MasukKaty A manhã passou mais rápido do que eu esperava. Desde que cheguei à Vanguard, estava concentrada na conferência de alguns documentos e nos ajustes de um relatório que precisava encaminhar antes do almoço. Fernando havia deixado sobre minha mesa as solicitações recebidas pela equipe e me ajudado a organizar a ordem das prioridades. — Esses dois precisam de retorno ainda hoje — comentou, apontando para a tela do computador. — O primeiro eu consigo finalizar antes do almoço. O segundo depende de uma confirmação que ainda não recebi. — Posso cobrar o pessoal responsável. — Pode, por favor? Assim que tiverem uma resposta, me avise. Fernando assentiu e voltou à própria mesa. Retomei o trabalho, revisando os valores e comparando os documentos. A promoção para Analista Financeira Sênior havia trazido novas responsabilidades, mas eu gostava de acompanhar de perto os processos e entender cada etapa antes de dar algo como concluído. Pouco depois, recebi a confirmação que estava espe
Ian Acordei com o som de alguma coisa sendo colocada sobre a bancada da cozinha. Estendi o braço para o outro lado da cama, mas Katy já havia se levantado. Olhei o relógio, ainda havia tempo antes de precisarmos sair. Fiquei alguns instantes deitado, até ouvir o barulho da cafeteira. Quando cheguei à cozinha, ela estava de costas, prendendo o cabelo enquanto esperava o pão terminar de aquecer. — Bom dia — falei. Katy virou o rosto. — Bom dia. Dormiu bem? — Dormiria melhor se você ainda estivesse na cama. — Então deveria ter acordado mais cedo. Aproximei-me e passei os braços ao redor de sua cintura, beijando seu rosto. — Você fugiu de mim. — Fugi para preparar o café. Uma atividade bastante suspeita. — Extremamente. Ela riu e se virou para me dar um beijo. — Pode colocar os pratos na mesa? — Posso. Mas antes preciso fazer uma pergunta. — Lá vem. — Você está se sentindo bem? Katy me observou por um instante. — Estou, Ian. — Sem enjoo? — Sem enj
Katy NunesO apartamento finalmente estava em silêncio.Depois que minha mãe, minha avó e meu pai foram embora, Ian e eu ainda ficamos algum tempo organizando a cozinha. Ele insistiu em cuidar da maior parte das coisas, mas não consegui simplesmente deixá-lo fazer tudo sozinho.— Você pode me entregar esses copos — pedi, estendendo a mão.— Eu consigo levar todos de uma vez.— Ian, são copos, não uma mudança.Ele olhou para mim com um sorriso antes de entregar dois deles.— Está bem, senhora supervisora.— Alguém precisa garantir que você não transforme uma tarefa simples em uma competição.— Eu estava indo muito bem até você começar a fiscalizar.Peguei os copos e os levei até a pia. Quando terminei, encontrei Ian guardando os últimos pratos.— Acho que agora acabou — comentei.— Finalmente.Aproximei-me e apoiei as mãos em seus ombros.— Obrigada pelo jantar.Ele virou o rosto na minha direção.— Você já me agradeceu.— E vou agradecer de novo. Você cuidou de praticamente tudo.— Fo
Ian Parker — Eu ainda estou tentando entender como vocês conseguiram organizar tudo para tão perto — disse a mãe de Katy, olhando de um para o outro. Katy soltou uma risada curta. — Nós também ainda estamos organizando algumas coisas, mãe. — Mas a data já está marcada? — A comemoração será daqui a duas semanas — confirmei. — Estamos cuidando dos detalhes para que tudo aconteça como planejamos. O pai de Katy apoiou os braços na mesa. — E vocês decidiram isso há quanto tempo? Katy começou a responder, mas parou por um instante, procurando a melhor maneira de explicar. Eu conhecia aquela pausa: ela estava tentando organizar a resposta para não transformar uma conversa simples em uma apresentação cheia de detalhes. — Já vínhamos conversando sobre isso — disse ela. — Agora conseguimos definir a data. — E vocês estão tranquilos com o prazo? — perguntou a avó. — Dentro do possível — respondi. — Ainda há coisas para resolver, mas estamos cuidando delas. A mãe de Katy olhou para a
Ian ParkerA última panela estava no fogo quando olhei para o relógio pela terceira vez em poucos minutos. O jantar estava encaminhado, a sobremesa já tinha lugar reservado na geladeira e a mesa estava quase pronta. Eu só precisava terminar o que faltava e garantir que nada passasse do ponto.Katy havia ido se deitar depois das compras. Quando me ofereci para cuidar da cozinha, ela não fez muita resistência. Na verdade, bastou mencionar que poderia descansar um pouco para que aceitasse a ideia.Eu estava conferindo o tempero quando ouvi seus passos no corredor.— Você está falando sério quando diz que sabe cozinhar ou só não quer me deixar trabalhar? — perguntou ela, encostada à entrada da cozinha.Olhei por cima do ombro.— As duas coisas podem ser verdade.Ela se aproximou, observando o que estava sobre a bancada.— Humm. Pelo menos não colocou fogo em nada.— Ainda temos tempo.Katy riu e estendeu a mão para pegar um pedaço de alguma coisa que eu havia separado.Afastei a travessa
IanAssim que entramos no carro, Katy acomodou a bolsa no colo e olhou para mim.— Estava pensando em uma coisa. Podíamos chamar minha família para jantar hoje no meu apartamento.Liguei o carro e saí com cuidado da vaga.— Sua mãe, sua avó e seu pai?— Sim. Quero contar que a festa de casamento será daqui a duas semanas. Acho melhor falar pessoalmente.— Concordo. Podemos aproveitar hoje.Katy sorriu e ajeitou o cinto.— Tem um restaurante perto do mercado. Podemos almoçar lá e depois atravessar a rua para comprar as coisas para o jantar. Assim, não precisamos ficar tirando o carro do lugar.— Boa ideia.Ela pegou o celular e ligou para a mãe. Enquanto eu dirigia, Katy explicou que gostaria de receber a família para jantar naquela noite. Combinou o horário e pediu que a mãe avisasse a avó, que morava com ela no apartamento de baixo.Assim que encerrou a ligação, procurou o contato do pai.— Agora só falta falar com ele — comentou.Continuei dirigindo enquanto ela iniciava a chamada.







