Masuk— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.
— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.
— E Amanda?
— Vou expulsá-los daqui e deixá-la em segurança.
— Brida, e quanto aos meus pais? — Phílos sabia que estavam agindo assim porque os transformados agiam de acordo com o que os seus senhores, que os transformaram, ordenassem. — Lembra o que o Barão ensinou? Não há reversão para a transformação de um escravo. Eles serão consumidos pelos poderes e morrerão em pouco tempo.
— Phílos, desculpe. Sinto muito, mas quanto a isso, nada posso fazer.
Brida ordenou que todos saíssem, ficando somente a Amanda e sua família e lançou um feitiço protegendo a casa. Mesmo mantendo todos em transe, era impedida de fazer qualquer mal. Então os mandou de volta ao hotel, pois sabia que quando anoitecesse, Thiry e as garotas assumiriam seus corpos e viriam ao ataque. Deixou que Phílos decidisse o que ele queria que fizesse com seus pais. Ele disse que os deixasse ir com eles por enquanto.
Chegando à casa de Phílos, os três estavam exaustos. Muitas emoções e mesmo energia tinham acontecido toda aquela comprida manhã.
— Prometi a Jéssica que acharia você, como Bruna, claro.
— Não se preocupe, fiz com que ela nos visse na arquibancada durante todo o jogo. Temos umas duas horas para acabar e iremos encontrá-la.
— Brida, ela não esquece dos outros como os humanos.
— Eu vi na mente dela. Também não entendo. Já pedi ajuda para os emissários e claro, chamei o duque e a duquesa. Estão vindo. — Ela olhou para o copo de água que segurava em sua mão e ficou muito triste de repente.
— O que foi, irmão? — Gaia perguntou.
— Estou lembrando de Samanta e Maia, e aquele jovem. Vi na mente de Phílos.
— Thiry realmente é diabólica, depois da advertência que levou da alta cúpula, está arriscando tudo por uma mera vingança.
— Não creio que seja só isso. — Disse Brida com uma expressão de incógnita.
— O que mais valeria seu extermínio e de sua facção?
Os três ficaram pensativos.
— Enfim. — Falou, Brida. — Temos que nos preparar para hoje à noite. Thiry deve ter algo armado.
— Nós cuidaremos das cinco seguidoras e os pais de Phílos. — Gaia estava determinada. — Com os treinamentos do duque conseguimos aguentar até de manhã se preciso. Você se concentra em detê-la. O duque já falou que sua força é maior que a dela, por ser pura.
— Sim, mas ela tem mais experiência e malícia. — Brida estava preocupada.
Eles descansaram e conversaram mais sobre o passado. Apesar da situação que estavam vivendo, eles estavam felizes de estarem juntos. Sentiam muita falta dos pais Strix, e agora sabiam que em breve teriam que se despedir de seus pais humanos, mas tinham um ao outro por longos anos, já que concordaram com a política da alta cúpula de não prejudicarem os humanos e abriram mão da imortalidade. Mas mesmo assim, quando um Strix atingia a maturidade, ele não envelhecia como humanos, os anciões por exemplo, tinham quase setecentos anos. Mas Strix como Urd e Thiry, que decidiam sugar energia humana, podiam viver eternamente, mas eram contaminados, assim sua essência se tornava maléfica, não tinham mais pudores nem consciência. Formavam facções contra a alta cúpula e viviam sem lei.
— Vamos irmã, o jogo está acabando. Você vem, milady?
— Não irmão. Vá com Brida. Vou descansar mais um pouco. Quero estar com o máximo de energia para hoje à noite.
Chegando na quadra, o jogo estava no final. Brida tirou da mente a imagem que Jéssica via de seus amigos e ela passou a ver somente os dois.
— Brida consegue sentir a presença dos meninos?
— Ainda não. Seja o que for que Thiry fez, os escondeu muito bem da minha visão. — Ficaram encostados na grade perto da quadra, ao lado das meninas do time.
No último ponto, o saque era do time adversário. A garota da casa alcançou a bola se lançando ao chão, a levantadora foi buscar e lançou para Jéssica, que estava bem rente à rede, esta deu um enorme salto, preparou para bater na bola, as adversárias subiram junto para bloquear, Jéssica viu uma brecha atrás, deu somente um pequeno impulso na bola fazendo com que ela passasse a barreira e caísse na linha do campo adversário.
— ACABOU!!! VITÓRIA DA BEIJA FLOR TERRA LINDA CÉU!!! — O locutor gritou no microfone.
As meninas do time se abraçaram, choravam, gritavam e sorriam tudo ao mesmo tempo. Phílos, Brida e quase toda arquibancada também. Tudo virou uma grande festa, pelo menos por alguns minutos. Depois que os amigos comemoraram, a tristeza veio em forma de lembranças daqueles que não estavam ali e que eram de suma importância para aquele momento. O riso se tornou lágrimas nos olhos de Jéssica e a garota desabou nos braços do namorado, que não sabia mais como explicar tudo aquilo.
— Onde estão meus amigos, Marcelo. Preciso ver eles e saber que estão bem, não aguento mais essa sensação de que eles correm perigo. — Ela olhava desesperada para seu amor e a amiga que estava ao seu lado. — Bruna, graças a Deus está aqui. Quando não veio hoje, imaginei o pior.
— Calma, amiga. Estou bem aqui. — Brida perguntou por telepatia a Phílos se não era melhor dar a garota memórias falsas até tudo se resolver.
— “Não ajo dessa forma. Temos um pacto de não mentir, deixe que resolvo isso. Obrigada, maninha.”
— Jéssica, meu amor, vou te contar tudo o que está acontecendo, mas só te peço mais um pouquinho de paciência. — Ele olhava para ela e já não aguentava mais ver sua amada sofrer. — Você confia em mim?
— Sim. — Entre soluços, ela respondeu.
— Então vá se preparar para a entrega das medalhas. Eu e Bruna te esperaremos aqui. Quando voltar te contarei tudo.
— Benção, essa medalha não faz sentido para mim. — Olhou para baixo entristecida. — Não mais.
— Mas vai significar para nossos amigos, quando fomos comemorar em breve juntos.
— Se é isso que você quer, eu vou. — Deu lhe um beijo, abraçou sua amiga e foi.
Brida puxou o garoto para um lugar mais reservado.
— O que foi irmã, que cara é essa? Urd voltou?
— Phílos, quando estava com Jéssi, eu vi uma energia jamais vista entre os Strix. Algo totalmente novo.
— Mas você é muito jovem, não viu muita coisa mesmo.
— Mas o duque me mostrou vários tipos de energia. Mas nunca como a de vocês… — Fez uma pausa olhando para o chão, buscando algo na sua memória, Brida sentou na arquibancada, atordoada. — A não ser que…
— Que o quê? — Phílos estava intrigado.
— DEVE SER ISSO!!! — Brida deu um pulo.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou