LOGINA vista era linda ali de cima era linda, eu estava bêbada, não sei se isso era bom. E lá pelas tantas começou a tocar Britney Spears, mais especificamente a música Gimme More, eu fui toda animadinha para a pista. Adorava essa música.
Do outro lado estava Lucas, me olhando com um sorriso bobo enquanto eu tentava sensualizar olhando para ele. A cada momento que passava mais eu queria amassar ele contra a minha cama e transar com ele em todas as posições possíveis, mas algo me dizia que hoje ele não cederia.
Uma pena, porque eu estava em chamas.
Passou um garçom do meu lado com pílulas coloridas, num primeiro momento achei que fossem balas, balas comuns, dessas que vem em potinhos metálicos, mas quando ele passou e eu fiquei fitando, mais precisamente tentando entender porque um garçom estava passando com balinhas de hortelã, Lucas veio correndo em minha direção.
— O que eu te disse sobre as drogas, Gabriela? — Nesse momento eu gelei. Ele estava me abraçando, me pegando pela cintura, falando bem no meu ouvidinho, com uma voz autoritária.
— Isso é droga? — Eu perguntei sussurrando e rindo.
— Pelo amor de Deus, Gabriela. Você trabalhava com criminosos.
— Ah é ecstasy? — Ele revirou os olhos.
— Vem, vamos embora, chega de festas por hoje. — A vontade infantil de deitar no chão e fazer birra foi grande, mas me segurei bem e disse apenas com um biquinho:
— Não quero ir para casa.
— Você não vai para casa.
***
A vista era linda ali de cima era linda, eu estava bêbada, não sei se isso era bom. E lá pelas tantas começou a tocar Britney Spears, mais especificamente a música Gimme More, eu fui toda animadinha para a pista. Adorava essa música.
Do outro lado estava Lucas, me olhando com um sorriso bobo enquanto eu tentava sensualizar olhando para ele. A cada momento que passava mais eu queria amassar ele contra a minha cama e transar com ele em todas as posições possíveis, mas algo me dizia que hoje ele não cederia.
Uma pena, porque eu estava em chamas.
Passou um garçom do meu lado com pílulas coloridas, num primeiro momento achei que fossem balas, balas comuns, dessas que vem em potinhos metálicos, mas quando ele passou e eu fiquei fitando, mais precisamente tentando entender porque um garçom estava passando com balinhas de hortelã, Lucas veio correndo em minha direção.
— O que eu te disse sobre as drogas, Gabriela? — Nesse momento eu gelei. Ele estava me abraçando, me pegando pela cintura, falando bem no meu ouvidinho, com uma voz autoritária.
— Isso é droga? — Eu perguntei sussurrando e rindo.
— Pelo amor de Deus, Gabriela. Você trabalhava com criminosos.
— Ah é ecstasy? — Ele revirou os olhos.
— Vem, vamos embora, chega de festas por hoje. — A vontade infantil de deitar no chão e fazer birra foi grande, mas me segurei bem e disse apenas com um biquinho:
— Não quero ir para casa.
— Você não vai para casa.
Capítulo cinco: Diamante
Acordei com uma luz enorme na cara. Percebi que ainda estava com a roupa que havia ido ao salão do César e com uma dor de cabeça horrorosa, eu já sabia o que tinha acontecido, eu tinha bebido demais e o Lucas me levou para o apartamento dele.
O que me surpreendeu foi que ele estava dormindo no sofá do quarto, ele não estava mais lá, mas eu vi um cobertor e um travesseiro. Ele, na verdade, estava apenas de cueca abrindo a janela.
Que absurdo de homem.
Dali eu podia ver que suas tatuagens cobriam todo seu torso e também as pernas. Só não subiam o pescoço, nem iam até as mãos e paravam nas canelas.
Imaginei ele de terno, até hoje só tinha visto ele de camisa social e calça de alfaiataria.
A janela do quarto mostrava a praia de Copacabana e era gigantesca.
— Bom dia, flor do dia. — Ele me saudou, eu estava novamente com um mau humor do cão.
— Dipirona. — Foi tudo o que eu consegui dizer, ele deu uma risada que aumentou ainda mais a dor de cabeça.
— Ressaca, é? — Ele estava se divertindo comigo.
— É. Quero Dipirona. — Ele tirou da mesa de cabeceira algo que eu não tinha visto, uma bandejinha com uma garrafa de vidro cheia de água e um copo longo grande.
— Bebe. — Seu tom foi imperativo, mais uma vez mandando em mim e por algum motivo eu gostava disso. Nunca ninguém mandou em mim, aquilo era novidade para mim.
Bebi dois copos de água num rompante, já sentia minha boca menos amarga e a dor de cabeça diminuindo.
Ele veio com um efervescente, colocou no copo, provavelmente um daqueles remédios contra ressaca e fez sinal para que eu bebesse junto com um comprimido de dipirona que ele também tinha ali ao lado.
— Daqui a pouco você está novinha em folha, vou dar um tempinho para você se recuperar.
Recebemos notícias do primo de Lucas, o Matteo. Graças ao meu álibi ele foi inocentado.Estávamos no salão dos Falcone para falar sobre isso.Stefano estava com um sorriso aberto no rosto, lendo a papelada.Vitor e os gêmeos estavam numa mesa jogando baralho, Lucas estava atrás de mim, com um sorriso, corpo ereto e mãos para trás.— Muito bem, Serpente. Um trabalho bem executado. — Sorri, nunca nenhum cliente havia agradecido pelo meu trabalho. Já havia feito trabalhos de inocentar pessoas sim, pessoas sem condições, pessoas que estavam presas injustamente, pessoas que nunca tiveram olhares voltados a elas.Mas eles não me elogiaram, o elogio foi ver uma mãe ou uma esposa abraçando o filho inocente após ele sair da cadeia. Porém palavras de fato eu nunca tinha escutado.Era a primeira vez.
Eu sabia que eu estava olhando para o meu apartamento pela última vez por um bom tempo. Aquele era um apartamento próprio, havia herdado do meu pai, mas tinha tirado tudo que remetia a ele.Nas paredes onde costumava a ter camisas históricas do Botafogo emolduradas e penduradas, agora tinham posteres de filmes que eu gostava, eram 3 acima do sofá: 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, O Diário da Princesa e Uma Linda Mulher.O sofá era pequeno azul marinho, de dois lugares, estilo vintage, as paredes eram um tom de azul bebe. A cozinha era americana e eu costumava a trabalhar na mesa de jantar, estava cheia de papeis dos processos que eu estava trabalhando ainda.Fui até meu quarto, abri o armário embutido branco e subi nas prateleiras até alcançar a enorme mala de viagem que eu tinha comprado pensando no dia que eu fosse para a Europa.Nunca havia ido, não tive nem tempo nem dinheiro.Minhas economias haviam ido embora na tentativa de salvar meu pai, ele não tinha plano de saúde, nunca lig
No dia seguinte eu só queria ir embora, estava ressaqueada da perseguição do dia anterior. Não queria mais sentir emoções tão fortes, estava com medo de continuar em São Paulo e acabar morrendo.Além disso, acordei abraçada em Lucas.Não sabia o que pensar sobre isso também.Enquanto minha mente divagava eu estava no restaurante do hotel tomando café da manhã. Meus olhos estavam travados enquanto eu comia um pão de queijo lentamente.— Tá tudo bem? — A voz de Lucas fez com que eu sacudisse a cabeça e olhasse para ele, eu deveria ter viajado bonito naquele momento, viajado bonito.— Tá eu só… Quero voltar pra casa. — Minha voz saiu embargada, parecia uma criança pedindo pela mãe. Lucas me olhou com dó. Ele havia sido criado para ser endurecido, para resistir as maiores pressões, as maiores crueldades.Até pouco tempo atrás eu apenas ouvia histórias escabrosas, não as vivia.Tudo era assustador para mim.— Podemos ir, meu bem. — Ele segurou minha mão nesse momento, eu apertei sua mão pe
Resolvemos comer no hotel, pedir serviço de quarto, já havia sido adrenalina demais para um dia só.— Tem como trazer um cabernet? — Ouvi Lucas falar no telefone enquanto eu saía do banho — Isso, do melhor que vocês tiverem.Assim que ele desligou do telefone, eu o encarei sem entender.Meu coração estava acelerado ainda. Eu precisava de um Rivotril, um Valium, qualquer coisa do tipo.— Vinho? — Ele acenou com a cabeça, eu estava apenas de roupão, Lucas veio em direção a mim ele estava relaxado, como se tivesse acabado de ter um dia normal.— É.Ele me segurou daquele jeito que eu gostava, pelo maxilar, me fazendo encarar seus olhos com de rio.— Por que? — Perguntei sem entender exatamente porque ele estava querendo beber vinho às 14h, depois de matar 4 pessoas e eu duas. Nunca tinha matado ninguém, já tinha sentido vontade quem nunca pensou “eu vou matar aquela vagabunda?”, mas nunca tinha feito isso de fato.Nunca tinha tido coragem.Mas hoje era ou eles ou eu.Ele soltou meu maxil
Ainda mais com cara de canalha.Nossos rostos estavam colados, a ponta dos nossos narizes estavam próximas, eu ainda estava totalmente vermelha de vergonha.— Eu não vou te julgar, nem vou me sentir o fodão por isso. Estamos quase chegando aos 30, isso já passou. — Acenei positivamente com a cabeça. Ele sorriu, me segurou pela cintura, se aproximando ainda mais de mim e me dando um selinho. — Tá tudo bem, tá? Eu acho que te deixei com gostinho de quero mais mesmo. — Continuei em silêncio, era verdade o que ele dizia.— Vou te deixar em paz terminando de arrumar as coisas. Nosso voo é as dez. — Nessa hora eu desacelerei, achei que estava mais em cima da hora. Enquanto eu arrumava as coisas Lucas sentou-se na poltrona do meu quarto. Demorei um pouco, ma logo fiquei pronta.Pelo que combinamos, inicialmente ficaríamos 3 dias lá, para ter certeza que tudo ocorreria bem, o primo dele estaria livre da acusação e eu poderia partir pro próximo caso, afinal esses Falcone viviam se metendo em c
Quando eu voltei para casa minha porta estava arrombada. Comecei a entrar em desespero, entrei correndo, completamente nervosa pensando no meu notebook e celular que tinham ficado lá. Mas para minha surpresa havia um Lucas sentado com cara de enfezado, segurando meu celular com a ponta dos dedos e me encarando. — Você nunca mais faça isso, Gabriela. — Sua voz era firme, brava, mas sem aumentar o tom. — E você nunca mais arrombe a porra da minha porta! — Eu gritei. — Tem algum lugar que a gente possa conversar em particular? — Ele continuou com o mesmo tom de voz. — Se você não tivesse arrombado minha porta teríamos. — Eu estava revoltada, ele simplesmente tinha colocado toda minha segurança em jogo porque eu havia simplesmente sumido. — Eu mando um cara consertar isso agora para você dormir tranquila, deixo o Vitor aqui cuidando de tudo enquanto você me explica esse sumiço. — Ele mandou um áudio para o irmão nesse momento dizendo “pode subir” em italiano. Parece que meu sumiço







