LOGIN💬 NOTA DA AUTORA Duas noites de sofrimento, uma serenata, rosas e um pedido de perdão... E Gaby decidiu dar outra chance a Beto. E vocês: no lugar dela, teriam descido para conversar ou deixado Beto ajoelhado lá na rua? 😂👀 Dar uma segunda chance foi amor... ou Gaby perdoou rápido demais? Conta pra mim nos comentários! Se gostou do capítulo, deixe seu like. Isso ajuda muito a história a crescer por aqui. ❤️ Nos vemos no próximo capítulo!
Depois que os pais se instalaram, Ivan chamou Gaby para uma conversa.Glória estava com eles quando ele contou que a participação das duas famílias na casa destinada ao casamento de Gaby e Beto havia sido desfeita.— Eu conversei com Pedro antes de sairmos de Minaçu — explicou. — Ele e Alice compraram a nossa parte.Gaby ficou em silêncio por um instante.A casa.Durante anos, soubera que aquele imóvel estava reservado para o dia em que ela e Beto se casassem. Era mais um dos planos que os pais haviam feito para os dois, quando ninguém imaginava que a promessa pudesse deixar de existir.— Entendi — respondeu.Ivan continuou:— Eu e sua mãe decidimos que o dinheiro da venda vai ficar com você.Gaby ergueu os olhos.— Comigo? Não, pai.— Gaby...— Foram vocês que compraram a casa. O dinheiro é de vocês.— Nós compramos pensando no seu futuro.— Mas vocês também precisam dele. Acabaram de se mudar, compraram um apartamento...Glória se aproximou.— Filha, nós conversamos sobre isso. Quer
Depois da ligação em que os pais anunciaram a mudança para Goiânia, Gaby passou a pensar com mais frequência nas pessoas que deixara em Minaçu.Glória e Ivan estavam vendendo os bens e se preparando para sair da cidade onde haviam nascido e construído a vida. Durante a conversa, Gaby tentara fazê-los reconsiderar. Conhecia o vínculo dos dois com aquele lugar e sabia quanto lhes custaria deixar para trás uma história de tantos anos.Mas, depois que desligou, outra pergunta começou a incomodá-la.E os vínculos que ela própria havia deixado para trás?No Natal, a mãe contara que Cida e Flávia continuavam perguntando por ela. Gaby prometera pensar em procurá-las, mas os dias passaram sem que tomasse a iniciativa.Não era falta de saudade.As três haviam compartilhado boa parte da infância e da adolescência. Gaby sentia falta das conversas, das risadas e até dos conselhos que, tantas vezes, preferira não ouvir.Talvez fosse justamente essa lembrança que a fizesse hesitar.As amigas a havia
Nos dias seguintes, Glória e Ivan começaram a organizar a mudança.Havia móveis, documentos e bens a negociar. A casa onde haviam vivido por tantos anos precisava ser colocada à venda.Cada providência tornava a decisão mais concreta.Glória separava o que pretendia levar, examinava objetos guardados havia muito tempo e, vez ou outra, interrompia o trabalho ao encontrar alguma lembrança da infância de Gaby.Ivan cuidava das questões práticas.Entre elas, havia uma que não poderia resolver sem conversar com Pedro.A casa comprada pelas duas famílias para o futuro casamento de Gaby e Beto continuava em nome dos pais. O imóvel havia sido adquirido em sociedade, com a intenção de que, quando os filhos se casassem, tivessem onde começar a vida juntos.Agora, aquele futuro não existia mais.Ivan precisava negociar a participação que pertencia a ele e Glória.Durante alguns dias, adiou a conversa.Não era uma questão de dinheiro. Era difícil procurar o amigo de tantos anos para desfazer um d
A estrada de volta a Minaçu parecia mais longa do que na viagem de ida.Glória olhava pela janela, acompanhando a paisagem sem realmente prestar atenção nela. Havia poucas horas, abraçara Gaby na despedida. Agora, a cada quilômetro percorrido, sentia que se afastava um pouco mais da filha.Ivan dirigia em silêncio.— Ela está bem. — disse, depois de algum tempo.Glória voltou o rosto para ele.— Eu sei.— Você viu. Está trabalhando, cuidando da casa, fazendo planos para a faculdade...— Eu vi, Ivan.Ele lançou um olhar breve para a esposa.— Mas não ficou tranquila.— Fiquei mais tranquila. É diferente.Glória tornou a olhar pela janela.Durante meses, imaginara a filha sozinha em uma cidade grande, tentando resolver problemas que antes dividia com os pais. Conhecer a quitinete, o trabalho e a rotina de Gaby havia diminuído parte daquela preocupação.Mas também tornara a distância mais concreta.Agora sabia exatamente para onde a filha voltaria depois de um dia de trabalho. Conseguia
Dezembro chegou trazendo uma expectativa diferente.Pela primeira vez, Gaby passaria o Natal longe de Minaçu. Mas não passaria longe dos pais.Glória e Ivan haviam decidido ir a Goiânia para passar a data com a filha. Seria também a primeira oportunidade de conhecerem a vida que ela construíra desde que deixara a cidade.Durante meses, Gaby falara com os pais pelo telefone. Contava sobre o trabalho, sobre a quitinete, sobre a aprovação em Administração e respondia às perguntas da mãe sobre alimentação, dinheiro e segurança.Mas falar era uma coisa.Mostrar era outra.Na manhã em que os pais chegariam, Gaby acordou cedo e arrumou a quitinete com um cuidado quase exagerado.Guardou roupas.Limpou o banheiro.Organizou a pequena cozinha.Arrumou a cama.Depois olhou ao redor.Continuava pequena.Não havia muito que pudesse fazer a respeito disso.Era o que conseguia pagar.E era sua.Quando finalmente encontrou os pais, todo o esforço para parecer adulta e perfeitamente adaptada desaparec
Nos primeiros dias depois de guardar a caixa no fundo do armário, Beto descobriu que aceitar o fim não tornava as coisas mais fáceis.Talvez tornasse tudo pior.Enquanto acreditava que Gaby voltaria, ainda havia alguma coisa pela qual esperar.Uma ligação.Uma notícia.O portão dos Monteiro se abrindo.Gaby atravessando a calçada.Agora não havia nada.Ela não voltaria.E Beto não sabia o que fazer com aquela certeza.Começou a sair mais.No início, porque ficar em casa era pior.Depois, porque descobriu que algumas horas fora tornavam mais fácil não pensar.Começou a andar com uma turma sempre pronta para uma bebida, uma farra ou qualquer programa que terminasse tarde demais.Com eles, ninguém fazia perguntas.E era disso que Beto precisava.Bebia mais do que deveria.Voltava tarde.Dormia mal.Acordava pior.Alice reclamava.Pedro observava.Beto dizia que estava bem.Não estava.***As férias acabaram.Fred voltou para a universidade.Beto deveria ter feito o mesmo.Não voltou.No c







