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Capìtulo 35

Author: Histoire
last update publish date: 2026-09-22 21:25:00

Capítulo 35

Adrian

Não dormi à noite. Deitado no sofá da sala de Eva, os olhos fixos no teto, passei horas remoendo as palavras do meu pai, procurando incoerências, falhas, provas de sua mentira. Mas não encontrei nada, nada além da angústia que me corrói e o medo que me aperta. Lina, minha irmã. Lina, meu amor. Lina, meu interdito. Essas palavras dançam na minha cabeça

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  • Uma Noite com o Diretor Glacial   Capìtulo 35

    Capítulo 35AdrianNão dormi à noite. Deitado no sofá da sala de Eva, os olhos fixos no teto, passei horas remoendo as palavras do meu pai, procurando incoerências, falhas, provas de sua mentira. Mas não encontrei nada, nada além da angústia que me corrói e o medo que me aperta. Lina, minha irmã. Lina, meu amor. Lina, meu interdito. Essas palavras dançam na minha cabeça como pesadelos, e cada vez que fecho os olhos, vejo seu rosto devastado, suas lágrimas, sua voz quebrada que me suplicava para não tocá-la.Ao amanhecer, faço as ligações necessárias. Um laboratório privado, discreto, que deve favores passados ao Grupo Kessler e que não fará perguntas. Um médico que virá fazer as coletas em domicílio, sem papelada, sem testemunhas, sem vestígio

  • Uma Noite com o Diretor Glacial   Capítulo 34

    Capítulo 34AdrianHá três dias, ela se recusa a me ver. Não responde às minhas ligações, não responde às minhas mensagens, não abre a porta do apartamento de Eva quando venho bater. A colega de casa dela me lança olhares negros e bate a porta na minha cara, dizendo que Lina não quer ver ninguém, sobretudo a mim. Sobretudo a mim. Essas palavras são lâminas que se enfiam no meu peito, e cada hora que passa sem notícias dela é uma tortura que me consome.Alguma coisa aconteceu. Algo grave. A última vez que a vi, naquela ruela, ela chorava nos meus braços e me dizia que não conseguia me odiar. Hoje, ela se recusa a falar comigo, a me ver, a existir no mesmo mundo que eu. E essa ausência súbita, esse silêncio brutal, me enchem de um terror que nunca senti antes. Meu pai.

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    Capítulo 33LinaO convite chega numa manhã cinzenta, enquanto a chuva bate contra as vidraças do apartamento de Eva e ainda não encontrei forças para voltar à Kessler. É um cartão branco, sóbrio, gravado a ouro fino, que traz o brasão da família Kessler e estas poucas palavras traçadas com uma escrita fina e afiada que começo a reconhecer: "Senhorita Varel, espero-a amanhã às quinze horas no mansão. O carro passará para buscá-la. Não se atrase. --- Viktor Kessler." Nenhuma fórmula de cortesia, nenhuma explicação, nenhuma escapatória. Apenas uma ordem disfarçada de convite, como tudo o que os Kessler sabem fazer.Eva me implora para não ir. Diz que é uma armadilha, que esse homem é perigoso, que eu deveria ligar para Adrian, pedir ajud

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    Capítulo 32LinaOs dias que se seguem à confissão de Adrian na ruela são um nevoeiro de dor e confusão. Não voltei à Kessler, incapaz de enfrentar seu olhar glacial depois de ter visto o homem quebrado que se escondia por trás, incapaz de representar a comédia da funcionária humilhada quando agora sei que tudo isso não passa de uma farsa para me proteger. Liguei para madame Delcourt alegando licença médica, e fico trancada no apartamento de Eva, andando de um lado para o outro, remoendo, procurando uma solução que não existe.É então que recebo uma ligação. Um número desconhecido, uma voz grave e profissional que se apresenta como a de um detetive particular. Chama-se senhor Morel, trabalha num caso antigo e tem informações que podem me interessar. Informa&ccedi

  • Uma Noite com o Diretor Glacial   Capìtulo 31

    Capítulo 31AdrianArrasto-a para longe do café, para longe de Matteo Lamberti e de seu sorriso de predador, para longe dos olhares curiosos dos transeuntes que se viram à nossa passagem. Minha mão aperta o braço dela com mais força do que eu gostaria, e sinto sua resistência, sua raiva, sua confusão. Ela não entende o que me deu, não entende que surgi do nada para subtraí-la a esse homem como um ladrão arranca uma joia das mãos de um rival. Ela não entende, e é melhor assim. Se ela entendesse, se soubesse a verdade, quereria ficar, quereria lutar, e essa luta a mataria.— Solte-me, Adrian! — diz ela, debatendo-se. — Você está me machucando!Solto-a imediatamente, como se a pele dela tivesse me queimado. Estamos numa ruela deserta, afastada da avenida, e o silên

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    Capítulo 30MatteoAvisto-a de longe, sentada sozinha na esplanada de um café, os olhos perdidos no vazio, as mãos apertadas em volta de uma xícara que esfria há muito tempo. Lina Varel. A mulher que dançou comigo no gala Kessler, aquela que despertou em mim uma curiosidade que não sentia há anos, aquela que o Diretor Glacial arrancou dos meus braços com uma possessividade que dizia muito sobre seus sentimentos. Desde aquela noite, não parei de pensar nela, em seu olhar cor de avelã, em seu sorriso triste, nessa fragilidade que ela esconde sob uma armadura de determinação. E hoje, ao vê-la tão sozinha, tão abatida, sinto uma raiva subir em mim, uma raiva dirigida contra Adrian Kessler, contra esse homem que não merece a mulher que tem diante dos olhos e que insiste em destruí-la.Desço do meu carro, um Alfa Romeo vermelho que destoa do décor cinzento deste fim de tarde, e atravesso a rua para me aproximar da sua mesa. Ela não me vê chegar, absorvida demais em seus pensamentos, e quand

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