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Capítulo 2

مؤلف: Pão de Morango Assado
As palavras duras de Vincenzo ainda ecoavam em meus ouvidos.

Abaixei o celular. Quando a tela se apagou, o último vestígio de luz em meus olhos também desapareceu por completo.

Confirmei rapidamente o agendamento na clínica de aborto, um lugar que eu havia encontrado há muito tempo, longe do novo cais.

Desta vez, eu cortaria tudo de vez com ele... E com os doze anos de obsessão aos quais me agarrei.

Virei-me e me afastei do cais. O vento da noite, carregando o cheiro de sal e peixe, varreu meu rosto. Ainda assim, seu calor não conseguia alcançar o frio profundo dentro do meu coração.

Em vez de voltar para a mansão, encontrei uma pousada isolada e me encolhi no sofá. Fragmentos do passado invadiram minha mente, apenas para desaparecerem em um silêncio entorpecido.

Eu estava prestes a adormecer quando meu celular tocou de repente.

Era o mordomo da família, Pietro Vecchio.

— Senhorita Giordano, houve um acidente no novo cais! — Disse ele, com a voz trêmula e urgente. — O contêiner que armazenava as armas explodiu inesperadamente, e metade dos navios cargueiros e das áreas de carga foi destruída.

— A senhorita precisa voltar imediatamente para avaliar os danos e providenciar atendimento aos feridos!

Apertei o celular com mais força, sentindo apenas um vazio absurdo. Não importava o quão profunda fosse a inimizade, assuntos de família ainda precisavam ser resolvidos.

Depois de vestir algumas roupas, dirigi pela noite de volta ao cais.

Estacionei na entrada e observei a devastação à distância. Contêineres carbonizados estavam espalhados de forma irregular ao longo do cais, e parte dos destroços havia caído no mar, formando uma mancha escura de óleo.

Estruturas metálicas retorcidas ainda soltavam fumaça, enquanto alguns capangas agachados limpavam os escombros. O medo estava estampado em seus rostos.

Respirei fundo para conter a náusea que subia pela garganta e dei um passo em direção às ruínas, quando uma dor súbita e aguda explodiu em minhas costas. Fui chutada para frente, caindo com força sobre uma chapa de metal irregular de um contêiner destruído.

Fragmentos afiados rasgaram minhas palmas e joelhos, e o sangue começou a escorrer imediatamente.

— Isabella, sua mulher desprezível! Você não pode simplesmente desaparecer? — O rugido furioso de Ettore explodiu atrás de mim. — Eu disse que estávamos resolvendo assuntos urgentes da família, e mesmo assim você aparece aqui?

— Você é tão desesperada por um homem assim? Não consegue viver sem o Vincenzo?

Apoiando-me na chapa de metal, levantei-me lentamente e sacudi a poeira da roupa antes de me virar para encará-lo.

O Ettore diante de mim agora só tinha desprezo nos olhos.

Soltei uma risada baixa, fria e rouca.

— Ettore, você esqueceu como Elena nos tratava?

O rosto dele endureceu. Um lampejo de pânico cruzou seus olhos antes de se transformar em ferocidade.

— Para de falar besteira! Elena sempre me tratou bem. É você que é maliciosa, sempre tentando criar discórdia!

— Criar discórdia? — Dei um passo à frente. — Você esqueceu quando tinha dez anos e ela nos trancou no porão por três dias, sem comida nem água?

— Esqueceu de como chorava e gritava pela mamãe? E agora está usando as roupas que ela te deu e ajudando a Sofia contra mim! Você também esqueceu como a mamãe morreu?

A morte da minha mãe, Caterina Prodi, não foi um acidente. Elena a incriminou, destruiu sua reputação dentro da família e a levou a um caminho sem volta.

Eu já havia contado isso a Ettore inúmeras vezes, mas ele há muito tempo estava enfeitiçado por Elena e Sofia, não conseguia mais lembrar.

— Cala a boca! — Ferido pelas minhas palavras, Ettore avançou furioso.

Ele ergueu a mão para me bater, mas eu já esperava. Desviei e reagi, dando um tapa forte em seu rosto.

A cabeça dele virou para o lado. Ele levou a mão à bochecha, me encarando incrédulo.

— Você ousa me bater?

— Esse tapa foi pela mamãe. — Respondi, com o olhar gelado. — A partir de hoje, você não é mais meu irmão. Acabou entre nós.

Tremendo de raiva, ele estava prestes a revidar quando uma tosse fraca soou atrás dele.

Olhei.

Vincenzo vinha caminhando em nossa direção, carregando Sofia nos braços. Ela se apoiava nele, com o rosto pálido e a expressão aflita, claramente abalada com o que havia acontecido.

O olhar de Vincenzo caiu sobre minhas mãos e joelhos ensanguentados. Ele hesitou por um instante, um breve lampejo de culpa surgiu em seus olhos, mas logo foi substituído por impaciência.

— Esqueci de te desejar feliz aniversário ontem, Isabella. — Disse, com uma gentileza superficial. — Quando tudo isso acabar, eu compenso.
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