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Capítulo 6

Penulis: Luarina
— Que casa? Henrique deu uma casa para Laura? — Marina mordeu os lábios vermelhos.

— E também o acordo pré-nupcial, lembre-se de me entregar o mais rápido possível. Lembro que a família Nicácio ia me dar ações como presente.

Marina não conseguiu mais se conter. Aquelas coisas pertenciam ao seu filho! Como ela poderia deixar Laura ficar com aquilo? Tomada pela raiva, ela deixou a galeria em fúria. Ao ver isso, Laura esboçou um leve sorriso.

Como esperado, naquela noite Henrique não dormiria bem.

Desde que ficou grávida, Marina estava ainda mais mimada. Antes, ela sabia como agradar Henrique, obediente e submissa, sempre fazendo tudo para agradá-lo. Mas toda mulher é ambiciosa. A posição de Sra. Nicácio só podia ter uma ocupante, e agora, no caminho dela, havia Laura.

Quando Marina soube que Henrique havia dado uma casa e ações a Laura, não conseguiu mais segurar-se e perdeu completamente a paciência. Henrique tinha acabado de voltar do trabalho, exausto, e queria abraçar Marina. Mas encontrou a mulher com os olhos vermelhos, acusando-o:

— Você só pensa na Laura, não pensa em mim! Você deu o seu dinheiro e a casa para ela e ainda vai se casar com ela. Henrique, você já pensou em mim e no nosso filho?

O rosto de Henrique escureceu por um instante, mas logo voltou ao normal, continuando a acalmá-la:

— O meu amor maior sempre foi você. Só estou me casando porque Laura me acompanhou por seis anos. Eu devo me casar com ela. Querida, só mais um pouco de paciência, tudo bem? Amanhã mesmo vou te entregar a casa na Baía da Lua Azul, e logo você poderá se mudar!

Marina revirou os olhos. Ela sabia que não podia pressioná-lo, só podia apressá-lo:

— Então vá logo.

Laura não esperava que Henrique voltasse. Ele estava com leves olheiras e exalava forte cheiro de bebida. Talvez por estar cansado, não quis mais fingir nada. O perfume dele tomou conta do ambiente. Ele se jogou no sofá, e o silêncio ao redor era quase palpável, até que Laura lhe serviu um copo de água morna. Ela estava apenas o observando, e de repente ele se levantou, envolvendo-a completamente nos braços:

— Querida, senti tanto a sua falta! Eles não paravam de tentar me embebedar. Por que você não veio me ajudar?

Laura permaneceu impassível. Nada do que ele dissesse conseguiria tocar o seu coração. Ela era exigente e tinha um tipo de pureza para o amor. Se o homem fosse infiel uma vez, não havia mais volta.

— Henrique, beba água e descanse. — Até mesmo ela ficou surpresa com a frieza da própria voz.

Henrique provavelmente percebeu que havia algo estranho, mas, para surpresa dela, ele apenas olhou fixamente e depois disse:

— Querida, posso deixar que um amigo meu fique na casa da Baía da Lua Azul? Ele acabou de voltar do exterior e não tem onde ficar.

— Tudo bem. — Laura respondeu sem hesitar, nem se deu ao trabalho de expor as mentiras óbvias dele.

Que amigo precisa morar na casa de um casal recém-casado? A família Nicácio tem tantas propriedades, e ainda assim ele escolheu justamente a casa do casal.

Henrique imediatamente se aproximou de Laura, tentando beijá-la, mas ela desviou.

— Comi algo, minha boca está com gosto estranho. — Ela disse.

— Querida, você está chateada? — Ele franziu as sobrancelhas. — Se você não quiser, a casa na Baía da Lua Azul...

— Não precisa. — Laura baixou os olhos. — Henrique, você sabe que eu nunca nego o que você me pede.

Algo pareceu tocar o coração de Henrique. Afinal, Laura sempre o mimava.

Nesse momento, o celular dele tocou. Henrique pegou o aparelho e atendeu imediatamente, observando a reação de Laura. Mas ela já havia entrado no quarto, sem se importar com quem ligava tão tarde. Ele suspirou aliviado, caminhando para a varanda para atender.

— Mari, amanhã vou te dar uma casa ainda melhor.

As palavras de Henrique eram claras. A casa na Baía da Lua Azul não seria mais de Marina.

— Henrique... — Ela ficou boquiaberta. — A noiva do Presidente não quis dar? Não tem problema, eu abro mão.

A voz tinha um leve choro. Henrique suavizou o tom, dizendo algumas palavras carinhosas antes de desligar. Mas Marina acrescentou:

— O bebê disse que sente falta do papai. Henrique, eu vou te esperar em casa hoje à noite.

O coração dele se aqueceu. Ele rapidamente apanhou o casaco e estava prestes a sair, mas, ao ver o copo de água sobre a mesa, parou.

Laura se manteve na porta, observando-o.

— Querida, a empresa pediu horas extras. Vou resolver algumas coisas. — Ele bebeu a água e partiu.

Laura jogou o copo no lixo. Ele havia tocado naquele copo, e para ela, estava sujo.

A pintura foi levada para o apartamento de Marina, pendurada na parede mais visível da casa, como se fosse um troféu pessoal.

Quando Henrique voltou e viu a obra, seus olhos se contraíram. Marina se encostava nele, exibindo-se, sem notar o olhar evasivo dele.

— Henrique, o que foi? — Logo, ela percebeu algo errado.

— De onde você tirou essa pintura? — Henrique afastou a mão dela e a colocou no colo, perguntando.

— Comprei em uma galeria. Dizem que comemora o amor. Achei simbólico, então comprei. — Marina sorriu, encostando-se na mão dele. — Vamos usá-la para celebrar o nosso amor.

Naquela noite, Henrique não conseguiu dormir. A pintura dominava sua mente. Ele pegou o celular, desceu silenciosamente da cama e olhou as horas. Um pressentimento ruim o atingiu, mas, ao ver que o casamento se aproximava, suspirou aliviado.

Tudo sob controle, certo?

Ele se inclinou para beijar Marina e, em seguida, saiu do quarto.

Do lado de fora, estava chovendo. Laura se encostou na janela. O que quer que tentasse desenhar no seu cavalete, não saía como queria. Ela havia pintado seus sentimentos por seis anos, pedir agora para ela pintar qualquer coisa parecia impossível.

Quando a porta se abriu, Laura congelou. Henrique havia voltado.

— Querida... — Sua voz baixa e rouca soou.

— Querida, nós vamos nos casar, certo? — Antes que ela pudesse reagir, ele a envolveu nos braços.

Laura riu, incrédula. Mesmo agora, ela ainda se enganava. Um abraço e algumas palavras de pena bastavam para amolecer seu coração.

— Sim, nós vamos nos casar. Eu nunca mentiria para você, Henrique. — Laura não sabia mentir, mas naquele relacionamento, era justamente isso que precisava fazer.

— Querida, será que hoje podemos fazer amor? — O olhar dele brilhava com intensidade. A mão firme segurava sua cintura.

Laura não entendia. Há um segundo, ele estava na cama da Marina, e no segundo seguinte, estava falando assim com ela.
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