เข้าสู่ระบบMaiaEu nunca vou concordar com a minha mãe. Sasha vive nessa mania de querer ser a pessoa sensata da família, a mulher que segura meu pai quando ele está prestes a explodir, como se tudo pudesse ser resolvido com calma e consciência limpa. Só que eu conheço Raj melhor do que muita gente e sei que ele está no limite. Ele queria aquela criança. Pode repetir quantas vezes quiser que Liara tinha o direito de decidir, pode fingir que entende e que não vai fazer nada contra ela, mas eu vi a expressão dele quando contei que ela tinha interrompido a gravidez. Aquilo atingiu meu pai, e atingiu a mim também. Minha mãe, como sempre, ficou defendendo Liara, falando que ninguém poderia obrigá-la a continuar uma gravidez causada pelo homem que a violentou. Às vezes tenho tanta raiva de Sasha que preciso me lembrar de que ela é minha mãe e, principalmente, de que meu pai ama aquela mulher de uma maneira que nunca consegui entender. Se alguma coisa acontecesse com ela por minha causa, Raj jamais vol
AbbasSaí da clínica com o sangue fervendo.Desde que Aline confessou que trabalhava para Maia, eu não conseguia pensar em outra coisa. Liara estava destruída, exausta depois de tudo que tinha enfrentado, tentando juntar os pedaços da própria vida, enquanto uma mulher que deveria estar ali para cuidar de pacientes tinha vendido informações sobre ela por dinheiro.Não bastava Ali ter tirado tanto.Maia continuava tentando entrar na vida de Liara por todos os lados.E Aline tinha aberto a porta.Fui direto para uma das propriedades usadas pela organização, longe da área residencial e dos lugares frequentados pela minha família. Jamal já estava me esperando quando cheguei. Os homens da segurança abriram passagem e eu atravessei o corredor sem cumprimentar ninguém.Jamal veio atrás.Jamal: Abbas.Continuei andando.Jamal: Pensa antes.Parei.Abbas: Estou pensando desde que descobri.Jamal: Então pensa mais.Virei para ele.Abbas: Ela fotografou informação relacionada ao atendimento de Lia
AbbasDesde o momento em que Jamal me avisou que alguém tinha vazado a informação sobre a gravidez de Liara, minha cabeça não teve mais sossego. Eu não conseguia dormir direito, mal tinha comido e, mesmo quando estava sentado ao lado dela na clínica, uma parte da minha mente continuava tentando entender como alguém tinha conseguido aquela informação tão rápido.O pior não era Raj saber.Era saber que alguém tinha chegado até uma informação médica de Liara e entregado para Maia.Isso significava que a pessoa estava perto.Talvez dentro da própria clínica.O lugar onde Liara deveria estar segura.Depois que ela conseguiu descansar e ficou sob os cuidados da equipe, fui para uma das salas administrativas reservadas. Peguei o notebook e solicitei acesso às gravações internas das áreas permitidas da clínica. Não havia câmeras dentro do quarto de Liara, obviamente, mas os corredores, acessos de funcionários, recepção e áreas administrativas eram monitorados.Comecei pelo dia em que ela cheg
RajVoltei para casa com a cabeça a mil, porque a conversa com Liara continuava presa na minha mente. Eu sabia que não podia obrigá-la a nada e ela tinha deixado isso muito claro, mas também não conseguia simplesmente esquecer que existia a possibilidade de aquela criança ser de Ali. Eu tinha ido até aquela clínica querendo ouvir a verdade da boca dela e, pelo menos nisso, Liara não mentiu. Admitiu que, pelo tempo da gravidez, existia a possibilidade de Ali ser o pai. Também deixou claro que não sabia se continuaria a gestação e que, se decidisse ter a criança, isso não significava que eu teria automaticamente algum direito sobre ela.Eu não tinha gostado de ouvir aquilo.Não mesmo.Uma parte de mim queria dizer que, se aquela criança fosse de Ali, também carregava o meu sangue e o de Sasha. Queria dizer que, se Liara não quisesse criar, nós poderíamos fazer isso. Mas ela estava certa em uma coisa: eu não podia forçá-la.Durante todo o caminho, tentei me convencer de que ela ainda pen
LiaraAssim que a porta se fechou atrás de Raj, senti o ar voltar aos poucos para os meus pulmões. Não chorei imediatamente. Minha garganta ardia, meu peito estava apertado e parecia que todas as palavras que eu tinha engolido nos últimos dias tinham se acumulado ali, esperando um momento para sair. Fiquei encarando a porta durante alguns segundos, ainda tentando entender como minha vida tinha chegado àquele ponto. Primeiro minha mãe, depois Ali, depois a clínica, a descoberta da gravidez e agora Raj aparecendo para falar de um possível neto quando eu ainda nem tinha conseguido entender o que estava acontecendo dentro de mim.Era difícil esquecer quando meu próprio corpo carregava uma consequência daquela noite.Abbas entrou novamente.Fechou a porta atrás de si e ficou me olhando. Pela expressão dele, queria perguntar mil coisas, mas se segurou.Abbas: Você está bem?Liara: Não.Ele se aproximou.Abbas: Quer que eu chame minha mãe?Balancei a cabeça.Liara: Quero você.Foi o suficien
LiaraFiquei olhando para Raj e me perguntando quem ele pensava que era para aparecer ali e querer conversar comigo em particular sobre uma coisa que estava acontecendo dentro do meu corpo. Eu tinha aceitado ficar sozinha com ele porque queria escutar até onde aquele homem teria coragem de ir, não porque estivesse disposta a receber conselho sobre o que deveria fazer.Era muito fácil falar quando estava do outro lado.Muito fácil enxergar um possível neto quando não tinha sido ele quem acordou em uma clínica depois de ter sido violentado, quando não tinha sido a mãe dele que Ali matou, quando não era o corpo dele que carregava agora mais uma consequência daquela noite.Raj: Liara, eu sei que você está assustada.Liara: Não começa falando como se soubesse alguma coisa sobre o que eu estou sentindo.Ele ficou em silêncio por alguns segundos.Raj: Tudo bem.Cruzei os braços.Raj: Eu só quero que entenda que, se essa criança for de Ali e você decidir continuar a gravidez, ela não vai fica







