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09

Autor: Anny lago
last update Fecha de publicación: 2021-09-17 08:55:58

— Cara***! — Ele levou a mão ao peito, o susto claro em seus olhos. — Que p*** você tá fazendo aqui, sua maluca?

— Por que essa reação, Aaron? Achei que você ia gostar de me ver. — Um sorriso surgiu nos meus lábios enquanto eu avançava em passos lentos, quase dançando. — Me diga, estrela em ascensão... Isso é saudade ou só uma curiosidade doentia sobre minha vida? — parei bem à sua frente, obrigando-o a recuar até se encurralar no fim do corredor.

— O que você quer aqui? — ele tentou soar firme, mas sua voz tremia. — Eu... Eu vou chamar a segurança! Você... você não pode estar aqui!

— Engraçado. — Ri suavemente. — Seus amigos não acham o mesmo. Na verdade, eles dariam qualquer coisa para estarem sozinhos comigo. — Inclinei a cabeça, avaliando a reação dele. — Mas, claro, você foi o escolhido. Então... vamos jogar um jogo, pode ser?

Minhas unhas deslizaram pelo peitoral dele, sentindo os músculos tensos enquanto sua respiração acelerava.

— Verdade ou consequência. — Minha voz saiu baixa, quase um sussurro. — Verdade: você me conta por que tem me seguido todas as noites. — Tirei uma pequena lâmina do bolso, girando-a entre os dedos. — Consequência: eu decido se você sai vivo daqui.

Me aproximei, ficando na ponta dos pés, até falar diretamente em seu ouvido. A água ainda escorria pelos cabelos dele, molhando a lateral do meu rosto, mas eu não me importei.

— Então, Aaron, vai me contar a verdade ou...?

— Tudo bem! Tudo bem! Fui eu! — Ele levantou as mãos em um gesto de rendição, a voz falhando de medo. — Eu te segui, tá bom? Me perdoa, ok? Foi um impulso! Não devia ter feito isso, eu sei!

— Um impulso? — Recuo um pouco, meus olhos perfurando os dele. — Fala mais sobre isso.

— Você... Você ficou irada aquele dia na lanchonete, depois que trouxe os pedidos. Os caras do time comentaram... disseram que ninguém se aproxima de você porque... porque você anda com gente barra-pesada.

— E você achou que era uma boa ideia bancar o detetive? — A raiva borbulhava dentro de mim, quente e insuportável.

— Eu não... Eu só fiquei curioso, só isso. Perguntei ao Evans, mas ele não quis me dizer nada. Parecia ter medo de você e...

— Com razão. — Minhas palavras saíram afiadas. — Você tem ideia da merda que fez? Eu não durmo direito há mais de dez dias porque um idiota num carro preto tem me seguido. — Comecei a andar de um lado para o outro, tentando conter minha fúria. — Você tem ideia do perigo que isso representa?

— Eu não queria... Não era para ser assim. A cada noite, eu ficava mais curioso. Você nunca vai direto para casa. Passa horas dirigindo...

— Quem em sã consciência vai direto para casa quando tem alguém seguindo, seu imbecil? — Explodi, minha paciência finalmente estourando. — Acabou, entendeu? Você não vai mais me seguir. Se ousar, eu garanto que quebrar seu nariz será o menor dos seus problemas.

— Mas... você... o horário em que você sai... Não é seguro...

— Que se dane o horário! Você não sabe nada sobre mim, Aaron! Nada! — Minha voz ecoou pelo vestiário enquanto eu me aproximava dele novamente. — Não tem o direito de invadir minha vida dessa forma. — Respirei fundo, tentando recuperar o controle. — Chega de cruzar meu caminho. Você é novo aqui, não quer arrumar problemas que não pode resolver. Estamos entendidos?

Virei-me para sair, mas parei abruptamente. Algo me ocorreu. Olhei por cima do ombro, encarando-o enquanto ele ainda me observava, apavorado.

— E mais uma coisa... Para de me chamar de “sereia”. Esse apelido carrega uma história, e você não tem o direito de usá-lo.

Saí do vestiário e caminhei em direção às arquibancadas. O sol do fim da tarde aquecia meu rosto, mas não conseguia derreter a irritação em meu peito. Última coisa que eu precisava era um idiota bancando o detetive na minha vida.

~~••~~~

Estaciono minha moto em frente à casa de Luke. O som alto pode ser ouvido a metros de distância, vibrando no ar como um aviso do caos que me espera. O gramado está tomado por pessoas — algumas tropeçando bêbadas, outras se drogando descaradamente. Há casais se agarrando em um canto, alguns quase transando à vista de todos. Sério que Stormy chama isso de diversão? Me pergunto se o inferno desceu à Terra e esqueceram de me avisar.

Pego meu celular para verificar a hora: 03h08 da manhã. A festa está longe de acabar. Planejava ir direto para casa depois da corrida, mas Alex insistiu que eu viesse. Ele é só um pouco mais velho que Luke, algo entre 27 e 28 anos, se bem me lembro.

O ronco de uma moto anuncia sua chegada. Alex desce com aquele ar de superioridade habitual, tirando o capacete devagar, como se estivesse num comercial. Sempre performático. Ele me encara com um sorriso de canto antes de caminhar até mim.

— Vamos lá, sereia... — diz ele, puxando-me pela cintura como se eu fosse sua posse enquanto nos dirigimos à entrada.

Atravessamos o gramado cheio de corpos desajeitados e entramos na casa, que não está nada melhor. O lugar fede a álcool, cigarro e suor, enquanto a música reverbera pelos cômodos abarrotados. Alex desaparece por alguns minutos, mas logo retorna com dois copos em mãos. Vodca pura.

— Toma. — Ele me entrega o copo com um sorriso malicioso.

Dou um gole, sentindo o líquido descer queimando pela garganta. Ficamos ali, dançando. Entre sorrisos, amaços e comentários sujos, a tensão no ar se torna palpável. Seus lábios tocam minha nuca, provocando arrepios que percorrem minha espinha. Fecho os olhos por um momento, rendendo-me à batida da música e ao calor do corpo dele colado ao meu. Não, eu não estou bêbada. Estou plenamente consciente. Apenas... eu tenho uma queda por homens de farda, especialmente policiais que levam uma vida dupla.

Alex murmura algo no meu ouvido — sujo, provocador —, e não consigo evitar o sorriso que se forma em meus lábios. Já ficamos uma vez, numa dessas festas, ambos bêbados. Isso não vai se repetir... ou talvez vá. Tudo depende de até onde ele está disposto a ir.

Seus lábios deslizam novamente por minha pele, enquanto suas mãos traçam caminhos por meu corpo. O mundo ao redor parece não existir, mas, de repente, sinto um par de olhos fixos em mim. Olhares que queimam.

Abro os olhos, incomodada, e meus olhos vasculham o ambiente até encontrarem os de Aaron. Ele está encostado na parede oposta, uma lata de cerveja na mão, mas o foco de seu olhar está completamente em mim. Seus olhos estão sombrios, intensos, como se tentassem decifrar cada movimento meu.

Sorrio de lado, levantando meu copo em sua direção em um brinde silencioso, provocador. Aaron não reage; apenas continua me observando, imóvel como uma estátua. Fascinado ou irritado, não sei dizer.

Dou de ombros e viro-me novamente para Alex, ignorando o mundo lá fora. Talvez Aaron ainda estivesse traumatizados pela pequena visita essa tarde no vestiário. Bem, não tenho culpa que ele não sabe brincar.

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Último capítulo

  • Quando o Sol se Põe   28•

    Aaron narrando.Observo a cada movimento de Ava enquanto ainda permaneço em meu carro. observo a forma como Christopher há abraçou e a forma carinhosa que ela o trata, não tenho ideia do porquê me importo tanto com tudo isso, na verdade não faço ideia do porquê ah quero tanto. E o porquê eles me afastam tanto dela. Eu jamais seria capaz de machuca-la, eu só há quero para mim. nada mais que isso, Ava será minha, ela é minha garota e não aceito ficar longe dela. observo quando Chris e ela se soltam, ela o beijo na bochecha, seus olhos se voltam em direção ao meu carro, nossos olhares se cruzam e logo em seguida ela entra no carro dele. Que logo depois da a partida, saindo com o carro. respiro fundo e dou a partida em meu carro, dirigindo um pouco mais devagar, eu poderia sim retornar a meu apartamento. porém desvio meu caminho seguindo o carro de Christopher que ao invés de ir para o apartamento de Ava, segue diretamente para seu apartamento. observo que antes de chegarem o carro par

  • Quando o Sol se Põe   27 • A tatuagem.

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  • Quando o Sol se Põe   26• Aaron

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  • Quando o Sol se Põe   25• De volta às pistas.

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  • Quando o Sol se Põe   26•

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