Mag-log inSofia sabia da existência de Dante e ainda assim conseguiu levá-la embora. Isso mostrava que ela não tinha medo de ser alcançada por ele. No começo, Luana não tinha entendido. Agora, entendia.A atitude de Sofia com ela era muito boa, e havia uma intenção clara de se aproximar.Ela tinha confiança de que conseguiria conquistar boa vontade ali. Por isso, não se importava se Dante tinha vindo atrás ou não.Luana não conseguiu evitar lançar um olhar para Sofia.Ela estava apenas atrás de algo novo e divertido, ou havia outro objetivo por trás?Se fosse a primeira opção, pura curiosidade, ela deveria tê-la procurado muito antes.Se fosse a segunda, então era ainda mais improvável.Aos olhos de todos, Sofia era filha única, herdeira de uma família rica da Cidade J. Não lhe faltava nada. Em qualquer aspecto, estava em vantagem. O que Luana tinha, Sofia provavelmente nem daria valor. Afinal, as empresas que Joaquim lhe deixaria eram todas gigantes do entretenimento, de primeira linha no paí
Talvez, no futuro, ao ver outras pessoas sendo mimadas pelos pais, Luana sentisse um aperto no coração.Mas quem sempre foi o seu pilar espiritual era a mãe. Depois que a mãe morreu, não havia nada que Luana não pudesse aceitar, nada que não conseguisse suportar.Era só que, de repente, Luana tinha perdido um pouco do ânimo. Um pai tão decepcionante e irresponsável, como filha, sempre existia aquele nó difícil de engolir. Por isso, naquele momento, o humor estava baixo. Mas bastaria um tempo e ela conseguiria jogar tudo para o fundo da mente.Sofia percebeu a mudança de humor dela e perguntou:— Você ainda quer ir procurar o Joaquim?Como Luana nunca chamou Joaquim de pai, Sofia também evitou usar esse título.— Não vou. — Disse Luana. — Me leve ao aeroporto.— Vai embora tão rápido assim?— Não tenho mais nada para resolver.Luana estava sem expressão. Ainda há pouco tinha energia para sondar Sofia. Agora, não tinha mais. Só queria ficar sentada.— Você veio até aqui por causa da c
Sofia não demonstrou o menor sinal de vergonha e caiu na gargalhada.Depois de rir, lançou um olhar para o segurança.O segurança se levantou imediatamente e deu lugar.Sofia, que estava sentada de frente para Luana, ocupou o lugar dele e sentou-se ao lado dela.Luana também vestia um moletom preto, igual ao de Sofia. As duas irmãs sentadas juntas, embora tivessem temperamentos completamente diferentes, e os traços lembrassem mais as respectivas mães, sem serem tão parecidas, ainda assim criavam uma atmosfera sutil, difícil de ignorar.De repente, Sofia segurou um dos braços de Luana e se inclinou para perto dela.— Sentimentos podem ser cultivados. Antes houve muitas coisas desagradáveis entre nós, mas se daqui pra frente houver mais momentos bons, não resolve?Luana olhou com atenção para os olhos de Sofia. Diziam que os olhos não mentem, e ela queria encontrar ali qualquer sinal de provocação.Mas não havia.A aproximação deliberada de Sofia parecia, de fato, uma tentativa de criar
Elas tampouco tinham qualquer tipo de sentimento de ajuda mútua.Pelo contrário, havia uma forte sensação de estar sendo feita de palhaça por Sofia, como se bastasse ela dizer algumas palavras bonitas para que todas tivessem de encenar uma irmandade profunda.Luana se sentia péssima.Ela simplesmente não conseguia entender por que Sofia tinha uma personalidade daquele tipo, era completamente diferente da imagem de “dama da alta sociedade” que Luana imaginava.Sofia observou o rosto de Luana, cheio de descrença e com uma expressão claramente irritada, à beira de perder a paciência, e acabou ficando um pouco mais séria.— Fazer uma coisa pode ter muitos objetivos. Alguns vêm de brinde. Dizer isso em voz alta ainda pode render boa impressão. Então por que eu não poderia dizer?Sofia continuou:— Luana, se você não acredita, não tem o que eu possa fazer. Se não acredita nesse objetivo, pode acreditar em outro. Por exemplo, eu me cansei da Joana e preferia que ela nunca mais viesse me incom
Depois de entender todo o encadeamento dos fatos, Luana olhou pra ela:— Tudo isso que você disse… como é que eu acredito em você?Sofia deu dois tapinhas no apoio de braço e admitiu:— De fato, isso é só a minha versão. Não é fácil você acreditar em mim. Mas eu não teria coragem de te enganar.Quando soube que tinha ganhado uma irmã, no começo Sofia sentiu repulsa, insatisfação, chegou até a querer destruir essa existência.Ela não queria que ninguém viesse disputar o que era dela.Mas, à medida que foi conhecendo Luana, quase toda vez Luana acabava surpreendendo, sempre além do que ela esperava.Ou melhor, Luana tinha personalidade. Não era o tipo de pessoa que bastava olhar duas vezes pra achar comum e sem graça.Aos poucos, o sentimento de Sofia foi se transformando em curiosidade.Depois, ela viu Luana passar por muitas situações ruins.Era como quem fica apenas assistindo de fora, Sofia queria ver que tipo de reação Luana teria.Dessa vez, ao vir pra Cidade J, era óbvio que Luana
Sofia se inclinou um pouco mais pra perto, o canto da boca se ergueu. Os olhares se encontraram:— Não tá curiosa pra saber por que eu disse que tinha que me parabenizar também?Luana olhou pra ela e respondeu, com indiferença:— Tô curiosa.Depois que a mãe morreu, Joaquim nunca mais entrou em contato com ela nem com David. Era como se tivesse morrido também.Há muito tempo, Luana já não tinha pai no coração.E então Sofia apareceu de repente.Desde que Luana descobriu que Joaquim tinha outra filha, surgiram muitas perguntas dentro dela.Algumas coisas ela precisava esclarecer.A expressão serena de Luana fez Sofia querer rir sem motivo algum.— Me parabenizar por ter virado tia.Luana não respondeu.— Desculpa, não deu tempo de preparar um presente para os meus sobrinhos.As sobrancelhas de Luana se franziram.Ela encarou com atenção aquele rosto suave e aparentemente inofensivo de Sofia, sentia apenas absurdo.— Você tá falando sério?— Apesar de essa ser a nossa primeira conversa,







