LOGINUm sorriso suave tocou seus lábios e, instintivamente, sua mão desceu para repousar com carinho sobre o ventre.Seus dedos permaneceram ali com uma ternura silenciosa.— O papai vai ficar bem — sussurrou.Sua voz carregava calor e certeza.— Muito em breve, ele vai falar com você.Ela acariciou suavemente a barriga.— Não se preocupe. Muito em breve.As palavras eram destinadas à pequena vida que crescia dentro dela.Mas, na verdade, também eram para si mesma.Cassienne já não sentia aquele medo esmagador que a havia consumido no hospital.Agora ela tinha esperança.E, dessa vez, uma esperança verdadeira.As memórias de Dreston já estavam voltando em flashes.Mais cedo ou mais tarde, o restante também voltaria.E, quando isso acontecesse...Tina se tornaria nada mais do que uma sombra do passado.O olhar de Cassienne ficou mais firme.Mas, mesmo que ele nunca recuperasse tudo...Mesmo que aquelas memórias jamais retornassem...Ela ainda lutaria.Eles poderiam criar novas lembranças.A
Ele falou como se tudo fosse perfeitamente lógico.Como se já tivesse chegado à conclusão sozinho.E, na verdade, havia chegado.A pergunta anterior da Sra. Rawlings.As roupas no closet.As fotografias na parede.Ele já não precisava de confirmação.Cassienne estivera morando ali com ele.E, estranhamente, aquela percepção não o deixou desconfortável.Muito pelo contrário.Apenas o deixou curioso.Porque, no fundo, alguma coisa dentro dele queria Cassienne por perto.Dreston não entendia o motivo.E aquilo o incomodava.O Dreston de quem se lembrava, o homem de antes do acidente, deveria sentir apenas indiferença pela ex-esposa.Mas, toda vez que o nome dela surgia, alguma coisa mudava dentro de seu peito.Algo silencioso.Persistente.Ele queria entender aquela sensação.Queria entender Cassienne.Abigail respondeu com cuidado.— Ela deve estar no apartamento dela — disse com um sorriso gentil. — Normalmente fica lá quando está ocupada com o trabalho.Dreston assentiu devagar.— Hm.
— Quando estávamos na escola — disse Dreston com um leve sorriso, mastigando pensativamente —, Cassienne era conhecida como NULLWRAITH. Ela era boa. Muito boa.A frase pairou levemente pelo ambiente.Mas a reação ao redor da mesa não teve nada de leve.Todos olharam para ele.Não apenas olharam.Observaram atentamente.Ficou claro para todos que Dreston não estava simplesmente relembrando o passado.Ele tentava convencer a si mesmo de que lembrava de algo importante.Algo que deveria surgir naturalmente em sua mente, mas que agora chegava apenas em fragmentos.Ele tentava alcançar a parte de sua vida que ainda permanecia presa atrás da névoa causada pelo acidente.Dreston continuou comendo calmamente, como se aquele momento não tivesse importância.Mas todos à mesa conseguiam perceber o que ele estava fazendo.Ele estava testando a própria memória.Joseph percebeu a tensão crescendo no ambiente.O silêncio parecia pesado demais.Frágil demais.Então limpou a garganta e interveio.— Ac
Dreston permaneceu dentro do closet por mais alguns instantes depois de fazer a pergunta.— De quem são essas roupas?Os vestidos cuidadosamente organizados, os saltos, as bolsas e os frascos de perfume pareciam pertencer a alguém que vivia ali confortavelmente.Não temporariamente.Não como uma visita.Mas como alguém que pertencia àquele lugar.Seus olhos percorreram lentamente as prateleiras.O aroma suave de um perfume floral ainda pairava levemente no ar.Ele conhecia aquele cheiro.Ou pelo menos...Uma parte dele conhecia.Mas a lembrança se recusava a surgir por completo.Dreston soltou o ar lentamente.Cassienne.O nome atravessou sua mente quase imediatamente.Mas ele não o disse em voz alta.Em vez disso, fechou a porta do closet pela metade e voltou para o quarto.Alguma coisa naquele ambiente parecia...Incompleta.Ele ficou parado por alguns instantes, os olhos cinzentos examinando cuidadosamente o espaço familiar.A cama enorme.A pequena área de estar junto à janela.A
No sétimo dia após o acidente, Dreston finalmente recebeu alta.Dentro do quarto VIP do hospital, os últimos preparativos estavam sendo feitos para sua saída.Dreston estava ao lado da cama, ajustando o punho da camisa enquanto lançava um breve olhar para seu reflexo no espelho do outro lado do quarto.A faixa fina que antes envolvia sua cabeça já havia sido retirada.Restavam apenas hematomas leves na têmpora e na maçã do rosto, desaparecendo um pouco mais a cada dia.Fora isso, ele já parecia quase exatamente como todos se lembravam.Forte.E inconfundivelmente Dreston Tremont.Do outro lado do quarto, Steve, chefe de sua segurança, estava perto da porta, falando baixo pelo ponto no ouvido antes de se virar para ele.— O carro está pronto, senhor.Dreston assentiu.Ao lado dele, Joseph terminava de assinar os documentos finais da alta que a enfermeira havia entregado mais cedo.Quando ela saiu do quarto, Joseph dobrou os papéis cuidadosamente e os colocou sobre a pequena mesa.Então
No instante em que Dreston a puxou para mais perto, a respiração de Cassienne ficou presa na garganta.O movimento dele havia sido repentino.Até imprudente, considerando os monitores ligados ao corpo e os fios finos atravessando seu peito.Seus lábios encontraram os dela com desespero.Cassienne soltou um pequeno suspiro contra sua boca, as mãos indo instintivamente até os ombros dele.Por um breve segundo, sua mente gritou para que o afastasse.O médico havia alertado sobre o estresse.Sobre a recuperação dele.Sobre como sua condição ainda era frágil.Mas ela não conseguiu fazer isso.Não enquanto ele a segurava daquela maneira.Não quando conseguia sentir o calor do corpo dele através da fina roupa do hospital.Seu corpo ficou rígido no início, dividido entre o medo e o desejo.Ela estava apavorada com a possibilidade de os aparelhos começarem a apitar descontroladamente.De as enfermeiras entrarem correndo.De a condição dele piorar.Mas nada aconteceu.Os monitores continuaram e







