เข้าสู่ระบบ“... Às vezes sentada no escuro desejando que você estivesse aqui começo a ficar louca... Mas é você que me faz perder a cabeça... – (Crazy for you – Adele)”
Jessica GreenOnde eu estava com a cabeça tropeçando assim em um homem! Tudo bem, não foi assim tão caótico, nem traumático, mas meu olhar embasbacado, literalmente babando, contemplando ele em toda a sua vivacidade, isso foi de mais!!!E o que falar sobre ser traída por meu próprio corpo, tudo bem, não sou nenhuma “senhora tive vários romances”, no entanto, ficar por aí parada nos braços de um estranho, totalmente de quatro pelo cara e mais, o que foi aquilo minha senhora???Que energia estranha foi aquela, senti como se estivesse recebendo uma descarga elétrica contínua, e o desejo de sentir aquelas mãos me tocando, me acariciando, sentir aquela boca em mim.Nossaaaa, perdi o decoro completamente!E aquele aroma, uma coisa máscula, não era colônia, nem perfume, loção corporal talvez, xampu, hidratante, não sei, seja o que fosse, era inebriante assim como ele. Inspirando, tentando me recompor, porém estava difícil com aquele ser me olhando daquela forma.Tudo bem, não sou nenhuma depravada no cio, mas não consigo para de sentir, até agora, horas depois estou com meus braços e pernas meio que cambaleando.Só fui perceber que não estava respirando, quando já estava na calçada em busca de um táxi.Tentando me recompor, tentando firmar os pensamentos.Quando nossos corpos se tocaram, foi como se o mundo tivesse parado ao nosso redor e apenas a contemplação daquele homem, lindo, imponente, másculo e forte, era o que eu conseguia ver.Que loucura!!!Cheguei em casa rumo ao chuveiro direto, precisava baixar a adrenalina do estado em que me encontrava com um bom banho. Porque a coisa está fora de controle, não estava conseguindo me livrar daquela sensação.Ao sair do meu quarto, percebi que Sam havia chegado e fui até a cozinha em busca de algo para relaxar, pois o banho não foi suficiente.Ao passar pela sala, Sam me olhou por cima dos óculos de leitura e me perguntou:– Está tudo bem?!?!– Está tudo bem! respondo tentando ser natural.– Não é o que sua cara está me dizendo, desembucha vai, o que aconteceu para você estar assim?– Não foi nada, só preciso descansar de um dia cheio! falo tentando despistá-la.– Você vai contar ou não… afinal sei que está acontecendo alguma coisa sim! Sua cara não me engana!Fico ali parada, sem saber se quero compartilhar a loucura que vivi naquela exposição.– Jesse, que cara é essa?!?! Conta logo qual foi o menino malvado dessa vez ou qual foi o bicho feio que te assustou!!!– Ai, Sam, credo, não tem nenhum menino malvado, nem tão pouco bicho feio!– Ah tá, então, que homem maravilhoso é este?– Sammmm, dá para falarmos de outra coisa?– Então tem um gostosão na parada?– Samm, já te falei; já terminou aquela pesquisa de como as empresas Vicctoria & Backer reciclam seu lixo eletrônico?– Não mude de assunto, quero detalhes, nome, cor, tamanho, se tem pegada, enfim, tudo!Enquanto fala, Sam tira os óculos, deixa o livro que estava lendo ao lado do sofá e continua me encarando.– Você não vai deixar mesmo?– Nãooo… vai desembucha?E não teve jeito, precisei contar sobre a exposição. Colocar para fora o que me atormentava até então, me ajudou, começou a me fazer bem, mesmo que eu quisesse, não conseguiria ir para cama com aquilo tudo rodando em minha cabeça.Nunca passei por situação semelhante e não estava conseguindo me desligar. – Nossa Jesse, pelo que posso ver foi algo “único” o que você viveu hoje. – Se foi único para ele eu não sei, mas para mim, só de lembrar olha como fico.Estava toda arrepiada, era como se uma corrente elétrica se apossasse de mim. Não conseguia controlar, por mais que quisesse, era algo muito forte e ao mesmo tempo louco.– Jesse, mas conta aí, era muito gato ele?E deixo escapar um sorriso bobo ao ouvir a pergunta da Sam.– Ai menina, pensa em um par de olhos verdes, ombros bem trabalhados, não bombados como Johnny Bravo do desenho, como alguns gostam de ter, mãos fortes, firmes. A boca dele, num tom entre o vermelho e o rosa, na medida certa, muito convidativa a ser bemmm beijada.– Menina daqui a pouco vou sair correndo até lá, para ver se o encontro, porque você está me descrevendo tipo um deus grego, uma espécie muito distinta, algo que você não se depara todos os dias. Preciso encontrar essa magnificência toda, preciso me deparar com esse homem e todo seu poderio.Jogo uma almofada na Sam, constatando mais uma vez sua falta de bom senso.Mas caímos na risada em seguida, porque com tudo afinal, a experiência foi muito boa, diga–se de passagem. Não é todo dia que você é amparada por um homem estilo Clark Kent, ou até mesmo Bruce Wayne, ou uma mistura dos dois e suas melhores qualidades.Não mesmo!Estar nos braços daquele homem foi algo incrivelmente forte e marcante em todos os sentidos.Que homem!Como diria tia Beth, homem com H maiúsculo, e bota H e maiúsculo nesse homem!!!Porque, não me recordo de ver um cara com tanta disposição, se é que me entende.Pois aquela pegada firme me segurando, mesmo com esse tempo passado, fecho os olhos e sinto sua mão em mim.Quem será ele?Nossa, nem sei se irei reencontrá-lo, mesmo porque a cidade é gigante e, enfim, melhor deixar passar.Ao menos o gostinho de ter sido segura por um homem lindo e incrivelmente gostoso, esse gostinho eu tive…Marcus StrausNem deu tempo de perguntar ao menos seu nome, ela ficou tão constrangida, que saiu rapidamente em busca da saída mais próxima, nem consegui alcançá–la, quando cheguei à calçada, ela já não estava, muito provavelmente já havia ido embora. Aproveitei que já estava lá fora e fiz sinal para Ben, entrei no carro tentando digerir o que foi que me aconteceu.– Senhor, para onde vamos?– Para casa Ben, dou por encerrada esta noite.E assim partimos para minha casa.Que doideira, já conheci tantas mulheres, já me entreguei a muitas loucuras, no entanto, nunca vivi tamanha necessidade por uma mulher. Jamais experimentei o que há pouco senti.Que desejo foi esse, senti meu companheiro gritar para ser liberto, tamanha foi a sua agonia e detalhe, apenas com a aproximação daquela moça.Quando por sorte ou sei lá o que, a tenho em minhas mãos, sentindo aquele calor, a maciez da sua pele, aquele aroma único do seu perfume.Vi meu corpo ferver como até agora nunca havia fervido.Preciso de uma bebida, um whisk duplo deve resolver, não costumo beber assim, mas hoje, somente o vinho não será o suficiente.Rose estava na cozinha e ao me ver entrar:– Senhor Straus, boa noite, algo para comer?– Boa noite Rose, preciso apenas de uma bebida e depois vou me recolher.– Como queira senhor, deixei como de costume algumas coisas na geladeira, caso sinta fome mais tarde.– Obrigado Rose.– Boa noite Senhor.E após se despedir, Rose sai e me deixa sozinho com meus pensamentos.Quem é aquela mulher?Que sensação mais enlouquecedora é essa!!!Estou sem conseguir me acalmar, sem conseguir me desligar.Mesmo deixando com que a bebida me queime por dentro, ainda assim aquela sensação não passa.Que coisa mais maluca!!!Isso parece que não irá passar.Preciso de informações, para processar tudo isso e encontrar uma normalidade.Pego meu telefone, preciso ir atrás de respostas.– Helena, preciso que me levante para amanhã, a lista completa de convidados da exposição e entregue ao Ben… não, nenhum problema, só faça isso assim que chegar, por favor.Desligo o telefone e vou para o quarto.Preciso me desconectar dessa noite, essa coisa toda mexeu demais comigo, não é algo simples de lidar.Além dos meus sentimentos estarem confusos, ainda meu amigão está todo ligado e pior, não tenho como lhe dar um gelo decente, porque a verdade é que nem eu estou me reconhecendo, pareço um adolescente que acabou de descobrir aquelas revistas de conteúdo adulto. Sabe, aquela primeira vez que você se depara com uma mulher totalmente despida, nua.Pois é, aqui estou eu, um adolescente, só que detalhe, já passando das três décadas, chega a ser ridículo!Preciso dormir, preciso me desligar, preciso esquecer essa noite, preciso de uma boa noite de sono, isso, uma boa noite de sono.Mas já sabia que seria uma luta bem injusta essa, de encontrar o sono e dormir...Marcus Straus– Algum problema?... Sua cara não está das melhores… Posso ajudar com alguma coisa?Fiquei ali olhando para ela, paralisado, observando o quanto em risco estávamos naquele dia. Ao ter uma noção maior do que poderia ter nos acontecido sinto meu chão se abrir e me apoio na mesa.– Marcus, o que está acontecendo?... Você está pálido! Ela anda até onde estou e passa sua mão em meu rosto. Fico olhando para ela, o medo, a insegurança toma conta de mim e a abraço. Preciso dela ali, presa a mim. Fico com ela em meus braços por um momento, mas sei que preciso falar, não quero mais esconder nada dela.Pego ela em meus braços e a ajudo sentar numa das cadeiras próximas a minha mesa. Me apoio na mesa diante dela, respiro fundo encontrando as palavras certas para não assustá-la. – Querida, preste atenção e me deixe terminar tudo, ok?Ela assente com a cabeça, percebo que a agitação começa a querer tomar conta. – Querida, Ben veio me relatar que levou o meu carro, aquele envolvido
Marcus StrausPuxa quando vi Jesse hoje ali parada me olhando, senti meu coração a mil, mas por outro lado, quando percebi qual era a cena que ela estava vendo congelei. Droga! Logo agora que fui abordado por Martha! Não poderia ser pior, percebi que ela estava vindo ao meu encontro e agora. – Martha sei que precisamos conversar, mais não agora preciso ir. Logo marco uma hora com você. Saio sem esperar resposta e logo pego meu telefone, pois vejo Jesse sair como foguete hall afora. – Ben, não saia sem mim… tranque as portas até que eu chegue. Depois que eu entrar, nos leve para minha casa. Desligo o telefone e vou até o carro. Espero que ela vá para lá, se não vou até seu prédio ou seja lá para onde ela deva estar indo.Não vou perder para esse desencontro. Já ando carregando muita merda esses dias todos e não será hoje, que esse encontro inesperado irá me atrapalhar. Ao chegar no carro percebo que ela está lá, ainda bem!Me mantenho firme, não quero cena aqui diante do prédi
Jessica GreenO tesão aumenta de maneira absurda, já não sinto mais meu corpo, já não estamos mais conseguindo segurar.E quando já não estamos aguentando, Marcus me vira a favor do sofá, enquanto prepara seu amigo com o preservativo, sem avisar me preenche por completo, bem lentamente, olhando em meus olhos para se certificar de como estou me sentindo. Me prendo ao seu corpo, desejosa de senti–lo o mais profundo possível. Tenho urgência!Tenho vontade!Tenho desejo!Ele solta um rosnado quando seu membro já está todo escondido dentro de mim. Da mesma forma que fazia com o dedo, começou a fazer com seu amigo, entrando e saindo, devagar, devagar, rápido, rápido, devagar, devagar, rápido, rápido.Não tenho a menor condição de me segurar. Estou à beira do abismo, prestes a me lançar, queda abaixo. E ouço Marcus, quando ele me diz:– Agora querida… agora… agora, goza para mimm!!!E me desfaço completamente nele, gemendo uma, duas… quantas vezes eu não sei, apenas sei que juntos chega
Jessica GreenBebe mais um pouco do vinho e me diz:– Isso aconteceu há muito tempo… ela não faz mais parte da minha vida… ou melhor, nunca fez!!!Fico olhando para dentro da minha taça, imaginando que num futuro próximo ele estaria descrevendo a nossa “história” com as mesmas palavras, porque tudo indica, que aqui só mude as personagens, o enredo segue o mesmo. Respiro fundo ao constatar essa verdade.– Que maravilha! Você consegue mesmo ser um cretino e tanto!!! Parabéns para você, Marcus Straus!!!Ao ouvir minhas palavras , ele sai em disparada para ocupar o espaço entre eu e a mesa de centro. Tira a taça da minha mão e segura meu rosto entre as suas.Olhando em meus olhos, toma minha boca em sua boca e me beija com tanta fúria, com tanta vontade, com tanta mais tanta urgência!!! Como se precisasse daquilo para continuar vivo, como se isto fosse necessário para mantê-lo. Sou pega pela surpresa, mas o desejo, a vontade, a necessidade fala mais alto em mim também. Fomos, nos
Jessica GreenParado, me olhando. Lanço meu braços para o ar, me rendendo, afinal não poderia fazer mais nada. Que merda!!!Que merda!!!Que merdaaaa!!!Permanecemos ali quietos. Marcus não me fala nada e eu ali odiando tudo aquilo. Finalmente ele abre a boca, mas não para falar comigo: – Ben, podemos ir.E percebo o carro entrando em movimento. Não consigo olhar no rosto do Marcus, estou muito furiosa, com muita mais muita raiva, ai que vontade de socá-lo! E ele permanece ali imóvel. Resoluto em si. Essa sua postura só faz minha ira aumentar. Mas se ele acha que vou me render e começar a falar, vamos ver quem resisti mais. Percebo que o carro faz o caminho da sua casa.Agora mais essa, ao invés de ir para casa, estou indo para a casa dele. Que inferno! O que ele está querendo com tudo isso???Será que acha que teremos um replay???Será que está me achando, como as "amigas" pelas quais ele usa os serviços???Ele não perde por esperar. Chegamos a sua garagem. Ele virá na
Jessica GreenAlguns dias depois Hoje já é sexta feira e todos esses dias passaram, sem nenhuma notícia do Marcus. Tentei depois de muita espera falar com ele, deixei recado no seu telefone, em sua casa e até hoje nada. Sei que ele está na cidade, pedi que minha secretaria checasse isso para mim. Durante todos esses dias, Ben tem me trazido e me levado para casa. Mas não quis perguntar sobre nosso chefe para ele, achei que seria muito inoportuno, mesmo porque, acho que ele não me falaria muita coisa. Optei por deixar as coisas seguirem, sem nos colocar em uma situação chata. Será que o que ele queria mesmo era me levar para cama e tchau! Será?!?Essa ausência, essa falta de notícias, esse silêncio, tudo pode estar me mostrando aquilo que muito provavelmente ele já tenha feito. Começo a acreditar nessa possibilidade, de termos apenas desfrutado de um bom momento e nada mais. Ele não entra em contato comigo, não me liga, não me escreve, não deixa nenhum recado com Benjamim. Ac







