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Sem Perdão e Sem Retorno: O Arrependimento Desesperado de Henrique
Sem Perdão e Sem Retorno: O Arrependimento Desesperado de Henrique
Penulis: Luarina

Capítulo 1

Penulis: Luarina
— Você quer mesmo romper o noivado? — Do outro lado da mesa, uma mulher de meia-idade, elegantemente vestida, a olhava cheia de desconfiança.

Laura ergueu o contrato de noivado e o rasgou ao meio diante da mãe de Henrique.

— Agora a senhora acredita?

Valeria ficou perplexa por um segundo, com espanto escancarado no olhar. Logo depois, torceu a boca e disse:

— Muito bem. Vou providenciar uma nova identidade para você. Em um mês, você deixa a Cidade M para sempre.

— Está certo. — Laura apertou o copo d’água e assentiu, sem hesitar.

Ela pegou a bolsa para ir embora, mas Valeria a chamou:

— Lembre-se do que me prometeu. Nada de escândalos! E não deixe o pai do Henrique descobrir que ele te traiu, ou ele realmente vai quebrar as pernas do menino!

O passo de Laura vacilou ao lembrar do passado. Aos olhos dos outros, ela e Henrique viviam um conto de fadas. Ela, a Cinderela azarada, tinha encontrado o seu príncipe encantado. Na faculdade, ela era a aluna exemplar, disciplinada. Ele, o típico herdeiro popular, seguido por todos. Eram dois mundos que jamais deveriam se cruzar. Mas Henrique se apaixonou por ela à primeira vista. Como todo mundo dizia, era como se tivesse sido enfeitiçado. Para conquistá-la, ele era capaz de qualquer loucura.

Henrique detestava estudar, mas, por causa de um livro que ela queria, ele cruzou a cidade inteira à noite, em meio a uma tempestade de neve. Sabendo que ela gostava de peixe, ele ia pescar antes do amanhecer, uma vez quase morreu afogado no rio.

No início, Laura achava que eles eram incompatíveis. Recusou várias vezes, mesmo com o coração tocado. Mas, para ficar noivo dela, Henrique ajoelhou-se diante da família. O pai dele quase quebrou suas pernas. A caminho do hospital, ele ligou para ela para perguntar se ela aceitaria se casar com ele. Naquela noite, Laura se entregou ao amor, acreditando que Henrique era o homem da vida dela. Nem ela imaginava que, da faculdade ao noivado, passando por seis anos, quando faltava tão pouco para o casamento, o homem tão devoto por ela simplesmente mudaria de ideia tão repentinamente.

Naquela noite, Laura esperava na sala. Eram onze horas em ponto e nada de Henrique voltar. Ela pegou o celular e ligou. Após três tentativas, ele atendeu.

— Lala, estou em uma reunião, o que houve? — A voz dele era gentil, carinhosa.

— Você está num bar? — Laura ouviu a música alta do outro lado.

— É um encontro de negócios. Estou ocupado. Talvez eu chegue mais tarde. — Explicou, paciente.

Logo depois, a respiração dele ficou pesada e ouviu-se o som abafado de um beijo. Muito discreto, mas Laura tinha ouvidos sensíveis e percebeu.

— Você... consegue voltar agora? — Ela sentiu seu coração disparar e perguntou com dificuldade.

— O pessoal da parceria ainda está aqui, acho que não vai dar. — Ele respirou fundo, como se estivesse excitado, com a voz tremendo levemente. — Mas eu prometo que, assim que acabar, volto correndo. Tudo bem?

O coração de Laura gelou por completo.

— Tudo bem. Vou desligar. — Ela sorriu, sem sentir nada.

Encerrando a ligação, ela apertou o celular com força. Três dias antes, ela tinha visto a marca de batom na gola da camisa dele. E saiu com a amiga Susana Cardoso para confrontá-lo.

Num bar barulhento, Henrique estava com Marina Santos nos braços. Parecia entediado.

— Já deu. Ela é sem graça, previsível. É como se ela fosse um pedaço de argila que posso moldar como eu quiser. Sem sal nenhum.

Os olhos da Laura escureceram, ela parou na porta, com o corpo rígido. Pôde ouvir com clareza o som do próprio coração se partindo. Atrás dela, Susana murmurou, inconformada:

— Isso é mesmo algo que o Henrique diria?

Laura sorriu, sem saber como responder.

A verdade é que, há algum tempo, ela já sabia que ele não a amava mais. Quinze dias antes, ela tinha visto com os próprios olhos ele entrar numa casa com uma garota bonita e delicada. Depois, ela contratou um detetive particular e recebeu imagens e relatórios. O nome da moça era Marina Santos. Recém-formada. Estagiária na empresa dos Nicácio. Eles tinham se conhecido no primeiro dia de trabalho dela. Os dois riam, se tocavam, flertavam em hotéis, restaurantes, encontros românticos. Enquanto Laura ficava em casa preparando o casamento, virando noites para resolver detalhes, ele vivia uma lua de mel com outra mulher. E quando voltava para casa, fingia amá-la massageando seus ombros, lavando seus pés, dizendo constantemente: "Querida, você deve estar tão cansada".

Tudo mentira. Tudo apodrecido.

Laura fechou os olhos e respirou fundo. Subiu para o quarto e começou a guardar joias e acessórios numa caixa.

— Ei, me ajuda a vender algumas joias. E cancele o local do casamento. — O assistente Leonardo, do outro lado da linha, ficou surpreso. — Srta. Laura, você e o Sr. Henrique brigaram?

— Não. Eu escolho o local do casamento.

Assim que ela falou, um farol de carro passou pela janela. Ela desligou e foi até a cortina. Henrique saiu do carro. Alto, elegante, impecável, exceto pela gola desalinhada e a clavícula exposta. Ele ajeitou a roupa às pressas, borrifou perfume e só então entrou em casa.

Laura viu tudo isso, e o coração dela se encolheu, ardendo em silêncio.

A porta se abriu. Ele chegou por trás, abraçou-a, roçou o rosto no ombro dela.

— Querida, cheguei. Você está chateada porque eu tenho bebido até tarde ultimamente? — Havia cautela na voz dele.

— Você não estava num jantar de negócios? Por que voltou mais cedo? — Laura se soltou do abraço e virou-se, calma.

Henrique sorriu, pegou a mão dela e a olhou para baixo, com o olhar carregado de carinho e afeição.

— Você pediu para eu voltar, então é claro que cancelei todos os planos para voltar e ficar com você. Nenhuma parceria ou sócio é mais importante que você. — Ele tirou uma caixinha de joias do bolso e entregou a ela. — Trouxe um presente para você. Abre.

Laura abriu. Dentro havia um broche de diamantes, caro. Mas ela imediatamente se lembrou da foto que o detetive havia enviado há 3 dias. Na imagem, Marina usava um vestido preto com o acessório combinando. Antes, aquele tipo de mimo era só dela. Agora era dividido ao meio. E o pior era que ele havia dado a ela três dias depois de dar para Marina. Ela se tornou a segunda opção.

Uma dor aguda e persistente atravessou o coração de Laura e seu rosto empalideceu.

— Lala? O que houve? — Henrique percebeu.

— Nada. — Ela tentou controlar suas emoções e sorriu à força. — Gostei do presente. Te chamei porque preciso que você assine um contrato. — Ela pegou uma pasta, abriu e apontou o local da assinatura. — Eu gostei daquela casa nos subúrbios. Transfira-a para mim.

Henrique riu, pegou a caneta, assinou sem hesitar.

— No futuro, se quiser qualquer imóvel, peça ao Leonardo para cuidar da papelada. Não precisa me consultar. Tudo o que é meu é seu.

Ele assinou sem sequer ler.

Laura guardou o documento na gaveta, silenciosamente. Henrique jamais imaginaria o que aquela assinatura significava.
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