Masuk— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.
— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.
— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.
— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.
Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.
— “Onde você está?”
— “No aeroporto, acabei de pousar.”
— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”
— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”
Gaia ria muito disso, cada vez que falavam, Brida inventava lugares diferentes.
— “A Strix mais poderosa do mundo, com medo de abrir um portal. — A garota caiu na gargalhada. — Não tinha isso no treinamento?”
— “Já te falei, tem muita coisa que nem os anciões sabem lidar, é um poder novo para todos nós. Agora me fale sobre nosso irmão. Ele está preparado para hoje?”
Gaia ficou com ar de seriedade e um pouco triste.
— “Sim, queria que ele tivesse mudado de ideia, mas…”
— “Gaia, temos que apoiá-lo, ele pediu um ano e o prazo foi hoje. Além do mais, a assembleia já aprovou, não tem volta. — Brida parecia triste também, mas entendia os motivos do rapaz. — Já estou no táxi, daqui há pouco chego para o ritual.”
— “Até daqui a pouco, estou morrendo de saudade, tchau!”
— Estava falando com a Bibi?
— Sim, está chegando.
— Ótimo, vou tomar café e vamos para o mirante, em Terra Linda Céu.
— Phílos…
— Gaia, melhor se acostumar com meu novo antigo nome. — E deu um sorriso de canto pra ela.
— Marcelo, eu sei que perguntei um milhão de vezes…
— Não mudei de ideia, milady. — Ele pegou a xícara de café e foi até ela. Sentou ao seu lado e olhou em seus olhos, viu que estavam tristes. — Um milhão de vezes vou dizer, que é isso que sempre sonhei pra mim e pra ela. E que vou te amar o tempo humano que Deus me permitir.
— Mas com o tempo, teremos que nos afastar de você, pois vão perceber que não envelhecemos. A não ser que…
— Que eu conte tudo pra ela. Eu sei. Mas milady, já tivemos essa conversa tantas vezes. Não sabemos o que a trouxe de volta e nem porque ela não se lembre de nada. Talvez seja melhor assim.
— Talvez não. Da primeira vez que contou ela aceitou numa boa.
— Olha. — Pegou a mão da jovem e deu um beijo. — Prometo que se sentir que é o momento, não deixarei passar. Já mexemos o suficiente, na mente dela, colocando lembranças suas. Além do mais, Brida falou sobre…
— O desgaste que a mente dela sofre com tudo que houve. Por isso as visões e as enxaquecas. Bibi se sente muito culpada ainda, pesquisa todos os dias algo que possa entender o que houve com ela.
— O importante é que ela está bem. Agradeço a Deus por isso todos os dias, e vou poder envelhecer ao seu lado e cuidar dela.
Os irmãos se abraçaram. A porta da frente se abre.
— Estou entrando! — Jéssica aparece muito sorridente. — Eba! abraço matinal, vou ganhar um também? — E se jogou no sofá entre os dois, quase derrubando o café do namorado.
— Só vim dar um beijo na minha benção. Tenho prova à tarde.
— Pelo jeito acordou melhor hoje, cunhadinha. — Gaia levantou e foi para a cozinha. — Quer um pedaço de bolo, é de laranja, seu favorito.
— Hummm!!! Quero sim. A enxaqueca passou, graças a Deus. — Ela deu um beijo no amado e foi para a cozinha.
— Faculdade não é moleza. — Gaia comentou cortando um pedaço do bolo.
Phílos ficou olhando a cena, estava feliz com sua nova vida. Ele e Gaia mudaram para a capital para acompanhar Jéssica, que passou na faculdade. Moravam juntos em um bairro nobre, uma casa bem espaçosa. Além da herança dos pais, o barão tinha deixado toda a fortuna para os três. Até ofereceram para a moça ficar com eles, mas era contra seus princípios morar com o namorado. Phílos pretendia pedir ela em casamento no final do ano, nas férias. Brida morava na Europa, estava aprendendo a controlar seus poderes. A auto cúpula decidiu por punição a facção de Thiry e Urd tirar todos os seus poderes, voltaram e terem seus corpos separados, mas passaram a ser humanos. Foram condenados à prisão perpétua em um presídio de segurança máxima. E alguns guardas eram Strix.
Os três irmãos estavam em uma linda tarde no mirante. Brida iria fazer o ritual que tornaria Phílos em humano. Os três se abraçaram como Strix pela última vez.
— Brida, charlote é um cachorro não um pássaro, coloque ela no chão!
— Mas ela gosta.
FIM
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou