LOGINAli naquele palco, eu estava de frente a um tigre tentando dominar uma raposa.
Mas, essa raposinha aqui, é esperta demais para esse pequeno tigre. — Então seja uma boa garota e me espere aqui com meus seguranças, — solta meu queixo e se levanta indo em direção a moça que segurava a maleta de dinheiro. Obviamente, ele iria assinar algo ou terminar de fechar a "compra da sua nova boneca ". Me levanto do chão encarando os seguranças e o resto da plateia que ainda cochichavam sobre o ocorrido. Outros homem se aproximam de mim com um olhar sério demonstrando firmeza. — Me siga, você tem que se trocar para quando seu dono chegar.— diz um dos homens de terno me levando para onde a mulher que tinha me levado para aquele maldito palco estava Nem comentei nada, eu estava louca para tirar aquela roupa ridícula. Os seguranças daquele cara, não paravam de me seguir. Por sorte não estraram no quarto, assim eu poderia vestir minhas roupas mais confortável. Isso se aquela maldita mulher não estivesse comigo. — Parabéns! já faz muito tempo que não lucramos tanto com uma única boneca.— J**a minha bolsa no chão — suas roupas estão ai — sorri — mas, apenas suas roupas. O resto, queimamos tudo. — Obrigada — sorrio em sarcasmo — vou fazer questão de me lembrar desse seu rostinho de cadela e me vingar quando te encontrar futuramente. — digo enquanto pego minha bolsa e olho o estado das minhas roupas. Ela começa a rir exageradamente se aproximando de mim com uma confiança de dar raiva. — Acho que você vai estar bem ocupada...abrindo as pernas para seu dono — me olha de cima a baixo — isso se ele for te usar para isso, já que seu corpo não é um dos melhores — ela se vira ainda rindo. Já chega ! vou acabar com ela agora mesmo, vai que eu não tenho outra chance de arrancar esses apliques que ela chama de cabelo ? E também, eu já estou na merda, o que poderia me deixar mais encrencada do que já estou ? Com agilidade puxo seus cabelos e a derrubo no chão. — Sua filha da puta ! — puxo seus cabelos e bato sua cabeça no chão — CADÊ A GRAÇA AGORA VADIA !? CADÊ!? — me levanto e a arrasto pelo chão enquanto ela se debate e grita. — ME SOLTA ! VOCÊ ESTA LOUCA DESGRAÇADA!? — segura em minhas mãos tentando se soltar enquanto faz o maior escândalo. Os seguranças que estavam do lado de fora, ao escutar os gritos abrem a porta com tudo e ficam surpresos com a cena sem saber o que fazer. — NÃO FIQUEM AI PARADOS! VENHAM ME AJUDAR ! — gritando o mais alto que podia — TIREM ESSA LOUCA DE PERTO DE MIM !!! Um dos seguranças me segura e me afasta dela me levando para o canto do quarto, enquanto o outro ajudava a pobre coitada a se levantar. — Eu vou acabar com você ! — diz ainda meio tonta arrumando os cabelos que restaram. — Vai mesmo ? — pergunto ainda sendo segurada — Então tenta meu amor — sorrio preparada para arrebentar ela novamente. — Senhora eu acho melhor se retirar — diz o segurança que tinha ajudado ela a se levantar — Temos que levar a moça para o nosso chefe. Ela me olha com sua maquiagem borrada e cabelos bagunçados, e sorri limpando o batom borrado. — Claro, claro, levem essa cachorrinha daqui o mais rápido possível — ela se retira do quarto deixando apenas nós três no local. — Vai me soltar não ? — pergunto impaciente — eu vou me trocar agora. — Me desculpe senhorita — me solta e se retira do quarto junto ao outro e fecha a porta me dando privacidade. Enquanto eu trocava de roupa, dava para escutar a conversa dos dois que estavam do lado de fora. — O chefe escolheu uma bem brava né ? essa mulher me dá medo.— diz com uma voz baixinha mais alta o suficiente para que eu escutasse. — Calado ! ela vai te ouvir e te bater igual ela fez com aquela lá — o outro comenta também cochichando. Termino de me trocar e, cara que bom vestir minhas roupas novamente. Vou até a porta e a abro fazendo com que os seguranças dêem um pulinho de susto, mais logo se recompõe e ficam de frente para mim. — Vamos senhorita ? O chefe está a sua espera — diz abrindo caminho para que eu possa passar. Do lado de fora do leilão, aquele homem estava parado ao lado de um carro. E não era qualquer carro, e sim um Porsche Taycan Turbo S branco, simplesmente um dos carros mais bonitos que eu já tinha visto. Eu nunca soube muito de carros mas, eu sempre quis andar em um desses. — Por que demoram tanto ? — pergunta olhando para o relógio em seu pulso — eu disse que estava com pressa para ir embora, não disse ? — ele olha para os seguranças que abaixam a cabeça. — Desculpa senhor, é que a Senhorita aqui estava um pouco agressiva agora pouco e- — Interrompe — Que seja vamos logo. — diz entrando no carro. Não queria entrar no carro, mas ao mesmo tempo eu estava doida para andar em um Porsche. Afinal, um Porsche é um Porsche e também, eu poderia fugir da casa desse cara assim que eu chegasse lá. Já tinha muito tempo que estávamos na estrada, então decidi puxar assunto para passar o tempo, Já que o meu tal "dono" dormiu minutos depois que entrou no carro. — E qual o nome de vocês ? trabalham a quanto tempo para esse sujeito ? — pergunto olhando para o homem ao meu lado dormindo como um anjinho. — Eu sou o Eduardo senhorita — diz o segurança que estava dirigindo — E esse ao meu lado é o Matheus. — dá uma olhada pelo retrovisor verificando se o rapaz ainda dormia — E trabalhamos- — Interrompe — Pare de falar com ela — diz Matheus — Se dizer o que não deve, vai acabar sendo demitido. Depois dessa, o silêncio era o único que permaneceu durante todo o caminho, até chegarmos em uma área rural, onde de longe se via uma bela mansão. Ao chegar mais perto dava para perceber que era uma mansão imponente de estilo clássico, em uma cor amarela clara, com múltiplos andares, mesmo sendo muito bonita, parecia abandonada. As janelas cobertas por plantas trepadeiras, os vidros sujos e amarelados Um caminho de pedra que levava até um jardim lotado de mato e gramado seco. Um lago na parte inferior do jardim, refletindo a mansão mesmo com sua água esverdeada. A única coisa que se salvava do abandono, era que um pouco mais para os fundo, tinha árvores e um pequeno curso d'água que deixava aquela paisagem descuidada com um tom sereno e tranquilo. — Puta que pariu...eu vim parar no meio do nada, para viver em uma mansão abandonada com o maluco que me comprou em um leitão — digo olhando para a mansão toda descuidada e dou uma leve olhada para o homem que ainda dormia tranquilamente... 💋 Continua 💋 🍓 obrigada por ler 🍓 🍒 Desculpa os erros de português se tiver algum 🍒 🌱até a próxima meus brotinhos 🌱De dentro do banheiro, eu podia ouvir o barulho que aqueles caras faziam enquanto me procuravam. Tão barulhentos... — Senhorita Rubi!!! — Matheus me chamava a cada cinco segundos enquanto sua voz ficava mais chorosa — não pode nos abandonar Senhorita Rubi...precisamos de você para ajudar a lidar com o chefe Senhorita Rubi... — Se eu fosse ela, eu já teria fugido para longe — Eduardo parecia estar sem paciência ao me procurar — Eu sabia que ela iria embora. Também, o nosso chefe é muito sonso e nem percebeu que ela tinha sumido. A procura continuou até que eu pude escutar bem baixinho o barulho da porta do quarto se abrindo . — escuta o barulho do chuveiro — Achei você raposinha~ — diz cantarolando enquanto tenta abrir a porta. — Ué...você trancou a porta ?— pergunta girando a marsaneta da porta. — Mais é óbvio que sim ! — digo sem paciência enquanto me preparo pra entrar no chuveiro. Assim que entro de baixo do chuveiro, dou um pulo para trás a toda velocidade. — AAAAA
Enquanto eu estava terminando de limpar as coisas, aquele tigre sem vergonha, não parava de me importunar. Me mandava limpar os tapetes, tirar poeira das janelas e sempre me agarrando quando eu não estava atenta com seus passos. — Olha só ali — apontando para uma pequena mesa que era enfeitada com um vaso de flores secas— limpa lá também empregada — sorri se sentando no sofá — e quando estiver limpando, dá uma abaixadinha para facilitar as coisas — imaginando algo em sua mente. — Facilitar? Facilitar o que ? — impaciente apertando o pano com força. — Oras, facilitar para que eu possa ver sua bun- — Recebe um pano bem dado na cara. — Se quiser essa porcaria de mesa limpa, então se levante e vai limpar você mesmo ! — saio bufando de raiva indo em direção as escadas. Enquanto eu subia as escadas, percebi que tinha uma janela enorme que dava a vista para o céu. Aquele céu que antes estava com o sol estralando de quente, agora estava se preparando para o nascer da noite. O dia tinha
Quando achei que não tinha como piorar, eis que eu vejo a mansão por dentro. Paredes que eram para ser brancas, estavam manchadas e com mofo. Se bem que, ignorando toda essa sujeira a sala era incrível. Um tapete bege claro cobre a maior parte do piso, delimitando a área da sala de estar. Uma mesa de centro redonda em tom dourado metálico posicionada no centro do tapete, entre dois sofás que apesar de estarem sujos, eram muito bonitos. Um sofá grande e confortável em tom bege claro ocupa a maior parte do espaço à direita da sala, com almofadas em tons neutros. A sala era enorme cabendo vários móveis. E do lado esquerdo, uma poltrona individual, também bege claro, para complementar o conjunto. Um vaso com flores secas era o único enfeite ao lado da televisão. Cinco luminárias pendentes em tom dourado metálico, penduradas em diferentes alturas, iluminam a sala com elegância. Uma peça de arte abstrata em tons terrosos completa a decoração da parede oposta à televisão
O carro passa pelo portão estacionando perto de um pequeno chalé de madeira. A casinha, estava bem cuidada e com flores roxas e amarelas em um canteiro que ficava na janela, uma luz acesa de dentro do chalé, deixava as flores mais belas ainda, dando o ar de conforto. Mais ao fundo, eu podia ver um pequeno lago que diferente do outro, tinha águas calmas e limpas. A vegetação ao redor é exuberante, com árvores verdes e arbustos bem podados com flores brancas. Assim que Eduardo abre a porta do carro, eu desço e fico olhando aquela paisagem, com um monte de perguntas em minha cabeça. Perguntas que eu tenho certeza de que vão dizer : "não é da sua conta boneca". — bocejando ainda sonolento — Nossa que cochilo bom — diz se espreguiçando — Por que estacionou desse lado ? — Pergunta indo em direção a Matheus. — Bem...esse era o único lugar que o carro passava...— Responde com medo de ser repreendido. — E você nem imagina o porque do carro não passar pelo outro portão — Comento
Ali naquele palco, eu estava de frente a um tigre tentando dominar uma raposa. Mas, essa raposinha aqui, é esperta demais para esse pequeno tigre. — Então seja uma boa garota e me espere aqui com meus seguranças, — solta meu queixo e se levanta indo em direção a moça que segurava a maleta de dinheiro. Obviamente, ele iria assinar algo ou terminar de fechar a "compra da sua nova boneca ". Me levanto do chão encarando os seguranças e o resto da plateia que ainda cochichavam sobre o ocorrido.Outros homem se aproximam de mim com um olhar sério demonstrando firmeza.— Me siga, você tem que se trocar para quando seu dono chegar.— diz um dos homens de terno me levando para onde a mulher que tinha me levado para aquele maldito palco estavaNem comentei nada, eu estava louca para tirar aquela roupa ridícula. Os seguranças daquele cara, não paravam de me seguir. Por sorte não estraram no quarto, assim eu poderia vestir minhas roupas mais confortável. Isso se aquela maldita mulher n
Quando acordei, estava trancada em um quarto velho que mais parecia uma prisão. A parede em um tom amarelo-claro desbotado, com grandes áreas de tinta descascada revelando uma camada inferior verde-azulada. Há pedaços de papel e outros detritos presos à parede. Um leito de madeira simples e escuro, com uma colcha cinza-azulada e uma almofada. Ao lado da cama, há um pequeno armário de madeira escuro e antigo, com uma gaveta e duas portas. O chão parece ser de madeira escura e desgastada. A luz entra por uma janela aberta porém, com grades, destacando a poeira e o estado de degradação do quarto. De uma coisa em sabia : estando em um lugar desses, eu de fato tinha sido sequestrada. E de duas uma : ou eu seria vendida, ou teria meus órgãos arrancados.Não demorou muito para que a porta fosse aberta e uma mulher alta usando um vestido preto entrasse no quarto, carregando uma muda de roupas.— Vista isso e me acompanhe — joga a roupa em cima da cama— Antes que me pergunte, você vai ser v







