas vai porque ele não desiste dessas coisas, fácil. - Uau! Estou até feliz com essa informação, já posso sentir sua pegada intensa chegando a minha pele para me tocar e me fazer vibrar. Hmmm! — Eu não estou aqui para brigar ou algo do tipo Elsie, fica tranquila, a gente não tem nada e eu não quero que tenhamos. O que aconteceu entre a gente ficou no passado sim. Eu vi aqui mesmo é como amigo. — Ah, isso é legal, um amigo a mais me trás felicidade. - Ele ri e deita na cama ficando ao meu lado, coloca as mãos atrás da cabeça e olha para o teto, se não fosse Mattie eu diria que seria um homem tão folgado quanto ele. — Você sabe que tudo que fizer com Marck ele contará para Jae, e Jae fará o mesmo. Eles são irmãos muito próximos e se dão muito bem. - Isso não me assusta — Eles comentam sobre isso entre eles e fica entre eles. — Eu acho que isso não me faz mal. Faria mal se eles saíssem contando para todos os amigos e esses amigos saíssem também contando para o resto e assim a cidade toda fica sabendo. - Mattie ri e vira para mim. — E você gosta de algum deles? - Não. Acho que não, é apenas atração e eles podem me dá o que meu corpo pede, então eu não vou negar uma forte atração sexual se aproximando, não sei quando terei alguém com a mesma beleza e experiência que eles têm porra! — Mesmo assim, não é aconselhável você se apegar a um sem se apegar ao outro. - Ele virou para o lado se levantando — Mas eu vou te dar um aviso e você segue ele se quiser, como disse, vim como amigo. - Prestei atenção atentamente em seja lá o que ele for falar — Aproveita que você ainda não ficou com o Marck de verdade e tente algo SÓ com o Jae, se sucumbir aos encantos dos dois, eles vão te dividir ao mesmo tempo. — Eles vão fazer o que? - Grito, espantada. — Não seria a primeira vez que eles tentam algo com a mesma garota. E elas ficam todas nervosinhas gostando da ideia de dormir com dois homens, e acabam os três em cima de uma cama, então... - Ele ri para mim e dar tchau indo embora me deixando essa merda de informação. Merda! MIL VEZES MERDA. A conversa com Mattie me deixou meio incerta do que pensar sobre esses dois homens que moram bem ao lado da minha casa. Claro que não de um jeito informal ou ruim, mas como eles podem dividir uma mesma mulher ao mesmo tempo sem se importar um com o outro? Será que eles se amam tanto assim para dividir qualquer coisa? Digo, qualquer mulher? Eu realmente não sei se eu gosto de um, porque nossa, o que eu estou fazendo da minha vida sexual mesmo? Eu dormi com o amigo deles, depois quase transo com um e transo com o outro mais tarde? Eu me envolvi com os três ao mesmo tempo e nem notei, o que faço agora? Corro para casa de quem? — Olha eu acho que isso não deve ser um problema de verdade - Encaro a janela de Jae fechada sem conseguir olhar para uma das minhas amigas — Foi como você disse, aconteceu. Quando se trata de prazer a gente não olha para quem é, apenas para frente e tem o desejo de querer mais. — Mas eles são irmãos. E se isso gerar uma briga entre eles de verdade? — Acha que eles são capazes de brigar? Você disse que Mattie contou sobre eles dividirem a mesma mulher, eu não acho que eles tenham coragem ou vontade para brigarem se puderam fazer isso - Annie falava em tom de deboche, olhei para seu rosto a vi sorrir — Para de medo, se você não gosta de nenhum dos dois e não gostou dessa história, é só ignorar todos dois e ficar com outra pessoa. Eu posso fazer isso? E Marck? Mas ele nem terminou... quero dizer eu não cheguei realmente a ficar com Marck, logo posso me sair disso e posso também ficar somente com Jae, isso não é uma coisa ruim, porque ontem eu estive em seus braços e me senti tão bem, tão realizada, ele sabe bem o que fazer quando tem a oportunidade então eu vou pegar sua oportunidade. Mas e Marck? Porque merda eu ainda estou preocupada com ele? Será se é porque eu ainda quero sentir seu toque na minha pele? Aquele toque tão cheio de malícia e forte, ele também sabe o fazer na hora certa, achei que ele iria me levar para o céu naquele mesmo minuto. Maldita seja Eleonor Hyuuga. — Eu não sei o que você decidiu, mas agora tenho que ir, deixei o assunto de hoje contigo, então, até mais - Annie pegou suas coisas e foi embora, não posso prender as pessoas na minha casa para lidar com meus problemas mesmo. Papai tinha chegado depois das duas da tarde como prometeu e dormia desde então, nos avisou que acordaria perto das dez para entrar em outro turno. Meu pai se esforça demais, parece que não gosta de ficar em casa, ou arrumou uma namorada por lá, que fique bem, isso não me importa, eu até ficaria feliz por ele. Meu pai é um homem tão bom, merece alguém de verdade que o possa fazer se sentir bem e feliz, está há alguns anos sem sair com alguém ou ter alguém para acompanhá-lo, seria um charme. Mas enfim, este não é o momento certo de falar do meu pai, preciso me concentrar no que estou fazendo e no que pretendo fazer a partir de agora. Mattie me deu uma informação muito boa, isso evita que eu entre em perigosos mais intensos, e se eu entrar será por muita causa mesmo e eu estarei ciente disso. Ao menos isso Mattie soube fazer. Ah, coitado dele, Mattie sempre foi uma pessoa gentil comigo e sorridente e totalmente cavalheiro, se não fosse por sua falta de ética, estaríamos juntos, eu acho. Sem contar que ele ficou muito bonito e muito bom de cama, nossa! Espera, calma Elsie, você tem que ser corajosa neste momento. Levantei da cama quando ouvi a voz do meu pai, ele deve ter acordado. Saio do quarto procurando por sua presença e escuto risadas no andar debaixo. Desço para me encontrar com essa felicidade e sorriu outra vez ao ver Eleonor e Miguel na cozinha, entro na mesma encarando cada um de um lado, eles parecem tão felizes, me sinto feliz em vê-los assim. — Olha só quem acordou. Eleonor disse que você não estava bem. Mandei mensagem e você apenas me respondeu que ficaria bem, ficou mesmo? Ainda sente algo? Quer que eu te examine? - Se aproximou curioso e preocupado, o abraço quando chega perto o suficiente. — Estou bem papai, fiquei melhor, era apenas cansaço, ou algo assim - Ele se afasta me olhando desconfiado. — Você não pode se cansar apenas de estudar, e quando tiver uma família para cuidar? Trabalho, casa, filhos, marido, não pensa em se casar? - Encaro meu pai por um momento antes de desviar para a mesa da cozinha, ela está tão bonita coberta por uma toalha limpa e cheia de Sushi, eu amo Sushi. Casamento não é uma das coisas que eu penso para o futuro, até porque, a única pessoa com quem eu gostaria de casar, é meu primo, e ele foi proibido de chegar perto de mim. Meu pai sabe disso, e finge que nunca contei sobre amar aquele garoto.— Sua amiga, a Ellie acordou antes de chegar ao hospital. Estava elétrica e tiveram que ceda-la, mas acordou de manhã. — Ellie… - Soprou o nome dela com raiva e ódio ao mesmo tempo. Ela não tinha culpa de ter sido levada para os braços daquele homem, mas mesmo assim, não conseguia mais ouvir ou ver aquela garota se não se lembrasse do quanto Taylor falou e falou e ameaçou usando o nome dela. — Como ela está? — Um pouco traumatizada, mas vai ficar bem, os pais dela estão aqui desde ontem quando tudo aconteceu - Sadie virou para olhar sua mãe — Você lembra o que aconteceu? — Eu me lembro da Ellie sair do carro e me mandar dirigir, mas não consegui me mexer, acabei desmaiando. Não queria sair dali sem ela. - A mãe sorriu e abaixou o olhar. — E aquele homem? — Bom, parece que o seu ex-noivo atropelou aquele homem na tentativa de salvar vocês duas. Os pais dele não deram queixa e até pediram para pagar as despesas do hospital. A irmã contou à polícia o que ele fazia com a namorada n
O galpão no final da estrada de barro parecia silencioso quando Ellie desceu do carro batendo a porta logo em seguida. Olhou ao redor procurando qualquer movimento de pessoas ou do próprio Taylor. Não ia negar que estava com medo e que agora entendia o motivo dos garotos quererem se proteger. Talvez se não soubesse que a polícia chegaria a algum momento, não tivesse a coragem de realmente ir até Taylor e o olhar de novo, ouvir sua voz ou estar em sua presença. Como isso desencadeia tantos momentos ruins, momentos em que ela achou que morreria sozinha em um chão frio e úmido. Respirou fundo colocando as mãos dentro do casaco e andou em direção à entrada daquele galpão. Suas pernas estavam mais trêmulas do que nunca, o coração acelerado como se fosse morrer a qualquer momento, e quem sabe isso podia mesmo acontecer. Taylor era um homem perigoso por diversão, imaginava sentindo raiva? Ele seria capaz de tudo, até mesmo um assassinato. Parou na entrada quando escutou um gemido baixo, con
Ellie respirou mais fundo buscando forças para sorrir e então virou para os outros — A Sadie está bem. Ela está na casa de uma amiga e o celular acabou descarregando - Contou mantendo um sorriso no rosto. Vicent revirou os olhos se jogando no sofá — Estamos nos preocupando por nada. — Por nada? Ela some o dia todo não apareceu no trabalho, nem na faculdade. Mas é claro que iriamos nos preocupar. Acabamos de voltar. Posso me preocupar com minha namorada. — Claro que pode. Mas vamos pra casa? Eu passei o dia em pé andando de um lado para outro, eu quero dormir. - Pediu quase num suspiro imediato. — Vamos. Tudo bem. Se ela disse que estava bem. Não vamos nos preocupar com isso agora. - Vicent foi o primeiro a levantar, desceram juntos outra vez e seguiram para o carro. O silêncio foi mantido durante todo o trajeto, mesmo Rylian e Vicent conversando sobre as ruas estarem cheia para o filme novo que estreou naquela semana. Comentavam sobre o fato o tempo todo. No entanto, a única pe
Antes de o sol nascer naquela manhã de segunda, Ellie já estava de pé, acordou ansiosa para o que seria seu primeiro dia de trabalho. Não sabia o que poderia esperar, mas desejava que fosse um dia próspero, que as pessoas gostassem do seu atendimento e o que o novo patrão a respeitasse como tal. Bom, se a tratassem como gente já devia ser alguma coisa. Seu primeiro emprego foi na agência de modelo longe da sua cidade, as pessoas passaram a gostar dela e a convidar para qualquer tipo de trabalho, mas quando se é convidada e muito solicitada por ser bonita e gentil, suas colegas de trabalho que deviam a deixar cheia de orgulho de si mesmas, acabaram desejando ter aquela mesma atenção. Brigas e algumas mentiras foram espalhadas por todo lugar, e a reputação de Taylor todas as vezes que ia a um dos locais que trabalhava não ajudava. Sempre arrumava confusão com todos, até com os clientes homens que estavam presentes. Aos poucos, aquele sonho foi se acabando, se perdendo por entre os dedos
— Hm… - A mãe pensou um pouco depois de ouvir toda a brilhante ideia de sua filha. Todo mundo precisa seguir a vida de alguma forma, e tentar manter as coisas no lugar, mas ao mesmo tempo, recomeçar a vida mesmo ainda tendo aquele tipo de homem ao seu redor, não era uma coisa boa, certo? — Você tem certeza que está segura? — Sadie contou que uma das atendentes do café está grávida, faltam poucos meses para ela sair do trabalho, e estão precisando de alguém para ficar em seu lugar. Não vou ganhar muito, mas pode ser alguma ajuda. Estou morando na casa do Vicent e nunca ajudei em nada, não quero mais ser a garota que é mantida viva pelos outros. - Contou animada. Durante aquela semana, tinha visitado Sadie todos os dias e conversado bastante sobre como as coisas iriam ficar, e uma delas foi a grande chance de emprego. Não era uma das pessoas mais qualificadas, mas ao menos sabia andar em cima de um salto, sorrir e anotar pedidos. Não seria garçonete para sempre, mas precisava de um c
Como prometido, Sadie levou sua amiga para o prédio que conhecia muito bem, desde o porteiro até o centro do apartamento a qual visitou por anos. Parou em frente a aquele lugar dando uma breve olhada ao redor não querendo encontrar por Taylor ou qualquer ameaça que fizesse com que Ellie surtasse de vez. Uma coisa seria estranha não a ajudar no momento, nunca foi uma pessoa ruim e era por esses momentos que ainda não entendia porque o universo levou sua melhor amiga, depois seu noivo, depois o amor de seu pai e mais outras coisas que ninguém precisava saber. Segredos dentro de si que nem mesmo sua psicóloga com todo talento não conseguiu fazê-la contar. Certas coisas precisam ser guardadas conosco. Estacionou na garagem ao lado de Ellie que também reparava em cada canto. O medo ainda a cobria e não sabia dizer se estava mesmo disposta a sair na rua outra vez. Suspirou para se acalmar mantendo sua cabeça no lugar, não iria adiantar começar a surtar no momento. — Como você se sente? -







