Compartir

Capítulo 4

Autor: Romênia
last update Fecha de publicación: 2026-05-11 10:16:49

Quando Radael passou pelo ponto de ônibus, olhou para ver se vinham carros e a viu deitada, encolhida, dormindo. Desceu do carro imediatamente, sem acreditar no quanto ela estava vulnerável, aproximou-se e a tocou de leve no ombro.

— Darla? Acorde. O que está fazendo aqui? Não conseguiu ir para a cidade?

Ela despertou assustada, com medo nos olhos, o coração acelerado, sentiu o peito apertar, os olhos lacrimejarem e a cabeça latejou. Sentou-se, esfregando os olhos, e sentiu certo alívio ao reconhecê-lo.

— Eu não tenho para onde ir.

Mexeu no decote do vestido, tirou a nota de cinquenta reais amassada e estendeu a mão, oferecendo-a.

— Tome, de volta. Não vou usar. Eu… eu vou voltar para casa.

Levantou-se mancando, nitidamente abatida.

— Eu errei em fugir. Não foi a primeira vez que apanhei, nem será a última. Idiotice minha sair assim. Agora vou ter mais problemas ainda.

Radael pegou o dinheiro, enfiou no bolso da camisa, virou-se em direção ao carro e falou, com firmeza:

— Venha. Você pode ficar na fazenda até encontrar para onde ir. Alguns dias apenas, uma semana no máximo.

— Não precisa se deitar comigo — acrescentou, aproximando-se para ampará-la.

Pegou-a no colo como se fosse uma boneca, leve, colocou-a no carro, ela começou a chorar e apenas disse:

— Obrigada.

Ao ligar o carro percebeu que ela tremia de frio, toda encolhida e silenciosa. Voltaram para a fazenda. Quando chegaram, ele falou antes de descer:

— Espere, vou ajudá-la.

Saiu rápido, abriu a porta dela, pegou-a no colo e levou-a para um dos quartos. Tudo era muito arrumado, com móveis rústicos e planejados. Darla mal reparava, sentindo que desmaiaria a qualquer instante.

Ele a deitou na cama, puxou o vestido para baixo, ajeitando-o, e disse, observando-a:

— Vou fazer um copo de leite para você. Depois, tome um banho. Vou trazer roupas limpas e toalha.

Ela assentiu em silêncio, não havia espaço para temer Radael, o resto do mundo parecia mais assustador, e, de alguma forma, ele lhe transmitia segurança.

Ele voltou com algumas peças de roupas embaixo dos braços e, nas mãos, um copo de leite e uma fatia de pão caseiro com manteiga. Colocou tudo ao lado, na beirada da cama:

— Há quanto tempo está na rua? O que realmente aconteceu?

Darla sentou-se e bebeu metade do leite com café. Respondeu antes de morder o pão:

— Duas noites e um dia. Eu falei a verdade, moço, não tenho por que mentir.

Começou a comer com certo desespero. Ele falou, saindo do quarto:

— Vou pegar mais coisas. Já volto.

Foi ao quarto da filha, que não usava nada a anos, pegou produtos do banheiro, lingeries, agasalhos. De volta, colocou tudo sobre a cama:

— Alguma coisa deve servir. Pode tomar banho e, depois, faço outro curativo no seu pé. No banheiro tem escova de dentes, desodorante, creme para o corpo… use o que quiser. Estarei na sala, se precisar, é só chamar.

— Obrigada por tudo — ela falou baixo, cabisbaixa.

Ele fechou a porta. Ela trancou-a, foi ao banheiro espaçoso, com banheira, lavou o cabelo, encontrou lâmina e escova novas. Demorou. Fuçou as gavetas do gabinete, havia várias coisas ali.

Saiu enrolada na toalha, as roupas eram lindas, caras. Vestiu um vestido longo azul e um moletom por cima, dobrou e arrumou tudo o que não usaria. Ao abrir a porta, ouviu vozes de Radael e outro homem falando dos cavalos. Teve medo de ser vista e deixá-lo bravo. Esperou, só então saiu. No corredor, quase se chocaram. Ela falou séria, apreensiva:

— Eu precisava muito de um banho. Já lavei minhas roupas no chuveiro. Acho que meu pé piorou.

Ele caminhou para a sala, falou pensativo:

— Você precisa tomar antibiótico. Venha, sente-se aqui.

 

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Sob o Domínio do Fazendeiro (O CONTRATO)   Capítulo 188

    Capítulo 117- LIVRO 2Jorge ficou indignado, principalmente porque ainda tinha muitos planos para aumentar a família, mas acabou aceitando a decisão dos pais.E assim continuaram vivendo, construindo novas lembranças, enfrentando os pequenos problemas que apareciam e aproveitando tudo o que haviam conquistado.Quando Cayenne estava quase ganhando seu caçula, foram andar pela fazenda para ajudar com as contrações. O final de tarde estava agradável, com uma brisa suave que movimentava as flores e deixava o clima perfeito para um passeio pela fazenda.Cayenne caminhava de mãos dadas com Alessio, observando os filhos que brincavam alguns metros à frente. Jorge estava correndo com a irmã.Veio uma contração chata, Cayenne parou, apertou a mão de Alessio e sorriu, observando as crianças se afastarem. Jorge havia crescido bastante, estava cada vez mais independente e continuava sendo um menino extremamente carinhoso, principalmente com os irmãos. Giulia era cheia de personalidade e já demons

  • Sob o Domínio do Fazendeiro (O CONTRATO)   Capítulo 187

    Capítulo 116 - LIVRO 2Quando descobriram que estavam esperando uma menina, decidiram chamá-la de Giulia.Cayenne ficou encantada com a notícia e começou imediatamente a preparar o quarto da filha, com muitas flores desenhadas a mão. Escolheu os móveis, a decoração, as roupinhas e cada pequeno detalhe, transformando o cômodo em um dos lugares mais bonitos da casa.Jorge também participou de tudo. Queria escolher brinquedos, ajudar a organizar as coisas e fazia questão de conversar com a irmãzinha todos os dias, principalmente quando começou a perceber os movimentos na barriga de Cayenne.Ela conseguiu desacelerar durante a gestação. Diminuiu o ritmo de trabalho, delegou responsabilidades e realmente aproveitou cada momento, algo que nunca havia imaginado que conseguiria fazer.A gravidez ocorreu tranquilamente, com acompanhamento médico e sem grandes privações. Cayenne ficou cada vez mais próxima de Jorge, principalmente porque os dois passaram a aproveitar bastante o tempo juntos enq

  • Sob o Domínio do Fazendeiro (O CONTRATO)   Capítulo 186

    Capítulo 115 - LIVRO 2Jorge leu devagarinho, esticou a mão para tocar a camiseta, franziu a testa e olhou desconfiado para Cayenne.— Tia, se eu sou irmão mais velho, então vou ter um irmão mais novo?Ela começou a rir, emocionada, e respondeu:— Vai, meu menino lindo!Jorge abriu um sorriso largo, olhando para o pai e depois para a barriga dela.— Só um? Eu quero mais de um!Os dois começaram a rir. Alessio se aproximou, acariciando a cabeça do filho, enquanto Cayenne respondia:— Por enquanto, vai ser só um! Mas, futuramente, podemos ter mais.Jorge esticou a mãozinha, querendo se aproximar da barriga dela.— Deixa eu conversar com meu irmão ou irmã!Cayenne começou a rir, deixando que ele acariciasse sua barriga.Ele ficou olhando para ela, completamente encantado.— Já dá pra saber se é menina ou menino? Eu quero os dois! Quero um irmão e uma irmã!Alessio caiu na risada, enquanto Cayenne acariciava os cabelos do menino, emocionada.— Ainda não dá pra saber, gatinho, mas logo nós

  • Sob o Domínio do Fazendeiro (O CONTRATO)   Capítulo 185

    Capítulo 114 - LIVRO 2Cayenne começou a chorar. Estava tão contente com a possibilidade de estar grávida que não conseguiu mais conter as lágrimas. Alessio se sentou ao lado dela, abraçou-a e começou a beijar seu rosto, sorrindo, apesar de continuar bastante preocupado.Os dois haviam imaginado que demorariam muito para conseguir uma gravidez, principalmente depois de tudo o que Cayenne havia contado sobre seu passado. Ainda nem tinham conseguido marcar a consulta que pretendiam fazer antes de começar a tentar, e agora existia a possibilidade de ela já estar esperando um bebê.Alessio acariciou seu rosto, limpando suas lágrimas, falou afetuoso.— Ei amor! Por que está chorando?Ela respondeu emotiva:— Porque estou feliz, seu bobo! Mas também estou com medo!Ele a abraçou novamente.— Eu também estou! Nem sei o que fazer primeiro!Cayenne começou a rir, falou encostando a cabeça no peito dele.— Primeiro, vamos descobrir se estou grávida. Depois você pode ter seu piripaque!Alessio c

  • Sob o Domínio do Fazendeiro (O CONTRATO)   Capítulo 184

    Capítulo 113 - LIVRO 2Ela havia passado tantos anos acreditando que nunca teria uma família que, algumas vezes, ainda se surpreendia ao observar todos reunidos à mesa, conversando e rindo como se aquela convivência sempre tivesse existido.E, mesmo sem saber exatamente o que o futuro lhes reservava, estava começando a perceber que não precisava mais viver esperando que alguma coisa ruim acontecesse.Tinha a oportunidade de construir a vida que sempre desejou.Algumas semanas se passaram, e Jorge começou a realizar os exames necessários para operar a perninha. Quase tudo estava pronto, e Alessio estava bastante ansioso, embora procurasse não demonstrar preocupação na frente do filho. Cayenne acompanhava tudo de perto, entrava nas consultas como a tia/ madrasta, conversava com os médicos, organizava os compromissos e fazia questão de participar de cada decisão.Mas ela ainda tinha uma surpresa que estava preparando havia algum tempo e não pretendia contar para Jorge até que tudo estive

  • Sob o Domínio do Fazendeiro (O CONTRATO)   Capítulo 183

    Capítulo 112 - LIVRO 2Jorge concordou, contente, e continuou falando sobre as coisas que havia aprendido durante os atendimentos. Cayenne prestava bastante atenção, fazia perguntas e procurava participar sempre que podia.Os dois acabaram se aproximando ainda mais durante aquele período. Jorge gostava de acompanhá-la pela fazenda, observar os animais e conversar sobre os projetos que ela pretendia desenvolver. Cayenne, por sua vez, estava aprendendo a compreender melhor a rotina do menino, respeitando seus limites e descobrindo maneiras de ajudá-lo sem precisar mudar completamente sua própria personalidade.Alessio observava aquela aproximação com bastante carinho. Estava feliz por perceber que o filho havia encontrado em Cayenne alguém com quem se sentia seguro e que ela também estava aprendendo a gostar daquela nova rotina.Com o aumento das responsabilidades, Cayenne acabou contratando uma empregada doméstica e uma cozinheira para ajudar na fazenda. Queria ter mais tempo para acom

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status