Mag-log inUma semana havia se passado.Bárbara entrou na cobertura arrastando a mala de viagem, visivelmente cansada. Mal havia fechado a porta quando Maria surgiu no corredor, enxugando as mãos em um pano de prato.— Senhorita Bárbara! — A empregada aproximou-se com um sorriso acolhedor, pegando a mala que ela carregava. — Que bom que voltou! Como foi a viagem?— Cansativa, Maria. Muito cansativa. — Bárbara deixou a bolsa sobre o aparador e retirou os óculos escuros, massageando a região entre as sobrancelhas. — Tudo o que eu quero agora é um banho e a minha cama.Maria examinou discretamente o rosto da patroa.— E falou com ele?Bárbara nem precisou perguntar a quem se referia. Desviou os olhos enquanto tirava o casaco.— Não.— Nem uma ligação?— Não, Maria.— E vai deixar aquele homem escapar assim, minha menina? — A empregada acompanhou-a até a sala, observando-a sentar-se no sofá. — O senhor Victor gosta de você de verdade. É um homem de família, respeitoso, trabalhador. Com ele, você pod
Liam balançou a cabeça, soltando uma risada grave.— Você ainda vai acabar comigo, Bruxinha.— Jamais, amor. — Ela apertou carinhosamente a mão dele. — Pretendo cuidar muito bem de você por muitos e muitos anos.— Ainda bem. Porque não tenho a menor intenção de deixar você escapar.Olívia sorriu e voltou a observar a cidade pela janela, enquanto Liam seguia em direção à mansão, com a mão dela firmemente entrelaçada à sua.Dois dias haviam se passado, e Victor continuava hospedado em um hotel na Austrália, onde acompanhava os preparativos para a inauguração da filial. Apesar das reuniões e das responsabilidades profissionais, havia algo que não conseguia tirar da cabeça: Bárbara. Ela não respondia às mensagens nem atendia às ligações. Victor respeitava o espaço dela, mas aquele silêncio começava a consumir sua tranquilidade.Sentado na poltrona do quarto, observou a última mensagem que havia enviado e, depois de alguns segundos, decidiu telefonar para o pai.— Victor, meu filho! — Fab
Olívia soltou outra risada e apertou a cintura do marido.— Mozão, vamos para casa? Estou com saudade da nossa princesa.A expressão de Liam suavizou imediatamente.— Vamos, minha gostosa. Também estou louco para ver nossa menina.Ele entrelaçou os dedos aos dela e a conduziu em direção à saída.Alex os acompanhou, ainda balançando a cabeça diante das provocações do amigo.O carro deixou a delegacia e seguiu pelas ruas de Nova York. Liam dirigia com uma das mãos no volante, enquanto a outra permanecia entrelaçada à de Olívia, acomodada sobre o console central. Ela observava o movimento da cidade pela janela, tranquila, até sentir os dedos do marido acariciarem os seus.— Está muito quietinha, Bruxinha. — Liam lançou-lhe um olhar breve antes de voltar a atenção ao trânsito. — Cansada?— Um pouquinho, Mozão. Mas estou bem.— Ótimo. Porque, depois do almoço, vou precisar voltar para a Trident. — Ele verificou o retrovisor antes de mudar de faixa. — Infelizmente, minha vida não pode ser u
O silêncio se prolongou por alguns segundos.Collins consultou a última página do bloco.— Senhora Holt, considerando tudo o que nos relatou, a senhora mantém a acusação que fez anteriormente contra Liam Holt?Olívia respondeu sem hesitar.— Não.— Gostaria de explicar sua posição?— Naquela época, eu não conhecia a armação de Peter. Hoje sei que Liam não participou daquele plano e que desconhecia o que havia sido colocado na minha bebida. Não posso mudar o que aconteceu, mas posso esclarecer por que minha compreensão daquela noite mudou.Ela respirou fundo.— Eu quero que os responsáveis pelo que fizeram comigo respondam por isso. Mas não vou atribuir ao meu marido uma intenção que, pelo que conheço dos fatos, ele não teve.Reed fez uma última anotação.— Sua declaração será registrada. A decisão sobre eventuais procedimentos criminais caberá às autoridades competentes, com base nas provas reunidas.— Eu entendo.Alex fechou a pasta.— Creio que esclarecemos os pontos principais. Min
A expressão dela se suavizou imediatamente.— Eu sei que Peter transformou aquela ocasião em algo terrível. Sei que ele me dopou, que pretendia me entregar a outro homem e que eu não tinha conhecimento de nada disso. Também sei que Liam entrou naquele quarto acreditando estar com outra mulher.Ela respirou fundo.— Mas, quando olho para minha filha, não vejo Peter. Não vejo a maldade daquele homem. Vejo o amor que existe entre mim e Liam.Collins permaneceu em silêncio.— Meredith foi feita com muito amor, detetive. É assim que eu sinto. E não estou dizendo que nós dois já estávamos apaixonados naquela noite, porque não estávamos. Estou dizendo que nossa filha nasceu daquela intimidade e que hoje ela é fruto de uma história de amor que construímos depois.Os olhos azuis dela brilharam discretamente.— Eu me lembro daquela noite. E sei o que ela representa na minha vida. Não vou permitir que a maldade de Peter, do banqueiro e de todos os envolvidos naquela armação manche a lembrança da
Reed registrou a informação.— A senhora permaneceu hospitalizada?— Fiquei sob cuidados médicos por algumas horas. Quando acordei, já estava em um quarto.— Temos como obter os registros desse atendimento?— Acredito que sim.Alex interveio.— Podemos identificar a unidade hospitalar e providenciar a autorização necessária para solicitar os prontuários. André também poderá confirmar em que condições encontrou Olívia e o que aconteceu durante o socorro.Reed assentiu.— O relato dele e os registros hospitalares poderão ajudar a estabelecer a sequência dos acontecimentos. Evidentemente, não substituem a apuração da conversa que a senhora afirma ter ouvido na agência.— Eu compreendo — Olívia respondeu.— Seu marido estava com a senhora naquele dia? — Collins perguntou.— Não. Liam estava em Nova York. Ele tentou falar comigo várias vezes, mas eu não atendia. Quando soube que meus seguranças haviam me perdido de vista, começou a me procurar.— Ele foi até o hospital?— Foi. Quando acord







