FAZER LOGIN— Por que você não me contou na hora? — Essa foi a única coisa que a Luana reclamou.Ela queria ser a primeira a dar os parabéns para a melhor amiga.Lorena disse:— A gente está junto faz só alguns dias. E... eu fiquei com vergonha de te contar.— Vergonha de quê?— Hahahaha. Eu não sei. Só fiquei com vergonha.Luana disse:— Tá bom, eu te perdoo.Monica, claro, manteve tudo no profissional. Ela disse para Leandro e Lorena que ficou feliz por eles e deu os parabéns.Monica era uma das executivas do grupo e o braço direito de Dante.Como mulher de 30 e poucos, ela passava uma sensação de força. Por fora, era aquele tipo totalmente focado em carreira, com um ar de não se aproxime.Ninguém perguntava quando ela ia namorar, porque a atitude dela deixava claro que ninguém achava que ela precisava de um relacionamento.Igor também parabenizou o amigo.Eles tinham mais ou menos a mesma idade. Dante e Leandro tinham alguém, só ele não. No dia a dia, o pessoal não ficava pressionando ele a nam
Luana sempre se preocupou muito com Lorena. Mesmo sem estar ao lado dela, falava com ela todos os dias, perguntava como ela estava.Ela conseguia sentir que Lorena estava melhorando aos poucos.Hoje, quando viu Lorena, Luana deixou Leandro de lado e foi direto nela.— Você está muito melhor do que antes. Fico tão feliz por você! — Luana enlaçou o braço de Lorena e ficou bem colada nela.Lorena, ao ver Luana, nem ligou para Leandro.As duas se juntaram e começaram a conversar. Conversar sempre aliviava.Poderem ter se encontrado nessa vida deixava as duas felizes. As melhores amigas da vida.Dante percebeu aquilo na hora e ainda lançou um olhar para Leandro.Leandro estava ao telefone, falando com Igor, André, Monica e outras pessoas.Quando desligou, viu as duas amigas juntas e não foi segurar vela. Puxou uma cadeira e foi sentar com o amigo.Dante perguntou:— Demorou, mas enfim conseguiu.— Não dá para esconder de você, você pega de cara. — Leandro disse. — Demorou mesmo, mas o resul
Leandro ergueu a sobrancelha.— É um elogio bem interessante.— Uma energia assim, tão limpa, dá vontade de chegar mais perto.— Ah. E ainda vem mais coisa boa?Lorena disse:— Vem. Eu quero muito ficar perto de você. E, para falar a verdade, estar com você me faz bem. Eu fiquei a tarde inteira com você e o meu estado melhorou de verdade.Leandro estava acostumado a ouvir elogio. Ele achava que não ia sentir nada com isso.Só que, agora, ele ficou meio bobo. Foi uma sensação boa demais, como se fosse a primeira vez.— Eu fico feliz de te dar essa sensação.Lorena disse:— Então vamos ficar juntos.Leandro travou.Lorena olhou nos olhos dele e falou o que estava no coração:— Eu queria achar um momento perfeito para te dizer isso. Você sabe que eu ligo para essas coisas. Mas eu percebi que o melhor com você é justamente esse dia a dia leve. Então não precisa ficar procurando momento. Eu quero ficar com você agora.Ela falou de verdade, do fundo do peito:— Sr. Leandro, você foi efetiva
Lorena teve que admitir que as palavras do Leandro acertaram em cheio.Por falta de segurança, ela confirmava de novo e de novo se a outra pessoa realmente queria escolher ela. E, em tão pouco tempo, tanta coisa tinha acontecido. Lorena parecia já ter encontrado a resposta.Leandro era confiável. Aquele calor que ele tinha era o que ela sempre desejou desde pequena. E, mais do que isso, ele estava de fato ao lado dela, e não só por causa de sexo.Sinceramente, essa empolgação de ir para a cama qualquer um tem. Mas alguém que consiga ficar com ela, passar um tempo sem pressa, matar o tédio junto, isso é raro. Ainda mais alguém com quem a convivência seja leve, que encaixe.Lorena olhou para ele:— Obrigada por você querer ficar comigo.Leandro olhou de volta, com um olhar suave:— Não me agradece. Você já conhece o meu jeito. Eu só faço o que eu tenho vontade de fazer. Eu vim ficar com você porque eu quis. Isso é o que eu quero. E ainda me dá um monte de alegria. Eu é que tenho que te
Leandro deu um peteleco na testa de Lorena e soltou:— Você ainda não aprendeu a relaxar nem quando está tentando se recompor? Todo dia assim... Você não cansa, Srta. Lorena? Vem comigo. Não pesa tanto a cabeça. Aproveita um pouco.Lorena sempre viveu no esforço, como se não soubesse ficar parada.Não era falta de tempo. Era que, quando ela parava, vinha a ansiedade. Então ela enchia a agenda. Se algum sentimento aparecia, ela empurrava para depois, deixava as coisas passarem na frente.Ela quase nunca se permitia simplesmente viver o tédio.E, como era jovem e cheia de energia, ela ainda achava que aquele ritmo não era tão pesado.Só que agora o pai tinha acabado de morrer. Ela precisava descansar, acertar corpo e mente, para conseguir se levantar de novo.Mas talvez os velhos hábitos realmente não mudassem. Lorena não estava conseguindo aproveitar o descanso como deveria.Mesmo deitada, a cabeça dela continuava cheia de coisas.E aí não adiantava. Ela continuava cansada.Leandro via
A porta mal abriu e Leandro não entrou de cara. Ele olhou Lorena de cima a baixo, de um jeito bem óbvio, como se estivesse dizendo sem palavras que estava examinando ela.Lorena ficou sem graça. Nos últimos dias, ela não estava bem e não tinha cabeça nenhuma para se cuidar.Só que, para a surpresa dela, o olhar dele estava cheio de admiração.— Então essa é a versão real da nossa Srta. Lorena... Nível de deusa.Lorena sabia que estava com os olhos vermelhos, com olheiras, o rosto pálido, e o cabelo todo bagunçado. Não tinha nada de deusa ali. Ela nem entendia como ele conseguia elogiar com tanta cara de pau.Só que o jeito dele era sincero, como se ele realmente acreditasse nisso.Sem disposição para bater boca com ele, Lorena disse, sem forças:— Entra.Leandro passou por trás dela e soltou, do nada:— A luz aí em cima nem está acesa.Lorena travou, sem ter entendido direito.— O quê?Ela sentou no sofá e se jogou para trás, mole.Leandro sentou ao lado dela, colocou o canudo no chá c
Isabela, apesar de ter dado à luz Dante, foi uma gravidez inesperada. Antes mesmo de ele nascer, ela nunca tinha pensado em ser mãe, mas também não cogitou interromper a gestação quando descobriu.Depois veio a notícia do casamento de Ângelo e, em seguida, a morte do pai dela. Tudo aconteceu de uma
Clara já estava acostumada a falar assim. Na verdade, ela, a Luana e mais alguns colegas do setor de secretariado tinham um grupo privado, quatro ou cinco pessoas, mas todo dia rolava mensagem. Ninguém precisava responder por obrigação, era só escrever quando tivesse vontade, compartilhar coisas do
Luana usava hoje um sobretudo preto leve, justo na cintura, terminando logo acima do quadril. O cinto marcava perfeitamente sua silhueta.Por baixo, uma calça preta do mesmo tom e botas de couro de cano médio, com a barra da calça presa por dentro.Alta, toda de preto, sob a luz da lua e dos postes,
Júlia só queria desabafar, não pensava que Henrique realmente viria pessoalmente buscar, afinal, a viagem de carro levava várias horas.Só que o temperamento do irmão estava cada vez pior!Ela agora falava e ele já não suportava?Como assim, não tinha um pingo de paciência?De repente, Júlia lembrou







