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Capítulo 5

Penulis: Luarina
Quando Marina voltou ao camarote, seus olhos estavam vermelhos de chorar. O rosto de Henrique mudou imediatamente.

— Mari, a Lala te fez algum mal?

Marina não disse uma palavra, apenas se encolheu ainda mais no colo dele.

— Ela disse que eu não mereço vestir roupas tão boas, que sou apenas uma secretária. E, mesmo se eu vestisse, seria só uma cópia barata.

Ao ouvir isso, Henrique fechou os dedos em punho.

— Ela sempre foi assim. Eu não esperava que, depois de tantos anos, eu a tivesse mimado tanto a ponto de ela perder o controle e se tornar indisciplinada!

— Henrique, você quer mesmo se casar com ela? Com esse jeito, quem aguentaria? — Bianca reforçou. — Sempre a achei irritante. Até uma garota frágil como a Marina acaba sendo intimidada por ela. Ela nem casou ainda e já se faz de dona da razão. Depois, quem vai sofrer é você!

Henrique cerrou os olhos por um instante.

— Mas, no fim, é só um casamento. Quem eu amo de verdade é a Mari.

Do lado de fora, Laura escutava tudo.

Ela sempre acreditou que tinha sido boa com Bianca. Quando Bianca tinha problemas amorosos, sempre procurava Laura para desabafar. E Laura fazia de tudo para consolá-la. Quando Bianca queria uma bolsa de grife, Laura ia até o outro lado do mundo para comprar. Mesmo que fosse exaustivo, ela não reclamava. Quando Bianca ficou bêbada e se meteu numa briga de bar, Laura até levou alguns tapas por ela. Ela realmente se importava! E agora, Bianca dizia aquelas coisas. Tudo o que Laura tinha feito, todo o esforço, todo o carinho, só resultou em traição.

Do lado de fora, ela se virou e enviou uma mensagem para uma amiga:

[Esquece a bolsa]

Era a bolsa que Bianca esperava ganhar há mais de seis meses, com a intenção de combinar com um vestido de alta-costura para o seu aniversário. Agora não havia necessidade. Que ela usasse uma cópia barata e seguisse feliz.

Saindo do bar, Laura voltou para casa e recebeu os ingressos de uma exposição online de arte que havia organizado meses atrás. Ela queria ver suas próprias obras.

No dia seguinte, Laura dirigiu até a galeria. Suas pinturas eram famosas online, pela temática de "amor e sentimentos". Muitos compradores ricos gostavam de pendurar suas obras em casa como uma homenagem ao amor. Infelizmente, aquele amor estava completamente destruído. Todas aquelas pinturas que antes guardavam belas lembranças agora se tornavam apenas uma ironia cruel.

Laura entrou na galeria como uma visitante anônima. Depois que deletou sua conta, sua popularidade só aumentou, especialmente depois de sua declaração de despedida. Segundo Susana, muitas pessoas comentavam que queriam chorar.

E o que se podia fazer? Laura sorriu com ironia. Amor era a coisa mais sem valor do mundo.

Ela parou em frente à maior pintura. Um retrato realista de si mesma, com um rabo de cavalo alto, usando um vestido rosa e branco. Atrás dela, uma árvore e um homem inclinado de lado, virando o rosto na direção dela. Embora o rosto dos protagonistas não estivesse visível, através do papel fino dava para sentir a ternura e o amor entre eles.

Laura permaneceu ali, hipnotizada, até ouvir passos atrás de si.

— A Sra. Laura também gosta desta obra?

Laura se virou, surpresa. Marina estava ali, atrás dela. Não era fim de semana, então por que ela estava na galeria? Mesmo querendo ignorar o detalhe, Laura não pôde deixar de sorrir. Que tipo de secretária não vai trabalhar em dia útil?

— Eu também gosto dessa pintura. Acho que vai ficar ótima no quarto do meu marido e meu, para celebrar o nosso amor. — Marina acariciou a barriga e sorriu.

Laura sorriu por dentro. Se Marina soubesse a origem da obra, será que se sentiria enojada? Mas Laura não ligou, nem sequer deu atenção.

Marina, por outro lado, começou a se irritar:

— Sra. Laura, eu vi primeiro! Você não vai roubar minha obra, certo? Eu sei que você não gosta de mim, mas eu pretendo comprar essa pintura.

A cena chamou a atenção de outros visitantes. A expressão triste de Marina ganhou simpatia geral.

Até o funcionário da galeria interveio:

— Deixe que ela compre. Ela está grávida e parece tão frágil.

— Quando foi que eu disse que quero competir por essa pintura com você? — Laura arqueou a sobrancelha. — Você está imaginando demais. Eu fiz algo para te ofender?

— Então por que você está parada em frente à pintura? — Marina mordeu o lábio.

— Não vim para a galeria para admirar você, e sim as obras. — Laura deu um leve riso.

Marina ficou pálida e mais irritada.

— Você não tem dinheiro para comprar, não é? — Laura continuou.

— Tenho! — Marina respondeu, mostrando um cartão premium.

Então ela o sacudiu propositalmente na frente de Laura.

Laura conhecia aquele cartão. Depois de seis anos com Henrique, viu-o inúmeras vezes. Ele havia planejado dar o cartão a ela, mas ela sempre respeitou o esforço dele para conseguir todo aquele dinheiro e cresceu com a ideia de ser uma mulher independente. Por isso, ao longo dos anos, as pessoas sempre acharam que ela dependia de Henrique. Mas, na verdade, Laura poderia viver bem sem depender de ninguém. Ela confiava na sua própria capacidade.

— A pintura custa apenas quinhentos mil, ainda posso comprá-la. — Marina disse sorrindo.

— Desculpe, senhorita. — Disse o dono da galeria, aproximando-se. — Esta pintura está sendo vendida pelo valor de cinco milhões.

Laura trocou um olhar com ele e assentiu.

A pintura, que custava quinhentos mil, agora valia dez vezes mais. Laura sorriu levemente. Ela não suportava gastar o dinheiro de Henrique, então que Marina entregasse para ela! Era óbvio que ela era um alvo fácil.

— Parece que Marina ainda tem limites, não consegue pagar cinco milhões. — Laura falou.

— Cartão! — Marina se sentiu provocada e disse rapidamente.

Terminada a transação, Marina ergueu a cabeça, cheia de arrogância.

— Sra. Laura, isso é pouco para mim, o que não me falta é dinheiro. Meu marido me ama muito. Ele já me deu todo o dinheiro dele e até uma casa na Baía da Lua Azul como nosso novo lar. Quando nosso filho nascer, seremos uma família feliz.

— Uma casa na Baía da Lua Azul não é barata. Seu marido realmente te ama. — Laura cruzou os braços e comentou com ironia.

A arrogância de Marina aumentou. Ela adorava provocar Laura, imaginando como ela reagiria se descobrisse a traição de Henrique. Se ficasse furiosa, seria melhor ainda, assim ela poderia subir de posição e se tornar a verdadeira Sra. Nicácio.

De qualquer forma, Laura não tinha poder nem influência. Ela já tinha investigado tudo e sabia que foi só sorte de Laura estar com Henrique. No fim das contas, Laura ainda roubou o homem dela.

— Se eu tiver oportunidade, quero ver o homem que faz a Srta. Marina tão feliz.

Marina congelou.

Ao vê-la perplexa, Laura dirigiu-se à janela para atender ao telefone.

— Assistente Saulo, a mansão já foi transferida para meu nome? — Ela perguntou, propositadamente na frente de Marina.
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