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Salva pelo gangster
Salva pelo gangster
Autor: SadAne

Prólogo

Autor: SadAne
last update Data de publicação: 2025-04-27 22:13:01

Ela ainda podia ouvir o som das risadas, a cara vermelha pela humilhação foi o que fez ela continuar, tinha que sair dali. Não! Precisava sair dali, de repente, era como se não pudesse respirar. Ela sentia dor, e era uma dor difícil de ser tratada, era uma dor na alma.

Levará tanto tempo para se sentir bonita, sentir que era especial de alguma forma! Fora muito idiota, ao imaginar que alguém como Leandro Ferraz a olharia de outra forma. A olharia como mulher! Logo ele que tinha todas aquelas beldades ao seus pés, e ela totalmente fora do padrão estabelecido, tinha acreditado… como ela era burra! O intuito dele era humilhá-la e ela tinha deixado, tinha permitido aquilo.

Sempre fora apaixonada por ele, toda sua vida! Desde que se reconhecia por gente. Ele foi uma presença constante na sua vida, seus pais muito ocupados para cuidar dela, a deixava sozinha com os empregados e naquela época, sendo vizinha da família Ferraz, brincava com o menino bonito… Leandro, eles tinha sido amigos quando criança, e já na pré-adolescência, tinha ciência que gostava dele. Embora, foi nessa época que ele parou de ter qualquer contato com ela… foi nessa época também, época dos hormônios, que virou a garota gordinha da sua turma de colégio.

Sabia que era uma idiota, mas a contestação do fato a deixou fora de órbita. Como queria poder voltar atrás e nunca ter caído no jogo de Leandro. Ainda se lembrava das palavras amargas e da satisfação que ele tinha no olhar quando ela se mostrou humilhada. Afinal era aquele o objetivo dele.

Não sabia o que tinha feito para as pessoas daquela cidade, e nem o porquê eles faziam questão de olhá-la torto, ou se encolher de medo quando ela se aproximava. Era bem verdade que tinha um relacionamento de longa data com os Ferraz, de amizade, ou achava que tinha uma amizade com Leandro. Sim, agora ela sabia. Era a imaginação da cabeça dela. E era essa amizade que provavelmente deixavam todos com medo, afinal Noah Ferraz era o feroz líder da gangue de motoqueiros da cidade, mas o que o irmão mais velho da família poderia fazer quando uma pessoa próxima era tratada de uma maneira errada?

A verdade é que só virá Noah, uma vez na vida, e duvidava que ele tomasse as dores dela nessa situação. Afinal era o irmão dele que a tinha humilhado. As lágrimas agora caiam em abundância, queria poder dizer que foi forte, que não se permitiu chorar por quem não valia a pena, mas aquela não era a verdade, ela estava no meio da rua, chorando como uma maluca, se sentia fora de si.

Atordoada, entrou na frente dos carros e escapou por pouco de ser atropelada, continuou a andar, mas de repente se sentiu perdida, afinal aquela não era mais a cidade que ela conhecia, dez anos longe tinha feito com aquele lugar fosse desconhecido para ela, e agora aquelas pessoas a odiava e se divertia com sua dor.

Se abraçou tentando se manter firme, como se aquele movimento pudesse fechar o buraco que tinha se aberto dentro dela. Era irracional, ela sabia. Mas já tinha lidado com dores piores. Só esperava que dessa vez, mesmo com a humilhação aquela dor fosse embora logo. Estava cansada de sofrer, cansada de ser sozinha, cansada de ser chacota dos outros! Estava simplesmente cansada.

— Ei gordona — ouviu alguém gritar, se encolheu com a dor que as palavras lhe causaram, ela era mais do que aquilo, e antes daquela noite, tinha feito tanta terapia para conseguir se amar e se sentir bem, mas parecia que naquele momento nada disso importava — Baleia, eu tô falando com você — o homem maldoso estava perseguindo ela, e era pior do que ela imaginava, sentiu vontade de chorar mais, mas continuou andando.

Agora andando mais rápido, rezou para que passasse alguém de bom coração e a salvasse de mais uma humilhação. Seu coração acelerado, lhe dava a dica de que aquilo estava realmente acontecendo e que ninguém ligava. O que de fato, era verdade! Ninguém se importava com ela, ela não era querida e importante na vida de ninguém. Nunca fora, nem dos pais dela, que achavam que a riqueza que ostentava era o suficiente para a única filha que tinha. Então eles a deixaram sob o cuidado das babás, e quando curtiam a vida, até que sofreram um acidente e deixaram a única filha sozinha.

Voltou a realidade, andando mais rápido, atravessou a rua novamente, sem se importar com os carros, não enxergava nada por causa das lágrimas, mas ouviu buzinas e xingamentos maldosos, tentou não se focar naquilo, sabia que ainda estava sendo seguida. Tentou correr até o ponto de táxi, na esperança de que aquele momento ruim acabasse logo.

— Ei, você não vai me ignorar — sentiu seu braço ser puxado com violência, trincou os dentes com força, quando sentiu a dor pungente no local, sabia que ficaria roxa — Mulheres bonitas nunca me ignoram, quem dirá você — ele zombou, ele era tatuado, e extremamente alto, fisicamente atraente, mas ela sentiu nojo ao olhá-lo, como alguém tão bonito poderia ser tão nojento? Não sabia dizer! Só sentiu extrema repulsa, e o bolo na garganta subir com força, lembrando-a que tinha bebido demais e estava a ponto de um colapso — Quem você pensa que é… — antes que ele terminasse, uma mão rompeu o ar, desferindo, um soco no maxilar daquele que a fazia cativa. Por um momento ela ficou travada, como se aquilo fosse irreal demais, alguém tinha vindo salvá-la? Alguém se importou o suficiente para que isso pudesse acontecer? Fechou os olhos, quando a mão do homem que estava travado em seus braços, desceu puxando com força sua pele. Sabia que naquele momento sua pele ficaria azul e demoraria para fazer o hematoma sumir.

— Que porra Noah! — o homem gritou, parecendo apavorado. O nome do homem a fez travar, sabia exatamente o que aquele homem representava. Noah era sinônimo de encrenca e para ele ter salvado, ele sabia exatamente quem ela era. Corou forte, sabendo que ele sabia da sua humilhação.

— Vamos — o homem comandou, lhe oferecendo uma de suas mãos. Por um momento, ela se permitiu pensar na última vez que o virá, ele tinha 21 anos e ela 8, ele sequer tinha olhado duas vezes, estava de partida para a faculdade, depois de uma discussão com a mãe dele. Era a festa de Leandro e todos ficaram assustados de vê-lo ali, depois ficara sabendo através de fofocas que ele estava assumindo uma gangue local.

Ela o olhou, vendo seus olhos negros lhe olhando de volta, ele era tatuado, todo vestido de negro, esbelto, sexy e atraente. E ela sabia exatamente o que ele era.

Noah Ferraz, o líder da gangue de motoqueiros. Irmão de Leandro, seu algoz.

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Último capítulo

  • Salva pelo gangster   Capítulo 8

    Por quase 10 segundos ela deixou o corpo dela relaxar nos braços dele, o beijo acendeu coisas que nem sabia que tinha. Como mágica, mas então veio a voz na sua cabeça! A voz dela, Beatrice, a vaga valentona chamando-a de saco de banha e a atormentando! O corpo dela gelou, estava beijando um homem (um cachorro) que teve a coragem de enfiar o pinto e a boca na maior cadela que conhecia e agora estava ali, beijando-a como se ela fosse preciosa. Com esse pensamento fechou o dente no lábio inferior de Noah e mordeu com força.— Porra! Que isso? — quase sentiu remorso quando viu o filhote de sangue escorrer pelos lábios cortados, o gosto metálico impregnado na sua língua! Noah estava prestes a descobrir como uma latina se comportava nessas situações.— Você ousa me beijar com essa boca suja? Acha que todo mundo na faculdade não sabe que você chupou a cadela Beatrice em cima do seu carro na semana passada, seu nojento! — ela gritou com força! — Eu chupei? — ele parecia chocado.— Eu gosto m

  • Salva pelo gangster   Capítulo 7

    Ela não podia estar se apaixonando por Noah! Aquele idiota que só queria bagunçar a cabeça dela, não bastasse tudo o que ela passou com o irmão dele. — Amiga, não é o que tá parecendo — ela fez uma careta ao ouvir a provocação da amiga. Sabia muito bem o que estava parecendo, estava parecendo que ela estava com ciúmes. Ciúmes de Noah! Parecia até piada.— Para com isso! Noah é perigoso e um cara de pau. Como eu disse, ele veio aqui logo depois de comer aquela piranha! A mulher que eu mais odeio na vida! — ela estava brava, ele ainda teve a coragem de vir e tirar satisfação com ela.— Nem parece que você está apaixonada — ela ironizou.— Vamos parar de falar sobre isso? Eu já estou mal o suficiente, eu fiquei pelada na frente dele, tá legal? — Aí amiga, isso é engraçado — a mulher riu com gosto — Bem eu preciso ir embora, amanhã eu tenho um trabalho pra entregar, te vejo amanhã? — Lua se perguntou se iria ter a coragem de aparecer amanhã na faculdade, uma vez que ela agora era chacot

  • Salva pelo gangster   Capítulo 6

    Ela o olhou longamente, parecendo travar, chocada com as palavras dele.— O que? — ela se olhou, perplexa com a informação, piscando longamente. Ela se sentiu pequena, estava nua na frente do homem que me fazia seu sangue ferver mais que tudo! Ela se sentiu uma idiota! Não bastasse toda a humilhação que sofreu durante o dia, ainda se permitiu mais uma vez ser humilhada por um Ferraz.— Lua? — o homem agora estava temeroso, a mulher parecia perdida! Uma criança pedindo para ser cuidada.— Vai embora. — ela falou num fio de voz.— Eu quero conversar! — ele tentou novamente.— Só vai embora, por favor. — a voz dela quebrou e ele soube que ela estava a ponto de chorar.— Olha… — tenta novamente.— Vai pra porra! Vai embora! — gritou virando as costas e indo pro quarto, onde foi possível ouvir a porta batendo com força....Lua dormiu mal a noite, mesmo depois de chorar não conseguiu pregar os olhos. Assim resolveu que não iria na faculdade no dia seguinte. Passou o dia em casa tentand

  • Salva pelo gangster   Capítulo 5

    No dia seguinte, quando Lua acordou, não parecia que nada estava ruim, era fato de que esperava que sua vida estivesse normal. Com esse sentimento em mente, se arrumou para mais um dia de aula.Sabia, que todos sabiam sobre a humilhação que ela sofreu de Leandro. Era comentado em todos os lugares, mas naquela manhã a bomba que se seguiu era pior do que a humilhação em si, alguém tinha filmado tudo e tinha postado nas redes sociais. Ela só soube disso quando chegou à faculdade e sua amiga Louise estava desesperada por causa da repercussão.As pessoas fofocavam sobre ela e era possível entender o questionamento. Como uma mulher como ela, gorda e rejeitada poderia atrair a atenção de um dos homens mais desejados da cidade. O badboy Ferraz.Mal acreditou na sua má sorte, ela deveria ter visto o Instagram antes de sair de casa, assim poderia ter ficado dormindo e chorando e não ter que enfrentar as humilhações pessoalmente.— Ei saco de banha, eu achei que o Leandro tinha deixado claro qu

  • Salva pelo gangster   Capítulo 4

    De repente ela se lembrou da primeira vez que vou Noah Ferraz…Era final de novembro e depois do primeiro ano na cidade, finalmente ela tinha sido convidada para uma festa. Agora ela percebia que era inevitável que fosse acontecer, embora as crianças não gostassem muito dela e ela não tivesse muitos amigos, a influência de seus pais com certeza era um chamariz para outros pais.~~~Flashback on~~~— Você tá tão lindinha, meu amor – suas bochechas coraram o raro elogio de seu pai.— Falei com a Érica, ela disse que o Leandro está ansioso para vê você na festa – a mãe brincou, era óbvio que todos sabiam que ela tinha uma quedinha pelo menino. Era coisa de criança, é claro! Ela tinha só 7 anos, não poderia ser diferente.No caminho até a casa de Leandro, ela se perguntava se enfim seria chamada para a festa do pijama nas festas das meninas. Todo mundo tinha sido chamado, menos ela. Mas agora que o menino mais popular tinha convidado ela para festa, ela conseguiria ter amigos! Finalmente.

  • Salva pelo gangster   Capítulo 3

    — Sabe Cereja, eu comprei bolinhos de morango pra você, são seus preferidos, né? — o silêncio no carro foi cortado por aquela pergunta. Confusa, ela franziu a testa tentando imaginar de onde vinha aquela informação, nunca tinha falado sobre aquilo para ninguém. Muito menos para ele, afinal não tiveram uma conversa decente desde o início. Sua intenção era fazer birra e ficar quieta, mas aquela pergunta mexeu com seu lado fuxiqueira, suspirando pensou que era muito azar que ela tivesse encontrado um homem que sabia exatamente como arrancar tudo o que queria dela.— Uhum… como você… — sua voz era fraca, ainda estava com raiva e isso era um características irritante de sua personalidade, limpou a voz e tentou novamente — Como você sabe? — perguntou petulante, cruzando os braços em sua frente numa autodefesa, não queria se mostrar vulnerável, pois era exatamente assim que se sentia perto daquele homem. Ela sentia coisas que não deveria sentir.— Eu estava na Cakes & Cookies no dia que você

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