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capítulo 21: melhor forma de pedir desculpas

Auteur: Lívia_V
last update Date de publication: 2025-09-05 19:15:41

Naquela noite, nos arrumamos e seguimos até o salão de jantar. O ambiente estava iluminado com tochas altas e velas que dançavam nas paredes de pedra, espalhando um calor suave no ar. Lucian parecia animado, falava como se já tivesse vencido alguma batalha, gesticulando, sorrindo alto, quase se exibindo.

Cassian, em contraste, estava imóvel, mas não vazio. A confusão em seu olhar ainda estava lá, sempre que seus olhos se voltavam para mim, como se tentasse entender como eu tinha conseguido aqui
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  • Prometida ao alfa que me odeia    capítulo 91: Fim

    Cassian*O castelo se destruía em chamas uma ruína viva, cuspindo brasas como um monstro moribundo. O calor era insuportável, as pedras estalavam, o ar queimava nos pulmões. Lá fora, o som distante das flechas incendiárias cortava o céu. Lá dentro, só restávamos nós dois. Eu e ele. Pai e filho. Lobo e fera.O acerto de contas inevitável.Ele avançava com toda a força que possuía — e ele era terrivelmente forte, o grande lobo que um dia fora respeitado e temido. Atacava sem hesitar: jugular, pernas, estômago. Cada golpe carregava ódio e prazer. Eu tentava resistir, mas o impacto era brutal.De repente, senti meu corpo ser lançado longe, chocando-se contra uma parede em chamas. A dor me rasgou por dentro, o gosto de sangue encheu minha boca. Arfei, tentando respirar.Meu corpo já estava dilacerado pelos ataques dos lupinos, mas ele surgia diante de mim novamente — envolto pelo fogo, o corpo dourado queimando à luz vermelha das chamas.Os dentes dele brilhavam cheios de sangue. Os olhos

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    Elara*Eu só tive tempo de desviar antes que os dentes de Cassian se fechassem a poucos centímetros do meu pescoço.O ar cortou minha garganta um rugido que me fez estremecer por inteira.Segurei Marius com força contra o peito, o coração batendo tão rápido que parecia escapar do meu corpo.Minhas pernas estavam fracas, trêmulas, e mesmo assim, eu me mantinha de pé apenas pela força do desespero.Beron assistia à cena como quem saboreia um espetáculo.Sentado, imóvel, mas com aquele brilho insano nos olhos o brilho de quem se alimenta do sofrimento alheio.Cassian sacudiu a cabeça, os músculos contraídos, e quando ergueu o rosto, vi que seus olhos já não pertenciam a ele.Eram amarelos. Frios. Selvagens.O olhar de uma criatura que não reconhecia mais amor, nem lembranças.— CASSIAN! — gritei, mas a voz saiu rasgada, impotente.Não havia resposta.Não havia nada além da escuridão e da monstruosidade que dominavam o homem que eu amava.Ele partiu para cima novamente.Desviei, me arras

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    Cassian*Eu não lembrava ao certo onde era o esconderijo de Beron, mas em minhas memórias havia um lugar.Semelhante a um castelo... e eu sempre lembrava do mar.Do cheiro da brisa fria batendo em meu rosto, o som das ondas se chocando contra as pedras o único eco que me restava enquanto apodrecia naquela cela.Castor, Lúcia e os últimos lupinos castanhos me acompanhavam.Mas minha mente era um campo de tortura.O pensamento de Elara e Marius amarrados, nas mãos dele, me corroía por dentro. Eu respirava, mas era como se o ar me queimasse os pulmões. Nem eu mesmo tinha certeza se voltaria vivo.Corremos o dia inteiro pela floresta.A terra sob nossos pés se tornava lama, e o cheiro do sal começou a ficar mais forte conforme o sol morria no horizonte.Quando os últimos raios tocaram as folhas, eu o vi.O palácio.Velho. Imenso.Cravado na encosta do mar, com muros partidos e torres retorcidas.Mas havia vida ali.Lupinos — dezenas deles espalhados por todos os cantos. Sentinelas respira

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    Cassian*Acordei pela manhã, os pequenos raios de sol entrando pelas frestas da janela, riscando o chão e a cama com uma luz morna e silenciosa. Toquei o espaço ao meu lado, como fazia sempre, procurando por Elara. Mas o lençol estava frio.Ela nunca levantava antes de mim.Franzi o cenho, um arrepio subindo pela nuca. Havia algo... diferente. O ar da casa parecia preso, pesado.Lentamente, coloquei os pés para fora da cama e segui até o quarto de Marius. Abri a porta devagar, o coração já inquieto.Vazio.Nem ele, nem a menina.Um silêncio estranho me envolveu, e então o senti o cheiro. Um odor doce, artificial, que não pertencia àquele lugar. Meu corpo inteiro se enrijeceu.Desci as escadas rápido, os passos ecoando pelo salão. Alguns lupinos passavam, confusos, mas o lugar parecia... vazio demais.Quando vi Castor ao longe, apressei o passo, o peito já apertado.— Castor, você viu Elara? Ou Marius? — ele se virou devagar, os olhos arregalados, a expressão tensa.— Cassian... preci

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    Elara*Cassian recebeu todos os lupinos de volta à casa Midas. O lar que, no fundo, nunca deveria ter sido abandonado.Aquela noite foi de celebração — fogo, risos e vinho, uma breve trégua antes do caos.Eu acordei com o calor de sua mão acariciando meu rosto. Abri os olhos devagar, e o encontrei me observando, um meio sorriso preguiçoso nos lábios.— Você fala enquanto dorme, sabia? — murmurou, a voz grave e baixa.— Sabia. — sorri sonolenta. — Era um hábito da infância... achei que tivesse passado.Ele se inclinou, roçando os lábios em minha bochecha.— O que eu estava dizendo exatamente?— Coisas indecentes. — respondeu contra minha pele.— Eu não digo coisas indecentes... — sussurrei, e ele sorriu, aquele sorriso que prometia perigo.— Diz sim. Ficou chamando meu nome, várias vezes. — a voz dele desceu como um sussurro rouco, enquanto os lábios passeavam pelo meu pescoço.Soltei um suspiro, sentindo o corpo reagir antes da mente. Ele se moveu sobre mim com uma calma provocante, o

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    Elara*A notícia sobre Marius não agradou à maioria dos lobos das ilhas do sul. Mas não havia o que discutir as palavras de Lucian estavam marcadas, e não havia retorno.— Os guerreiros lupinos estão à disposição do jovem lobo — disse um dos velhos conselheiros, contrariando o próprio orgulho.— Obrigada. Logo, precisaremos. — respondi firme.— Enfrentar Beron de cara... não é o que o alfa faria.— É por isso que ele passou anos acumulando aliados e perdendo tempo. — retruquei, sem paciência. — Beron precisa ser parado agora.Ele me fitou por um instante, e depois olhou para Marius.— Como desejar. Só espero que saiba o que está fazendo. — rosnou tenso, antes de passar por mim.Apertei Marius em meus braços e segui para fora.— E então? — perguntou Lúcia, com o olhar afiado.— Vamos voltar pra casa. Temos boas notícias. — respondi, e ela sorriu satisfeita antes de montar o cavalo.Não havia mais o que esperar.---A viagem de volta foi longa, cansativa, mas quando avistamos os muros

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