FAZER LOGINAgradeço aos céus quando o turno finalmente chega ao fim. Eu mal posso esperar para sair daquele lugar. Pego minha mochila e, com um suspiro de alívio, coloco o capacete. Me despeço rapidamente de Janne e Liza, que estão aliviadas por também estarmos quase terminando o expediente. Caminho em direção à minha moto, sentindo o peso do dia escorrer pelas minhas costas. Porém, ao me aproximar, encontro Tyler encostado na minha moto, com aquele sorriso de sempre, a típica expressão de quem já sabe de algo antes de eu até perceber.
— Se sente melhor? — Ele pergunta, os olhos me observando de maneira atenta. — Tão bem quanto uma tempestade, — respondo com calma, pegando um dos copos de café que ele segura, me permitindo aproveitar o calor e o sabor reconfortante. — Como soube que... — Janne comentou algo sobre uma estranha vindo te procurar, algo sobre ela te chamar de filha. Você passou voando para os fundos, e bem... Lembro que você me falou sobre o que aconteceu anos atrás, então, liguei os pontos, — ele diz com aquela tranquilidade peculiar, dando um gole no café com a mesma calma. Fico em silêncio por um momento, processando suas palavras. A sensação de estar sendo observada com tanta atenção me deixa desconfortável, mas ao mesmo tempo, fico grata por ele ter percebido, por ele entender o peso que carrego. A noite, por mais que tivesse sido marcada por tantos altos e baixos, agora parecia um pouco mais leve. Mesmo assim, o alívio não dura muito. — Minha vida é um circo e eu, sem dúvidas, sou a palhaça principal, — digo, com um suspiro, tomando um gole do café quente. — Estou exausta. Tyler observa com uma expressão que mistura preocupação e diversão. Ele se aproxima um pouco mais, com o sorriso familiar. — Sabe, aquele convite para sairmos outra vez ainda está de pé, — ele diz, com uma ponta de brincadeira no tom de sua voz. Eu rio levemente, sentindo o peso de suas palavras. Às vezes, Tyler parece ser a única pessoa que me entende de verdade, sem julgamentos. — Você é um cara incrível, Tyler, mas como eu já te disse... — respondo, parando por um momento. — Você não faz meu tipo, — ele completa a frase, imitando minha voz de forma exagerada e rindo logo depois. — Sei, Sophie, já percebi que você me vê como o amigo certinho demais para sua vida cheia de emoção, — ele diz com um sorriso travesso. — Mas eu ainda tenho minhas esperanças. — Bem, a decisão é sua, — digo sorrindo, terminando de tomar o café. — Agora preciso ir, estou exausta e já consigo ouvir minha cama me chamando. Tyler solta uma risada baixa enquanto balança a cabeça em sinal negativo, visivelmente desconcertado com a minha resposta. — Bem, eu não ouço nada, — ele diz, com um tom de voz brincalhão. — A noite é uma criança. O que acha de nós nos divertirmos um pouco? Ergo as sobrancelhas, desafiadora, e me apoio na moto, tentando disfarçar meu sorriso. — Quem é você e o que fez com meu amigo? — pergunto, desconfiada. — O Tyler que eu conheço jamais me chamaria para sair a essa hora. Achei que você devesse estar em casa até meia-noite. — Meu tom é cético, e vejo ele se mexer desconfortável. Ele faz uma pausa, como se estivesse preparando uma resposta, mas logo solta: — Talvez eu só esteja tentando... — Me impressionar? — dou a deixa, sorrindo, e ele faz uma careta. — Tudo bem, Tyler, eu topo. Mas com uma condição. — E qual seria? — Ele pergunta, agora visivelmente apreensivo, como se soubesse que vou colocar um obstáculo para ele. — Vamos na minha moto, — respondo com um sorriso travesso. Ele recua alguns passos, fazendo uma expressão de horror. — Não... Nem pensar, eu não subo nessa coisa de jeito nenhum, — ele diz, dando um passo atrás como se fugisse da ideia. Eu não consigo segurar a risada ao vê-lo assim. Sabia que ele não estava confortável com a ideia, mas isso fazia a situação ainda mais divertida. — Anda logo, vamos. — digo, pegando o capacete reserva que sempre levo comigo, entregando-o a ele. Tyler hesita por um momento, observando a moto e me analisando, como se estivesse tentando calcular os riscos. Mas quando percebe que não estou brincando, ele suspira derrotado e, com uma expressão de relutância, coloca o capacete. Ele sobe na moto com visível desconforto, e eu, com um sorriso de satisfação, acelero ligeiramente, sabendo que o passeio será tão memorável quanto imprevisível. Eu dou partida na moto, sentindo a vibração familiar do motor sob mim. Tyler, ainda hesitante, segura-se na minha cintura, e eu posso perceber o quanto ele está tenso. Ele não está confortável, e isso me faz sorrir. Quando ele começa a se ajustar na moto, como se tentasse se familiarizar com a sensação, acelero um pouco mais, sentindo o vento frio cortando meu rosto. — Você tem certeza de que isso é uma boa ideia? — Tyler grita, tentando superar o barulho do motor. Sua voz está cheia de sarcasmo, mas não consigo deixar de notar o toque de medo. Eu só rio. — Relaxa, Tyler. Você está mais seguro aqui do que numa cama quentinha em casa, — digo, com um sorriso travesso, sem tirar os olhos da estrada. Ele não responde imediatamente, mas posso sentir a tensão diminuindo aos poucos. O vento parece ter um efeito mágico, e em pouco tempo ele começa a se soltar, apesar de ainda estar grudado em mim como se fosse uma segunda pele. A cidade à nossa volta se transforma em um borrão de luzes e sons enquanto seguimos pelas ruas. Passamos por vários lugares que ele conhece, mas agora ele parece estar em um outro mundo, imerso em algo que vai além da rotina dele. Ele, um cara que sempre gosta de estar no controle, agora parece estar em um estado de pura entrega, se permitindo viver algo fora do seu padrão. — Você sabe que não sou fã de motos, certo? — Tyler comenta, tentando dar um toque humorístico à situação, mas eu posso perceber a leveza na sua voz. — Não se preocupe, você vai sobreviver, — respondo com confiança, minha voz se misturando com o som do motor. A moto acelera, o vento batendo forte no meu rosto, tentando me livrar dos pensamentos que insistem em me assombrar. Não posso continuar presa àquela conversa com minha mãe, àquela mulher que um dia foi tudo para mim e agora… agora parece um pesadelo que eu não consigo acordar. Eu preciso de algo diferente, algo que me faça esquecer por algumas horas. Olho para trás e vejo Tyler tentando se equilibrar na moto, claramente desconfortável, mas ele não diz nada. Eu até sinto uma ponta de diversão ao vê-lo um pouco perdido, mas ele está comigo, e isso já é um bom começo. — A noite está só começando, — eu digo, minha voz firme, tentando passar uma sensação de confiança, como se eu mesma estivesse tentando me convencer de que tudo estava bem. Dou uma última olhada para trás, me certificando de que ele ainda está ali. Ele parece meio tenso, mas está me acompanhando. Eu desvio por algumas ruas menos movimentadas, até que o som da música começa a invadir os meus ouvidos. Eu sei exatamente onde estou indo, e sei que o lugar vai me ajudar a me desconectar. Preciso disso. Em poucos minutos, estaciono a moto em frente ao PUB. Ele está lá, com suas luzes piscando, um ícone da cidade que nunca dorme. O tipo de lugar onde as pessoas vêm para se perder, para se afogar na bebida e na música. Um lugar onde não há espaço para lembrar do passado, nem para pensar no que virá. Tyler desce primeiro, em seguida quando desço da moto, o encontro me observando, ainda com aquela expressão de quem não tem certeza se fez a coisa certa. Ele parece hesitar por um segundo antes de seguir meus passos em direção à porta. — Eu não sou muito fã de lugares lotados... — ele começa, e eu mal consigo evitar um sorriso irônico. — Não precisa ser fã, Tyler. — eu respondo, empurrando a porta do PUB e deixando que a música tome conta. — Só precisa estar pronto para se divertir. O ambiente é o contrário de tudo o que eu fui hoje. O som da música eletrônica é intenso, as pessoas estão dançando, rindo, se perdendo em um ritmo contagiante. Eu não sei se sou a única que sente isso, mas aqui, dentro desse PUB, eu consigo esquecer, mesmo que por um momento, a bagunça que minha vida virou. Tyler parece mais nervoso do que eu, ele olha em volta, meio perdido, tentando entender o que está acontecendo. O barulho da conversa e da música alta quase me engole. O bartender, que já me conhece de longa data, acena para mim assim que entro. Ele j**a um copo de cerveja gelada na minha direção, e eu o agradeço com um sorriso. — Bem-vindo à minha realidade, Tyler. — digo, entregando-lhe um copo de bebida, enquanto o empurro levemente para a pista de dança. Ele se olha em volta, sem saber o que fazer, mas eu estou aqui para me perder no ritmo, para me esquecer do que passou e das merdas que ainda vão acontecer. Por um momento, a música me envolve completamente. Eu danço, sem me preocupar com nada, apenas entregando o meu corpo ao som e ao movimento. A risada de Tyler me tira da minha bolha. Ele está tentando acompanhar o ritmo da dança, mas é óbvio que ele não está muito confortável. Mesmo assim, ele sorri, e isso me faz sentir um pouco mais leve. Ele realmente veio comigo, mesmo sem ter ideia do que estava acontecendo. Eu não poderia pedir mais. Eu não sei quanto tempo se passa, mas aqui, nesse lugar, o tempo parece ser relativo. Não há relógios, não há pressões. Só existe música e gente que também está tentando fugir, da mesma forma que eu. E enquanto a noite se arrasta para a madrugada, tudo o que eu consigo fazer é dançar, rir e esquecer de quem eu fui e de quem minha mãe espera que eu seja. — Tá vendo? Eu sabia que você ia curtir. — Tyler diz, ao meu lado, se recuperando da dança, com os cabelos bagunçados e um sorriso genuíno. — Você estava certo, — eu digo, com um sorriso satisfeito, enquanto me despeço da bebida que me ajuda a continuar no ritmo. Agora, a única coisa que me importa é esse momento. Só o presente. E aqui, neste PUB agitado, eu posso finalmente me perder.Aaron narrando.Observo a cada movimento de Ava enquanto ainda permaneço em meu carro. observo a forma como Christopher há abraçou e a forma carinhosa que ela o trata, não tenho ideia do porquê me importo tanto com tudo isso, na verdade não faço ideia do porquê ah quero tanto. E o porquê eles me afastam tanto dela. Eu jamais seria capaz de machuca-la, eu só há quero para mim. nada mais que isso, Ava será minha, ela é minha garota e não aceito ficar longe dela. observo quando Chris e ela se soltam, ela o beijo na bochecha, seus olhos se voltam em direção ao meu carro, nossos olhares se cruzam e logo em seguida ela entra no carro dele. Que logo depois da a partida, saindo com o carro. respiro fundo e dou a partida em meu carro, dirigindo um pouco mais devagar, eu poderia sim retornar a meu apartamento. porém desvio meu caminho seguindo o carro de Christopher que ao invés de ir para o apartamento de Ava, segue diretamente para seu apartamento. observo que antes de chegarem o carro par
Ava Narrando. Não demora muito para que chegasse-mos ao estúdio de Jack, na verdade tivemos de retornar ao campus pois minha moto havia ficado no estacionamento. Assim que saímos de lá, seguimos a caminho do estúdio de tatuagens. desço de minha moto e logo Aaron estaciona seu carro próximo a minha moto, adentramos no local que estava lotado. O estúdio de Jack tem estado bastante lotado nos últimos dias, isso é bom, significa que o mesmo está tendo o trabalho reconhecido e sinceramente eu não poderia estar mais feliz por ele. Não demora muito para que Jack saia para chamar um novo cliente, ao me ver seu semblante parece se suavizar. porém logo se torna rígido novamente ao notar a presença de Aaron.— Sem companhia hoje Ava, o lugar tá lotado pequena. vai ter que mandar seu amigo passar depois. — Disse Jack com certa rispidez. — Ele vai fazer uma tatuagem. E dessa vez não estou brincando. — digo ao mesmo que nos encara por um momento.— Você não pode forçar os outros a fazerem uma
Ava Narrando. Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. — Não sabe o quanto eu ansiava por isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura, me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazen
Ava Narrando. Estaciono no lugar onde aconteceria a corrida, retiro meu capacete e solto meus cabelos. Observo o movimento a minha volta, nada novo se assim posso afirmar, haviam diversas pessoas. Carros e motos de luxo, música alta e um bar improvisado, sem contar com o intenso cheio de maconha que se misturava a brisa da noite. Desço da minha moto, caminhando até onde os outros estavam, Jack se mantinha encostado em seu carro com os braços ao redor dos ombros de kiara, Rick e Monique estavam abraçados e riam de algo que Rick acabará de dizer. Alex por sua vez parecia aéreo a tudo, se quer notando minha presença quando me aproximo do mesmo. Ele haviam vindo na frente, já que posso dizer que fiquei precrastinando em meu sofá até a última hora. A verdade é que havia muita coisa se passando minha mente, Aaron, Alex, e até mesmo Chris estava presente em meus pensamentos. Algo que eu se quer conseguir entender. — Finalmente chegou, achei que não viria. — disse Jack atraindo minha
Ava Narrando. Cessamos o beijo por falta de ar, não faço ideia de por quanto tempo nos beijamos, Chris ainda mantém nossas testas coladas. Nossas respirações estão ofegantes e o uma de suas mãos ainda acaricia meu rosto suavemente. Abro Os olhos lentamente, o mesmo ainda se mantinha de olhos fechados, talvez processando oque havia acabado de acontecer. Elevo minhas mãos até sua face, acariciando levemente, vejo um breve sorriso surgir em sua face. Me aproximo novamente, tomando a iniciativa deposito um breve selinho em seus lábios e vejo novamente o mesmo abrir aquele sorriso de antes. — Não sabe o quanto eu ansiava por isso sereia. — sua voz soa um pouco falha enquanto ele ainda exibia o mesmo sorriso. Me aproximo novamente, unindo nossos lábios em um outro beijo, dessa vez algo mais urgente. Em um impulso Chris me segura pela cintura, me colocando sobre a bancada da cozinha, o mesmo se põe entre minhas pernas, uma de suas mãos vai até meus cabelos. Puxando suavemente me fazen
Ava Narrando. Estaciono no lugar onde aconteceria a corrida, retiro meu capacete e solto meus cabelos. Observo o movimento a minha volta, nada novo se assim posso afirmar, haviam diversas pessoas. Carros e motos de luxo, música alta e um bar improvisado, sem contar com o intenso cheio de maconha que se misturava a brisa da noite. Desço da minha moto, caminhando até onde os outros estavam, Jack se mantinha encostado em seu carro com os braços ao redor dos ombros de kiara, Rick e Monique estavam abraçados e riam de algo que Rick acabará de dizer. Alex por sua vez parecia aéreo a tudo, se quer notando minha presença quando me aproximo do mesmo. Ele haviam vindo na frente, já que posso dizer que fiquei precrastinando em meu sofá até a última hora. A verdade é que havia muita coisa se passando minha mente, Aaron, Alex, e até mesmo Chris estava presente em meus pensamentos. Algo que eu se quer conseguir entender. — Finalmente chegou, achei que não viria. — disse Jack atraindo min







