Home / Romance / Tabú: Amarras e Pecados / Tese Sobre o Prazer - Capítulo 5

Share

Tese Sobre o Prazer - Capítulo 5

last update publish date: 2026-01-07 20:34:03

A mensagem chegou às 3:17 da manhã.

"Você sonhou comigo hoje?"

Ela acordou com o som da notificação, o celular iluminando seu quarto escuro. O coração disparou antes mesmo de ler. Não precisava checar o remetente. Ninguém mais mandava mensagens nesse horário. Ninguém mais falava com ela daquele jeito.

Ela digitou uma resposta antes que o sono a deixasse pensar direito.

"Sim."

Três pontinhos apareceram. Sumiram. Voltaram.

"O que eu fiz com você no sonho?"

Seus dedos congelaram sobre a tela. Porque ele sabia. Claro que sabia. No sonho, ele a tinha encurralado na sala de arquivos da biblioteca, a mão dele tapando sua boca enquanto a outra—

O celular vibrou novamente.

"Amanhã. Sala de arquivos. Meia-noite."

Ela não respondeu. Não precisava.

O dia seguinte passou em um borrão. Ela atravessou as aulas como um fantasma, a pele sensível onde ele a tinha marcado na véspera. Quando o professor de Literatura mencionou Crime e Castigo, ela quase derrubou a cadeira ao se levantar rápido demais.

Às 23:55, o campus já estava deserto.

A biblioteca fechava às 10, mas ele tinha deixado a porta dos fundos destrancada. Sempre deixava. Ela entrou em silêncio, o coração batendo tão forte que doía.

A sala de arquivos ficava no subsolo, um labirinto de estantes metálicas e pastas empoeiradas. A luz de emergência pintava tudo de vermelho-sangue.

Ele estava esperando no centro da sala, sentado em uma mesa de madeira escura, os óculos refletindo a luz fraca.

— Atrasada — ele disse, sem olhar para o relógio.

Ela parou a dois passos de distância.

— São exatamente meia-noite.

Ele finalmente ergueu os olhos, e o sorriso que fez a deixou sem ar.

— Tira a roupa.

Ela usava a saia como ele tinha pedido—preta, justa, com um zíper lateral. Suas mãos tremeram ao puxá-lo.

— Devagar — ele ordenou, tirando os óculos e limpando as lentes no tecido da camisa. — Quero ver você se arrastar.

Ela respirou fundo e obedeceu, deixando a saia escorregar pelos quadris até o chão. A calcinha era a mesma que ele tinha devolvido—a que ela tinha levado embora no bolso dele.

Ele observou cada movimento, os olhos escuros como facas.

— Agora a blusa.

Os botões demoraram mais do que deveriam. Quando o tecido caiu, ela ficou só de sutiã, a pele arrepiada no ar gelado do subsolo.

Ele se levantou então, fechando a distância entre eles em dois passos largos. Seus dedos traçaram a linha do sutiã, parando no meio dos seios.

— Você usou preto. Bom garota.

O elogio queimou mais que qualquer toque.

Ele girou ela de costas de um puxão brusco, pressionando seu torso contra a mesa. O metal gelado colou na sua pele nua.

— Conta até dez.

Ela engoliou.

— Um.

O primeiro tapa veio sem aviso—duro, preciso, na curva direita das suas nádegas. Ela gritou, os dedos se agarrando na beirada da mesa.

— Dois.

O segundo foi mais forte. Ela sentiu a pele esquentar, a dor deliciosa se espalhando.

Quando chegou em dez, suas pernas tremiam, e ela estava molhada demais para fingir que não queria mais.

Ele a virou de novo, os olhos escaneando seu rosto inchado de prazer.

— No sonho, eu te comi por trás — ele sussurrou, mão enroscando em seus cabelos. — Mas agora...

A mesa rangiu quando ele a sentou na beirada, abrindo suas pernas com os joelhos.

— Agora você vai me ver.

Ele entrou nela de um golpe só, e ela arqueou, os dedos dele marcando seus quadris. Cada movimento era calculado para doer—para deixar lembranças.

Quando ela começou a se contorcer, ele a puxou para a beirada da mesa, forçando-a a se ajoelhar no chão áspero.

— Abre.

Ela obedeceu, a língua estendida, e ele gemeu quando derramou-se nela, salgado e quente.

Ele a puxou de volta para cima, limpando sua boca com o polegar antes de beijá-la profundamente.

— Sua vez.

Seus dedos encontraram-na quente e pronta, e foi preciso apenas três toques para que ela caísse, abraçando-o como se ele fosse o único ponto sólido no universo.

Quando ele a ajudou a se vestir depois, suas mãos eram surpreendentemente gentis.

— Amanhã — ele disse, colocando os óculos de volta, já o professor perfeito de novo.

Ela sabia que não era um convite.

Era uma ordem.

E como sempre, ela já estava ansiosa para obedecer.

A luz do corredor a cegou quando saiu do subsolo. Seus passos ecoavam no silêncio do campus, cada batida de seus saltos no asfalto parecia marcar o ritmo acelerado do seu coração. A saia agora estava levemente amarrotada, e o zíper puxado até o fim – como se quisesse esconder o que acontecera lá embaixo.

Mas ela sabia que nada poderia esconder.

O ar da noite estava fresco, contrastando com o calor que ainda queimava sob sua pele. Ela levou os dedos ao pescoço, onde os lábios dele haviam deixado marcas que certamente escureceriam até o amanhã.

"Você vai usar um lenço no pescoço amanhã."

A ordem não tinha sido dita em voz alta, mas ela sabia que era o que ele esperava. Assim como sabia que, se não usasse, ele notaria. E então…

Um sorriso involuntário curvou seus lábios.

E então ele puniria.

O celular vibrou no bolso, e ela não precisou olhar para saber o que estava escrito.

"Quero ver as marcas amanhã."

Ela parou no meio do caminho, os dedos tremendo levemente ao digitar:

"Você vai."

Os três pontinhos apareceram e desapareceram. Ele não responderia mais. Nunca respondia depois que ela obedecia.

O apartamento dela ficava a quinze minutos do campus, um estúdio pequeno e silencioso, onde nada interrompia seus pensamentos – ou a ausência deles. Ela trancou a porta atrás de si, deixando a bolsa cair no chão antes de se encostar na parede.

A respiração ainda estava acelerada.

Fechou os olhos e reviu cada momento: as mãos dele prendendo seus pulsos, a mesa fria contra sua pele nua, a voz rouca sussurrando ordens que ela seguiria sem hesitar.

Quando abriu os olhos novamente, seu reflexo no espelho a encarou – cabelos desalinhados, lábios inchados, olhos escuros de desejo ainda não saciado.

Ela deslizou as mãos pela saia, sentindo o leve tremor nas coxas.

"Amanhã."

A palavra ecoou em sua mente como uma promessa.

Mas o que ele planejava? Sala de aula? Biblioteca? O escritório dele, depois que todos fossem embora?

O celular vibrou novamente.

Dessa vez, era uma foto.

Apenas uma imagem escura, indistinta… até ela perceber o que era.

O chão do subsolo.

Onde ele a tinha feito ajoelhar.

Onde ela tinha engolido ele inteiro.

E então, uma mensagem:

"Você deixou suas meias lá. Vai ter que voltar para buscar."

Ela olhou para os próprios pés – descalços agora, as meias pretas realmente faltando.

Quando ele as tinha tirado?

O coração acelerou novamente.

Ele sempre fazia isso. Sempre a deixava com algo faltando, algo que a faria voltar. Um livro esquecido. Uma peça de roupa. Um pedaço de si mesma.

Ela respondeu antes que pudesse pensar melhor:

"Quando?"

A resposta foi imediata.

"Quando eu quiser."

Ela soltou um arzinho tremido, os dedos apertando o tecido da saia.

Porque ela sabia o que isso significava.

Ele não a chamaria amanhã.

Ou depois.

Ele a faria esperar.

Até que a saudade doesse demais.

Até que ela implorasse.

E então, só então…

Ele a deixaria voltar.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Tabú: Amarras e Pecados   A Enteada Puta de Adnam - Capítulo 7

    Adnam meteu fundo uma última vez, o corpo inteiro tensionado como um arco. Seu pau latejava violentamente dentro da buceta encharcada de Karsu, e então ele gozou rugindo como um animal. Jatos grossos, quentes e abundantes de porra jorraram direto contra o fundo do útero dela, enchendo-a até transbordar. O sêmen branco e viscoso escapava ao redor do pau grosso, escorrendo pela bunda arrebitada, pingando no sofá da sala que já estava completamente destruído de fluidos dos últimos dois dias.Eles ficaram abraçados, suados, ofegantes, pele colada em pele. Adnam ainda profundamente enterrado dentro dela, pulsando os últimos resquícios de porra. O peito dele subia e descia contra as costas dela. Karsu tremia levemente, os espasmos do orgasmo ainda percorrendo seu corpo, a buceta contraindo ritmicamente ao redor do pau do padrasto como se quisesse ordenhar até a última gota.Por longos minutos nenhum dos dois falou. Apenas respiravam o cheiro de sexo que impregnava toda a casa. O cheiro dele

  • Tabú: Amarras e Pecados   A Enteada Puta de Adnam - Capítulo 6

    Adnam não parou nem por um segundo. O pau ainda pingava da mistura de porra e sucos da buceta da enteada quando ele o puxou para fora com um som molhado e obsceno. Karsu estava de quatro no meio da cama do casal — a mesma cama onde dormia com a mãe dele —, a bunda empinada, vermelha dos tapas, a buceta aberta e escorrendo sêmen grosso que escorria pelas coxas tremulas. O cuzinho piscava, rosado e virgem, contraindo de excitação e medo.Ele cuspiu diretamente no pequeno anel apertado, vendo a saliva escorrer devagar pela fenda. Com o polegar, espalhou o cuspe, pressionando levemente a entrada.— Hoje você vai tomar no cu também, Karsu. Tudo. Cada buraco dessa enteada safada vai ser meu.Karsu virou o rosto no travesseiro, mordendo o tecido enquanto gemia. O coração batia descontrolado. Ela havia fantasiado com isso por tanto tempo — ouvir os gemidos da mãe através da parede, imaginar o pau grosso do padrasto abrindo ela inteira, possuindo-a de formas que a mãe nunca permitiria. Agora e

  • Tabú: Amarras e Pecados   A Enteada Puta de Adnam - Capítulo 5

    Ele começou a meter com força bruta. O som de pele contra pele ecoava alto — plap, plap, plap. Os ovos pesados batiam contra o clitóris dela a cada estocada. Karsu gritava a cada vez que ele batia fundo, o pau tocando um ponto que a fazia ver estrelas. Adnam puxava o cabelo dela como rédea, arqueando as costas dela, dominando completamente.— Diz que você é minha putinha de enteada — ordenou, dando um tapa forte na bunda direita. A marca da mão ficou vermelha imediatamente.— Eu sou tua putinha de enteada! — gritou ela, a voz falhando. — Fode sua enteadinha, Adnam! Me usa enquanto minha mãe não tá! Eu sou tua puta particular!Ele metia cada vez mais rápido, o suor escorrendo pelo peito musculoso. A mão dele desceu e encontrou o clitóris inchado dela, esfregando em círculos rápidos enquanto continuava arrombando a buceta. Karsu começou a tremer violentamente. O orgasmo veio como uma onda avassaladora.— Estou gozando! Porra, padrasto, tô gozando no teu pau!A buceta dela apertou como u

  • Tabú: Amarras e Pecados   A Enteada Puta de Adnam - Capítulo 4

    Adnam a empurrou para o chão com firmeza, mas sem violência desnecessária. O desejo que vinha se acumulando havia meses, desde que Karsu completara dezoito anos e começara a desfilar pela casa com aqueles shorts curtos e blusas justas, finalmente explodia. Karsu caiu de joelhos no tapete da sala, os olhos brilhando de excitação e um pouco de medo do tamanho do que estava por vir. Com as mãos trêmulas de ansiedade, ela agarrou a cintura da calça de moletom do padrasto e puxou para baixo de uma vez. O pau dele saltou livre, pesado, balançando diante do rosto dela.Vinte e três centímetros de carne grossa, veias saltadas percorrendo toda a extensão, a cabeça rosada e brilhante de pré-gozo. O cheiro forte, masculino, invadiu as narinas dela imediatamente.— Porra… é maior do que eu imaginava — sussurrou Karsu, quase reverente. Ela precisou das duas mãos para envolver toda a grossura. Os dedos mal se tocavam. — Como é que minha mãe aguenta isso tudo?Adnam sorriu com arrogância, segurando

  • Tabú: Amarras e Pecados   A Enteada Puta de Adnam - Capítulo 3

    Karsu soltou um gemido baixo, quase um miado de gata no cio, e sentou direto no colo dele, sentindo o pau grosso e duro de Adnam roçando contra a buceta por cima do shortinho fino de algodão. O tecido já estava encharcado do tesão dela, e o calor do pau dele atravessava o moletom, latejando contra os lábios molhados da boceta. Ela rebolou devagar, esfregando a carne quente contra ele, sentindo cada veia do pau latejar.— Então para de lutar, padrasto — disse ela, voz rouca e carregada de desejo, os olhos castanhos fixos nos dele. — Eu quero você. Quero que você me foda como se eu fosse sua putinha particular. Quero ser a enteada vadia que abre as pernas pro homem da casa toda vez que minha mãe vira as costas.Adnam agarrou a nuca dela com uma mão grande e forte, puxando o rosto dela com força contra o dele. A língua dele invadiu a boca da enteada num beijo faminto, animal, quase violento. Ele chupava a língua dela, mordia o lábio inferior, enquanto as mãos grandes subiam por baixo da

  • Tabú: Amarras e Pecados   A Enteada Puta de Adnam - Capítulo 2

    Adnam não resistiu mais. A mão dele deslizou para dentro do shortinho e encontrou a buceta lisinha, depilada e completamente encharcada. Dois dedos grossos separaram os lábios molhados e entraram devagar, sentindo o calor apertado. — Caralho… tá pingando pra mim — gemeu ele, movendo os dedos devagar, sentindo as paredes da buceta dela apertarem. — Essa bocetinha tá encharcada pro pau do padrasto. Olha só como você aperta meus dedos, sua vadiazinha. Karsu jogou a cabeça para trás, gemendo alto, as mãos apoiadas nos ombros dele. — Ahhh… deda minha buceta, Adnam… deda a buceta da tua enteada… eu sou tua putinha há anos e você nunca soube. Ele curvou os dedos dentro dela, acertando o ponto G com precisão, enquanto o polegar esfregava o clitóris inchado em círculos lentos e firmes. O som molhado dos dedos fodendo a buceta enchia a sala silenciosa. — Eu sabia — confessou ele, voz rouca, os olhos fixos no rosto dela. — Eu via você se tocando no quarto quando a porta ficava entreaberta.

  • Tabú: Amarras e Pecados   Pecados & Desejos - Capítulo 3

    Milih mal teve tempo de recuperar o fôlego depois do toque de André no batente da porta. Cada músculo do seu corpo gritava por mais; cada centímetro de pele ardia sob a lembrança dos dedos dele deslizando pela cintura e pelas coxas. Ela não sabia como tinha sobrevivido àquele toque, mas agora não p

    last updateLast Updated : 2026-04-02
  • Tabú: Amarras e Pecados   Sob o Céu de Madrid - EP 6

    Clare acordou com o calor do corpo de Pedro colado ao seu. Ele dormia profundamente, um dos braços sobre sua cintura, o rosto virado para o seu pescoço, como se buscasse abrigo em seu cheiro. Ela o observou por longos minutos, em silêncio.Ele parecia tão... em paz. Forte e vulnerável ao mesmo temp

    last updateLast Updated : 2026-03-23
  • Tabú: Amarras e Pecados   O Que a Noite Esconde - Capítulo 7

    Três dias se passaram desde que Samuel fugira. Alyssa contara cada hora, cada minuto, enquanto Kaio a distraía com histórias picantes e toques que deixavam sua pele em brasa — mas nunca iam além. Era como se ambos soubessem que qualquer passo dado sem Samuel seria uma traição de verdade.Quando a p

    last updateLast Updated : 2026-03-19
  • Tabú: Amarras e Pecados   O Que a Noite Esconde - Capítulo 1

    O táxi parou em frente à casa que Alyssa não via há anos. O portão de ferro batido estava levemente enferrujado, e o jardim, outrora impecável, agora mostrava sinais de abandono. Ela respirou fundo, sentindo o peso da mala nas mãos e o peso ainda maior no peito.— Está tudo pago — murmurou ao motor

    last updateLast Updated : 2026-03-18
More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status