MasukLuana ficou sem palavras.Sofia realmente sabia como soltar uma bomba.— Se não vão casar, então entrem no carro logo. — Disse ela, virando as costas sem nem olhar para Dante.Luana não ligou. Era Sofia quem tinha se oferecido para levá-la ao aeroporto, então que esperasse. ¬¬¬¬— Vai esperar um pouco ali. — Disse ela ao segurança.Ele pensou por um instante e obedeceu, afastando-se. A patroa dele andava tratando Luana com muito cuidado, e ele não se atrevia a contrariar.Luana ainda tinha coisas a dizer e, para não ser interrompida por Sofia, deu alguns passos para o lado.Dante a seguiu.Luana olhou a paisagem da rua e depois para ele. O Sr. Dante, com seu rosto e postura impecáveis, era como uma montanha, serena, firme. E aqueles olhos profundos, sempre tão intensos, tinham um olhar que pesava, mas que, em qualquer momento, prendia o olhar dela.Luana pensou um pouco e disse:— Dante, eu sei o que você quer.Os dois se encararam.— Nos últimos tempos aconteceu muita coisa. Eu não q
Luana não esperava que a punição fosse, de fato, forçar a ida ao exterior.Dante falou aquilo como se estivesse punida uma estranha sem importância, sem carregar o menor traço de emoção.Na verdade, Luana até admirava Joana. Diante de um homem tão frio, como ela conseguiu gostar dele por tantos anos sem jamais pensar em desistir? Se Joana soubesse dessa frieza de Dante, será que sentiria que saiu perdendo?Mas sentimentos nunca seguem a lógica. Para quem vê de fora, parece algo sem valor. Só quem está dentro sabe por que não consegue largar.Naquela época, Luana insistiu de forma estúpida por três anos.Só quando a própria pessoa desperta é que consegue sair disso.De qualquer forma, Joana foi despachada para fora do país. Com o temperamento de Júlia, ela com certeza iria atrás para dar uma boa surra e extravasar, caso contrário sentiria que a briga de hoje teria sido em vão.Luana comentou:— Dessa vez, o Igor não deve dizer nada.Dante respondeu friamente:— Ele também não se atre
Luana lançou um olhar profundo para Sofia. Não disse nada e tentou descer do carro, mas teve o braço puxado por ela. A intenção era óbvia, se não concordasse, Sofia não a deixaria sair.Se aquele impasse continuasse, talvez acabasse chamando a atenção de Joaquim. Só de pensar em Joaquim, Luana sentia repulsa. Não queria, de jeito nenhum, levar aquilo até ele.Por isso, no fim, Luana assentiu:— Tá bom. Vou falar com ele direito.Se não fosse esse imprevisto de hoje com Júlia, Luana teria resolvido o que tinha de resolver e ido embora.Sofia sorriu na hora:— Olha só como minha irmãzinha é boazinha.Luana sentiu um arrepio subir. Sofia estava encenando algum papel? Não achava isso meloso demais? Tirando os confrontos silenciosos do passado, aquela era, na prática, a primeira vez que se encontravam. Com o temperamento de Luana, era simplesmente impossível ser tão calorosa assim. Eram personalidades completamente diferentes.— Que cara de desprezo é essa? — Sofia não resistiu e comento
Sofia sabia da existência de Dante e ainda assim conseguiu levá-la embora. Isso mostrava que ela não tinha medo de ser alcançada por ele. No começo, Luana não tinha entendido. Agora, entendia.A atitude de Sofia com ela era muito boa, e havia uma intenção clara de se aproximar.Ela tinha confiança de que conseguiria conquistar boa vontade ali. Por isso, não se importava se Dante tinha vindo atrás ou não.Luana não conseguiu evitar lançar um olhar para Sofia.Ela estava apenas atrás de algo novo e divertido, ou havia outro objetivo por trás?Se fosse a primeira opção, pura curiosidade, ela deveria tê-la procurado muito antes.Se fosse a segunda, então era ainda mais improvável.Aos olhos de todos, Sofia era filha única, herdeira de uma família rica da Cidade J. Não lhe faltava nada. Em qualquer aspecto, estava em vantagem. O que Luana tinha, Sofia provavelmente nem daria valor. Afinal, as empresas que Joaquim lhe deixaria eram todas gigantes do entretenimento, de primeira linha no paí
Talvez, no futuro, ao ver outras pessoas sendo mimadas pelos pais, Luana sentisse um aperto no coração.Mas quem sempre foi o seu pilar espiritual era a mãe. Depois que a mãe morreu, não havia nada que Luana não pudesse aceitar, nada que não conseguisse suportar.Era só que, de repente, Luana tinha perdido um pouco do ânimo. Um pai tão decepcionante e irresponsável, como filha, sempre existia aquele nó difícil de engolir. Por isso, naquele momento, o humor estava baixo. Mas bastaria um tempo e ela conseguiria jogar tudo para o fundo da mente.Sofia percebeu a mudança de humor dela e perguntou:— Você ainda quer ir procurar o Joaquim?Como Luana nunca chamou Joaquim de pai, Sofia também evitou usar esse título.— Não vou. — Disse Luana. — Me leve ao aeroporto.— Vai embora tão rápido assim?— Não tenho mais nada para resolver.Luana estava sem expressão. Ainda há pouco tinha energia para sondar Sofia. Agora, não tinha mais. Só queria ficar sentada.— Você veio até aqui por causa da c
Sofia não demonstrou o menor sinal de vergonha e caiu na gargalhada.Depois de rir, lançou um olhar para o segurança.O segurança se levantou imediatamente e deu lugar.Sofia, que estava sentada de frente para Luana, ocupou o lugar dele e sentou-se ao lado dela.Luana também vestia um moletom preto, igual ao de Sofia. As duas irmãs sentadas juntas, embora tivessem temperamentos completamente diferentes, e os traços lembrassem mais as respectivas mães, sem serem tão parecidas, ainda assim criavam uma atmosfera sutil, difícil de ignorar.De repente, Sofia segurou um dos braços de Luana e se inclinou para perto dela.— Sentimentos podem ser cultivados. Antes houve muitas coisas desagradáveis entre nós, mas se daqui pra frente houver mais momentos bons, não resolve?Luana olhou com atenção para os olhos de Sofia. Diziam que os olhos não mentem, e ela queria encontrar ali qualquer sinal de provocação.Mas não havia.A aproximação deliberada de Sofia parecia, de fato, uma tentativa de criar







