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Enganada.

ผู้เขียน: Tammy Fidell
last update วันที่เผยแพร่: 2026-08-27 01:34:40

ISABELLA ROTH

....

A luz do dia entrou pela janela, iluminando o pequeno apartamento e me arrancando de um sono inquieto.

Meu corpo estava mole, cada movimento parecia um esforço descomunal.

Espirrei pela terceira vez antes de conseguir sentar no sofá onde tinha dormido.

O resfriado que comecei a sentir ontem à noite parecia ter se instalado de vez.

Tudo isso por causa daquele maldito urso.

Jared, com seu jeito mimado e insistente, tinha me feito sair debaixo de uma chuva torrencial para buscá-lo.

E Renato, como sempre, agiu como um troglodita quando me deixou na rua, completamente encharcada, porque não queria que eu molhasse os bancos do carro.

O pior de tudo era que ele não havia me ligado, nem respondido minhas mensagens desde ontem.

Não que eu estivesse acostumada a muita consideração, mas ele sempre tinha o celular por perto, principalmente por causa do trabalho.

Algo estava errado.

Com o corpo pesado e a cabeça girando, peguei o celular da mesa de centro e tentei ligar novamente.

Nada.

A chamada foi direto para a caixa postal.

Suspirei, tentando ignorar a ansiedade que crescia no peito. Resolvi ligar para o escritório. Talvez ele estivesse apenas ocupado.

O telefone chamou algumas vezes antes de uma voz educada atender.

— Escritório do Renato Automotivas, bom dia, aqui é a secretária. Em que posso ajudar?

Me endireitei no sofá, ignorando a moleza no corpo.

— Oi, aqui é Isabella. Ele já chegou?

Houve uma pausa.

— Na verdade, ele não chegou ainda. Não tivemos notícias dele hoje.

Minha respiração ficou pesada, e o mal-estar pareceu aumentar.

Renato nunca se atrasava para o trabalho.

Ele era pontual, quase metódico.

— Entendi... Obrigada.

Desliguei antes que minha voz entregasse o que eu estava sentindo.

Algo não fazia sentido.

Ele não estava no trabalho. Não estava atendendo o celular.

Uma inquietação começou a crescer dentro de mim, como um alarme que eu não podia ignorar.

Mesmo doente e com a cabeça pesada, me levantei e comecei a me arrumar.

Não ia trabalhar hoje, mas não conseguiria ficar em paz sem saber o que estava acontecendo.

Peguei as chaves e, em pouco tempo, estava na casa dele.

O céu estava claro, sem sinais da tempestade de ontem, mas eu sentia uma nuvem pesada pairando sobre mim.

Assim que entrei na casa, usando minha cópia da chave, fui recebida por uma cena que me deixou paralisada:

Malas estavam largadas no meio da sala.

Meu coração acelerou, e um suor frio escorreu pelas minhas costas.

"O que está acontecendo?" pensei, olhando ao redor.

Antes que pudesse processar, ouvi passos e vozes.

Jared apareceu no corredor e, atrás dele, uma mulher que eu conhecia bem.

Débora.

A ex-esposa dele. A mãe de Jared.

— Eu quero sorvete!

Jared gritou, correndo até ela.

Débora estava ali, em carne e osso, com Jared ao seu lado, olhando para mim como se eu fosse uma intrusa.

Ela cruzou os braços, o olhar carregado de superioridade.

— Isso são modos de vir trabalhar?

Sua voz soou afiada, me analisando da cabeça aos pés.

Minha cabeça girava.

As palavras mal faziam sentido.

"Trabalhar?"

Era isso que ela pensava? Que eu estava ali como empregada?

Débora deu um passo à frente, os olhos cheios de desprezo.

— E então, Isabella? Alguma coisa para dizer? Ou o gato comeu sua língua?

Meu peito apertou.

Minha voz falhou.

— O quê... o que está acontecendo aqui?

Ela sorriu.

Frio.

Cheio de triunfo.

— Ele não te contou, não é?

Eu senti meu estômago revirar.

— Eu nunca fui embora.

Débora falou com um tom de zombaria, como se estivesse contando a maior piada do mundo.

Ela deu de ombros.

— E você? Você realmente acreditou nessa história patética? Que eu tinha abandonado tudo?

As palavras dela me atingiram como um soco no estômago.

Eu engoli seco, tentando juntar as peças.

— Não pode ser...

Balbuciei, quase sem ar.

Débora riu.

— Se não acredita em mim, ligue para ele. Vamos ver até onde vai a cara de pau dele.

Ela gesticulou com indiferença.

— Ele acabou de sair daqui.

Minhas mãos trêmulas pegaram o celular.

Disquei o número dele.

Mais uma vez, ele não atendeu.

O silêncio do outro lado da linha foi ensurdecedor.

Débora deu uma risada seca, balançando a cabeça.

— Que patético. Você realmente achou que ele ia largar tudo por você?

Meu coração se despedaçava.

Cada palavra dela me cortava por dentro.

— Ah não, você se apaixonou? Tadinha.

Ela se aproximou, seu tom se tornando mais cortante.

— Você não é nada, Isabella.

— Uma distração, talvez.

— Uma fase.

Minha garganta apertou, e eu quis responder.

Mas as palavras dela continuaram, implacáveis.

— E não ache que vai sair disso ilesa.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Eu sei do caso de vocês.

Meu sangue gelou.

— E você? Quem vai acreditar em você?

Débora sorriu, venenosa.

— Uma simples babá que seduziu o chefe?

Ela inclinou a cabeça, como se saboreasse cada palavra.

— Isso é o que todos vão pensar.

Senti o chão desaparecer sob meus pés.

— Você não vai conseguir trabalho em lugar nenhum, querida.

Ela soltou uma risada seca.

— Não depois disso.

Então, apontou para a porta.

— Agora, saia da minha casa.

Sem forças para argumentar, com o coração partido e o rosto queimando de humilhação, me virei e saí.

Cada passo parecia um martelo batendo contra meu peito.

Do lado de fora, o sol brilhava.

Mas para mim, tudo estava escuro.

Eu amava Renato.

Estávamos há quase um ano juntos.

Eu nem mesmo trabalhava mais para ele.

Nada fazia sentido.

E, naquele momento, percebi...

Nada disso importava.

Não importava onde Débora estava.

porque o silêncio de Renato entregava muito mais do que mil palavras ditas.

Aquele... Aquele... crápula fez mesmo isso comigo.

....

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