Masuk— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.
— Mas Brida, o que você descobriu?
— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.
Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.
— ACHEI!!!
— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.
— Oi, capetinha. Chegou da escola agora?
— Não, ainda estou lá, dow! — Zombou da irmã. — Não está me vendo? O que está lendo?
— Uma história de amor, quer que eu leia pra você?
— Eca, de beijinhos?
— Tem luta também.
— Então eu quero.
— Era uma vez um duque…
— O que é isso?
— Presta atenção, garoto.
— Ele estava passeando por suas terras quando viu uma linda camponesa. Ela estava trabalhando no campo, colhendo algodão. Quando o duque passou por ela, os olhares se cruzaram e foi instantânea a conexão.
— Livro idiota, vou almoçar. Tchau besta.
“É isso! A conexão de um Strix e um humano é a energia mais poderosa que pode existir.
E aconteceu há tantos anos que virou lenda, desacreditando que era possível. Tem mais coisas, espera… onde está. Aqui.”
— Eles se casaram e no dia do casamento, uma Striga, sabendo que nada podia contra a camponesa, (quando um humano cria uma conexão por amor com um Strix ele se torna intocável por qualquer poder ou magia), sequestrou seu noivo, pois ela sabia que para salvar o amado ela daria qualquer coisa que lhe pedissem (o humano pode passar o poder nele contido, fazendo assim de bom grado). O que ela não sabia, é que para fazer isso, ela precisava doar sua própria vida até a última gota.
“Ela vai sequestrar Phílos, preciso avisá-lo antes do anoitecer.”
Ela pegou o celular e ligou para Gaia.
— Alô… — Estava com a voz sonolenta e cansada.
— Desculpa acordar você, mas preciso que venha me encontrar, é importante.
— Claro, já estou indo. Onde está?
— Estou te enviando o endereço. E Gaia, aqui me chamam de Bruna.
— Tudo bem. Bruna combina com você. — E deu uma risadinha.
Depois Brida enviou uma mensagem para Phílos:
Bruna diz: “Não demore, tenho novidades.”
Marcelo diz: “Já estão premiando, logo estaremos aí.”
Quando estavam todos reunidos, inclusive Jéssica, que não sabia porque iam pra casa de Bruna e o que a nova amiga Flávia fazia ali. Eles começaram a se organizar para o que iria acontecer mais tarde.
— Eles já estão conversando há uma hora e meia. — Gaia olhava pela janela em direção ao quintal, onde Phílos contava a Jéssica o que sabia até ali.
— Ela não falou nada ainda, só chora. — Brida tenta segurar a vontade de ler os pensamentos da garota, pois prometeu a seu irmão que não faria.
— Olha, estão se abraçando. Acho que ela aceitou bem.
— Até eu falar o que descobri, sobre Thiry querer sugar ela até…
— Estão vindo.
O casal voltou para o quarto, todos ficaram em silêncio esperando a reação da garota. Ela foi lentamente para a janela que anteriormente as garotas a observavam. Gaia perguntou na mente do irmão:
— “O que ela disse?”
— “Até agora, nada.”
Jéssica se virou. Todos ficaram esperando uma reação. A garota fez uma cara de dúvida. Todos se prepararam para a grande pergunta.
— E o que aconteceu com a charlote?
Todos ficaram com vontade de rir, mas se contiveram, porque a jovem parecia preocupada com a cachorrinha.
— Se ela ainda estiver viva, ela está com o barão. Deve estar com quase doze anos. — Respondeu Phílos.
— E quanto aos meninos, onde estão?
— Não sabemos. Provavelmente Thiry fez algum bloqueio que me impede de achá-los. — Brida estava frustrada. — Mas consegui falar com o Barão e a Baronesa, estão vindo para cá. Eles disseram que vão avisar a alta cúpula e com certeza enviarão emissários. Preferiam que fossemos embora agora mesmo, mas eu expliquei que não podemos, por causa dos nossos amigos.
— Mas vocês três não estão pensando em enfrentar essa louca sozinhos? — Jéssica estava preocupada.
— Não temos muita escolha, se ela estiver com os garotos… — Brida foi interrompida pelo celular. — É uma chamada de vídeo do Pedro.
— Bruna, que bom que atendeu. — Ele estava ofegante, com suas roupas sujas, estava em uma estrada, atrás dele uma floresta. — Não sei onde estou, caminhei muito para achar um sinal no celular e minha bateria está acabando. Tem algo atrás de mim.
— Calma Pedro, iremos achar você. Liga seu GPS. — Brida não podia dizer que iria entrar em sua mente, seria bizarro.
— Ok! — O garoto digitou algumas coisas no celular. — Pronto, está ligado.
— Espera só um minuto. — Brida ligou seu celular ao cabo UBS do notebook e abriu um mapa na tela, em alguns segundos ela localizou o celular do garoto. — Já sei onde está. Estamos indo.
— Vou deixar o aparelho ligado o máximo que a bateria aguentar. E pessoal, por favor, venham logo!!! — O rapaz parecia desesperado.
— Só mais uma coisa, sabe onde estão LM e Lucas?
— Eles estão… el...gi...lô — E a ligação caiu.
— Vou pegar o carro, vamos eu e Gaia, você fica com Jéssica. — Phílos falou com Brida.
— Nem pensar. — Brida falou junto com Jéssica.
— Você já pensou que isso está com cara de armadilha?
— Pode ser. Ela quer nos dividir. Brida, falta muito para o Barão chegar?
— Ele disse que não estava longe, acredito eu que mais uma hora, no máximo.
— Daqui uma hora Thiry já se transformou.
— Vamos todos ao encontro de Pedro. — Phílos deu a ideia.
O celular tocou, era uma chamada de vídeo para Gaia, a câmera estava mostrando Amanda caminhando lentamente, no mirante da cidade, indo em direção ao precipício e desligou.
— Mas nós a deixamos na casa dela em segurança, não entendo. — Gaia estava tão assustada que perdia o ar.
Brida abriu um portal na parede de seu quarto e visualizou o quarto de Amanda, e a garota estava lá flutuando acima de sua cama, envolvida por um raio roxo, como haviam deixado ela. Brida disse essas palavras:
— Revele-se o que foi encoberto, aparências que nos enganam nos seja revelada.
A forma da menina começou a mudar, e ela se transformou em sua irmã Agnes e continuou no campo que a envolvia dormindo.
— Thiry nos enganou. — Gaia ficou furiosa. — Temos que correr.
— Vou com Gaia salvar Amanda, Brida vai com Jéssica atrás de Pedro. — Phílos não queria se separar de sua amada, mas sabia que Brida a protegeria mais.
— Assim é melhor mesmo, porque manteremos vocês separados. — Brida disse lembrando da questão de tirar a energia de Jéssica, Phílos tinha que estar presente para o ritual se completar.
— Do que está falando? — Perguntou Phílos.
— Vou te atualizando no carro. Agora não temos tempo. — Brida havia conversado com o Barão sobre ele e Jéssica.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou