LOGINDaquele dia em diante, eles se tornaram melhores amigos. Liliane olhou para Jacob e, com um sorriso irônico, disse: —Eu quero ficar sozinha.—Ele tentou argumentar, mas ela se levantou irada e gritou: —Saia!
Ethan, que estava se aproximando, ouviu a insistência de Jacob. Ele cruzou os braços e falou secamente: —Que parte você não entendeu? Ela não quer ir ao baile com você. Pare de insistir, porque ela já tem par. —Então vá embora! Jacob,retrucou desafiador. —Quem você pensa que é, caipira, para falar assim comigo? Ethan sorriu de forma desdenhosa. —Quem eu sou não te interessa; você não merece saber quem eu sou nem de onde vir.—Depois de dizer isso, ele se sentou no mesmo banco onde Liliane estava. —Como você está esquentadinha?— perguntou ele, com um sorriso tirando uma mecha do cabelo dela dos olhos. Ela sorriu de volta. —Estou bem melhor. Ele a olhou curioso e perguntou: —O que aconteceu para você dar uma surra na Célia daquele jeito? —Desculpa, Ethan, sei que você gosta dela, mas não dá para suportar todas as vezes que ela apronta. —Esquece isso, Liliane. Minha preocupação agora é com você. Nunca te vi assim antes,— disse ele, sorrindo. —E olha que conheço você bem. Liliane olhou para ele e respondeu: —Vamos sair daqui; te conto tudo quando chegarmos em nossa lugar favorito.— Ela segurou o braço dele, sem se importar que ele estivesse sujo de graxa do carro que acabara de consertar. Saíram os dois conversando até a biblioteca da escola, onde costumavam ficar até tarde da noite. Então, Ethan perguntou: —Fala o que aconteceu.— Liliane respirou fundo, e os olhos se encheram de lágrimas. —A Deyse está sendo praticamente vendida pela família. —Como assim?—questionou ele, surpreso. Liliane continuou: —O pai dela quer que ela se case com alguém que nunca viu e largue tudo para trás, sem se importar com os sentimentos dela. Isso é tão injusto! Ethan olhou para ela com uma expressão triste. —Eu sinto muito. Infelizmente, esse mundo dos negócios é complicado. A única coisa que podemos fazer é apoiar a decisão da Deyse, seja qual for. —Você tem razão,— disse ela. —Saí tão chateada que deixei ela sozinha. Que espécie de amiga eu sou? Ethan sorriu e tocou o nariz da morena com a ponta dos dedos, dizendo: —É o tipo única, a melhor de todas. Limpando as lágrimas, ela respondeu: —Só você mesmo para dizer isso.— Ele a abraçou carinhosamente e depositou um beijo no topo da cabeça. Ficaram um tempo assim, abraçados. Deyse ainda estava deitada quando chegou uma mensagem da mãe. —Deyse, seu pai está indo aí. Não ouse dizer a ele que estou te obrigando a casar com a família Johnsons. Você vai dizer que vai fazer de bom grado. Lembre-se das condições de saúde dele para não matá-lo. Ela levantou, tomou um banho, trocou de roupas, passou uma maquiagem para desfalcar os olhos inchados e colocou um sorriso disfarçado no rosto. Procurou por Liliane, mas ninguém sabia onde encontrar a jovem. Assim que Henry chegou, foi diretamente falar com Deyse e a abraçou forte. —Querida, muito obrigado!— As lágrimas do homem inundaram seu rosto. —O que houve, papai?— perguntou ela. —Tive um grande problema na empresa. Você sabe que a empresa é pequena, mas bem-sucedida,— ele fez uma pausa respirou fundo e continuou. Alguém deu um golpe; o diretor do RH desapareceu com dez milhões e meu projeto, e desde então estamos passando dificuldades. Nunca te contei para não te preocupar, querida. —Acabei fazendo um acordo com Dominic para casar Amara com o neto dele. Ela estava feliz com isso, mas na última hora, quando tudo estava pronto para o casamento, ela desistiu. Tentei entregar o restante do dinheiro que ainda estava em minhas mãos, mas Dominic não quis receber.— ele limpou as lágrimas achei que por conta do passado ele me desse mais tempo para pagar o restante. Ele me deu três dias para conseguir todo o dinheiro o problema é que já investir mais de três milhões e não tem como voltar atrás. —Mas sua mãe falou que você descobriu a situação da empresa e se ofereceu para casar com Chase.— Para eu não ir para a cadeia Ela não respondeu nada; apenas abraçou o pai de volta. Depois olhou para ele e queria dizer: —Papai, eu não quero casar! Minha mãe está me forçando porque não quer que Amara case com alguém sem status, sem riqueza e deformado pelo fogo... e que possivelmente é um psicopata. Mas o que saiu da sua boca foi: —Está tudo bem, papai. Não é nenhum sacrifício casar com o Chase; eu gosto dele. As palavras de Deyse foram como um bálsamo para Henry. Ele acreditou nas palavras da filha ou talvez o desespero de ir para a cadeia por não cumprir o acordo tivesse chegado até ele. Ele não notou a tristeza nos olhos dela. Simplesmente, ele falou: —Arrume suas coisas, querida. Amanhã será a cerimônia de casamento. Deyse engasgou. —Como assim, amanhã? Minha mãe disse que eu tinha um mês para voltar para casa e me preparar! —Sinto muito, querida. Quando tentei cancelar o casamento e devolver o dinheiro, Dominic me deu apenas três dias para efetuar o pagamento. Isso inclui ou o dinheiro ou a noiva. Hoje completa os três dias; vim te buscar e você já vai ficar na residência dos Johnsons. Ela chorou. —Pai, só faltam dois meses para a formatura! Vou perder as últimas provas! Por favor, fale com ele e deixe eu receber meu diploma. Ele olhou para a filha e voltou a chorar. —Sinto muito, querida. Você não merece um pai fracassado como eu. Ele se sentou com o semblante pálido, parecendo que ia desmaiar. Deyse lembrou do exame mais uma vez e decidiu ir com ele. Procurou uma última vez por Liliane, mas depois da briga ninguém soube onde ela estava. Deixando apenas um bilhete para a amiga, seguiu com o pai. Quando o carro partiu, Liliane chegou ao pátio e ouviu a conversa sobre Deyse ter largado a faculdade. Ela correu, viu apenas o carro partir e tentou acompanhar, mas foi em vão. Henry olhou para trás, mas não sabia quem era ou talvez fingiu não conhecer.Deyse interrompeu. As risadas — Um momento, por favor— disse Deyse —Ethan. Liliane quer lhe fazer um comunicado. O murmúrio percorreu o salão. Ethan franziu a testa, curioso, e então olhou para Liliane. Ela se aproximou devagar, com um sorriso que misturava emoção e medo. Em suas mãos, uma pequena caixinha. — O que é isso? — perguntou ele, brincando, tentando aliviar a tensão. Liliane apenas estendeu a caixinha para Ethan. As mãos dele tremiam quando abriu. Dentro, havia um teste. Dois tracinhos bem visíveis. O mundo pareceu parar. — É… é o que eu estou pensando? — perguntou ele, com a voz falhando. Liliane balançou a cabeça em silêncio — Sim. Por um segundo, Ethan ficou parado. No seguinte, gritou: — EU NÃO ACREDITO! — Eu vou ser pai! Eu vou ser pai! As pessoas começaram a rir, aplaudir. Chase observava a cena com um sorriso largo, sentindo o coração aquecer ainda mais. Ethan apontou para Chase, rindo: — Eu te falei, Chase! O meu filho vai casar com a sua filha! Chas
Os meses passaram, e Deyse irradiava felicidade em sua gravidez. Todos à sua volta se mobilizavam para garantir que ela se sentisse amada, protegida e especial. Chase não desgrudava dela um só instante. Levava flores quase todos os dias, preparava refeições saudáveis, insistia para que ela descansasse e a observava com um sorriso cheio de admiração. — Você merece todo o carinho do mundo — dizia ele, enquanto a ajudava a se acomodar no sofá. Liliane, sua melhor amiga, fazia questão de mimá-la sempre que podia. Nunca chegava de mãos vazias: trazia roupinhas para os bebês, doces que Deyse adorava e, principalmente, leveza, risadas e amor. — Você está deslumbrante, amiga! — dizia animada. — Vamos fazer um chá de bebê que ninguém vai esquecer! O pai de Deyse e sua sogra também estavam sempre presentes. Organizavam jantares especiais, ofereciam ajuda constante e faziam questão de lembrar que ela não estava sozinha. — Querida, não se preocupe com nada — dizia a sogra, acariciando sua ba
A organização da festa estava linda. O salão, enfeitado com rosas brancas, rosas e azuis, criava um contraste perfeito. Como ela não sabia se o bebê era homem ou mulher, decidiu fazer a decoração em três cores. Até os doces seguiam o mesmo padrão. O primeiro a chegar foi Ryan Sullivan. Ele a abraçou com carinho e beijou sua testa. Ele estava acompanhanda por Aline seu sorriso denunciava que os dois estavam juntos e Deyse sentiu uma imensa felicidade em saber que depois que Félix foi preso seu irmão alcançou felicidade desejada — Oi, minha querida irmã. Estou muito feliz com o crescimento da nossa família. Você precisa de ajuda mana? — Eu também, irmão. Estou feliz — respondeu Deyse, abraçando-o de volta. Sim por favor me ajude receber os convidados tenho alguns ajustes À medida que os convidados chegavam, o nervosismo de Deyse aumentava. O medo de Chase não chegar a tempo, a incerteza se ele acreditaria em sua gravidez, diante do relatório médico… Será que ele acreditaria no ina
Já era quase meio-dia quando Chase se levantou. Tomou um banho, se arrumou, deu um beijo na esposa que dormia exausta na cama — despediu-se em silêncio e partiu novamente para a Índia. Assim que chegou, mal teve tempo de respirar. Já estava atrasado para a consulta. Passou por avaliações, exames, entrevistas médicas e, ao final do dia, seguiu para o hotel, onde aguardaria os resultados na manhã seguinte. Nos dias posteriores, visitou outras clínicas, repetindo o mesmo processo, sempre com a mesma esperança silenciosa. Mas, infelizmente, após quinze dias, todos os resultados foram desfavoráveis. O sonho de ser pai parecia cada vez mais distante. Mesmo assim, Chase não desistiu. Seguiu sua busca pela Bélgica, Estados Unidos, Grécia e Tailândia. Em todos esses países, foi submetido aos mesmos testes, aos mesmos exames e recebeu as mesmas respostas negativas. Suas esperanças já haviam se esgotado. Sentado na cama de um quarto de hotel, as lágrimas novamente invadiram seus olhos. Ele
Depois que a chamada foi encerrada, Deyse se deitou sobre o travesseiro de Chase, abraçou-o com força e ali passou a noite inteira, sentindo ainda o cheiro do perfume do marido. Pela manhã, desapertou com um sorriso estampado no rosto lembrando do corpo do marido. Por volta das 8:00 da manhã desceu para tomar café Diana percebeu imediatamente que algo havia mudado. — O que aconteceu querida? Você está diferente hoje — comentou ela. — Não é nada, tia… eu só falei com o Chase. Matei um pouco da saudade, vi o sorriso dele… e isso fez meu dia começar feliz. Deyse não tinha visto apenas o sorriso do marido mas o corpo inteiro e as lembranças das mãos dele trabalhando fez seu rosto ficar vermelho. Mas ainda estou com tanta saudade… — confessou. — Queria poder abraçá-lo agora e dizer que o amo. Disse isso enquanto colocava um pedaço de torrada na boca. De repente, um cheiro familiar invadiu as narinas de Deyse, deixando-a quase embriagada. Passos se aproximaram da sala de jantar e, à me
O primeiro país que Chase procurou foi a Espanha. Passou mais de trinta dias submetendo-se a exames e testes em diversas clínicas. Chegou até a realizar testes para inseminação. Cada exame era conduzido pelos melhores especialistas, em clínicas renomadas, mas, a cada porta que se fechava, uma nova cicatriz se formava em sua alma. A esperança antes tão viva, ia se esvaindo aos poucos. Todos os dias ele ligava para Deyse por videochamada. O coração carregado de tristeza e saudade, mas em nenhum momento revelou o verdadeiro motivo de sua viagem. Sorria mesmo com o sorriso amargo para tranquilizá-la, mesmo sentindo o peso da frustração esmagando seu peito. Ao sair da última clínica, o coração de Chase estava ainda mais pesado. Ele pegou o telefone, respirou fundo e ligou para Daves. — Oi, chefe… como vai o tratamento? — perguntou o assistente, com cautela. — Até agora não tive nenhuma esperança, Daves. Mas amanhã sigo para a Índia. Quem sabe lá eu tenha boas notícias, infelizmente vo







