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CAPÍTULO 41 — NÃO SOMOS PRESAS

last update Tanggal publikasi: 2026-09-19 23:45:40

A manhã começou tranquila demais.

Evelyn percebeu isso antes mesmo de terminar a primeira caneca de água.

O céu estava limpo. O rio corria baixo, constante, sem o rugido que provavelmente teria durante as grandes cheias. Crianças atravessavam o espaço entre as carroças carregando pedaços de pão nas mãos. Alguém discutia perto da cozinha porque uma panela havia desaparecido. Dois homens reforçavam uma das rodas que sofrera durante a viagem.

Mais adiante, Darek treinava meia dúzia de jovens.

Nada
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  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 52 — A DECISÃO

    Poderia mandar desmontar tudo ao anoitecer.Poderia obedecer.Levar Orven.Maura.As crianças.Os feridos.Voltar para a estrada.Encontrar outro reino.Outra margem.Outro homem com documento dizendo que não podiam permanecer.Talvez fosse a escolha segura.Também poderia desafiar Magnus Arden.Ficar.Esperar os soldados.Transformar aquela terra desejada em campo de batalha.Isso seria orgulho.E ela já perdera gente demais para alimentar orgulho.Não queria nenhuma das duas opções.Vlaus afastou-se da mesa e sentou.— Você já decidiu que vai fazer alguma coisa idiota.Evelyn lançou um olhar.— Você me conhece há pouco tempo para falar assim.— Tempo suficiente.— Não vou atacar Asterion.— Fico aliviado.— Nem desafiar o rei sem saber o que ele sabe.Vlaus ficou mais sério.— Então?Evelyn pegou a ordem.Leu de novo.As palavras não mudaram.Desocupação.Prazo.Força em caso de resistência.Magnus Arden.Ela dobrou.Uma vez.Duas.Guardou.— Preciso pensar.Darek abriu a boca.Evel

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    A tenda de Vlaus ficou pequena para todos.Vlaus.Evelyn.Darek.Três batedores.Dois homens responsáveis pelas defesas.Uma mulher que coordenava alimentos e retirada das crianças.O mapa estava aberto de novo.Sobre ele, Evelyn colocou o documento real.Ao lado, a faixa escura.Três coisas.Três problemas.Vlaus observou.— Agora temos uma ordem de verdade.— Sim.Darek não escondia a raiva.— De um rei que nem sabe quem somos.Evelyn respondeu sem olhar para ele:— Isso não torna a ordem falsa.— Torna injusta.— São coisas diferentes.Darek bateu a palma na mesa.— Então vamos obedecer?Ninguém respondeu imediatamente.Evelyn passou o dedo pela assinatura de Magnus.A tinta era escura.Firme.Um rei assinara aquilo.Não um general.Não um oficial tentando assustá-los.O rei.— Se ficarmos depois do prazo — disse Vlaus —, deixamos de ser apenas um acampamento inconveniente.Um dos batedores completou:— Viramos inimigos da Coroa.— Exato.Darek soltou uma risada amarga.— Já nos tr

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 50 — O SELO DO REI

    O acampamento ainda carregava marcas da batalha quando os cavaleiros apareceram.Uma das tendas permanecia inclinada, sustentada por uma corda nova. Havia sangue seco perto da linha onde os soldados de Asterion tinham rompido a primeira defesa. Duas flechas quebradas continuavam enterradas numa carroça, porque ninguém tivera tempo de retirá-las. Mais ao fundo, Maura discutia com um homem ferido que insistia em levantar antes de o corte na coxa fechar.A vida, porém, já havia retomado o próprio ritmo.Martelos batiam.Panelas fumegavam.Crianças corriam outra vez entre as carroças, ainda que sob vigilância mais próxima.Os guerreiros treinavam.Evelyn estava ajoelhada diante da mesa improvisada ao ar livre, com o mapa tomado dos soldados aberto à sua frente.A faixa escura repousava sobre uma das extremidades para impedir que o vento enrolasse o papel.Ela passara boa parte da manhã olhando para aquelas linhas.Rotas.Datas.Pontos de parada.A margem do rio.Sempre a margem.Vlaus est

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 49 — O LOBO SENTE.

    Naquela noite, Theron não conseguiu dormir.Ficou no quarto durante uma hora.Depois outra.Leu três páginas do mesmo relatório sem absorver uma palavra.Por fim, levantou.Foi até a janela.A cidade de Valcrest dormia abaixo.Dois anos.Talvez Caleb tivesse razão sobre uma coisa.A vida dele parecia funcional apenas enquanto observada de fora.Ele trabalhava.Governava.Treinava.Comia.Dormia quando o corpo obrigava.Participava de cerimônias.Recebia emissários.Continuava.Era isso que homens faziam.Continuavam.Theron apoiou as mãos no parapeito.Não pensava em Nyra todos os dias.Não mais.Havia períodos inteiros em que o nome não surgia.Horas.Às vezes um dia.Talvez dois.Depois alguma coisa acontecia.Uma mulher ria de determinada forma.Alguém mencionava a cabana.Um prato que Nyra gostava aparecia numa mesa.Uma criança corria pelo corredor.O Conselho dizia Luna.E lá estava ela outra vez.Não como lembrança doce.Nem sempre.Às vezes vinha a cabana.O lençol.O vampiro.

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 48 — UM HERDEIRO

    Caleb ergueu discretamente os olhos.O conselheiro percebeu que fora longe demais.Theron não elevou a voz.— Repita.— Não foi uma crítica à sua autoridade, Supremo.— Então escolha palavras melhores.— Sim.Lyssandra falou pela primeira vez desde que a conversa mudara.— O Conselho deveria parar.Theron olhou para ela.Ela estava séria.— O Supremo já respondeu a essa questão diversas vezes. Pressioná-lo em toda reunião não fará com que tome uma decisão diferente. Apenas transformará algo pessoal em disputa pública.Um dos anciãos franziu o cenho.— Isto deixou de ser pessoal há muito tempo.— Talvez para vocês.Lyssandra juntou as mãos diante do corpo.— Não para ele.Theron a observou.Ali estava novamente.A defesa perfeita.Ela não exigia.Ela o protegia da exigência.E, fazendo isso, parecia ainda mais adequada aos olhos de todos.Malrik suspirou.— Ninguém está tentando constranger o Supremo.— Então não o façam — respondeu Lyssandra.Theron quase admirou.Quase.Porque sabia

  • Rejeitada pelo Supremo agora ele IMPLORA MEU PERDÃO    CAPÍTULO 47 — DOIS ANOS EM VALCREST

    Dois anos eram tempo suficiente para um território aprender a viver sem alguém.Theron descobrira isso da pior forma.Valcrest não desmoronara.As muralhas continuavam de pé. As patrulhas mudavam de turno ao amanhecer. Os comerciantes atravessavam os portões com carroças carregadas. As Casas ainda brigavam por terras, rotas, casamentos e privilégios como se aquela fosse a coisa mais importante do mundo. Crianças nasciam. Guerreiros morriam. Celebrações eram realizadas. Colheitas vinham boas ou ruins.O domínio seguira.Talvez essa tivesse sido uma das descobertas mais cruéis.O mundo não parava apenas porque o seu tinha parado.— As patrulhas do norte serão dobradas durante as próximas três semanas.A voz de Theron atravessou a sala do Conselho sem necessidade de esforço.Diante dele, o mapa de Valcrest permanecia aberto sobre a grande mesa. Pequenas peças de madeira marcavam postos militares, vilarejos e trechos da fronteira onde os últimos ataques vampíricos haviam aumentado.Caleb

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