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Capítulo 5

Author: Carol Reis
last update publish date: 2026-06-12 21:23:38

  Júlio Martim

 

     Acordo com o despertador tocando, a noite não foi das melhores mesmo com um banho demorei a dormir, entro no chuveiro e tomo banho. Vou para o closet escolho um terno azul marinho e uma camisa branca, pego uma gravata vermelha e o sapato e Voilá. Lindo, gostoso, cheiroso, e espera o perfume esqueci, pronto agora sim cheiroso.

“Acordei magnifico hoje.”— digo ao meu reflexo no espelho.

     Desço para a cozinha, Léia está de costas na pia vou de mansinho e agarro por traz.

    — Bom dia, minha gatona, já tem a resposta para meu pedido?— pego um pedaço de fruta que ela está cortando para a salada que faz para mim todos os dias.

— Sai pra lá garoto, e não tem pedido nenhum não, tome vergonha. — diz rindo me empurrando para colocar o café na mesa, me sento e continuo a provoca-la.

— Não acredito que me encantou, me fez cair de amores por você e agora não me quer. — faço uma cara de cão sem dono o que não faz nem diferença para ela.

—Já vi que esqueceu o olho de peroba não é menino, vai comer vai. E como passou a noite moleque danado?— fala tudo rindo e me servindo um pão e os acompanhamentos, já disse a ela que não gosto disso, mas ela não liga nunca me ouve então desisti.

— Passei a noite muito bem Léia e a sua como foi? As crianças estão bem?— pergunto tomando um gole do café.

— Estão todos bem querido pode ficar tranquilo, algo especial para o almoço? — nego com a cabeça e relaxo, os filhos dela deram um trabalho danado há um tempo atrás por conta de más companhias, graças a Deus de pois que tivemos uma conversa e mostrei para eles o caminho que aquilo levava nunca mais fizeram algo errado de novo.

— Já vou indo para o trabalho meu bem, quaisquer problemas com eles e se precisarem de ajuda sabe que pode contar comigo. — reafirmo o mesmo que lhe digo sempre.

Dou um beijo em seu rosto e pego o pote com a salada e saio sorrindo.

Chego ao trabalho em minutos graças ao pouco trânsito, abro a loja e espero o pessoal chegar.

A vejo chegando com uma calça das bocas largas, uma blusinha de manga com decote discreto na cor azul, que me enchem os olhos o cabelo de algum modo preso e um pouco solto sorrio mais ela nem me olha está conversando com o amigo.

Vejo que todos já chegaram e os chamo para minha sala, deixando a porta da loja fechada. Começo a reunião rápida.

— Bom dia, já que estamos todos presentes vou me apresentar e falar sobre as mudanças ok.

— Sim chefe.— todos assente em confirmação a resposta de Nico, não sei o porquê ainda mais Margaret disse que não posso chamá-lo pelo nome.

      — Sou Júlio Martim, ontem não consegui conversar com vocês porque tive que analisar os papéis e ver o que precisava melhorar. — explico sério e rápido, no trabalho costumo ser assim para que as coisas não desandem.

— Pretende demitir alguém?— pergunta Bruna a caixa da loja.

— De antemão não vou demitir ninguém, mas quero empenho de cada um de vocês nessa nova empreitada. Como sabem Margaret não consegui administrar mais e decidiu vender, aqui funcionava com três atendentes e um caixa e um repositor certo? —questiono diretamente Dhaedra, ela leva um tempo para responder e só o faz depois de levar um cutucão de Nico.

— Sim senhor.— responde firme mais ruborizada, acho isso uma maravilha da natureza.

— Vou mudar isso a partir de amanhã alguém se opõe. — falo negam e eu continuo. — Antes do almoço já passo para vocês com o será o novo funcionamento e quem irá mudar de cargo. Podem ir, você senhorita Dhaedra fica preciso tirar umas dúvidas.

Ela olha para o amigo acho que pedindo socorro, mas ele não faz nada para ajudá-la, assim que todos saem vou até ela dá um passo para o lado evitando me tocar, eu já quero o contrário sinto o cheiro cítrico e ao mesmo tempo doce que vem dela e isso me embriaga de uma maneira tão forte que perco o rumo por segundo.

— Preciso de sua opinião em um assunto. Qual dos seus amigos você acha que é mais bem colocado para atender as pessoas? Aquele que atrai mais. — digo me sentando na cadeira, ela se senta em minha frente e fica seria.

— Acho que deveria tirar suas dúvidas com o Nico, ele quem atende e tem mais propriedade no assunto.— desconversa sem nem ao menos me olhar, de certa forma isso me irrita e intriga muito.

— Quero a sua opinião senhorita e, por favor, olhe para mim quando falar comigo. — falo não te deixando alternativa a não ser responder.

— Tudo bem, Nico, Duda, e Jessica são o melhore em minha opinião.

— Porque não está nessa lista pelo que sei você também atende.— a instigo mais um pouco e ela dá de ombro.

— Quase não fico trabalhando como atendente, são algumas vezes na semana, e como viu meu humor não ajuda, não tenho paciência para lidar com dondocas e suas frescurinhas. — ainda evita me olhar e tenho a sensação de que ela teve os mesmos pensamentos que eu e não sabe como agir agora, claro né sou eu e meu instinto não me deixa pensar em outra coisa.

— Nesta lista Margaret deixou as considerações sobre seus funcionários, agora imagina minha cabeça ao ouvir você dizer que é uma das piores vendedoras, mas é uma das melhores segundo sua ex-chefe. — provoco e ela me olha espantada, mas o olhar muda para algo carnal, ficamos preso nessa química intensa e inexplicável.

— Você só acertou quando disse que Nico e Duda eram bons, porque a outra é uma das piores que já vi, aqui diz que seu amigo e a Jessica não está nem em um rank aceitável de vendas. Vou fazer as mudanças com base nela e já adianto que será a nova vendedora. — sorrio maroto para ela que ainda me olha tensa.

— Tudo bem senhor Júlio, manda quem pode, obedece quem tem conta para pagar né. Posso ir trabalhar agora? — diz meu nome de um jeito tão simples mais tão sensual que quase perco meu controle.

— Como passou a noite senhorita Dhaedra?— quando dei por mim já tinha perguntado, ela me olha de uma forma estranha e responde despretensiosa.

— Sim senhor a noite foi muito proveitosa, era só isso posso ir agora?— não contenho a minha cara de desgosto misturado com raiva pela resposta atravessada.

— Pode ir Dhaedra.— digo o mais seco e raivoso que consigo.

Ela tinha mesmo que dizer isso para mim, sou seu chefe merda, aquilo não é coisa que se diga, olho para ela saindo rebolando aquela bunda monumental, desço o olhar para as pernas torneadas pela calça e diga oi para meu pau duro, parece que isso vai ser constante até tê-la para mim.

Depois que ela sai volto ao trabalho e monto a planilha pelo que vi a loja tem uma situação melhor do que esperava, precisa só controlar os gastos até se estabilizar novamente.

Quase na hora do meu almoço, saio e chamo os funcionários deixando somente Bruna no caixa.

— Bom pessoal, chamei vocês aqui para falar sobre as mudanças, a partir de amanhã serão mantidos os três vendedores e dois caixas. Caixa ficará com Bruna e agora Jessica, você Dhaedra, Nico e Duda, ficaram responsáveis pelo depósito e atendimento, no depósito que era somente de uma pessoa agora será uma semana de cada, começando por Nico e depois seguimos a sequência. Por enquanto é só, alguma dúvida?— todos negam com a cabeça.

— Pelo que sei os almoços são alternados peço que os mantenham assim, de resto está tudo bem, bom almoço a vocês.— digo e me viro para ir almoçar mais não antes de dar uma piscadela disfarçada para minha morena que me lança um olhar incrédulo.

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