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Capítulo 3

ผู้เขียน: Sésamo
O celular, caído entre os cacos de vidro, continuava reproduzindo o vídeo.

Rodrigo se inclinou, pressionando Verônica contra o sofá:

— Só eu? Então você quer isso aqui?

Ele ergueu a mão e deixou cair um colar.

As pupilas de Lívia se contraíram.

Rodrigo já lhe havia dado exatamente o mesmo colar, garantindo, com todas as letras, que se tratava de uma peça única, a única existente.

Sem hesitar, ela procurou as fotos antigas e as enviou a uma amiga especialista em joias.

A resposta veio quase imediatamente: [É uma falsificação.]

Lívia encarou a mensagem e começou a rir.

O colar em suas mãos, assim como o título de esposa de Rodrigo, eram falsos.

Um coração verdadeiro jamais seria capaz de amar duas pessoas ao mesmo tempo.

Ela segurava o celular e via Verônica chorar, emocionada, fazendo manha:

— Eu ainda tenho mais um desejo...

No instante seguinte, o celular de Lívia tocou.

— Lívia, vou viajar a trabalho por dois dias. Enquanto eu não estiver, coma direitinho, está bem?

Depois de desligar, Lívia dirigiu até em frente à empresa de Rodrigo e, por coincidência, viu o carro dele sair.

Ela o seguiu por uma estrada sinuosa de montanha, que terminava diante de um portão.

A chuva fina deixava tudo enevoado, e a estrada escorregadia exigia cuidado.

Rodrigo se curvou, colocou Verônica nas costas e seguiu montanha acima.

Aquele lugar não era estranho para Lívia.

No fim de uma escadaria de mil degraus de pedra, havia um templo.

Depois do casamento, ela nunca conseguira engravidar.

A mãe de Rodrigo, Nicole, a levara até ali:

— Um passo, uma reverência. Só com devoção sincera se consegue engravidar.

Naquele dia, também chovia. Seus joelhos se cobriram de musgo; depois, a pele se rompeu e sangrou.

Quando chegou ao último degrau, Rodrigo surgiu e se ajoelhou com ela.

Repreendeu Nicole por acreditar em superstições e passou meio ano sem voltar para casa.

Ela ainda se lembrava do cadeado do amor que haviam pendurado juntos no templo.

Nunca imaginara que, ao voltar ali, seria Rodrigo acompanhando outra mulher.

Os dois chegaram à Ponte do Destino Amoroso.

Verônica procurava entre os inúmeros cadeados e, de repente, estendeu a mão para Rodrigo.

Rodrigo sorriu e tirou uma chave:

— Então você realmente encontrou.

Lívia se escondeu atrás de uma árvore, as unhas cravadas na palma da mão.

Verônica abriu um cadeado, jogou o antigo no penhasco e colocou outro em seu lugar.

Ela disse, triunfante:

— Você prometeu que, se eu encontrasse o cadeado seu e da Lívia, poderia fazer o que quisesse com ele.

— Já que ela é sua ex-esposa, o cadeado de vocês não pode mais ficar aqui.

Ex-esposa?

Lívia se lembrou do dia em que foram registrar o casamento.

Rodrigo preparara uma pilha de documentos, dizendo que se tratavam de imóveis e bens que seriam transferidos em nome dela.

Ela assinou sem olhar.

Quem poderia imaginar que, entre aqueles papéis, havia um acordo de divórcio?

Em apenas sete segundos, o casamento com o qual sonhara toda a juventude chegou ao fim.

E o motivo de Rodrigo só ter registrado o casamento com Verônica um ano depois foi esperar que ela atingisse a idade legal.

Ele podia esperar um ano inteiro pelo crescimento de Verônica, mas a ela concedeu apenas sete segundos de casamento.

Esse era o amor dele.

Quando Rodrigo voltou, dois dias já haviam se passado além do previsto.

Ele entrou e Dalila, surpresa, exclamou:

— Que flores lindas! Nunca tinha visto iguais!

Ele as entregou como se oferecesse um tesouro.

Eram flores raras, cultivadas no templo, nascentes de penhascos íngremes.

Quem quisesse colher aquelas frutas não pagava, mas precisava se arriscar para chegar até elas.

Lívia apenas ergueu os olhos:

— Dalila, coloque no vaso.

— O quê? Você não gostou?

Rodrigo percebeu a frieza dela e a envolveu nos braços:

— Não fique chateada. Não voltei no horário porque um programa de TV nos convidou. Fui antes para uma visita técnica.

— É um programa ao ar livre, a paisagem é linda. Estive ocupado e acabei te negligenciando, me desculpa. Dessa vez quero te levar para relaxar um pouco.

Sem esperar a reação de Lívia, pediu a Dalila que preparasse algumas coisas para a viagem.

Mas o Instagram de Verônica acabara de ser atualizado.

Ela segurava o mesmo buquê de flores, e as marcas vermelhas em seu pescoço eram gritantes.

Legenda: [Ele acabou de ir embora, e a saudade já começou a crescer.]

Lívia levou a mão ao peito; o coração parecia um barco solitário à deriva.

Nos últimos três anos, a felicidade que ela tratara como tesouro provavelmente também havia sido copiada.

Mas o que recebeu foi apenas uma falsificação.

A dor passou em um instante, restando apenas um entorpecimento.

Ela sentiu que sua condição havia piorado mais uma vez.
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