MasukPONTO DE VISTA DO JACK“Foda-se!” Berrei, a andar de um lado para o outro, incapaz de relaxar. O telefone da Robin ia diretamente para o fodido correio de voz outra vez. Que se foda! Correndo para a minha vasta garagem, parti a toda a velocidade em direção ao apartamento dela e a marcar o número dela mais uma vez, fora de mim de preocupação. Já estaria em casa? Foda-se! Carreguei no acelerador, tinha de lhe explicar as coisas devidamente. Há quanto tempo não via a Lois? Mais de cinco anos, e depois numa fodida noite ela decidiu largar uma fodida bomba? Suspirei, passando uma mão pelo cabelo despenteado. Tinha de estar louca se pensava que conseguia destruir o que eu tinha com a Robin. Marquei outra vez, correio de voz. Correio de voz, fodido correio de voz, o maldito correio de voz dela era tudo o que estava a obter!“Merda! Robin, bebé, sei como isto parece, está bem, mas ouve-me por uma vez. Não tenho nada a ver com a Lois. Atende o telefone, bebé, estou a enlouquecer aqui.” Pus o t
AVISO DE CONSCIENCIALIZAÇÃOOs capítulos seguintes contêm os pontos de vista tanto do Jack como da Robin a entrelaçarem-se. Presta muita atenção aos títulos para não te confundires. A próxima parte desta história vai partir-te, fazer-te derramar algumas lágrimas e ainda assim encontrar uma forma de te fazer sorrir. A montanha-russa de emoções vai fazer-te agarrar às pérolas e cerrar o maxilar de raiva.Prepara-te para uma viagem turbulenta.Obrigada por ficares comigo até aqui. Espero que gostes da segunda parte desta história de amor confusa.Beijos.PONTO DE VISTA DA ROBINAinda estava a cambalear, ainda a recuar em pernas trêmulas, ainda a tremer, ainda incapaz de reunir os meus pensamentos baralhados para formar palavras. As lágrimas escorriam involuntariamente, a cair na manga da camisa do Jack drapejada à volta do meu corpo frágil.“Tinhas um filho secreto… escondido?” Perguntei, a arquejar. Era uma pergunta estúpida, olhando para o Jack e o seu passado caótico, claro que podia
“Robin…”“Deus…” O meu coração estava a martelar contra o esterno. Ele sorriu.“Antes de te conhecer, nunca tive a intenção de me estabelecer, convenci-me de que não era digno de ser marido, muito menos pai. Mas entraste na minha vida e distorceste tudo, entraste na minha vida e puseste-a de pernas para o ar.” Riu-se, os olhos a encherem-se de lágrimas. “De uma boa forma, devo dizer. Fizeste-me sentir vivo, inteiro, melhor. Fizeste-me sentir digno. Eras o meu anjo, eu era o diabo, uma combinação que deveria ter sido racionalmente impossível de alcançar, de explicar ou sequer de compreender, mas tornaste-a possível. Descarrilaste o meu ser inteiro, fizeste-me questionar tudo o que pensava saber ou querer e infiltraste os meus pensamentos, consumindo-me de dia… e de noite.”“Jack…” Sussurrei, os meus próprios olhos a aquecerem com lágrimas.“Eras tudo em que pensava, tudo pelo que podia respirar, tudo o que queria até não conseguir mais aguentar a tortura. Fizeste-me acreditar no amor,
“Jack! Não é o que pensas.”“Robin, o que é que ela disse?”“Meu Deus, lamento muito, pensei que o seu parceiro sabia.” A voz da Amara falhou, a confusão a espalhar-se pelo seu rosto.“Amara, podes deixar-nos um momento?” Ela acenou, saindo.“O que fodas, Robin? Querias abortar?”“Sim, mas isso foi antes de saber que eram mais do que um.”“Não posso acreditar em ti! Tomaste esta decisão… inteiramente sozinha.”“Jack, lamento, mas foi a decisão lógica a que consegui chegar na altura.”“Disparate!” Rugiu, fazendo-me estremecer. Mantive os olhos fechados, controlando a raiva ardente que estava prestes a explodir.“Fodidamente mataste os meus pais! Não queria trazer ao mundo o filho de um assassino!” Retruquei, ele não tinha o direito de vir para cima de mim assim, parecendo ser a única pessoa responsável por todas as minhas decisões impensadas.Deixou os ombros cair, afastando-se de mim a passo.“Não devia ter dito isso.” Resoplei.“Tens razão. Não tenho o direito de exigir nada.”“Não,
Estava aconchegada no banco de couro do Jack, as nossas mãos entrelaçadas enquanto ele nos conduzia para o hospital. Virava-se para mim de vez em quando, passando a língua húmida pelo lábio inferior e a observar-me.“Faz uma coisa por mim, bebé,” sussurrou, a sua voz rouca impregnada de uma sensualidade sombria.“Está bem.”“Tira as cuecas.” Manteve a cara séria na estrada enquanto a minha permanecia fixada nele, os músculos do meu estômago a contrair-se pelo que estava para vir. “Precisas de ajuda?”Abanei a cabeça, levantando lentamente o corpo do banco e saindo das minhas calças, puxando as cuecas para baixo, antes de as atirar para o seu colo. Pegando nelas, amachucou as minhas cuecas, levando-as ao nariz e cheirando o meu aroma.“Cheiras divinamente.”“Eu sei.” Sussurrei, lançando-lhe o meu sorriso encantador.“Abre as pernas.” Fiz-o, abrindo-as bem abertas para ele. Inclinando-se para o lado, a sua mão manobrou pela minha entrada, encontrando o meu clítoris e deslizando sobre a
Rodei o relógio à volta do pulso. O que o estava a demorar?A Lana veio a correr pelo quarto, a mochila enrolada possessivamente à volta dos ombros.“Já vais?” Perguntei, a contorcer-me desconfortavelmente no lugar.“Sim, tenho de ir. Tenho uma tonelada de merda para fazer no departamento.” Acenei, coçando o couro cabeludo, a remoer o cérebro para ajudar a arranjar um esquema para a atrasar.“Hm, conseguias fazer-me um sumo de pepino antes de saíres?” Ela virou um olhar interrogativo na minha direção e estreitou os olhos para mim. “O quê?” Perguntei, a fingir surpresa.“Robin, há dois ou três frascos abandonados no frigorífico.”“Quero pepinos recém-triturados.”“Disseste que querias pepinos congelados quando os estava a fazer frescos!”“Mudei de ideias. Se faaaaz favor.” Fiz beicinho, esfregando as mãos uma na outra à minha frente como se estivesse a rezar.“Está bem, está bem!” Atirou a mala para o sofá e caminhou para a cozinha antes de eu rapidamente tirar o telemóvel, a ligar par







