LOGINVicktor olhava para a porta do quarto onde Amora estava internada, com as mãos trêmulas. A informação dada pelo médico parecia ter destruído o que restava de suas defesas. Amora estava grávida. A realidade o atingiu em cheio, despertando nele um sentimento de culpa e um desejo irresistível de entrar no quarto e abraçar aquela mulher.No entanto, as palavras frias de Amora no escritório voltaram a ecoar em sua mente.Vicktor fechou os olhos, tentando conter a turbulência em seu peito. Sua presença só faria as emoções de Amora ficarem ainda mais instáveis, e o médico já havia alertado que ela precisava evitar qualquer tipo de estresse. Pela segurança de Amora e do bebê, Vicktor decidiu recuar. Com o coração pesado, afastou-se e deixou o hospital.Ao abrir os olhos, a primeira coisa que Amora sentiu foi uma forte tontura. Ela piscou algumas vezes, observando o ambiente desconhecido ao seu redor, até finalmente perceber que estava deitada em uma maca de hospital.— Estou no hospital? — mu
Vicktor Caldwell ficou paralisado diante das portas do elevador que haviam acabado de se fechar. A imagem do homem desconhecido com quem cruzara há pouco ainda permanecia nítida em sua mente. A aura daquele homem era dominante demais, perigosa demais para ser considerada apenas a de um parceiro de negócios. Havia uma possessividade absoluta em seu olhar, como se cada centímetro daquele edifício lhe pertencesse.E aquele homem acabara de sair da sala de Amora.Uma sensação de inquietação começou a se espalhar pelo peito de Vicktor. Ele se virou e caminhou a passos largos em direção à mesa da secretária, diante da sala da diretora-executiva.— Quem é o homem que acabou de sair da sala da senhorita Amora? — perguntou Vicktor, sem rodeios.A secretária ergueu os olhos, um pouco surpresa ao perceber a respiração ofegante de Vicktor.— Aquele... era um visitante particular da senhorita Amora, senhor. Ele não informou o nome, mas a senhorita Amora autorizou sua entrada.Um visitante particul
Os passos de Maverick soavam tranquilos, mas cada batida de seus sapatos contra o piso de mármore parecia o tique-taque de um relógio anunciando o fim da tranquilidade de Amora. Ele caminhou lentamente, diminuindo a distância entre os dois até parar bem ao lado da mesa de trabalho dela.O ambiente do escritório ficou imediatamente tenso, carregado pela presença dominante de Maverick. Com toda a tranquilidade, ele enfiou as duas mãos nos bolsos da calça de tecido fino e caro, observando Amora de cima.— Vicktor Caldwell — pronunciou Maverick. Sua voz era baixa, quase um sussurro, mas a frieza que a acompanhava foi suficiente para fazer a nuca de Amora se arrepiar. — Você ainda mantém contato com ele?Amora endireitou as costas instintivamente. Recusava-se a demonstrar intimidação dentro de seu próprio território.— Sim, porque ele é meu subordinado! Além disso... — Amora franziu levemente a testa, lançando-lhe um olhar desconfiado. — Espere. Como você sabe quem é Vicktor?Maverick não
Uma coisa que Amora percebeu ao acordar naquela manhã foi que havia se esquecido de algo crucial no dia anterior: seu celular. Aquele aparelho fino ainda estava nas mãos de Maverick, privando-a de qualquer acesso ao mundo exterior. No entanto, em vez de lamentar sua situação ou fazer um escândalo, Amora sentia-se muito mais revigorada. Na noite anterior, pela primeira vez em muito tempo, ela conseguira dormir profundamente, sem a sombra da intimidação daquele homem.A liberdade que havia recuperado — embora tivesse precisado pagar por ela com seu estado civil — fizera com que suas energias voltassem completamente.Amora estava diante do grande espelho de seu quarto, observando a própria aparência com um sorriso que finalmente voltara a iluminar seu rosto. Naquele dia, a presidente do Grupo Shane precisava estar impecável. Ela escolheu um conjunto formal composto por um blazer verde-esmeralda e uma calça pantalona da mesma cor, transmitindo uma imagem de autoridade sem perder a elegânc
Os raios do sol da manhã atravessavam as frestas das cortinas do quarto de hóspedes, mas o ambiente continuava frio e opressivo. Na noite anterior, pela primeira vez desde que Amora ficara confinada naquela mansão luxuosa, Maverick optara por dormir em outro quarto. O homem havia engolido o próprio orgulho e reprimido seus impulsos dominadores por um único motivo: temia que Amora ficasse estressada e isso colocasse em risco o bebê em seu ventre.Clique.A porta do quarto se abriu sem que ninguém batesse. Maverick entrou carregando uma bandeja com um café da manhã ainda quente. Como único proprietário da mansão, naturalmente, ele tinha as chaves reservas de todos os cômodos da residência.Seus olhos percorreram imediatamente o ambiente até encontrarem Amora sentada na cadeira da varanda, perdida em pensamentos. O tecido folgado de sua camisola balançava suavemente com a brisa matinal. Maverick se aproximou com passos firmes e colocou a bandeja sobre a mesinha redonda que os separava. E
O cheiro característico de antisséptico invadiu as narinas de Amora assim que ela se deitou na maca do hospital. Ao seu lado, a tela de um monitor de ultrassom ainda estava ligada, exibindo a imagem de seu útero, que se tornara o centro das atenções. Uma médica de meia-idade, vestindo um jaleco branco, acabara de limpar os restos do gel frio da barriga de Amora, que ainda permanecia lisa e perfeitamente plana.Maverick estava de pé não muito longe dali. Mantinha os braços cruzados sobre o peito, com os olhos fixos na tela do monitor antes de desviá-los para a barriga de Amora. Um lampejo de preocupação que ele tentava esconder a todo custo transparecia por trás de sua expressão impassível.A médica sorriu gentilmente e ajustou os óculos enquanto examinava os documentos em suas mãos.— Muito bem, está tudo normal — disse ela, iniciando a conversa. Em seguida, olhou alternadamente para Amora e Maverick. — Senhora Amora, se não se importar, poderia me dizer quando foi sua última menstrua







