LOGINVITÓRIA:Respirei aliviada ao ver as imagens dos meus dois bebês na tela, mas, acima de tudo, ao ouvir os batimentos de seus corações. Chorei apertando a mão de Ricardo que, embora tentasse disfarçar, tinha os olhos cheios de lágrimas. Sem conseguir se conter, ele se inclinou, me abraçou e me beijou emocionado. — Eles estão bem, Vicky, estão bem — repetiu uma e outra vez. Seu abraço era quente, protetor. Afastei-me de sua camisa, sentindo sua respiração entrecortada. Ricardo me ajudou a sentar, mas justo quando tomei uma respiração profunda, a obstetra carraspeou, chamando nossa atenção. — Eles estão bem, ambos. Mas... — sua voz se deteve por um instante. — A senhora precisa de repouso absoluto. Qualquer estresse adicional pode ter consequências graves para sua saúde e a dos
VITÓRIA:Dormitava no quarto, tentando encontrar a maneira de abrir aquelas algemas que me mantinham presa à cama, quando a chegada de vários carros e algumas vozes chegou até mim. Reconheci-as imediatamente; uma era de Matías e a outra de Isabel. Soltei uma risada fria. Eu sabia, ela estava por trás de tudo isso e, embora não quisesse acreditar, a dúvida de que Ricardo fosse parte dessa armadilha apertou meu coração. A porta se abriu de golpe e a figura de uma mulher correu em minha direção, me agarrando como um demônio pelo pescoço. — Morra, maldita, morra! Por que você tem que me tirar tudo? Por quê? — Era Isabel, tentando me estrangular. — Primeiro você me tira meus pais, depois Ricardo e agora Matías. — Solte-a, Isabel! — O empurrão de Matías me tirou dela. — Voc&eci
RICARDO: O detetive não dava espaço para titubeios. Seus olhos, cheios de uma determinação que parecia inquebrantável, se cravaram nos meus enquanto aguardava uma resposta. —Sim, eles a têm aqui —afirmei, tentando não deixar transparecer muita desespero—. O anel de noivado tem um rastreador. Ele me olhou de forma inquisitiva, analisando cada palavra e gesto em busca de alguma mentira. Mostrei-lhe o mapa e o ponto vermelho. Finalmente, fez um leve movimento de cabeça, indicando que havia entendido. —Escute bem —sussurrou o detetive—. Temos o perímetro coberto. Não podemos agir diretamente; eles estão armados e qualquer movimento em falso coloca sua vida e a dela em risco. Mas preciso que me diga algo. O que você sabe sobre os Castellanos? Que informação eles podem usar contra você ou Victoria?  
VICTORIA:Eu dormia na sala, tentando encontrar um jeito de abrir aquelas algemas que me mantinham presa à cama, quando a chegada de vários carros e algumas vozes chegaram até mim. Reconheci-as imediatamente; uma era de Matías e a outra de Isabel. Soltei uma risada fria. Eu sabia, ela estava por trás de tudo isso e, embora não quisesse acreditar, a dúvida de que Ricardo fosse parte dessa armadilha apertou meu coração. A porta se abriu de repente e a figura de uma mulher correu em direção a mim, agarrando-me pelo pescoço como um demônio. —Morra, maldita, morra! Por que você tem que me tirar tudo? Por que? —Era Isabel, que tentava me estrangular sem que eu entendesse por que ela me dizia isso—. Primeiro você me tira meus pais, depois Ricardo e agora Matías. —Solta ela, Isabel! —O empurrão de Mat&iac
RICARDO:Meu coração batia acelerado enquanto eu saia devagar com as mãos nos bolsos da delegacia, sob o olhar de todos. Eu podia sentir, já tinha sido sancionado; para eles, eu era o criminoso que tinha ateado fogo à casa da minha esposa e desaparecido para ficar com tudo. O que ninguém sabia era que esse tudo era meu desde o primeiro dia que me casei com Victoria, mas eu não podia dizer isso ou ela estaria em grave perigo. Vi como Isabel me esperava no estacionamento, de pé ao lado de seu reluzente carro. Já havia deixado de aparentar ser uma mulher fraca, o papel que havia representado toda a sua vida para mim. Que tolo eu fui! Essa mulher brincou com meus sentimentos à vontade. Girei à esquerda e me afastei correndo em direção a um táxi que parou ao me ver. —Dirija —ordenei sem dizer aonde ia. Eu precisava escapar deles se quisesse resgatar
RICARDO:A porta se abriu lentamente, e o som do salto resonou como um golpe seco contra a tensão no ar. Quando levantei a vista, meu sangue congelou. Isabel Castellanos. A amiga que um dia havia sido parte da minha vida como um eco constante e que agora trazia o sobrenome que tanto odiava. Sua presença era um lembrete cruel das lealdades que haviam mudado, das amizades que agora eram armas. Entrou com uma calma inquietante, envolta em uma elegância que emanava poder e ameaça. Seu olhar buscou o meu de imediato, frio como o aço, e seus lábios curvaram-se em um sorriso que não ocultava em absoluto o desprezo que sentia por mim. —O que você está fazendo aqui? —perguntei com um tom firme, embora por dentro a surpresa me houvesse desarmado. —Ela não é minha advogada. —Vaya, Ricardo, é assim que me recebe? —disse suavemente com um sorr







