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A PRIMEIRA BATALHA

Autor: Ita Toledo
last update Fecha de publicación: 2021-06-11 03:29:42

— Calma, querida. Não devem ter ido longe.      — Flavian tentava acalmar a esposa, mas ele mesmo por dentro estava em pânico.

— E se eles os encontraram? — Asher tremia, olhava para todos os lados e havia poucas pessoas na praia. Mas não avistava seus filhos.

— “Flavian! Há quanto tempo, meu amigo. Perdeu alguma coisa? Melhor dizendo, coisas?”

— Meu Deus, Asher!!! — Flavian que estava de pé ao ouvir a voz antiga, mas inesquecível de Urd em sua mente, se deixou abater pela fraqueza de suas pernas e caiu por terra.

— O que foi, amor?

— Estão com eles.

Asher disparou a chorar.

— “São criaturinhas realmente adoráveis, não achou que iam esconder muito tempo de nós, não é mesmo? Estamos no Marco Padrão, não demore.”

— Vamos, sei onde estão.

Saíram do jeito que estavam, o lugar não era longe, pegaram o primeiro táxi. Não tinham plano nenhum, não podiam avisar Giles e sem poderes nenhum não tinham chance contra uma facção inteira. A única coisa que sabia é que podiam barganhar com a coisa que Urd e Thiry mais queriam, sua própria vida em troca da dos filhos.

Chegaram ao local, tinha um longo caminho de pedra até a comprida estátua centenária. De longe avistaram os doze membros da turma Urd, Thiry e os seus pupilos. Foram caminhando até eles e não avistaram seus filhos. Asher estava aflita, não pensava em nenhum momento no perigo que corriam, só queria ver as crianças. Sua vontade era correr na frente, mas o marido a segurava.

— Flavian, não os vejo. Onde estão? — Sua voz estava um misto de pavor e choro.

Ele não sabia o que responder por que também não sabia. “Será que foi uma armadilha? As crianças estavam no hotel.” Pensou ele. Mas agora era tarde, já estavam próximos demais.

— Sim e não, respondendo sua incógnita. É uma armadilha como já devem ter percebido e não, as crianças não estão no hotel. — Nesse momento, três dos rapazes do grupo se afastaram e os pequeninos segurados por duas lindas jovens apareceram.

A mãe quis correr adiante para abraçar as crias, mas o pai a segurou.

— Como podem usar crianças para seus joguinhos de intimidação?

As crianças começaram a gritar pelos pais.

— Você e esse seus valores morais inúteis. Por isso nos fez ser mal visto na comunidade da auto cúpula Strix.

— Ainda isso, Urd? Você destruía famílias inteiras, chegou ao ponto de povoados sucumbirem.

— Seu idiota, pra isso eles nos servem. Essa raça inferior são nossa fonte de energia. Não seja hipócrita, do que vocês se alimentavam?

— Nós não levávamos ninguém à morte, seguíamos as regras. Além do mais, não fui eu que os julguei, foi a assembleia.

— Por sua causa!! AGORA CHEGA!!!            — Urd estava furioso. Uma energia roxa começou a brilhar por todo seu corpo.

— Não seja covarde Urd, você quer a mim. Solte minha família.

— Você verá o que farei diante de seus olhos.

Voltando para as crianças que choravam sem parar, concentrou em suas mãos o raio que circulava pelo seu corpo e os lançou com muita fúria. Asher gritou desesperada. Flavian fechou os olhos e orou para que o amuleto desse certo. Não podia de modo algum pensar nisso agora, mas não pôde evitar.

O raio se transformou em uma grande explosão que jogou todos que estavam em volta das crianças ao chão, inclusive Urd. As crianças nada sofreram e ficaram tão surpresas quanto todos os outros. Correram para os pais. Quando chegaram até eles, foram recebidos em um forte abraço. Mas foi o tempo que a facção precisou para se levantar, e agora todos estavam preparados para disparar raios.

A família olhava para aquela situação sem saber o que fazer, os amuletos não suportariam tanto poder. Instintivamente, Flavian colocou todos para trás dele.

— Mas quem diabos são vocês? — Disse Urd muito furioso olhando para quem estava atrás da família.

Lá estavam três jovens reluzentes de uma luz azul, prontos para atacar. Vinham caminhando na direção da facção em passos firmes entre as pedras, com olhares decididos a lutar.

— Bom dia Sr. Dinis e família, estamos aqui para ajudar, Giles e Alfena nos colocou a par da situação.

— Era o que me faltava… — Urd estava espumando de raiva.

— Por favor, leve sua família para trás da gente, nós vamos assumir daqui. — O jovem que falava era muito forte e alto, parecia muito valente e não tirava o olho do inimigo.

Flavian não tinha como ajudar e precisava proteger sua família. Então atendeu o pedido do rapaz.

— HAHAHA!!! Vocês três contra nós doze, faça-me um favor e vá cuidar da sua vida, seja lá quem você for.

— Sou o Barão de Chester, esta é minha baronesa e esse…

— Blábláblá… não me interessa, depois que sugar toda sua energia, aliás, farei com vocês do modo antigo. Não vou deixar uma gota de sangue no corpo de nenhum dos três. — E grandes presas cresceram quando ele terminou de falar.

Os raios começaram a ser disparados de ambos os lados. Os três amigos acertavam os jovens da facção que iam ficando cada vez mais fracos. Eles se defendiam muito bem, rolando para um lado e para o outro e se escondendo atrás das pedras. Eram muito mais ágeis que os maléficos. A questão era Urd e Thiry, por terem muito tempo eles eram extremamente fortes e vinham com uma grande carga de energia de outros Strix assassinados covardemente por eles. Quando caíam dois de sua gangue, eles acertavam um raio no duque ou no amigo e eles enfraqueciam.

A família que assistia a tudo de uma certa distância, estava ficando apreensiva vendo que seus amigos poderiam ser vencidos. Em certo momento as crianças se olharam, e sem que seus pais percebessem correram para o meio da batalha. Flavian tentou alcançá-los, mas eram bem rápidos. Chegando perto dos recentes amigos, os dois pequenos começaram a soltar seus raios nos inimigos e por incrível que pareça, a força com que o raio era lançado não condizia com o tamanho dos lançadores.

A batalha foi se igualando, Flavian e Asher não conseguiam chegar perto das crianças para impedi-las de lutar. Os inimigos foram caindo um a um. Agora tinham seis deles, contando com seus líderes. E foi nesse que Urd e Thiry ficaram presos dentro de um campo de força azul. E os outros quatros foram golpeados pelos lutadores que já estavam ali. “Mas de onde veio aquele campo de força?”. Todos pensaram. Tinha que ser algo extremamente potente, nem o Barão que era muito antigo tinha visto algo assim, só ouvido falar. Eles olharam para trás e ali estava o ser pequenino e delicado que segurava o raio. Brida.

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