LOGINDhaedra Paixão
O dia de hoje não foi tão ruim como o de ontem graças ao bom Deus, mas ainda sim teve algumas coisas estranhas. Me repreendo mentalmente só de lembrar. “Começou comigo me arrumando mais do que o normal, até mesmo Nico estranhou, mais isso até dá para justificar, chego no trabalho teve a apresentação do senhor gostoso opa do senhor Júlio Martim, o meu pai até o nome do homem arrepia e faz a gente babar (Não disse por onde). Por enquanto tudo bem tranquilo nada tão esquisito, quando ele me mandou ficar em sua sala, a única coisa que eu queria era agarrá-lo e provar tudo que sonhei e pensei na noite passada. Mas foquei no chão para não ficar presa naquela teia de sedução infinita que ele tem. “ “Pediu minha opinião no assunto de vendedores, me seguro para não responder de primeira, mas ele não me deu escolha, a situação para minha calcinha piorou quando ele me deu a ordem de olhá-lo nos olhos, obedeci e fiquei hipnotizada em seus olhos castanhos escuros meus pensamentos sórdidos não me deram paz um segundo sequer.” “Mais uma vez ele fez algo que me espantou, perguntando como eu passei a noite, não hesitei em dizer que foi proveitosa, foi aí que vi algo mais estranho ainda, fechou a cara do nada com uma expressão tempestuosa e enciumado, me dispensou da sala e fui para o trabalho, confesso que fiquei toda arrepiada e adorei o que vi.” — Vamos almoçar no restaurante de sempre?— questiona Nico, já que nosso almoço é no mesmo horário. — Com certeza vamos querido.— sou interrompida por nosso chefe que pede uma reunião rápida em sua sala. — Bom pessoal chamei vocês aqui para falar sobre as mudanças, a partir de amanhã serão mantidos os três vendedores e dois caixas. Caixa ficará com Bruna e agora Jessica, você Dhaedra, Nico e Duda, ficaram responsáveis pelo depósito e atendimento, no depósito que era somente de uma pessoa agora será uma semana de cada, começando por Nico e depois seguimos a sequência. Por enquanto é só, alguma dúvida?— como negamos ele prossegue. — Pelo que sei os almoços são alternados peço que os mantenham assim, de resto está tudo bem, bom almoço a vocês.— fala se virando para sair olho para ele, E ELE PISCOU PARA MIM E DEU UM SORRISINHO DE LADO INFELIZ E SEDUTOR. Desculpe mais tive que gritar, em pensamento mais gritei ok, não me julguem. Não sei o porquê ele fez isso mais o infeliz está me deixando ainda mais louca provocando assim, e nem posso falar nada na frente de todos. — O que houve amiga parece que viu um fantasma.— me assusto com Nico, como ele estava tão próximo e nem o vi. — Acho que estou ficando louca meu amigo, vamos almoçar?— desconverso pegando minha bolsa para sair, filho de uma parideira, onde já se viu provocar sua funcionária desse jeito. — Vamos sim.— diz me olhando ressabiado. Depois que voltamos do almoço a tarde passa de pressa. Saio da loja com meu melhor amigo, nos despedimos no portão e entro me jogo no sofá para relaxar. Desperto com o toque do meu celular nem tinha percebido quando dormi. — Alô, oi mamãe tudo bem?— atendo o telefone. — Oi filhota como você está? Sumiu e não liga mais para sua velha mãe.— responde já me cobrando. — Estou bem mamãe, sabe que ando com a vida corrida aqui e sempre te ligo. — Quando vem nos visitar? Sabe que eu e Sérgio sentimos sua falta aqui em casa.— diz em um tom saudoso, ignorando meu protesto. Quando minha mãe se separou do meu pai foi uma época de muito sofrimento para nós duas, ela ainda o amava muito, e eu via como um príncipe encantado, mas ele não nos via assim, traiu a minha mãe mais vezes do que descobrimos, eu sofri por ver que meu príncipe na verdade era um ogro, ela sofreu por perder seu amor, apoiamos uma à outra até a chegada do Sérgio, um advogado e amigo. E trabalhava em uma indústria de tecnologia industrial. Dona Sílvia melhorou muito depois disso e agora afirmo que está mil vezes melhor do que antes. — Sei que sim mamãe, prometo ir o mais rápido que puder, estou com muita saudade de vocês também. — digo emotiva, ela percebe e procura outra forma de me cutucar para não me ouvir choramingando. — Já me arrumou um genro Dhae? Ou ainda vai me enrolar até ficar tão velha que não poderei brincar com meus netos ou até mesmo morrer antes de conhecê-los.— esfrega na minha cara meus anos de encalhada sem dó, para que inimigo com uma mãe dessa. — Pra que inimigo né mãe, e ainda não, a senhora sabe que está muito nova para morrer. — Filha desnaturada essa minha filha meu Deus, nem para realizar os desejos de uma mãe tão boa quanto eu. — nem se acha né. Continuamos a conversa e marquei de passar o domingo com ela. Levanto do sofá e vou fazer um macarrão para o jantar rápido e prático, termino o preparo me sirvo e começo a comer, mais pensamentos vão para o doido do meu chefe, não sei quais suas intenções mais não facilitarei em nada para ele, principalmente se as intenções e pensamentos dele forem parecidos com os meus. Acabo de comer e lavo a louça e vou me preparar para dormir, amanhã ainda é sexta-feira. Acordo e fico enrolando para me levantar, sou o tipo de pessoa que coloca o despertador uma hora antes do horário certo e ainda para despertar de dez em dez minutos, desisto de continuar deitada e vou para o banho. Já de banho tomado coloco um vestido gola alta e mangas três quarto na altura do joelho, uma sandália plataforma nude ajeito meu cabelo curtinho prendendo as pontas do lado esquerdo para trás com uma presilha de pérola, passo uma maquiagem básica e um batom rosa claro, perfume e desodorante, “prontinho” digo dando uma voltinha em frente ao espelho aprovando tudo. Pego minha bolsa da cor do vestido desço para esperar o Nico em frente ao prédio como sempre faço. — Nossa amiga você está um arraso hoje, tem motivo especial? Sabe se eu fosse homem de verdade pegava e muito. — elogia me rodopiando, faço não com a cabeça para sua pergunta, dou tchauzinho para o porteiro e vamos para o trabalho. — Deu ontem, não é veado, está todo corado e com um sorriso maior que o do coringa.— provoco já sabendo a resposta. — Claro que dei e muito, a noite toda e queria mais sou pobre e preciso trabalhar então tive que sair de casa e deixar ele lá, lamentável viu lamentável.— responde com um ar decepcionado, mas rindo. — Não acredito que saiu com alguém ontem e não me contou, você já foi mais meu amigo.— faço uma cara de tristeza fingida. — Pode parar com o drama, eu não sai com ninguém, só conheci o meu novo vizinho de porta que para minha alegria é um boy lindo, gostoso e safado. Estava fazendo janta ele foi me pedir ajuda com o painel da luz de seu apartamento que não sabia como ligar, ajudei conversamos por um tempo aí o chamei para jantar lá em casa já que a minha comida já estava pronta, começou rolar um clima mais tenso do que já estava desde que coloquei os olhos nele. Resumindo depois do jantar virei a sobremesa dele e ele a minha. — explica a situação rindo mais corado do que já estava, começo a rir dele e desejo boa sorte com esse boy magia. Chegamos ao trabalho e vamos guardar as coisas, começamos a atender a clientela, a loja fica mais tranquila e nos juntamos na frente do caixa. — Pessoal vamos ao pub de sempre hoje?— chama a Duda. — Eu e Dhae vamos sim, vamos sair direto daqui né?— todos concordam e fica combinado assim. Seguimos o dia de trabalho tranquilo, estou ansiosa para ir ao pub quem sabe não é hoje que mato minha saudade de um corpo masculino qualquer.O grande dia chegou. Olho para a minha barriga quase explodindo e sorrio.— Calma, meninos, ainda falta um tempo para vocês saírem. — Brigo com eles e faço um carinho para diminuir os chutes.Hoje faremos mais um ultrassom para ver como estão; o último foi há quase um mês. Entramos na sala do médico, e ele sorri.— E aí, mãezinha, como está hoje? — Me sento em frente à mesa dele.— Cansada, doutor.— Imagino que está bem pesado aí. — Ele aponta para a barriga; concordo com a cabeça.— Bastante. — Ele acena e vem para o meu lado.— Vamos medir esses pequenos? — Ele estende a mão; seguro, e o Beni pega pelo outro braço. Os dois me ajudam a levantar e me colocam na maca.Graças a Deus a recuperação foi ótima — hoje tenho somente a cicatriz na barriga, e as das pernas mal dão para ver. O pé deu um pouco mais de trabalho para tirar o gesso, e mesmo depois de tirado ainda manco um pouco; o doutor disse que é normal, e
Como é bom estar em casa.Ontem recebi alta no fim de tarde, e tivemos um pequeno pé de guerra para sair do hospital — sorrio só de lembrar a confusão."Ela ficará lá em casa, tem bastante espaço." — Minha sogra diz."Não, ela ficará na casa dela. Eu estarei lá para tomar conta." — Minha mãe grita do outro lado, e eu começo a ficar apreensiva."Mas em casa tem espaço para vocês também." — Meu sogro diz em tom apaziguador."Uma casa enorme, e se ela precisar de socorro, até chegarmos lá demora." — Minha mãe alega, como se eles morassem no Maracanã."Acho que minha opinião vale também." — Entro no meio, tentando mostrar que estou acordada e não moribunda.As duas me olham numa disputa silenciosa para ver quem eu escolho. Realmente era o que me faltava — ciúmes entre as duas."Vou ficar em casa, mas deixarei a disposição para ir para a sua se precisar, Dete. Meus pais ficarão por um tempo, então vou aproveitar, tud
Estou nervosa; as mãos estão suando frio. Quero muito ver meu bebê, saber como ele está com os meus próprios olhos.— Vamos fazer um ultrassom transvaginal para vermos melhor, tudo bem? — Fico com vergonha, mas concordo. O Beni já viu tudo, mas ainda é constrangedor.Ele apoia minhas pernas na maca com cuidado e prepara o aparelho. Sinto um gelinho, mas me acostumо; ele começa. Vira a tela para o nosso lado, e escuto um chiado, depois um barulho forte e ritmado.— Olha só o coração do nosso campeão. Espera — isso eu não tinha visto no primeiro exame. — Gelo. Será que tem algo errado?— Tem algo errado, doutor? — O Beni pergunta primeiro.— Não, esperem só um pouquinho. — Pego a mão dele e aperto; ele devolve o aperto, e o rosto dele estampa a mesma preocupação que o meu.— Isso mesmo, olha só. — O médico fala consigo mesmo e abre duas telas na TV.— Olha a surpresa — esse pequeno estava escondido. Querida mãezinha, dê ol
Saio do quarto extasiado. Me encosto na parede e começo a chorar; me sento no chão e choro de alegria, de gratidão a Deus por cuidar não só da minha mulher, mas do meu filho também.— Obrigado. Obrigado.Não faço ideia de quanto tempo fico ali. Meus sogros saem do quarto, e ele me ajuda a me levantar.— Ela está bem, querido. Respire fundo — é hora de ficar ao lado dela. — Minha sogra diz, me consolando.Ela está certa. É hora de mostrar que vou estar com ela para sempre.— Vou fazer isso, sogra.Beijo a testa dela e saio correndo. Vou até o carro buscar a aliança que já tinha comprado — e não a encontro. Devo ter deixado na empresa. Dou partida e vou buscar.Vasculhei a sala toda e não achei; perguntei ao Carlos e ele também não encontrou. Droga, onde fui enfiar essa coisa — vou olhar em casa.— Sr., boa tarde. Queremos notícias da Lua. — Ainda tenho um resíduo de raiva dele por estar de conversa com a minha mu
Pisco os olhos lentamente. Onde estou?Por que essa luz está tão clara assim?Tive um sonho estranho — acidente, e eu grávida. Olha a loucura. Abro os olhos e olho em volta: esse não é o meu quarto.Não foi um sonho.Meu coração acelera, e as lembranças enchem minha cabeça. Estou viva. Estou aqui. Obrigada, Deus. As lágrimas descem molhando minha orelha — alívio, puro alívio de estar viva. E o bebê?Me recordo do médico dizendo isso antes de tudo ficar escuro; o alívio dá lugar à preocupação.Tento mexer o pé para me levantar, e a barriga repuxa. Droga — não vou conseguir sair daqui. Tento de novo e reparo que tem algo pesando nos pés. Me ajeitо um pouco de lado, mas dói; solto um gemido.— Ai, droga. — O Beni se levanta num pulo.— Florzinha, você acordou. Está bem? Está com dor? Vou chamar o médico. — Ele se apavora, e eu choro; é tão bom vê-lo. Pensei que nunca mais poderia olhar para esse rosto que tanto amo
Medo.Paro o carro na entrada do hospital e corro em pânico para a recepção.— Lua Amaral, ela sofreu um acidente. Me disseram que estava vindo para cá. — Quase grito com a senhora sentada atrás do balcão.— Ela ainda não deu entrada. — Ela nem termina de falar, e a ambulância para na porta.Corro para a entrada, e o que vejo me faz perder as forças: a camisa dela vermelha de sangue, uma mulher segurando-a pela barriga, a calça toda rasgada nas pernas. Tento me aproximar, mas o paramédico me para.— Senhor. — Dario me chama, mas não tiro os olhos dela. Deus, cuide da minha mulher.— Senhor, foi a Amélia. — Ele fala de novo. Vou acompanhando a maca com os olhos e trava na entrada da emergência. Começo a andar de um lado para o outro.— Precisamos fazer a ficha dela. Alguém tem os documentos? — Não olho quem perguntou; continuo andando.— Eu devia ter estado lá. Não devia ter deixado ela sozinha. Porra, é culpa mi







