LOGINDante não esperou por uma resposta. Com um movimento ágil e firme, envolveu-me e me ergueu do chão como se eu não pesasse nada. A surpresa me arrancou um suspiro, e meus braços se fecharam ao redor do pescoço dele por puro instinto. Por um instante, fiquei suspensa entre o susto e a confiança, sentindo o calor do corpo dele junto ao meu.Ele atravessou o quarto com passadas largas. Eu mal tive tempo de compreender o que acontecia antes de sentir a maciez da cama sob mim. Dante se inclinou sobre meu corpo, apoiando o peso nos braços, e me fitou com uma intensidade que fez o resto do mundo desaparecer. Quando nossos corpos se uniram prendi a respiração. A intensidade me fez fechar os olhos, e Dante interrompeu o movimento por um momento, dando-me tempo para me acostumar. Sua mão deslizou pela minha face, num gesto que contrastava com o fogo em seus olhos.— Está tudo bem? perguntou, baixo.Assenti, ainda sem encontrar a voz. Só então ele voltou a se mover, devagar no início, acompanha
Olhei para a pista de dança, vendo a liberdade com que as pessoas se moviam, e acabei soltando num suspiro melancólico, a voz baixa e levemente arrastada pelo efeito da bebida:— Sabe... talvez meu ex tivesse razão no final das contas.Dante se tencionou imediatamente ao ouvir aquele nome. Ele se virou de lado no sofá para me encarar, a testa franzida em desaprovação.— O que você disse? O que esse idiota tem a ver com qualquer coisa? perguntou ele, o tom cortante e firme.Mordi o lábio inferior, olhando para o meu próprio lapso de coragem num desabafo bobo que guardara por muito tempo:— Ele costumava dizer que eu era fria... que eu não tinha fogo, que não sabia como segurar um homem. E sinto que é real , sempre que estamos em algum lugar me sinto deslocada e as pessoas me olham como senão devesse estar do seu lado. Sou sem graça demais para alguém como você.Dante ficou em absoluto silêncio por dois segundos inteiros, e o ar ao redor de nós pareceu congelar. O olhar dele
Enquanto Dante e eu balançávamos suavemente no ritmo da música, percebi de relance que Matteo e Camila já não estavam sentados na mesa reservada. Olhei para a pista de dança e lá estavam os dois, rindo de alguma piada que Matteo acabara de contar, com Camila completamente envolvida pelo charme descontraído dele.— Parece que o meu irmão cumpriu a missão com sucesso . Dante comentou ao meu pé do ouvido, esboçando um sorriso satisfeito. Pelo visto, a sua amiga não vai ficar nem um pouco entediada hoje.— Matteo é um querido. Ele tem uma energia totalmente diferente da sua... brinquei, erguendo o olhar para encará-lo, com um sorriso provocante nos lábios.Dante arqueou uma sobrancelha, fingindo uma indignação charmosa, antes de apertar um pouco mais a minha cintura, colando nossos corpos de vez.— Ah, é? Quer dizer que você prefere os homens mais leves e sorridentes? murmurou ele, com a voz carregada de uma possessividade brincalhona que me fazia adorar cada segundo.— Eu não dis
O calor daquele momento ainda parecia formigar na minha pele, misturado com o rubor de vergonha que teimava em não sumir do meu rosto. Olhei para a mão estendida de Dante e, por mais que meu cérebro tentasse raciocinar , meu coração já havia tomado a decisão muito antes.— Eu aceito ir com você... murmurei, colocando minha mão na palma da dele, sentindo o aperto firme e acolhedor que dissipava qualquer hesitação.Dante sorriu, um sorriso genuíno que iluminou seu rosto, fazendo-o parecer ainda mais magnético. Ele pegou o paletó que estava no encosto da cadeira e o vestiu rapidamente, antes de abrir a porta da sala com aquela postura firme e controlada de sempre.No corredor, os seguranças continuavam a postos. Nenhum deles moveu um músculo além de inclinar levemente a cabeça em sinal de respeito quando passamos. Senti minhas bochechas esquentarem de novo e, instintivamente, colei um pouco mais no braço de Dante, que envolveu minha cintura com firmeza.Descemos pelo elevador priva
Peguei a pasta com os relatórios e contratos devidamente revisados, ajustei a saia e me levantei. Caminhei pelo corredor e passei por um dos homens de terno escuro, que apenas me encarou de forma neutra, porém atenta. Bati duas vezes na porta de madeira nobre antes de ouvir a voz grave ressoar lá de dentro:— Entre.Abri a porta devagar e entrei. Dante estava sentado atrás de sua imponência de mesa de mogno, com a gravata levemente afrouxada e o paletó pendurado no encosto da cadeira. Assim que viu que era eu, a expressão dura do rosto dele se desfez na hora, dando lugar a um olhar suave e acolhedor.— Terminou tudo? perguntou ele, apoiando os cotovelos na mesa e entrelaçando os dedos.— Sim, os relatórios e os alinhamentos de contrato estão prontos respondi, me aproximando e colocando a pasta sobre a mesa dele.Em vez de olhar para os papéis, os olhos dele me acompanharam em cada movimento. Ele estendeu a mão, segurou meu pulso com delicadeza e me puxou devagar para perto, até
A manhã passou num piscar de olhos, embora minha concentração estivesse longe de estar perfeita. A cada dez minutos, meus olhos fugiam involuntariamente em direção às divisórias de vidro da sala de Dante. De onde eu estava, podia ver a silhueta dele compenetrada, trabalhando no computador, e por duas vezes peguei ele me olhando de volta através do vidro. Nessas horas, um frio bom corria pela minha espinha.Tentei focar nos contratos. As cláusulas numéricas pareciam dançar na folha enquanto a minha mente insistia em reprisar a cena dele sussurrando "minha menina" bem ao meu lado.Perto do horário do almoço, o telefone da minha mesa tocou, me fazendo dar um leve pulo na cadeira.Atendi tentando soar a funcionária mais exemplar do escritório:— Escritório executivo, Alessandra falando.— A funcionária dedicada aceitaria almoçar com o chefe dela hoje? a voz grave e aveludada do outro lado da linha fez meu estômago dar uma reviravolta deliciosa.Olhei discretamente ao redor. A secre







