Share

Capítulo 30

Penulis: Ari Cesconetto
last update Tanggal publikasi: 2026-04-10 05:40:41

(...)

Lorenzo

A videoconferência demorou mais do que esperado, olhei para o relógio em meu pulso, se passavam do meio dia. Sai da sala de reunião e questionei a garota da recpção se Liza já havia saído para almoçar, percebi que ficou receosa ao me contar, que na verdade ela tinha ido atrás do meu irmão que estava aprontando, marcou uma reunião "particular" em um restaurante com senhor Willians.

Rapidamente liguei para Brian, me informando que Liza havia pedido para leva-lá até o local, senti meu sangue fervendo, porque diabos ela não foi me chamar? Ordenei que viesse me buscar rapidamente e me levar até o restaurante.

Levou uns vinte minutos para que eu chegasse, a moça da recepção liberou minha entrada e vi senhor Willians saindo de uma sala particular, passando por mim com um sorriso convencido, me olhando como se tivesse vencido uma batalha.

Entrei brutalmente naquela sala, encontrando com Liza sentada na cadeira, seus olhos encontraram o meu, me aproximei da mesa, batendo a mão sobre a mesma.

— Que diabos aconteceu aqui Liza? O que pensa que está fazendo? — Minha voz ecoou naquele lugar privativo em um tom perigoso.

— Estava fazendo o meu trabalho Lorenzo.

— O seu trabalho? — Rosnei entre os dentes. — Você se encontrou com senhor Willians e Mattew, sozinha? Sem me avisar!

— Você estava preso naquela videoconferência, não quiz atrapalhar.

— O que senhor Willians te disse? — Ela desviou o olhar. — Liza eu preciso que você me diga o que ele disse! — Disse em um tom autoritário. — Eu vi ele saindo daqui sorrindo, Willians não sorri a menos que encontrou uma derrota do adversário.

Liza tomou um gole de água, parecendo não se intimidar com meu tom de voz, me enfurecendo ainda mais. Ela se levantou, me fazendo dar um passo para trás, olhou em meus olhos.

— Disse que você tem sorte Lorenzo mas a sorte é algo que costuma mudar de mãos. — Ela se aproximou, ficando a centímetros de distância, nossas respirações se misturavam. — Ele tentou testar minha lealdade, ofereceu recursos que fariam os Monett parecer pequeno.

— E o que você respondeu?

— Disse que eu posso ser quem eu sou, que você me deu a liberdade para comandar a empresa do meu jeito. — Ela se desvincilhou-se, dando a volta por trás de mim.— Mas ele descobriu algo que você mesmo está escondendo de si.

Me virei para encara-la, arqueando a sobrancelha.

— Você perde o controle ao saber que um homem se aproximou de mim. — Soltei um riso amargo, me aproximando dela novamente, segurei em seu braço com força. — Eu salvei a sua pele, Lorenzo! O Mattew estava oferecendo as ações de reserva para o Willians em troca de um suporte financeiro pessoal!

— Você acha que eu me importo com as ações? O Mattew é um traidor, eu lido com ele. Mas você... você foi para a toca do lobo sozinha!

— Eu fiz o meu trabalho! Você disse que o contrato era apenas negócios!

Liza não abaixava a guarda, ela era uma mulher, que qualquer outro homem, ficaria louco com sua teimosia e ambição.

— Cala a boca com esse contrato! — A puxei para mais perto, o rosto a milímetros do seu. — Você não entende? O Willians não quer negócios. Ele quer você. E o Mattew sabe disso. Ele te usou como isca para fechar o acordo!

— Eu não sabia... — Sussurrou a voz falhando.

— Você não sai mais sem segurança. Nem para almoçar, nem para ver sua amiga, nem para respirar. — Encostei a testa na sua, a voz agora rouca. — Se você quer ser a Senhora Monett, vai ter que aceitar que o preço da sua proteção é a minha presença constante.

A soltei, pegando meu celular e discando o número da secretária.

— Karolai? Cancele todos os contratos vigentes com o Grupo Willians. Todos! Pague a multa de rescisão. Eu não quero o nome da minha esposa vinculado a esse homem nem por mais um segundo.

Peguei em sua mão e a puxei para fora daquela sala, paguei a conta e saimos, retornando para a empresa. Perdi até a minha fome após isso, Liza é ingênua e tem que entender que ninguém do nosso meio, é alguém confiável, eles mostram ser pessoas gentis mas ao dar uma brecha para descobrir algo que pode abalar os negócios, começa o ataque.

— Se me permitir irei dar uma ordem de suspesão para o seu irmão por ter agido pelas suas costas.

— Você não precisa ficar me pedindo permissão, é o seu trabalho, faça o que acha que tem que fazer.

Ela apenas desviou o olhar para a janela, deixei escapar um suspiro, controlando a fúria dentro de mim, ainda por não engolir essa história de Liza enfrenta-los sozinha, ter caído feito um rato na armadilha.

O resto do dia na empresa foi como caminhar sobre brasas. Liza não saiu da sala dela. Eu não saí da minha. Mas a porta de vidro que nos separava parecia transmitir uma corrente elétrica.

Quando o relógio marcou seis e meia da noite, desliguei o computador. A fúria da manhã havia se transformado em uma exaustão sombria. Saí da minha sala e parei na porta da dela. Liza estava guardando alguns papéis, o semblante cansado, mas a postura ainda defensiva.

— Vamos para casa. — Eu disse, num tom que não admitia discussões.

— Vou pegar um táxi, Lorenzo. Preciso de espaço.

— Brian está esperando. Não teste minha paciência, Liza. Não hoje. - Ela me encarou, os olhos faiscando.

— Você está me transformando em uma prisioneira. É isso que a "proteção" significa para você? Controle total?

— Se você chama isso de prisão, que seja. Prefiro você presa do que como um troféu na estante de outro homem.

O trajeto foi silencioso, mas a tensão explodiu assim que entramos no apartamento. Liza jogou a bolsa no sofá e se virou para mim, a face iluminada apenas pelas luzes da cidade que entravam pela vidraça.

— "Troféu na estante de outro homem"? É isso que você pensa? Que eu sou um objeto que mudou de dono? — Ela se aproximou, o dedo batendo no meu peito. — Você age como se estivesse me protegendo, mas no fundo, Lorenzo, você só está com o ego ferido porque alguém ousou olhar para o que você "comprou".

— Você não tem ideia do que eu sinto. Você acha que é sobre ego?

— Então me explica, porque não estou conseguindo te entender.

— Não precisa entender nada Liza.

Segui para o corredor, a deixando sozinha. Se eles descobriram que a única forma de me destruir não é tirando meu dinheiro, mas tirando Liza de mim, a batalha estará vencida.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Quebrando a cláusula: 1.1 - Não se apaixonar   Autora:

    O silêncio que agora habitava a mansão Monett não guardava mais o peso dos segredos ou a sombra das velhas disputas de poder. Era um silêncio necessário pela calmaria de um recomeço que, anos atrás, parecia impossível.Quem vê Lorenzo e Liza hoje, caminhando de mãos dadas pelo jardim enquanto o riso dos filhos ecoava ao fundo, apenas se lembraria de como essa história havia começado. Tudo nascerá sob a frieza de papéis, assinaturas e um contrato falso de casamento, uma aliança de concessão moldada para erguer barreiras e proteger interesses. Naquela época, Lorenzo era u

  • Quebrando a cláusula: 1.1 - Não se apaixonar   Capítulo 42 - Parte 2

    (...)LizaAbsorvi as palavras sobre o falecimento de Mattew, levando um leve susto. Não sinto alegria, nem uma vontade de celebrar. O que me envolveu foi uma onda avassadora de rompimento, um peso invisível que finalmente foi retirado dos meus ombros após anos de medo constante.Encostei a cabeça no peito dele, ouvindo o ritmo firme do seu coração. O tique-taque do relógio do escritório parecia marcar o início de uma nova era. Minha mão espalmou-se contra o peito dele e, em um gesto que vinha repetindo em segredo nas últimas semanas, desceu lentamente até pousar sobre o meu próprio ventre.Desta vez, eu não me afastei. Não mudei de postura quando notei que ele olhou para a minha mão. Olhei para cima, encontrando o

  • Quebrando a cláusula: 1.1 - Não se apaixonar   Capítulo 41 - Parte 2

    (...)LorenzoO calor daquela ilha era completamente diferente do abafamento sufocante de Dallas. Nos dias que se seguiram, um ritmo calmo que aos poucos tentava desacelerar os batimentos do meu coração.Sentado na varanda, observando Amabily correr pela areia enquanto o avô a vigiava de perto, senti uma gratidão que há um tempo não visitou meu peito. Eu havia passado uma vida inteira lutando, achando que o poder era a única armadura possível. Mas a verdadeira paz estava ali, na fragilidade daquela rotina silenciosa que eu quase fiz evaporar outra vez.No entanto, mesmo no paraíso, os velhos instintos de proteção não dormiram. E os meus olhos estavam sempre atentos a Liza.&n

  • Quebrando a cláusula: 1.1 - Não se apaixonar   Capítulo 40 - Parte 2

    (...)LizaO som das hélices cortando o ar começou como um eco distante sobre o oceano, mas foi o suficiente para fazer meu coração disparar. Da varanda da casa naquela ilha isolada, o refúgio que servira de abrigo e prisão emocional pelas últimas semanas, olhou para o céu nublado.Mais de trinta dias de silêncio absoluto. Alimentando Amabily com histórias de que o pai estava em uma viagem importante, enquanto por dentro eu me afogava no medo de que Lorenzo não voltasse. Cada barco que chegava ao continente falava sobre o fim dos Monett, mas eu me recusava a aceitar. Eu acreditava na promessa dele.O helicóptero preto finalmente surgiu na linha do horizonte, aproximando-se da área de pouso gramada nos fundos da pro

  • Quebrando a cláusula: 1.1 - Não se apaixonar   Capítulo 39 - Parte 2

    (...)O sol nasceu em Dallas trazendo uma névoa densa que parecia relembrar o estado da empresa de Monett. A transição do Lorenzo "fantasma" para o Lorenzo "presidente do conselho" traz frieza calculada. Antes de trazer Liza e Amabily de volta, eu primeiro garantiria que o terreno onde elas pisariam estivesse limpo de qualquer ameaça.Entrei na empresa usando um terno sob medida, com o braço ainda na tipóia, emocionado com o efeito exato que eu planejeiva: choque absoluto. Os funcionários paravam nos corredores, as sugestões se espalhavam como pólvora e os rostos dos secretários empalideciam.A porta da sala do conselho foi aberta sem aviso. Os sete pilares da empresa, homens que controlavam as ações e que já articulavam a partilha dos bens após a notíc

  • Quebrando a cláusula: 1.1 - Não se apaixonar   Capítulo 38 - Parte 2

    (...)LorenzoTrinta dias.Para o mundo, eu estava morto, enterrado sob o peso de manchetes sensacionalistas. Para Liza e Amabily, eu era um fantasma que elas esperavam que retornasse. Mas para mim, eu era um prisioneiro da minha própria estratégia.Manter-me afastado delas foi a parte mais difícil de todo o plano. Cada parte do meu ser gritava para pegar o telefone, para ouvir a voz de Liza ou o riso de Amabily, mas eu sabia que Mattew era um animal ferido. E animais feridos farejam qualquer rastro de esperança. Um sinal de cel

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status