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Penulis: Karol Dark
last update Tanggal publikasi: 2026-10-02 17:08:18

O carro de Christian estava quente, mas eu ainda tremia.

Não era apenas o frio da chuva que encharcara meus ossos, nem a dor dos ferimentos que Aisha tinha me causado. Era algo mais profundo, algo que vinha da alma. Eu tinha sido expulsa da alcateia. Banida. Derek, o homem que eu amei desde que me entendia por gente, tinha me jogado na rua como lixo. E agora, eu estava no carro do irmão dele, o Supremo Alpha, o homem que o destino tinha escolhido para ser meu companheiro.

O universo tinha um se
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  • Reivindicada pelo irmão alfa do meu noivo Traidor    6.1

    Eu encolhi-me contra o espelho, o coração batendo tão forte que eu achava que ia explodir. A minha mão ainda estava húmida. O cheiro dele ainda estava na minha pele. E do outro lado da porta, o meu noivo — o homem que me odiava, o homem que me tinha expulsado — estava a poucos metros de distância.E ele sabia.Ele sabia que eu estava ali.Ele sabia que eu estava com Christian.— Christian! — Derek gritou, e a voz dele estava mais alta agora, mais desesperada. — Se não abrires esta porta, eu arrombo-a! Eu juro por tudo que é sagrado, eu arrombo esta porra desta porta!Eu ouvi a voz de Christian do outro lado, calma e controlada como sempre.— Derek. — Ele disse, e havia um aviso na voz dele. — Eu aconselho-te a saíres da minha casa. Agora.— Não vou a lado nenhum sem ela! — Derek gritou. — Ela é minha noiva! Ela pertence-me!— Ela não pertence a ninguém. — A voz de Christian era fria. — E se não saíres por bem, eu faço-te sair por mal.Houve um silêncio. E então, Derek riu. Uma risada

  • Reivindicada pelo irmão alfa do meu noivo Traidor    6

    A mão dele ainda estava sobre a minha.Eu sentia cada centímetro da pele dele através do tecido fino da toalha. Quente. Pulsando. Vivo. Meus dedos tremiam, e eu queria puxar a mão de volta, mas algo me mantinha ali. Algo mais forte que o medo. Algo mais forte que a vergonha.— Christian... — Minha voz saiu como um fio. — Eu não... eu não sei...— Não sabes o quê? — Ele inclinou a cabeça, os olhos dourados brilhando na luz suave do banheiro.— Não sei o que fazer. — Admiti, o rosto queimando. — Nunca... nunca fiz isso.Christian sorriu, e o sorriso dele era diferente agora. Não era o sorriso sexy e provocador de antes. Era mais suave. Mais... terno.— Eu sei. — Ele disse, e a voz dele era baixa. — Eu sei que nunca fizeste. E isso... — Ele pausou, os olhos fixos nos meus. — Isso faz-me querer-te ainda mais.Ele soltou meu pulso, e por um momento, eu pensei que ele ia me deixar ir. Mas então, ele pegou minha mão novamente, os dedos dele entrelaçando-se com os meus, e me guiou. Para baixo

  • Reivindicada pelo irmão alfa do meu noivo Traidor    5.1

    O beijo foi como uma tempestade. Não houve hesitação, não houve suavidade. Foi um beijo faminto, possessivo, como se ele estivesse tentando me reivindicar. Os lábios dele pressionaram os meus com uma urgência que me fez arfar, e eu senti as mãos dele agarrarem minha cintura, puxando-me para perto.Eu deveria ter fugido. Eu deveria ter empurrado ele. Eu deveria ter dito não.Mas eu não fiz nada disso.Eu beijei ele de volta.Não sei de onde veio a coragem, nem de onde veio o desejo. Mas eu beijei ele de volta, os lábios se movendo contra os dele, as mãos subindo para o peito nu dele, os dedos roçando a tatuagem do lobo em chamas. Christian rosnou contra minha boca, um som baixo e primitivo, e eu senti o corpo dele pressionar o meu contra o espelho.E então eu senti.Algo duro. Algo grande. Pressionando contra a minha coxa.Eu congelei, os olhos arregalando. Christian não parou. Ele continuou me beijando, as mãos descendo para as minhas coxas, me erguendo, me sentando na borda da pia no

  • Reivindicada pelo irmão alfa do meu noivo Traidor    5

    O banheiro era pequeno.Não, não era. Era enorme, na verdade. Mármore branco, espelhos que iam do chão ao teto, uma banheira que parecia uma piscina particular. Mas naquele momento, com Christian parado na porta, os olhos dourados fixos em mim, o sorriso sexy ainda nos lábios, o espaço parecia ter encolhido até ficar do tamanho de uma caixa de sapatos.Eu ainda estava sentada na pia, as pernas pendendo sobre a borda, o coração batendo tão forte que eu podia senti-lo na garganta. A porta atrás dele estava fechada, e eu sabia, com uma certeza absoluta, que não havia saída.— Você está pensando em fugir. — Não era uma pergunta.— Eu estou pensando em muitas coisas. — Minha voz saiu mais firme do que eu esperava. — Fugir é uma delas.Christian riu, uma risada baixa e rouca que fez algo vibrar no meu peito. Ele deu um passo para dentro do banheiro, e o espaço pareceu encolher ainda mais.— Fugir não vai funcionar. — Ele disse, e a voz dele era suave, quase casual. — Eu sou o Supremo Alpha.

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    Foi rápido. Um movimento fluido, poderoso. A mão dele fechou-se ao redor do meu braço, e ele me arrastou de volta para dentro da casa. Eu gritei, surpresa, mas ele não parou. Atravessou o saguão, subiu as escadas, e eu tropecei, tentando acompanhar o passo dele.— Christian, o que você está fazendo? — Eu gritei, tentando me soltar. — Me solta!— Não. — Ele disse, e a voz dele era dura. — Você não vai embora. Não assim.Ele me puxou pelo corredor, passando por portas fechadas, até chegar a um banheiro. Ele me empurrou para dentro, e eu cambaleei, as costas batendo na pia de mármore.— Christian, para! — Eu gritei, as mãos erguidas. — Eu não vou para o seu quarto! Eu não vou...— Silêncio. — Ele sibilou, e o som cortou o ar como uma lâmina.Eu congelei. Não pelo tom da voz dele. Mas porque ele tinha se aproximado. Muito. Ele estava na minha frente, o corpo ainda coberto apenas pela toalha, as mãos apoiadas na pia de cada lado de mim, me prendendo entre os braços dele. Eu estava sentada

  • Reivindicada pelo irmão alfa do meu noivo Traidor    4

    Acordei com o som de pássaros cantando do lado de fora da janela.Por um momento, esqueci tudo. Esqueci a festa, esqueci Aisha, esqueci a varanda. Esqueci Derek me expulsando e Christian me salvando. Por um breve e abençoado instante, eu era apenas Anika, uma loba sem lobo, deitada na minha cama, ouvindo os pássaros.E então a dor voltou.Não a dor física — embora meu corpo ainda doesse, os hematomas de Aisha formando manchas roxas na minha pele clara. Era uma dor mais profunda. Uma dor na alma. A dor de saber que minha vida tinha desmoronado em uma única noite, e que não havia como voltar atrás.Eu me sentei na cama, o corpo protestando, e olhei ao redor do quarto. Tudo estava igual. As paredes cor de lavanda que eu tinha pintado quando era adolescente. As prateleiras cheias de livros que eu lia para escapar da realidade. A foto na mesa de cabeceira — eu e Derek, sorrindo, no dia do nosso noivado. Eu tinha treze anos. Ele tinha quinze. Éramos crianças, inocentes, ignorantes do que o

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