LOGINO beco parecia engolir o mundo, a chuva caindo em cortinas grossas, abafando qualquer som que não fosse o pulsar frenético do coração de Juan Cortez. Ele estava de pé, o uniforme encharcado colando aos músculos definidos, o distintivo agora apenas um pedaço de metal inútil contra o calor que queimava seu corpo. Susan, a loira atrevida, estava tão perto que ele podia sentir o hálito quente dela, os olhos verdes brilhando com uma mistura de provocação e promessa. Kira, a pequena asiática, perma
A igreja estava imersa em trevas, o silêncio cortado apenas pelo crepitar das velas e pelo eco distante de trovões. O altar, coberto por uma toalha branca imaculada, parecia brilhar sob a luz fraca, como se desafiasse o que estava por vir. Padre Gabriel estava de pé diante dele, a sotaina rasgada pendendo dos ombros largos, o peito musculoso exposto, marcado por arranhões vermelhos da noite anterior. O rosário no bolso pesava como uma corrente, o perfume de Ana e Lívia - baunilha e cravo - ainda impregnado nas contas, misturado ao cheiro da calcinha preta que ele não jogara fora. Seus olhos castanhos, turvos de culpa, fixavam-se na cruz de madeira acima do altar, mas a oração não vinha. Em vez disso, vinham os gemidos de Ana, o sabor dos seios dela, e as provocações de Lívia - "fode a gente aos pés do santo".O relógio da torre bateu duas da manhã, o som grave reverberando pelas pedras antigas. Gabriel sabia que elas viriam. A promessa de Lívia - "no altar, você vai nos dar
A sacristia cheirava a cera derretida e madeira antiga, o ar saturado pelo peso de um silêncio que parecia esperar o pecado. As velas nos candelabros tremeluziam, lançando sombras que se contorciam nas paredes, como se os santos esculpidos soubessem o que estava por vir. Padre Gabriel estava de pé diante da mesa de madeira polida, a sotaina desabotoada no colarinho, o peito largo subindo e descendo com a respiração pesada. O rosário com o perfume de Ana e Lívia - baunilha e cravo - ainda pesava em seu bolso, ao lado da calcinha preta, um lembrete de sua fraqueza. Ele tentara rezar após a última confissão, mas as palavras de Lívia - "você quer me ver de joelhos, chupando esse pau" - e o beijo faminto de Ana o perseguiam, o pau latejando sob o tecido preto como uma traição constante. O relógio da torre bateu uma da manhã, o som grave ecoando pela igreja vazia. Gabriel deveria ter trancado as portas, mas não o fez. A promessa de "conversar" com Ana e Lívia era uma mentira que ele não p
A igreja estava envolta em sombras, as velas quase apagadas, lançando um brilho âmbar que mal alcançava os cantos do confessionário. O ar era pesado, carregado com o perfume de incenso e o eco de promessas quebradas. Padre Gabriel sentava-se no banco de madeira, o rosário apertado entre os dedos, cada conta uma tentativa desesperada de ancorar sua alma. A calcinha preta de Lívia, encontrada na sacristia horas antes, ainda queimava em sua mente, o tecido rendado guardado no bolso da sotaina como um segredo que ele não ousava jogar fora. Seus olhos castanhos, agora turvos de exaustão, fixavam-se na cruz pendurada à sua frente, mas a oração não vinha. Em vez disso, vinham as palavras de Ana - "minha buceta não para de pulsar" - e o desafio de Lívia - "você quer nos foder contra essa cruz".O relógio da torre bateu meia-noite, o som grave reverberando pelas pedras antigas. Gabriel deveria estar dormindo, mas aceitara o encontro "pra conversar", sabendo, no fundo, que era uma me
O sol da manhã filtrava-se pelos vitrais da igreja, lançando mosaicos de luz vermelha e azul sobre o chão de pedra, como se o próprio céu tentasse purificar o que acontecera na noite anterior. Padre Gabriel ajoelhava-se diante do altar, o rosário apertado entre os dedos, cada conta uma tentativa vã de apagar o bilhete de Lívia, ainda queimando em seu bolso: "Volto amanhã, padre. Não reze tanto." Ele tentou rezar, murmurar ave-marias, mas as palavras de Ana - "penso nele me fodendo, me abrindo" - e o olhar felino de Lívia ecoavam mais alto que qualquer oração. Seu corpo, traiçoeiro, ainda reagia, o pau meio duro sob a sotaina, uma lembrança cruel de sua fraqueza.Gabriel, com seus 30 anos, tinha o rosto de um anjo esculpido, mas os olhos castanhos carregavam sombras que ele escondia até de si mesmo. A barba rala, mal aparada, traía noites insones, e o cabelo castanho, ligeiramente desgrenhado, dava um ar humano demais para um homem que deveria ser santo. Ele se levantou, o t
O ar dentro da igreja era denso, saturado pelo aroma de cera derretida e incenso velho, um perfume que se agarrava às narinas como uma oração não dita. As velas tremeluziam nos candelabros, lançando sombras que dançavam pelas paredes de pedra, como se os santos esculpidos julgassem cada passo dado no chão frio. Padre Gabriel fechou o missal com um som seco, os dedos longos deslizando pela capa de couro desgastada. Aos 30 anos, ele carregava uma gravidade que não combinava com sua juventude, como se a sotaina preta fosse uma armadura contra o mundo - ou contra ele mesmo. Seus olhos, de um castanho profundo, refletiam as chamas, mas escondiam uma inquietação que ele rezava para ninguém notar.A noite estava silenciosa, exceto pelo leve crepitar das velas e pelo eco distante de trovões. A confissão noturna era uma tradição antiga naquela paróquia esquecida, um ritual que Gabriel aceitara com devoção, mas que, naquela noite, parecia pesar mais que o usual. Ele entrou no confess
- Você é tão gostoso... - murmurou, a voz doce, mas agora carregada de uma fome que contrastava com sua fragilidade. Ela subiu as mãos algemadas pelo peito dele, as unhas arranhando os músculos, deixando rastros vermelhos. - Deixa a gente te levar até o fim. Prometo que vai valer.Juan estava perdido, o pau pulsando com uma intensidade que o fazia tremer. Ele sabia que isso era um crime, que cada toque, cada gemido, era uma traição ao distintivo, à carreira, aos dois anos de disciplina. Mas o calor da buceta de Susan, o toque suave de Kira, o som da chuva batendo no asfalto - tudo conspirava contra ele. - Vocês vão me foder de vez - rosnou, mas seus olhos traíam a rendição, o desejo consumindo qualquer resquício de culpa.Susan sorriu, cruel e vitoriosa. - Não, policial. Você é que vai nos foder. Mas do nosso jeito. - Ela soltou as algemas dele, o clique metálico ecoando como um tiro no beco. Juan esfregou os pulsos, o corpo livre, mas ainda pre
O táxi parou em frente à casa que Alyssa não via há anos. O portão de ferro batido estava levemente enferrujado, e o jardim, outrora impecável, agora mostrava sinais de abandono. Ela respirou fundo, sentindo o peso da mala nas mãos e o peso ainda maior no peito.— Está tudo pago — murmurou ao motor
LiaEle me evitou o dia inteiro.Acordei cedo, com o corpo ainda aceso, latejando do beijo roubado na cozinha. O gosto dele permanecia nos meus lábios, os dedos dele ainda marcavam a minha cintura. A lembrança do seu corpo colado ao meu me fazia estremecer, e eu achei, por um momento, que finalment
LiaA casa dormia, mas eu não. A verdade é que meu corpo não sabia mais o que fazer com tanto desejo contido. A noite parecia respirar junto comigo — lenta, quente, densa. Cada ruído, cada gotejo de chuva no telhado soava como um lembrete: algo estava prestes a acontecer.Levantei da cama descalça
LiaA noite estava quente demais para dormir. O tipo de calor que gruda na pele e invade o peito, como se o ar estivesse pesado com alguma coisa invisível. Eu abri as portas de vidro da varanda e deixei o vento morno bater no rosto, carregando o cheiro das árvores lá do fundo do quintal. A casa dor







