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Tese Sobre o Prazer - Capítulo 4

last update Veröffentlichungsdatum: 2026-01-07 20:32:29

O livro era pesado nas mãos dela, uma edição antiga de Crime e Castigo com as bordas das páginas amareladas pelo tempo. A biblioteca do campus estava quase vazia, o silêncio interrompido apenas pelo zumbido distante de um projetor em alguma sala de aula. Foi ao folhear as páginas que o bilhete escorregou para seu colo, um pedaço de papel dobrado com uma caligrafia que ela reconheceu imediatamente.

"Hoje, sala 204. Tranque a porta. Não diga nada."

Seu coração acelerou antes mesmo que seu cérebro processasse o significado. Ele sabia que ela viria. Sabia que ela pegaria aquele livro.

Ela olhou ao redor, como se alguém pudesse estar observando, mas os corredores estavam desertos. Ainda assim, suas mãos tremeram ao guardar o bilhete no bolso do jeans.

A sala 204 ficava no segundo andar do prédio mais antigo da faculdade, onde as luzes fluorescentes piscavam e o cheiro de giz e madeira encerada impregnava o ar. Ela subiu as escadas devagar, cada passo ecoando como um batimento cardíaco amplificado. Quando empurrou a porta, viu que a sala estava vazia, as cortinas semiabertas filtravam a luz do fim de tarde, pintando as paredes de um laranja quente.

O coração martelava em seu peito quando ela girou a chave na fechadura. O clic foi decisivo.

Não houve tempo para pensar.

A porta se abriu atrás dela, e antes que pudesse se virar, um corpo quente a pressionou contra a superfície fria da lousa. Seu pulso foi agarrado, seus dedos entrelaçados aos dele enquanto ele a imobilizava. A respiração dele, quente e acelerada, queimou sua nuca.

— Você veio — ele murmurou, voz rouca, como se já soubesse que ela não resistiria.

Ela não respondeu. Não diga nada.

Os lábios dele encontraram seu pescoço, dentes afiados na pele macia, e ela arqueou contra ele com um gemido abafado. Suas mãos percorreram seu corpo com possessividade, agarrando seus quadris, puxando-a para trás até que ela sentisse o que ele queria.

— Você já estava molhada antes mesmo de entrar aqui, não estava? — ele sussurrou, mão deslizando pela sua calça, pressionando contra o tecido úmido.

Ela mordeu o lábio, mas um tremor a traiu.

Ele riu, baixo e sombrio.

— Responde.

— Sim.

A palavra escapou como uma confissão.

Foi o suficiente.

Ele a virou de frente, mãos firmes em sua cintura, e a levantou como se ela não pesasse nada. Suas costas colidiram com a lousa, o impacto abafado pelo corpo dele se encaixando entre suas pernas. Seus lábios se encontraram com fúria, línguas se entrelaçando, dentes se chocando. Ele dominava cada movimento, cada respiração, e ela se entregou, deixando que suas mãos explorassem, que sua boca reivindicasse.

Quando ele desabotoou seu jeans e puxou para baixo, junto com a calcinha, o ar gelado da sala contrastou com a pele ardente. Ele a observou, olhos escuros percorrendo seu corpo exposto, antes de fechar os dedos em seus cabelos e puxar.

— Ajoelhe.

Ela obedeceu, escorregando da lousa até o chão, entre as fileiras de cadeiras vazias. Ele despiu o cinto com movimentos lentos, deliberados, antes de abrir o zíper. Quando ele saiu de dentro da calça, já estava duro, impaciente.

— Abre a boca.

Ela o fez, língua estendida em oferenda, e ele gemeu quando envolveu seus lábios em volta dele. Suas mãos se apertaram em seus cabelos, guiando o ritmo, e ela deixou, deixou que ele usasse sua boca, que a preenchesse, que a reduzisse a isso—só isso—só ele.

Mas ele queria mais.

Puxou-a de volta para cima, virou-a de frente para a lousa e inclinou seu torso para frente.

— Segura.

Ela agarrou a borda da lousa, os dedos brancos de tanto pressionar, quando ele entrou nela de um só empurrão. Ela gritou, o som abafado pelo próprio braço, enquanto ele a preenchia completamente, cada centímetro, cada curva.

— Toda vez — ele rosnou, mãos em seus quadris, puxando-a para trás a cada investida — você fica mais apertada.

Ela não conseguia pensar, só sentir—o calor, a pressão, o jeito que ele a esticava, como se quisesse caber ainda mais fundo. Suas pernas tremiam, mas ele não a deixava cair, segurando-a com força, marcando sua pele com futuros hematomas.

Quando seus dedos encontraram seu clitóris, ela gemeu, o corpo contraindo.

— Você vai gozar — ele ordenou, voz áspera. — Agora.

E ela obedeceu, como sempre obedecia, as ondas de prazer explodindo em seu ventre, levando-a para um abismo de puro fogo. Ele a segurou enquanto ela tremia, mas não parou, continuou a se mover dentro dela, cada movimento mais intenso, mais profundo, até que seu próprio corpo enrijeceu. Ele enterrou o rosto em seu pescoço, um rugido abafado contra sua pele quando chegou ao clímax.

Por um momento, só houve respirações ofegantes e o som distante de passos no corredor.

Ele se afastou primeiro, arrumando a roupa com movimentos precisos, como se nada tivesse acontecido. Ela ainda estava encostada na lousa, pernas fracas, pele marcada.

Foi então que ele pegou sua calcinha do chão, dobrou com cuidado e guardou no bolso da camisa.

— Vai querer isso de volta? — ele perguntou, um desafio nos olhos.

Ela sabia a resposta. Sabia que não.

Quando saiu da sala, ainda tremendo, o bilhete no bolso parecia queimar contra sua coxa.

Não diga nada.

Ela não precisava.

Ele já sabia.

O corredor estava vazio quando ela saiu, a luz do fim de tarde agora dourada, quase melancólica. Seus passos ecoavam no silêncio, e ela pressionou as coxas uma contra a outra, ainda sentindo-o nela, como uma marca que não poderia ser apagada.

Ele já tinha ido embora.

Sempre assim—ele sumia depois, como se nada tivesse acontecido, como se ela não fosse nada além de um segredo entre quatro paredes.

Ela respirou fundo, ajustou a blusa e passou os dedos pelos lábios inchados. Ainda podia sentir o gosto dele, salgado e intenso, na sua boca.

O celular vibrou no bolso.

Ela hesitou antes de olhar, sabendo muito bem quem seria.

"Biblioteca. Agora."

A mensagem não tinha assinatura, mas ela não precisava. Seu estômago embrulhou, mas suas pernas já a levavam de volta, quase sem pensar.

A biblioteca estava ainda mais vazia agora, a maioria dos alunos já tinha ido para casa ou para os bares próximos. As estantes altas criavam sombras alongadas, e o ar cheirava a papel envelhecido e poeira.

Ele estava sentado em uma das mesas no fundo, um livro aberto à sua frente, os óculos repousados na ponte do nariz como se estivesse estudando. Mas ela conhecia aquele olhar—frio, calculista—e sabia que ele não estava lendo nada.

Ela se aproximou em silêncio, parando a poucos centímetros da mesa.

Ele não ergueu os olhos.

— Senta.

Ela obedeceu, deslizando para a cadeira em frente a ele. Seus joelhos se tocaram por baixo da mesa, e ela viu o canto da boca dele se erguer levemente.

— Você gostou? — ele perguntou, voz baixa, quase acadêmica, como se estivesse discutindo um problema de filosofia.

Ela engoliu seco.

— Você sabe que sim.

Ele finalmente olhou para ela, os olhos escuros queimando sob as lentes dos óculos.

— Quero ouvir você dizer.

Ela sentiu o rubor subir pelo pescoço, mas não desviou o olhar.

— Eu gostei.

Ele sorriu, lento, predatório, e então deslizou algo para ela por cima da mesa.

Era sua calcinha.

— Guarda.

Ela hesitou, mas pegou o tecido macio, ainda levemente úmido, e o enfiou no bolso sem quebrar o contato visual.

— Por que você faz isso? — ela sussurrou.

Ele inclinou-se para frente, tão perto que ela podia sentir seu hálito quente contra seus lábios.

— Porque você deixa.

E então ele se afastou, fechou o livro e levantou, como se a conversa tivesse terminado.

— Amanhã. Sala 108. — Ele ajustou os óculos, olhando para ela como um professor dando uma tarefa. — E dessa vez, venha de saia.

Antes que ela pudesse responder, ele já estava saindo, seus passos silenciosos desaparecendo entre as estantes.

Ela ficou ali, os dedos apertados em volta da calcinha no bolso, o coração batendo forte demais.

Sabia que iria.

Sempre ia.

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